quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

"Ler, lazer e aprender" / 1º Período (2012/13) - Ponto da situação


Tempo de leitura autónoma e silenciosa   (média de 15 min. de leitura por dia, numa disciplina)

8ºB - 3:45 min.;
9ºC - 5 horas;
9ºD - 4 horas.

Professores e turmas envolvidos*

8ºB - 6 professores;
9ºC - 8 professores;
9ºD - 8 professores.


*Refira-se que, neste post,  apenas se faz referência às turmas e professores em que a professora responsável por este blog lecciona. O projeto de leitura "Ler, lazer e aprender" é realizado noutras turmas do Agrupamento, no 2º e 3º Ciclos.

Passaportes de leitura


Os alunos têm de apresentar, no final de cada período, um passaporte da leitura, onde registam o título do livro, autor, editora, número de páginas e datas de início da leitura e fim.


Tempo para apresentação de leituras 


Cada aluno tem um máximo de dois minutos para apresentar as suas leituras. A marcação do dia da apresentação é sempre feita oito dias antes da primeira semana onde as apresentações ocorrem. Portanto, os alunos têm, no mínimo, uma semana para preparar a sua apresentação.  Em média, por turma, são usadas, cerca de duas horas para as apresentações, divididas em três sessões. Na apresentação, além de identificarem o livro, resumirem o assunto e lerem, justificadamente, um excerto, os alunos devem fazer-se acompanhar de um slide com os elementos identificadores da sua apresentação. Sugeriu-se, também, que os alunos possam apresentar, em substituição do slide ou como complemento da apresentação, um filme de promoção do livro.


Slides das apresentações


Durante as apresentações das leituras que fizeram, os alunos enriqueceram as suas intervenções com a partilha de um slide, construído por eles próprios, com as informações essenciais sobre o livro que apresentaram. A criatividade e originalidade são valorizadas, devendo todos os slides ter, como essenciais as seguintes informações:
- Identificação do livros;
- Excerto que irá ser lido com respetiva indicação da página donde foi transcrito;
- Identificação do/a aluno/a, autor/a a apresentação.




NOTA: Atualização do post com a publicação dos slides de apresentação e passaportes da leitura no dia 24 de fevereiro de 2013.

DiNotícias, 1ª Edição (2012/13)


Na 1ª Edição do DiNotícias deste ano letivo, o n.º 4 da publicação, foi publicada a relfexão da Carolina Bonifácio do 8ºB sobre o regresso às aulas. Publicamos aqui o texto na íntegra. Na foto ao lado, podem ver o aspeto do artigo, no jornal, na página 12, secção Pontos de Vista.





O meu primeiro dia de aulas
O meu primeiro dia de aulas foi muito agitado, no bom sentido… Devo confessar que estava um pouco nervosa, apesar de não ter muitas razão para isso.
Mal entrei na escola avistei logo que não queria: o rapaz de quem eu gostava… mantive a calma e continuei a andar até ver a Margarida, mal os nossos olhares se cruzaram, devo admitir, que a nossa reação foi um abraço tipo os dos filmes, o que fez com que toda gente ficasse a olhar para nós .
Fomos as duas  para a sala e ai é que foi: 26 pessoas de olhos posto em nós. Dissemos as duas bom dia, acenamos as pessoas que conhecíamos e procuramos rapidamente um lugar… A aula passou a voar, o que foi de admirar, pois as aulas de matemática não são assim muito divertidas, mas na verdade aquela até foi.
Nos intervalos, foi o delírio, todas as minhas amigas tinham novidades das férias para me contar e, infelizmente, eu não consegui ouvi-las a todas.
 Embora, houvesse muitas novidades, o assunto mais falado entre nós era o facto de termos uma turma gigante, cheia de pessoas que não conhecíamos, mas que tínhamos a certeza que mais tarde viríamos a conhecer.
Concluindo, gostei muito de reencontrar novamente os meus amigos e de conhecer um pouco a nova turma que me pareceu muito interessante!
Carolina Bonifácio 8ºB

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

"A Aia", de Eça de Queirós - Comentários

No estudo do conto "A Aia" de Eça de Queirós, pediu-se ao alunos que elaborassem uma ficha de leitura do mesmo. Da estrutura da ficha de leitura proposta, os alunos devem fazer um comentário. Esse trabalho é orientado através de uma lista de tópicos que poderão / deverão ser usados pelos alunos.

