sábado, 31 de outubro de 2015

Memórias


No teste diagnóstico do 9º ano, deste ano, no Grupo IV, pedia-se aos alunos  que escrevessem um texto narrativo (com um mínimo de 140 e um máximo de 240 palavras), em que evocassem um episódio passado na escola, salientando alguém que tivesse sido marcante nesse período da vida.
Partilhamos, de seguida,  alguns textos.


Um acontecimento da minha infância
Relembro-me que, quando tinha cerca de três anos, no meu dia de anos, os meus pais organizaram uma festa na nossa casa, decoraram o jardim, pondo uma mesa gigante para os convidados.
Nesse dia, brinquei no meu escorrega novo, oferecido pelo meu padrinho, e, nos anos seguintes, o mesmo ritual prosseguiu-se. Enquanto crianças, adoramos festas, presentes e tudo mais, parece que temos uma energia fenomenal e que tudo é mágico, mas, ao longo dos anos, parece que as festas de aniversário perdem a ‘’magia’’ que tínhamos, enquanto pequenos.
Não sei, será que essa ‘’magia’’ voa quando crescemos?
Talvez seja por isso, perdemos a inocência, já não ligamos aos brinquedos e outras coisas, mas eu acho que todos temos um lado criança.
Somos adultos e temos outras preocupações, daí veem o porquê, pois em pequenos não temos de nos preocupar com nada, ou, se calhar, a nossa única preocupação é porque caímos e esfolamos o joelho.

A nossa solução é aproveitar a vida e ver sempre o lado bom, mesmo que sejamos novos ou velhinhos, o importante é ser feliz.
Maria Arsénio (9B)

Há cinco anos, no meu 4º ano, era boa aluna, e tinha, normalmente, a nota "Bom" ou "Excelente" e era, como ainda sou, uma rapariga educada que acatava as ordens dos professores.
  Devido a uns problemas familiares, as minhas notas no 2º período, a matemática, desceram imenso e tive o meu primeiro "Suficiente" na vida. Não era uma negativa mas era uma nota baixinha para as capacidades que tinha. Fiquei desapontada com a nota, pois foi a primeira positiva baixinha e  essa nunca se esquece! Mas sobretudo percebi o quão desapontada a professora ficou.
 
No final da aula, a professora chamou-me à parte e perguntou se estava tudo bem comigo e se havia alguma razão para aquela nota, expliquei-lhe que havia uns pequenos problemas lá em casa mas que tudo se iria resolver e que a minha nota iria subir (apesar de ter apenas nove anos sempre fui muito responsável). A professora disse que sim com a cabeça e depois disse-me que era uma aluna brilhante e para não desperdiçar as minhas capacidades e que, apesar de ser a minha professora, também era uma amiga.
  O certo é que no teste seguinte voltei a ter uma boa nota e passei a gostar ainda mais da professora que me ajudou numa fase complicada, ainda hoje me lembro dela em certas situações da minha vida.

Mariana Ribeiro (9A)