sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Partindo de uma actividade lúdica, desenvolvida aqui, no âmbito do desenvolvimento de competências a Língua Portuguesa / 3º Ciclo, foi proposto aos alunos que associassem a uma palavra imagens.
A participação tem sido excelente com resultados, no mínimo, bastante satisfatórios.
Aqui fica o slide resultante do primeiro desafio. A palavra era vida.


Vida

Hoje em dia, as condições de vida no nosso país são péssimas!
Por exemplo, se formos até à cidade de Lisboa, é uma desgraça: arumadores de carros, pessoas nas portas dos edifícios, a tocar um instrumento com uma pequena chávena ou um chapéu para alguém deixar uma moedinha... Ou então, alguém na rua que passa e pede: - Tem um cigarro? ou - Tem uma moedinha? - é uma desgraça total.
Além disso têm sempre um mau aspecto, roupas velhas, barbas ou bigodes enormes. Normalmente essas pessoas ficam nesse estado desde novas, juntam-se com pessoas que são má influência, começam a fumar, a beber, a faltarem à escola e começam a desgraçar a sua própria vida mesmo sem se aperceberem disso. Depois continuam nisso, ficam sem casa, sem amigos a não ser as más influências e acabam por dormir num canto qualquer. E ficam para sempre assim, até morrerem. E ninguém os ajuda.
Hoje em dia as pessoas já não ajudam ninguém.

Jessica Pataco, 8ºD
Quero sair


Quero sair deste buraco
A minha vida era uma caneca
Agora é um caco

Quero sair daqui
Quem haverá de me comprar um carro
Para ir até ali

Quero sair de casa
Quero deitar-me numa onda
Até que a maré fique rasa

Quero-me ir embora
Quero pegar numa guitarra
E tocar a toda hora

Quero sair desta crise
Quero não ter medo da rua
E que o meu receio minimize

Quero sair
Não sei para onde
Só sei que não quero ir para ao pé de um conde
Para governarem em mim
Fico bem aqui assim


Dominique Martinho, 8ºD

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

  • Trabalho desenvolvido no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa / 3º Ciclo e inserido no projecto "Quem sou, quem somos" - Identificação.



domingo, 15 de fevereiro de 2009

JINGWA, EM PORTUGAL

Na passada sexta-feira, o jogador de futebol japonês Jingwa, “aterrou” no aeroporto de Lisboa. Ao que consta, veio para tratar de um negócio tão secreto, que, na verdade, nem ele próprio sabia do que se tratava… O avião onde veio Jingwa, aterrou quase fora da pista, às 17:31h.
Depois de saírem do avião todos os administradores do Clube onde joga, Jingwa decidiu sair, tendo-se afastado rapidamente da área de aterragem do avião. Quando o alcancei, falou um pouco:
(Jornal Desportivo - JD) – Boa tarde, Jingwa!
(Jingwa - J) – Boa tarde! Por favor, não me demorem, que tenho que averiguar por que razão aqui me chamaram…
(JD) – Mas não sabe a razão por que se desloca do Japão a Portugal?
(J) – Ao certo, ainda não.
(Adepto japonês que intersectou o caminho) – Isto é impossível…!
(JD) – MAS tem alguma pista ou suspeita?
(J, um pouco hesitante) - Claro que tenho!
(JD) – E não pode revelar ao seu público adepto?
(J) - Preferia falar depois da reunião de amanhã à tarde. Por isso, o meu ‘menager’ (sinal ao menager) irá convocar uma Conferência de Imprensa.
(JD) – Então sempre é algo importante…
(J) – Sim, sim, mas, por agora mais nada posso acrescentar…
Foram as declarações possíveis de Jingwa ao Jornal Desportivo que marcará presença, amanhã, na Conferência de Imprensa.

Sara Félix, 8ºE
Náufrago

“Despertado pelos primeiros raios de Sol nascente, Robinson voltou a descer para a praia de onde partira na véspera.”
Mal se viu lá, na praia, decidiu descalçar as meias e mergulhar na água salgada.
Enquanto mergulhava e nadava, o Sol ia subindo. Quando atingiu o ponto sul, Robinson saiu da água, calçou as duas meias numa mão e “arrancou” de uma rocha uns mexilhões e algumas lapas. Estas últimas tinham umas estranhas escamas cortantes e, por isso, calçou as duas meias (para não se cortar).
Fez uma pequena fogueira e cozinhou o que tinha ‘pescado’.
Estava a comer, quando, ao longe, avistou uma pequena jangada. Nadou até ela e trouxe-a para a praia. “À primeira vista, não me servirá para nada” – Pensou, enquanto coçava a sua cabeça queimada pelo sol, sem se lembrar que a podia arranjar e voltar, mas, mesmo assim, como, se se encontrava numa praia deserta?
Resolveu, com a jangada, o seu telhado arranjar. Podia dormir até mais tarde sem ser acordado pelos raios do sol…
Os dias seguintes foram sem acção. Apenas após uma semana Robinson voltou a encontrar algo que flutuasse na água… Desta vez não era nenhuma jangada, mas algo que só apenas os olhos mais treinados conseguiam ver (pois não tinha muito volume): um mapa! “Boa! Já arranjei cortinas! O malvado do sol nunca mais me acordará de manhã!” – pensou, novamente, não pondo a hipótese de sair da praia.
Arranjou a sua casa e achou-se realmente um génio, já que nunca outro náufrago se lembraria de tais ideias.
Ficou por ali mais uns quantos anos, até que faleceu.