Publicamos alguns desses trabalhos:

O conto “A Aia” começa pela morte do rei, logo no segundo parágrafo. A partir daí, passamos a ter o conhecimento de um inimigo da família real, o irmão bastardo do rei, no quarto parágrafo. Também ficamos a saber, com a leitura do quinto parágrafo, que existem dois bebés no palácio: o príncipe e um escravo.
A aia mata-se, de modo a poder ir tomar conta do seu filho; o príncipe fica a salvo, graças à brilhante ideia da aia, de trocar o escravo e o príncipe de berços; o tio bastardo morre esmagado, ao fugir do palácio. Com a apresentação de todos estes pontos, pode concluir-se que a delimitação da ação é fechada. Tudo fica resolvido e a história tem um fim bem definido.
Existem algumas personagens (como por exemplo: o homem que leva o príncipe quando o castelo está a ser assaltado, o cavaleiro que anuncia a morte do rei e o velho que sugere a recompensa para a escrava) no texto que não são suficientemente importantes no decorrer da história para serem aqui descritas. Ou seja, estas personagens são apenas figurantes. O rei acaba por ser uma personagem secundária: tudo gira em volta da sua morte, mas ele não participa diretamente na ação. Existem personagens mais importantes (mas ainda não principais) como: a rainha, o pequeno escravo, o príncipe e o tio. Na minha opinião, a personagem principal é a aia. Em primeiro lugar, porque o título do conto é “A Aia”. Como é a aia que salva o príncipe, isso confere-lhe uma grande importância em toda esta narrativa.
Toda a ação decorre no castelo de um reino, onde habita a família real. Quanto ao meio social, este é um meio de riqueza, pois é descrita a corte real.
Em nenhuma parte é especificado o tempo histórico da história. Mas sabe-se que esta se desenrola num tempo passado, em que ainda existiam escravos, guerras entre reis e reinos e tesouros bastante valiosos. No texto, existem várias provas disso, como é exemplo: “Era uma vez um rei… que partira a batalhar por terras distantes…”, “Mas este era um escravozinho, filho da bela e robusta escrava que amamentava o príncipe.” e “… que ela fosse levada ao tesouro real, e escolhesse de entre essas riquezas, que eram as maiores da Índia…”.
O narrador é não participante, e é também subjetivo pois faz alguns comentários a certas situações. Uma frase que o comprova é: “Ai! a presa agora era aquela criancinha, rei de mama, senhor de tantas províncias, e que dormia no seu berço com o seu guizo de ouro fechado na mão!”.
A aia, ao sujeitar o seu filho à morte, teve uma atitude corajosa e talvez surpreendente, porque não se está à espera que uma mãe entregue o seu filho apenas para proteger o filho de outra pessoa. Quanto à morte da aia, também foi um desfecho inesperado para a história, pois ao aparecer a oportunidade de ficar com diversas riquezas da família real, a escrava só queria saber do seu querido e amado filho. Um título que eu acho que também se encaixaria nesta história era “Um Amor Eterno”, porque a ama quer continuar a cuidar do seu filho no tempo depois da vida (eternidade).
Madalena Castro, 9ºC

