segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Um poema por semana

Neste ano, propusemos às duas turmas do 7º Ano (Turmas A e B), durante o estudo do texto poético, a criação de poesia subordinada a uma temática que será sugerida semanalmente. Sugere-se ainda que os alunos usem, preferencialmente, para participar nesta atividade de caráter voluntário, a Plataforma moodle do Agrupamento, nomeadamente no Fórum criado para o efeito, na disciplina e-Português

Participaram na primeira semana, de 11 a 19 de fevereiro, cinco alunos. A temática era a "chuva".
Publicamos hoje quatro poemas:


Chove, chove, chove
Chove sem parar 
Assim as flores crescem 
Para a nossa vida alegrar 

Chove, chove, chove
Chove sem parar 
Para a nossa vida sorrir 
Precisamos não chorar

A chuva é como o sol vai e vem 
O sol com os seus raios
A chuva com as suas gotas 
Mas de ambos necessitamos
Para a nossa vida brilhar  
                               Soraia Marques (7ºB)

A chuva… 
A chuva cai,
Gota a gota
Cada pingo
Escorre fino
Trazendo vida
A um lugar
Dando-lhe o silêncio
Que nos faz pensar
Na infância
No futuro
Nos erros      
E na historia que decorria
Chovia chovia…
                           Ana Carolina Fontes (7ºA)

Sinto-me tranquila no sofá 
Lareira acesa
Melhor não há!
Sinto-me uma verdadeira princesa

Mas logo escuto um som na janela
É a chuva que chama por mim
Finjo não querer saber dela
Mas é difícil... enfim

Umas vezes com pés de lã
Outras vezes aos empurrões
Chuva de manhã,
À tarde e aos serões
                       Cíntia Neves (7ºB)

Chover é uma nuvem que sente falta.
Sim, falta de chorar.
Apanhados de surpresa
E começa a desabar.
                    Ana Marta (7ºA)




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O direito à educação


Na 4ª proposta de escrita formal feita ao 9ºB, pediu-se que os alunos, partindo da premissa de que a Educação constitui um direito universalmente reconhecido, escrevessem uma carta dirigida ao Diretor-Geral da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), em que expusessem a situação de uma pessoa ou de um grupo de pessoas que não beneficiassem desse direito e em que manifestassem a sua opinião sobre essa situação. Tinham de assinar como “cidadão preocupado”.  

Publicamos, hoje, um dos trabalhos apresentados.


Lourinhã, 24 de Março de 2027


Exmo. Diretor-Geral da UNESCO,

Venho por este meio informar que tenho conhecimento do caso de um grupo de 45 crianças que não têm escola na sua localidade.

Estas crianças não têm escola, porque vivem numa terra desconhecida, e têm de andar diariamente 34 quilómetro para irem buscar água e sementes.
Todas as crianças têm o direito de saber ler, escrever, contar, sonhar, sejam pobres, ricas, de classe média… 

Ensinaram-me que Sem liberdade a verdade não aparece! .
Neste caso, espero que tenha a consciência que, apesar de serem apenas 45 crianças num mundo de milhões e milhões, elas também têm  os mesmos direito de todas as restantes.

No ano em que estamos, (2027), penso que, nas notícias, não passam casos como este, porque se passassem, as pessoas reagiram de outra maneira e ajudariam muito mais estas pobres crianças 
Dito isto, proponho que façam uma campanha de ajuda a estas crianças, e com o dinheiro que angariarem façam uma escola e contratem no mínimo um professor.
Com as propostas que lhe fiz e com as informações que lhe dei desta situação, assim, espero que a resolva da melhor maneira e com a maior rapidez, pois, hoje em dia, é inadmissível que ainda haja casos como este.

