segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Ida a Minsk


Depois de acabar o ano lectivo, a minha avó fez uma coisa inesperada: ofereceu-me 3 bilhetes para uma viagem a Minsk.

Estava tão feliz!

Logo que recebi a notícia, o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi contar aos meus amigos o sucedido.

- Nem sabem o que me aconteceu!

- O quê? – respondeu o Joel que já lá tinha ido e por isso não partilhava o mesmo interesse que eu.

- A minha avó ofereceu-me uma viagem a Minsk, na Bielorrússia.

- Que fixe! Quando vais?

- Já para a semana! – exclamei com tanta fúria que nem conseguia parar quieta.

No dia seguinte, a minha avó disse-me que tinha de escolher quem ia comigo. É claro que escolhi a minha avó e o meu irmão, o Alex.

Comecei a fazer as malas, mas só me apetecia levar a máquina fotográfica. O resto não importava.

De seguida, a minha avó disse-me que íamos de comboio. Melhor ainda!

Agora, nem acredito que já passei pontes, campos verdes e cidades de Espanha. Também vi uma águia a planar pelo céu azul.

E neste preciso momento, estou a passar por um fundo túnel nos Pirenéus, e lembrei-me que me esqueci do computador portátil… Paciência, o que interessa é que vou para Minsk!



Helena Ferreira, 8ºE
Abelheira, Portugal

Abelheira, 27 de Dezembro de 2008

Cara Elisa,

Recebi a tua carta. Disseste para ir aí à Serra da Estrela este fim-de-semana, mas não posso, porque tenho muitos trabalhos para concluir.

No entanto, passarei aí o próximo fim-de-semana.

Já pensei no que podemos fazer: podemos esquiar e ir até ao cimo da Serra da Nabiça (perto da tua casa).

Aproveitando a ocasião, queria ver uma gruta que existe próxima da tua casa, porque – a propósito da matéria que estou a estudar em Ciências Naturais – a minha professora disse que era muito engraçada.

E ainda podemos beber aqueles sumos maravilhosos que tu fazes.

Evidentemente que temos de ir ao Estrelashopping. Ouvi dizer que abriu, no centro comercial, uma nova loja com roupas fantásticas. Espero que não sejam muito caras.

Tenho saudades do tio Ernesto. Temos, obrigatoriamente, de visitá-lo.

Em seguida, temos de ir ao canil. Depois da amizade que travei com os cães que lá estavam, só me apetece ir vê-los todas as semanas.

Temos de fazer um bolo enorme como fizemos na última vez que cá vieste. Espero que fique delicioso!

Por último lugar, temos de fazer uma passagem de modelos caseira. Há dois anos, divertimo-nos imenso.

Entretanto, se tiver mais algumas ideias, escrevo-te outra vez.

Beijinhos da tua amiga,

HELENA





P.S. : Não te esqueças de “encher “ a despensa!



Helena Ferreira, 8ºE

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O peso da televisão


Hoje em dia, a televisão é um dos meios mais poderosos do mundo. Informa, entretém, vicia e “delicia” as pessoas.

A televisão é muito importante, porque, nestes tempos, quem não vê televisão, não está informado (embora haja outros meios de comunicação).

Esta também entretém as pessoas e já é um dos passatempos preferidos destas. Desde os mais pequenos, com os desenhos animados, aos mais velhos, com as telenovelas.

Mas a televisão também pode ser perigosa!

Já existem viciados em televisão que passam horas à sua frente.

Também há famílias que deixam de ter conversas diárias ao almoço e ao jantar, porque comem à frente da televisão. E, além disso, este poderoso meio de comunicação pode provocar problemas de visão e obesidade.

Mas é fundamental para a cultura geral. Com os documentários que os canais emitem, as pessoas começam a aperceber-se de certos problemas que existem no planeta.

Em síntese, a televisão é um meio de comunicação precioso e indispensável para estar informado e é uma forma de lazer que deve ser usada com regras.

Helena Ferreira, 8ºE
Lourinhã, 21 de Junho de 2008



Olá, Maria!



Não sei se a minha mãe já falou convosco, mas… Vou passar o fim-de-semana aí, no Porto!