       O conto “A Aia” é um texto narrativo que se divide em três partes bem distintas: introdução (1º e 2º parágrafos), desenvolvimento (do 3º ao 17º parágrafo) e conclusão (do 18º ao 20º parágrafo). A narrativa é fechada, pois a ação é solucionada até ao pormenor e dão-nos a conhecer o que aconteceu a cada uma das personagens principais e secundárias.
A personagem principal deste conto é a Aia. Ela era bela, robusta, corajosa, leal e cristã. A rainha, o rei, o seu irmão bastardo, o príncipe e o escravo são personagens secundárias. A rainha estava solitária, triste, chorosa e desventurosa. O rei era moço, formoso, rico, valente e alegre. O irmão bastardo do rei, tio do pequeno príncipe, tinha uma face escura, era temeroso, corrupto, agressivo e cruel. O príncipe tinha o cabelo louro, fino e era frágil. O escravo possuía cabelo negro, crespo, vivia seguro, era simples e livre. Os olhos de ambas as crianças brilhavam como pedras preciosas.
A ação decorre num palácio situado num reino abundante em cidades e searas. As  câmaras (onde o príncipe e o escravo dormiam e a dos tesouros) são os locais centrais desse castelo. O espaço social desta história é um palácio habitado pela rainha, por senhores, pelas aias, pelos homens de armas e outros servos.
Ao longo do conto, são apresentadas várias marcas do tempo cronológico, como por exemplo: “A Lua cheia… começava a minguar” (l. 5 e 6), “Ora uma noite, noite de silêncio e de escuridão” (l. 83) e “…a luz da madrugada, já clara e rósea…” (l. 152).
Nesta história, não existem datas específicas que nos facilitem a localização da mesma no tempo histórico. Como é referido no 15º parágrafo do texto, existiam grandes riquezas da Índia na câmara dos tesouros do palácio real. Podemos assim supor que esta narrativa decorreu durante a época dos Descobrimentos.
Quanto à presença, o narrador é não participante, pois utiliza verbos como “vira”, “apareceu”, “chorou”, “seria” e “era”, ou seja, narra na 3ª pessoa. A sua posição é subjetiva, porque o narrador narra os acontecimentos, declarando ou sugerindo o seu ponto de vista, tal como podemos confirmar com a seguinte frase do texto: “Todavia também ela tremia pelo seu principezinho!” (l. 50).
No meu ponto de vista, a atitude da Aia foi muito corajosa e surpreendente. Ela mostrou que adorava a família real, não por aquilo que possuía, mas sim por aquilo que era por dentro, o que, hoje em dia, é raro acontecer. A escrava era uma verdadeira católica, pois não é qualquer pessoa que, sabendo que não existem provas de que a vida continua no céu, abdica da sua vida, muito menos de a dum filho, a fim de salvar alguém.
Este texto poderia ser designado “A Salvação de um Reino”, porque a Aia salvou o pequeno príncipe; o futuro rei de um reino abundante em cidades e searas.
Inês Cordeiro, 9ºC