Com a maior urgência, aguardo a sua resposta.
Com os melhores cumprimentos,

Cidadão preocupado
Joana Marques (9ºB)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Uma pessoa fora do comum

Na terceira proposta de escrito formal do 9ºB, pediu-se que os alunos traçassem o perfil de uma pessoa que conhecessem fora do comum. Deviam ainda relatar como a conheceram e que nela mais lhe impressionavam ou por que razão a tinham passado a admirar. 
Publicamos alguns dos trabalhos:

Impossível te esquecer
Como falar de algo quando não temos palavras suficientes para dizer o quanto admiramos “aquela” pessoa?!
Imensa gente passa na nossa vida para aprendermos algo, mas, na verdade, existem sempre aquelas que nos acompanharam desde o primeiro dia em que nascemos e que fazem parte da nossa família. A pessoa a que me estou a referir é a minha avó.
Como a conheci? É evidente que não posso contar algo de que não me lembro, mas sei que foi quando vim ao mundo, na maternidade de Torres Vedras, à noite, e ela estava lá e conheceu-me desde aí. E é nestes momentos que se sabe com quem podemos contar. Ela estava lá, sempre esteve, e ainda está presente na minha vida. 
Vejo-a como uma segunda mãe para mim, pois ela cuida de mim, respeita o meu silêncio, sabe quando pode brincar comigo. A minha avó conhece-me mais a mim do que eu própria. Admiro-a tanto, mas tanto, pela forma como ela aproveita a vida que nunca teve, devido aos tempos difíceis que ultrapassou em parte da sua vida…
Uma mulher com toda a garra e força deste mundo para ultrapassar os problemas e ajudar quando é preciso, além disso, uma mulher que trata a sua neta como uma filha, sendo assim um exemplo de experiência, de trabalho, honestidade, paciência, firmeza e amor. Um pilar na minha vida!
Ana Carolina Ferreira (9ºB)

Por onde começar, se há pessoa que eu admiro é a minha tia materna. Está sempre bem disposta, por mais problemas que tenha, por mais obstáculos que lhe apareçam no caminho ela está sempre com um sorriso na cara. Na minha opinião, é isso que a afasta dos padrões comuns, pois ela nunca se deixa abater por nada, simplesmente não desiste e consegue pôr sempre toda gente alegre mesmo quando por dentro está mal, e, a meu ver, uma pessoa comum não é a sim. 
Uma pessoa comum quando está mal isola-se, mas a minha tia não… Ela marca sempre a diferença, mesmo nos dias em que não a vejo e apenas falamos uns minutos ao telemóvel, põe-me um sorriso na cara e faz-me dar umas boas gargalhadas. Conheço-a, basicamente, desde que nasci! Passei muitos dos meus dias com ela, pois os meus pais iam trabalhar e quem ficava comigo era ela. Lembro-me sempre de ela ter o “bichinho” de passear, sair, respirar outros ares, aproveitar a vida e correr riscos, acho, sinceramente, que me passou essa característica (fico bastante feliz por isso!). É uma das pessoas mais especiais da minha vida, e nem é preciso dizer que nunca a vou esquecer!
Carolina Bonifácio (9ºB)

Pois é! Foi há quase 5 anos que a conheci, alta e muito magra… quando ia para a escola vestia-se sempre de forma um pouco extravagante, tanto de inverno, como de verão, a chover ou a fazer sol…
Calças de ganga justas de cor verde e camisola de lã bege, umas botas de couro preto até aos joelhos e um casaco também de lã, mas de cor vermelho sangue. Parecia um autêntico arco-íris em pessoa. Era uma rapariga bastante extrovertida, com uma claustrofobia bastante problemática para ela, pois bastava entrar na pequena casinha de arrumação dos materiais de educação física, para entrar em pânico.
Conseguia sempre ter excelentes notas, mas, às vezes, fazia-nos duvidar até que ponto era assim tão inteligente… dávamos com ela a rir-se sozinha nos corredores, na cantina a falar com o ar. Ainda hoje me pergunto: “Será que ela tinha algum problema mental?”, mas nunca soube se tinha ou não.
Essa rapariga chama-se Sophia, nasceu na Inglaterra, quando tinha 3 anos foi para a Suíça, e aos 7 anos, finalmente, fixou-se em Portugal. Aprendeu a falar fluentemente Inglês, Francês, e Português, tornou-se poliglota quando aprendeu Japonês, Russo e Grego. Dominou as Matemáticas em 2 anos. E as ciências também. Consagrou-se campeã de artes marciais aos seus 16 anos. Foi apesar de tudo um autêntico génio. Jamais me esquecerei dela, pois foi uma grande colega e amiga.
 David Silvério (9ºB)