Sara Félix, 8ºE
Robinson, rapaz sonhador


Robinson era um rapaz sonhador que sonhava, um dia, poder ter amigos, pois a sua única companhia era o mar.
Foi deixado pela sua mãe, quando era bebé numa alcofa em frente a uma igreja.
Aí, foi recebido pelas freiras que o tratavam mal apenas porque era feio.
Então, teve de fugir…
Partiu, num dia de sol, em busca de um lar que o amasse e acariciasse, mas não teve muita sorte.
Num daqueles dias que se punha a olhar para o mar, ouviu uma voz muito fininha vinda do fundo do mar, que lhe dizia:
- Em que tanto pensas tu?
Robinson pensava que era fruto da sua imaginação, mas viu algo que o cativou: mesmo ali à sua frente estava uma sereia.De seguida, perguntou-lhe se aquela voz que tinha ouvido há pouco era a sua e se não estava apenas a ter um sonho. Ela respondeu-lhe:
- É claro que sou eu! Sabes que podes sempre desabafar comigo as vezes que quiseres, que estarei sempre aqui pronta para te ouvir. Eu sei tudo acerca de ti – disse ela.
A partir daí tornaram-se grandes amigos e tinham longas conversas.
Passados alguns dias a sereia andava a sentir-se mal, e era óbvio que a tinham envenenado, e se não se conseguisse tratar ia acabar por morrer…
Mas como Robinson conhecia muito bem as algas, sabia perfeitamente quais as certas para a curar.
Finalmente, Robinson conseguiu curá-la, e ela ficou mais amiga que nunca.
A partir daí nunca mais se separaram.

Inês Antunes,8ºE
A bela fatiota

A bela fatiota
Rasguei-a a andar de mota
A bela fatiota
Estampei-lhe um jota
A bela fatiota
Tirei-lhe uma "fota"
A bela fatiota
Sujei-a quando fui à lota
A bela fatiota
Usei-a quando abri uma conta no Totta
A bela fatiota
Indicou-me uma rota
A bela fatiota
Rima com "óta"

Dominique Martinho, 8ºD

sábado, 14 de fevereiro de 2009


Em e-Português, Plataforma Moodle, foi proposto aos alunos, semanalmente, o seguinte desafio: À conversa com as imagens...
O objectivo é, partindo de imagens, sempre de arte, pôr os alunos a fazer comentários e criar textos.
A actividade, surpreendentemente, ou não..., tem sido bastante produtiva, contando com a adesão de um número considerável de alunos, por semana.
Na semana que passou, e porque, hoje, é o dia dos Namorados, sugeriu-se que os alunos inspirados no Beijo de Klimt, escrevessem um texto poético. Eis alguns dos trabalhos:

o amor

o amor é como uma jóia

um tesouro precioso

para uns é um sentimento pequenino

para outros é grandioso

o amor não é só

dia 14 de fevereiro

para alguns é um mês

outros um ano inteiro ...

Ana Margarida Fernandes, 8ºD


A minha paixão

O meu coração,

para amar,

não tem direcção.

Apenas amo,

não consigo isto explicar,

é muito intensa esta paixão,

que tenho em mim.

Duvido que vá acabar,

mas também,

não quero que tenha fim.

Quero que vá mais além,

até ao infinito,

até ás estrelas mais brilhantes,

só para ficar mais bonito,

como os teus olhos cintilantes.

Carina Santos, 8ºD

O amor...

Não há descrição para dizer o que vai no coração,

Será amor?

Se for, este é para ser vivido e não destruído

É como uma vida una que sofre alegrias e dor.

Beatriz Querido, 8ºD

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Amor à primeira vista


Amor à primeira vista,


significa amar o que se desconhece,

temer pelo que parece,

uma grande paixão que não se esquece.

Amar sem fronteiras,

amar a gente,

amar o dia,

amar a noite,

amar o vento e a brisa quente,

amar a vida que há em mim, por ti.

É um amor que invade,

toda a alma e coração,

que acontece quando estamos no chão,

e nos levanta para apenas um segundo,

apenas um sorriso,

apenas um olhar,

ou uma eterna vida de paixão.

Inês Félix, 8ºD

sábado, 7 de fevereiro de 2009


Pobreza - um assunto muito abordado hoje em dia. Infelizmente, cada dia que passa há mais pessoas a mendigar, quer seja numa esquina, à entrada de um supermercado, no metro, no parque, etc.

Por vezes damos uma moedinha, damos o que podemos! No entanto, se não formos nós (classe média) a dar, quem dará? Os ricos?! A maior parte pouco se importa se uma criança pobre precisa de comer! Esses avarentos, só pensam no seu umbigo e, geralmente, não olham em seu redor.

Quando vou passear, com os meus pais, estamos sempre bem dispostos, mas se virmos um mendigo, sentimo-nos muito mal. E eu até me começo a sentir culpada, porque estou sempre a queixar-me. E, no entanto, eles têm mais razões de queixa do que eu, e mesmo assim, ficam calados e seguem a sua vida.

Porém, a pobreza não é só a carência de dinheiro, porque a vida não correu bem. Também pode ter a ver com costumes religiosos, por exemplo: os evangélicos renunciam aos bens terrenos e os franciscanos quase na miséria. Concluindo, a pobreza nunca tem nada a mais, tem sempre a menos. É o contrário da riqueza!

Carina Santos, 8ºD