O conto “A Aia” baseia-se na história de uma escrava, a personagem principal, que faria qualquer coisa pelo bem do seu reino. A aia acredita que existe vida depois da morte, por isso, quando o seu senhor morre, ela chora a sua morte, mas além disso acredita que o vai servir noutro mundo. Desta forma, as outras personagens da história são: o seu filho, um simples e livre escravozinho; o rico principezinho, de quem a aia tomava conta; o rei que morrera numa batalha; a rainha, que chorou desalmadamente a morte do pai do seu filho; o irmão bastardo do rei, que iria fazer de tudo para conseguir a realeza, ou seja, era o grande inimigo do príncipe que agora não tinha o seu pai para o defender. As personagens referidas anteriormente são personagens secundárias, isto é, não têm tanta importância na história como a aia.
Tudo isto se passa num palácio de um reino abundante em cidades e searas. Palácio esse que passou a ser reinado por uma mulher entre mulheres, o que fez com que faltasse disciplina viril. Deste modo, ao ler este conto, ficamos a saber qual era o ambiente na corte, isto é o espaço social. Assim, a corte é constituída pelos seus reis, príncipes, aias e guardas. Os reis são muitas vezes invejados, daí se causarem várias guerras pelo seu poder.
Quando a aia salva o principezinho de cair nas mãos do seu temeroso tio sacrificando a vida do seu próprio filho, sugeriram que “ela fosse levada ao tesouro real, e escolhesse de entre essas riquezas, que eram as maiores da Índia, todas as que o seu desejo apetecesse…”. Segundo esta frase do texto, podemos concluir que o conto decorre ao longo da época das descobertas. Contudo, no texto existe referência a cavaleiros, tochas, métodos de batalha mais antiquados como o uso de flechas, entre outros o que faz com que possamos deduzir que o texto se passou na Idade Média, isto é, o tempo histórico deste conto. Quanto ao tempo cronológico, não existem datas apresentadas no texto, mas existem marcas do tempo, como por exemplo: “nesse céu fresco de madrugada”, “ora uma noite, noite de silêncio e de escuridão”, “noite de Verão” e “a Lua cheia que o vira marchar… começava a minguar”.
O narrador d”A Aia” tem uma posição subjetiva, pois defende uma opinião face ao que conta, leva-se em conta com as emoções e os sentimentos envolvidos na história e faz pequenos comentários, como o seguinte: “Ai! a presa agora era aquela criancinha, rei de mama, senhor de tantas províncias, e que dormia no seu berço com o seu guizo de ouro fechado na mão!”. Desta forma, demonstra uma pequena preocupação com o futuro do pequeno príncipe. O narrador também demonstra as suas preferências através da utilização de recursos estilísticos, como por exemplo: “Quantas vezes, com ele pendurado do peito, pensava na sua fragilidade, na sua longa infância, nos anos lentos que correriam antes que ele fosse ao menos do tamanho de uma espada…” (metáfora). No entanto, o narrador é não participante, porque não participa na história e limita-se apenas a narrá-la.
No final do conto, a Aia pegara num punhal e cravara no seu coração, pois iria ter com o seu filho ao céu. Assim, podemos concluir que o conto é uma narrativa fechada, pois se conhece o definitivo fim da história e o destino das personagens. A história ficou solucionada.
O conto divide-se em três partes, conforme a sua estrutura: a introdução, nos dois primeiros parágrafos; o desenvolvimento, do terceiro parágrafo ao 16º parágrafo; a conclusão, nos três últimos parágrafos. Deste modo, as partes essenciais da ação foram nos parágrafos do desenvolvimento, pois é quando a ação de desenrola.
Para concluir, achei a atitude da aia de uma grande coragem e amor. A aia renunciou ao seu prémio para ir ter com o seu verdadeiro tesouro, o seu filho, ao Céu. Para mim, a aia agiu de uma forma que poucas pessoas o fariam, pois não iriam perder aquela imensidão de ouro e tesouros por nada deste mundo. Visto que a pobre escrava era tão verdadeira e no meio de tanta tristeza por não ter o seu filho, mesmo salvando o seu rei, acho que agiu de acordo com o seu coração, mesmo não tendo sido o que eu inicialmente esperava na conclusão do conto. Desta forma, achava que este conto poderia ter como título “O amor pelo próximo”, pois transmite uma forte mensagem de amor.
Margarida Pinheiro, 9ºC


Neste conto, a introdução localiza-se entre o primeiro e o terceiro parágrafo, o desenvolvimento desenrola-se entre o quarto e o décimo sexto parágrafo e a conclusão corresponde aos últimos quatro parágrafos.  A ação é fechada porque é solucionada até ao pormenor.
Na história, cada personagem tem a sua importância, por isso: a Aia é a principal; o rei, a rainha, o tio bastardo, o príncipe e o escravozinho são as secundárias e o mensageiro, o capitão das guardas, a legião de archeiros, a horda, a multidão e os guerreiros que lutaram contra o rei são os figurantes.
O espaço físico onde se deslocam as personagens é o palácio e o espaço social é a corte (pertencem à nobreza).
A ação é passada de noite (tempo cronológico), tal como está descrito na expressão da primeira linha do nono parágrafo “Ora uma noite, noite de silêncio e de escuridão”.
O tempo histórico é a Idade Média, uma vez que o conto fala da vida na corte, do rei e de batalhas.
O narrador é não participante, pois o discurso é feito na terceira pessoa. Quanto à sua posição, pode ser classificado como subjetivo, uma vez que, nas três últimas linhas do quarto parágrafo, ele declara a sua posição em relação aos acontecimentos.
Na minha opinião, a Aia teve uma atitude nobre, ao abdicar da vida do seu filho para salvar o principezinho, pois só uma pessoa com um grande coração e bondade é capaz de fazer o que ela fez.
Em conclusão, considero que o conto tem o título indicado, pois representa a personagem que teve a atitude mais importante da história (A Aia). Assim sendo, não escolheria outro para o substituir.
Maria Inês Oliveira, 9ºD