Assim, (uma vez que estaremos juntas), sugiro:

Prepara os teus irmãos, pois (apesar de estarmos de férias), gostaria de acordar cedinho, para ir à piscina… (este aviso é só e apenas, para depois, eles não me chamarem “madrugadora”, nem nada do género…). Vou levar a minha toalha cor-de-rosa (aquela que me ofereceste) e óculos de sol.

Vou levar alguns filmes para vermos no sótão, no ecrã gigante, nas horas de maior calor, em que não poderemos estar na piscina.

Mais à tardinha, podemos encontrar-nos com os teus amigos que conheci no último Verão que passámos juntas, e combinarmos um programa divertido (como, por exemplo, o do ano passado, em que fomos para a casa do Emílio jogar às cartas, até tarde… Muito tarde…). Se puderes, fala com eles e comecem a planear o fim-de-semana, ‘ok’?

As outras horas que eu não mencionei, sempre podemos combinar quando aí chegar…



Até sábado,

Beijocas

Sara Félix



P.S.- Se os teus avós estiverem por aí, também podemos pregar-lhes partidas (como “antigamente”…)


Sara Félix, 8ºE
Estou de rastos...


Estou de rastos… Ontem houve uma festa e coube-me a mim entreter as pessoas. Tinha de cativá-las, por isso lembrei-me de contar uma história.

- “Era uma vez uma menina que ia todos os dias para a escola e passava sempre por uma quinta.

Nessa quinta, todos os dias, a menina passava por um lindo cavalo branco que fugia dela…

Um dia, a menina ia a passar e o cavalo não fugiu!

No entanto, saltou a cerca e começou a falar com ela:

- Ajudas-me a sair daqui?

- Tu falas!

- Sim, e preciso da tua ajuda para encontrar um homem que me transformou em cavalo.

- Tu eras humano?

- Sim!

- Como é que ficaste cavalo?

- É que tal como tu, todos os dias eu passava por uma casa sombria, a cantar e aos pulos. Um dia, saiu de lá um homem que me transformou em cavalo. E agora, quero reencontrá-lo para nunca mais voltar a dormir num estábulo.

- Podes contar comigo!

E partiram os dois em busca do homem.

Encontraram a casa e bateram à porta, contudo apareceu o vizinho e disse que tinha uma “coisa” para eles:

- Se aparecer aí um cavalo

Dá-lhe este chá de pêlo

Este vai ter de bebê-lo

E transformar-se-á, outra vez, no Paulo.

O cavalo bebeu o chá, que sabia muito mal, e de seguida, transformou-se em homem outra vez!

E com tudo isto, passámos um agradável serão.



Helena Ferreira, 8ºE


Viagem a Itália



- Pois… Cheguei ao final do ano e… RECEBI UM PRÉMIO! – Dizia, eufórica, a dois amigos ao telefone.

- Ena! Que sorte! Qual é o prémio? – Perguntaram eles, também empolgados com a notícia.

- Eu… vou… a… - dizia, com muitas paragens, para causar “suspense” – Eu vou a ITÁLIA!

- Uau! – Entretanto, do lado de lá da linha telefónica, juntaram-se mais dois amigos. O telefone estava em “altifalante” e, por isso, conseguia falar com tanta gente ao mesmo tempo.

- Como é?! – Perguntou um recém-chegado, com meia sandes na boca, visto que estava a lanchar.

- Pois é! Vou a Roma e já tenho tudo definido: a rota, a roupa, o transporte… Vai ser uma aventura e tanto!

- Já agora… Precisas de companhia?

- “”! já decidi quem vou levar: a minha avó! – disse, entre gargalhadas. – Nós as duas sempre quisemos ir a Itália. Este é o motivo por que a levo e não à minha mãe… Vai ser bom para as duas… olhem… “Xau”! Tenho que tratar das malas e dos bilhetes de comboio – afinal este é o meio de transporte que utilizarei…!

Sara Félix, 8ºE


sábado, 13 de dezembro de 2008

Hoje o dia tocou-me

Hoje o dia tocou-me. Tocam-me sempre os dias em que vejo realidades diferentes da minha... Hoje foi o dia do lar da Atalaia e eu fui com a minha avó. Deveriam estar os familiares a acompanhar os idosos, mas muitos não tinham ninguém...