O conto “A Aia” é uma narrativa fechada, porque todas as ações são solucionadas até ao pormenor.
As partes essenciais desta história encontram-se no primeiro parágrafo (introdução) que nos diz que o rei parte para a batalha, é também derrotado e acaba por morrer; a partir do quinto parágrafo (desenvolvimento), com o aparecimento do tio malvado que manda atacar o palácio e onde ainda acontece a troca de berços; e ainda nos últimos três parágrafos (conclusão), quando a aia, por amor ao filho crava o punhal no coração.
As personagens são seis, sendo elas: o rei, o tio, a rainha, o príncipe, o escravo e a aia.
O rei era um jovem moço e valente, adorado pelo reino que batalhava por terras, deixando o trono, a rainha e o seu filho recém-nascido sozinhos. O tio é uma personagem cruel, ambiciosa e temerosa que surge com o objetivo de alcançar o reino para poder governá-lo. A rainha é uma majestade chorosa, triste e angustiada, quando sabe que o rei morreu na batalha, quando pensa que o seu filho foi levado a mando do tio e ainda grata quando sabe que a aia o salvou. O príncipe é o bebé herdeiro ao trono, com cabelo louro e olhos reluzentes, protegido principalmente pela aia e por sua mãe. O escravo, também recém-nascido, tem cabelo negro e tal como o príncipe, olhos reluzentes, é um bebé simples e seguro.
Por fim, a aia, a corajosa mãe que sacrifica o próprio filho para proteger o herdeiro ao trono a que sempre foi fiel. Sofredora, dedicada, decidida e perspicaz, assim a podemos descrever.
As personagens principais são: a aia, o escravo e o principezinho, todas as outras são secundárias.
As principais ações deste conto passam-se num grande reino “abundante em cidades e searas”, mas a morte do rei passa-se na batalha onde é derrotado (espaço físico). Todas as ações decorrem numa família real (espaço social).
Não são referidas datas no texto, mas existem algumas expressões como “lua cheia”, “noite de silêncio” e “uma noite”, que nos fazem pensar que os acontecimentos mais importantes aconteceram durante a noite. No entanto, é de madrugada que a aia decide ir ter com o filho, suicidando-se. Se quisermos classificar este conto em tempo histórico, podemos dizer que aconteceu em tempo medieval, graças à existência de batalhas e reinos.
O narrador é um narrador não participante, ou seja, não entra nas ações narradas. A posição que assume é subjetiva, porque apesar de não entrar nas ações que narra, é parcial.
Na minha opinião, a atitude da aia foi surpreendente. Não foi apenas uma aia daquele trono, foi uma mulher fiel, que sacrificou a vida do próprio filho para proteger o principezinho. Acima de tudo era uma pessoa muito decidida e com uma grande coragem para fazer o que Eça de Queirós nos conta.
“A mulher que sacrificou um filho por um reino”, seria este o título que eu sugeria para este conto, pelas razões referidas anteriormente.
Damiana Mateus, 9ºD



NOTA: Atualização do post com a publicação de dois comentários.




segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Proposta de escrita livre


Neste ano, no trabalho de propostas de escrita formais, dicidiu-se alterar a estrutura da atividade. Habitualmente, eram feitas três propostas por período. A fim de motivar a criatividade, promover a autocorreção e proporcionar oportunidades a quem ainda não fizera propostas de escrita, a terceira proposta de escrita formal passa a ter, neste ano letivo, as seguintes características, consoante a situação de cada aluno:

  • Alunos que não fizeram qualquer proposta - Devem escolher uma das propostas feitas nas anteriores semanas;
  • Alunos que fizeram apenas uma das propostas - Têm a oportunidade de fazer a outra proposta;
  • Alunos que fizeram as duas propostas e obtiveram dois resultados inferiores a Satisfaz Bastante - Escolhem uma das propostas e melhoram-na, de acordo com a classificação / correção.
  • Alunos que fizeram as duas propostas e obtiveram um resultado inferior a Satisfaz Bastante - Melhoram-na, de acordo com a classificação / correção.
  • Alunos que fizeram as duas propostas e obtiveram um resultado igual ou superior a Satisfaz Bastante - Podem elaborar um texto à sua vontade, tendo apenas que respeitar os limites, quanto ao número de palavras. Deve indicar o tipo de texto e tema pretendidos. Trata-se de um trabalho facultativo.

Publicamos alguns dos textos livres.


Simplesmente tu
Quando te vejo, a minha barriga enche-se de pequenas borboletas, borboletas que não param quietas, e que fazem com que eu core. Quando me sorris, deixas-me triste, sim, triste, porque sei que esse sorriso transporta apenas simpatia e não amor. Quando te vejo a jogar basket, perco-me nos teus rápidos movimentos, porque eles demonstram confiança e ambição de ganhar. Quando perdes algum jogo, vejo que ficas desiludido, mas para mim isso é um orgulho, porque mostra que querias ganhar e que tens amor ao que fazes e isso define uma pessoa. Quando os nossos olhares se cruzam, eu fico nas nuvens e só desço a terra quando a minha consciência decide lembrar-me que tu não gostas de mim e nunca vais gostar. Quando estamos a conversar, acredita que não presto atenção a nada do que dizes, pelo menos não da maneira como faço à professora de História, mas porque me perco na tua sinceridade, na tua maneira de ser, no teu brilho dos olhos quando falas de basket e no teu sorriso maroto quando falas nas traquinices que fizeste nas aulas e que rezas para que o teu pai não descubra. Quando te vejo triste, a primeira “coisa” que me vem à cabeça é: “Será por causa dela?”. Sim, porque eu sei que nessa cabecinha existe “uma ela”, por mais que me custe. Passo os dias tristes por saber isso. Posso sorrir, mas não quer dizer que esteja feliz.

Carolina Bonifácio (8ºB)



Uma história sem ideias
Era uma vez uma rapariga chamada Catarina, que tinha como trabalho escrever uma história. Ela queria escrever uma história fantástica, divertida e maravilhosa, mas ela tinha um problema: a Catarina não tinha ideias nenhumas! 
Pensou, pensou e não se lembrou de nada para escrever, passados minutos, Catarina já se tinha lembrado de alguns assuntos para escrever, mas não queria usar nenhum deles por achar que não eram suficientemente bons!
Então, a Catarina decidiu ir dar uma volta pela praia, para encontrar inspiração. 
Quando lá chegou, a praia estava cheia de pessoas, todas diferentes, mas com uma coisa em comum, eram todas um pouco barulhentas. Como a Catarina queria silêncio para pensar, dirigiu-se para uma gruta e, lá, ela encontrou uma amiga.
- Olá, que andas a fazer por aqui? – Perguntou a Rute, a sua amiga.
- Se queres mesmo saber, eu tenho que escrever uma história. O problema é que não tenho ideias, sobre as quais escrever. – Respondeu-lhe Catarina. 
- A inspiração está sempre à tua volta, só precisas de estar atenta – Dizendo isto, a Rute foi-se embora.
A Catarina, seguiu o conselho de Rute e, quando ia para casa, olhou atentamente para tudo o que via. 
Quando chegou a casa ainda não sabia sobre o que iria escrever. Até que ela se apercebeu de que podia fazer uma composição sobre tudo o que lhe tinha acontecido, naquele dia, até àquele momento. E decidiu dar o título de “ Uma história sem ideias” a seu texto.
Inês Almeida (8ºB)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Frases natalícias

Há cerca de três anos que, no nosso Agrupamento, os professores de português (2º e 3º ciclos), propõem aos alunos a seguinte atividade: uma breve reflexão sobre o Natal, partindo de frases de escritores. Do conjunto de todas as reflexões, por turma, cada professor deve escolher as duas "melhores" frases que depois serão espalhadas pelas escolas. 

Para escolher as melhores frases, faz-se uma seleção prévia de cinco frases que melhor correspondam à ideia proposta e, formalmente, estejam corretas. Depois, os alunos de cada turma escolhem, atribuindo a cada uma dessas frases uma pontuação. Neste ano, estamos a usar o inquérito online para proceder a essa escolha.
Esperemos que resulte!
No fim de cada inquérito, há um espaço para o nome e turma, uma vez que só serão validados para o efeito os pontos dos alunos de cada turma.
Já estão disponíveis os inquéritos para o 9º C e 9º D.
Os inquéritos estarão online até às 17:00 de domingo, dia 9 de dezembro.