Uma senhora falou comigo, é surda, e acho que por ser surda sente-se só... falou-me logo das filhas, que ser tornaram médicas, e perguntou-me se passava todos os anos na escola e outras coisas... como é óbvio, nunca conseguiu ouvir a minha voz, mas será que entendeu as minhas respostas?

Ao meu lado no almoço estava outra que não falava... como será para os outros serem "surdos" quando estão com ela?

Mas a realidade de hoje foi muito melhor do que outras que passei.

Acho que é bom sentir estas coisas, ter consciência que existem problemas, maiores ou menores que os meus, mas que como sempre, afectam.

A vida não deixa de perder cor, nem mar, nem flores só porque estamos mal, temos é de saber encontrar no nosso caminho no labirinto, esmagá-lo ou saltar por cima...


Inês Félix, 8ºD

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Uma coisinha que rebenta


Uma coisinha que rebenta

Eu peguei num quadrado

Sem saber o que era

Ao vê-lo fiquei admirado

Carreguei num botão

Do que é que eu estava à espera...

De uma enorme explosão

E soltou-se uma granada

Seguida de nada

E lá foi uma pessoa ao ar

E eu sadicamente pus-me a olhar

E percebi que tenho poder para fazer pior

E explodir com o armazém das empresas Lindor

Peguei numa coisa

E montei-a noutra coisa

Descobri que essa coisa era inflamável

Para uns mau

Mas para mim saudável

Botei-lhe coisas inflamáveis

Incluindo gasolina

Atei à coisa uma linha fina

Ainda sem saber o que é coisa

À linha fina chamei-lhe rastilho

Com isso pus a coisa num prédio sem fazer estrilho

O tabaco caiu no rastilho

E o rastilho pôs-se a arder

Eu pus-me a ver

E gostei do que vi

Tudo rebentou

E a história acabou

Porque a bomba ordenou

Dominique Martinho, 8ºD
Os meus tempos livres

Nos meus tempos livres, gosto muito de fazer muitas "coisas": jogar badminton, ler, tirar imensas fotografias, ver televisão, tocar na minha flauta transversal, estar a jogar no computador, brincar com o meu cão, ouvir música aos "altos berros" , dançar correr e cozinhar.

Apesar de gostar destes tempos livres todos, há um extra que não me pode falar: dormir. Melhor dizendo, gosto muito de dormir e descansar. Jogar badminton, diverte-me, sinto-me com vida. Ao ler, descanso e sei que treino a minha leitura. Ao tirar fotografias, não sei porque tiro, mas a realidade é que gosto mesmo !

Se bem que ao ver televisão, aprendo menos, também dá para "descontrair" . Quando toco na minha flauta transversal, gosto muito, porque, quando estou em "sintonia" com os outros elementos da Banda da Atalaia, não há explicação possível! Jogar no computador nem sempre é bom, porque, às vezes, enervo-me! Quando sou "morta" ou perco o jogo digo :"Oh, já não quero saber disto" e depois solto uma gargalhada.

Quando brinco com o meu cão, sinto-me contente de estar a brincar com ele. Ouvir música, dormir, dançar, correr e cozinhar são os meus passatempos preferidos!

Contudo, nunca me esqueço de fazer os t.p.c's e as propostas de escrita da "stôra" Rosalina...

Patrícia Cruz,7ºE
Burro

Burro é um pessoa que não sabe nada

Nem tem uma ideia vaga

Do que quer que seja

Por isso ninguém é burro

Quem o fosse nem saberia o que é um murro

Nem poderia viver

Nem poderia respirar

Nem poderia comer

Nem poderia andar

Por isso digo

Como palavra de amigo

Burro é um animal

Um animal quadrúpede

Bom no forno temperado com sal

Nada comparado com um bípede

Como eu

Como tu

O Burro faleceu

Mas come-o tu

Primeiro vai em meia-de-leite

Depois vai a granitar

Mete-lhe azeite

E toca a enfardar


Dominique Martinho, 8º D