Foram selecionadas as seguintes frases:



  • Neste Natal, todas as pessoas deveriam ficar felizes só por dar e não receber nada em troca a não ser gratidão. - Inês Almeida (8ºB);

  • Neste Natal, gostaria de estar, novamente, junto de toda a família. Gostaria que estivéssemos sentados à mesa a comer e a conversar entre todos. Gostaria ainda que todas as pessoas tivessem um Natal igual ao meu. - Beatriz Ferreira (8ºB);

  • Neste Natal, todas as pessoas se irão unir como se fossem só uma, celebrando a época de alegria. - Mariana Nunes (9ºC);

  • Neste Natal, gostaria que todas as pessoas nos oferecessem um sorriso, um pingo de alegria. Que todas vejam nos seus corações uma pequena luz de felicidade. - Viktoriya Vashchynska (9ºC);

  • Neste Natal, gostaria que as luzes de Natal se ligassem e iluminassem, não só nas casas e nas ruas, mas também no coração de todos! Quero que todos possam aproveitar a magia do Natal. - Lara Trindade  (9ºD).

  • Neste Natal, gostaria que o mundo se iluminasse com a luz de uma nova esperança. Gonçalo Marques  (9ºD).

Post atualizado a 12.12.12

sábado, 1 de dezembro de 2012

Histórias da "minha" infância



No primeiro teste escrito do 9ºAno (turmas C e D), no Grupo III, para avaliação da Escrita, pedimos aos alunos que, recordam-se de episódios da infância que lhes tivessem deixado recordações, escrevessem um  texto narrativo, em que contassem ou um episódio real que tivesse acontecido na sua infância ou um episódio imaginado que tivesse ocorrido na infância de uma personagem por eles imaginada.
O texto deveria ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.


Da minha infância restam muitas memórias. Algumas estão tão presentes que até podia pensar que aconteceram ontem. A que vos vou contar aqui é uma memória de um episódio real, que aconteceu quando eu tinha 4 anos.

Então a minha história é assim:

“Era um lindo dia de sol em Nova Iorque e eu estava a passear com os meus pais, dentro do meu carrinho de bebé. Já estava planeado irmos ao maior arranha-céus da cidade, o Empire State Building. Se eu soubesse por que razão íamos lá, preferia não ter ido. Mas se não tivesse ido, não estaria agora a contar-vos esta história.

Chegámos ao topo do edifício de vi os meus pais a vestirem uns fatos estranhos e ainda fiquei mais admirada quando a minha mãe me vestiu um fato parecido com o dela. Passados alguns minutos, observei o meu pai a pôr uma mochila às costas e a subir até uma plataforma muito perto da extremidade do telhado. Fiquei assustada e quase que ia desmaiando quando foi a minha vez de saltar da dita plataforma em direcção a um insuflável que se encontrava no chão. 

Quando cheguei ao insuflável já estava inconsciente e, pelo que os meus pais me contaram posteriormente, tive de ir ao hospital e fiquei lá internada durante duas semanas.

Não morri mas estava quase a morrer.”

E foi assim a minha experiência radical.
Madalena Castro (9ºC)



Quando eu era mais nova, tinha uma paixão pelo Universo. Tudo o que estava relacionado com estrelas, planetas e cometas fascinava-me. Eu queria viajar pelo espaço e ter amigos que habitassem na Lua. Um dia, decidi que iria entrar num foguetão e voar sem limites. Saí de casa, dirigi-me ao aeroporto de Lisboa e, muito discretamente, entrei num avião que ia para os EUA. Era lá que se encontrava o foguetão que partiria para a Lua no dia seguinte (tinha visto na televisão).Finalmente, cheguei ao meu destino. Tudo parecia mágico! Encontrei uma placa que indicava a direção para onde partiria o foguetão. Felizmente, não era longe e consegui lá chegar a pé. Aproveitei para descansar um pouco, adormeci e, quando acordei, já era o grande dia!O meu sonho estava prestes a concretizar-se. Avistei o transporte que me levaria à Lua. Era fenomenal! No momento em que ia pousar o pé no foguetão, alguém me agarrou e perguntou-me o que estava ali a fazer. Tive de lhe dar várias informações. Já sabia o que me esperava: eu ia voltar para casa e ficar com um sonho por concretizar. 
Inês Cordeiro, 9ºC