quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Rappar


Yo Yo Yo toca a rappar se bem se quer estar

Farto de ser designado

Como uma mente perigosa

Estou indignado

Mas esta sensação é saborosa

O que eu curto mesmo é o rock

Tou a fazer Rap

mas prefiro aquele toque

Toque popular em todo o Rap

O metal é santo

mas também curto o fado

Porque tem aquele pranto

E não fico todo mocado

Mocado de música mexida

Que pode então ser cantada e lida

Não me toca na ferida

Pode até a sarar

Mas a marca há-de sempre lá ficar

YOYOYOYOYOYOYOYOYOYO


Dominique Martinho, 7º F
Racismo


A vergonha de ser ofendido

O mal que fica na alma

Ser negro sem ter culpa

Desejo de ser branco

Para evitar o racismo

Culpa do egoísmo

De não querer partilhar

O mundo com um negro

Não ser capaz de amar

Nem que seja só por amizade

Alguém negro

Pessoa que pode ter bondade

E aceitar nossa confraternidade

De ajudar

Ter compaixão

É bondade de poucos

São todos uns loucos

Que só aceitam os de sua cor

E a negros não dão sua amizade

Não têm medo de Inferno

Ou purgatório

Apenas têm o Ego

De querer o mundo só para eles (brancos)

Dominique Martinho, 7º F
Precocemente fora da Validade


Levantou-se, eram cinco da manhã. Não conseguira dormir, e resolveu então ir tomar o seu duche matinal. Vestiu-se arranjou-se, com direito a maquilhagem e tudo!

Tomou o pequeno-almoço, e rumou, a caminho do expresso que a levaria a um dia bestial.

Chegou por volta das sete horas, mas teve de esperar vinte longos minutos.

Por fim arrancou, já acompanhada de quatro amigas. Instaladas no último banco do autocarro, foram contando as ultimas novidades (já havia dois dias que não se viam!) e acertando os últimos pormenores (apesar de já estarem delineados há pelo menos um mês).

No meio de gargalhadas afogadas em ansiedade, as cinco amigas chegaram por fim ao seu destino. Saíram numa correria, direitinhas ao posto de venda de bilhetes do metro. Cada qual com o seu bilhete, passaram pelas máquinas, e desceram (voaram) as escadas na divisória do metro em que queriam viajar.

Entraram e sentaram-se nos bancos do metro (sim, porque às oito e meia da manhã de Domingo, há lugares vagos). No, meio da conversa, uma delas, deu por falta do seu bilhete:

_ Alguém viu o meu bilhete? Não o encontro! – Disse ela muito alarmada.

Começaram todas a procurar, nos bolsos, nas malas (já se sabe como são as malas das mulheres) e nada!

_ Ora bolas! E agora?! Que faço?! – Já a ficar aflita.

Uma outra amiga olhou por cima da amiga, e viu uma placa onde podia ler-se: “Circular sem o porte de título válido, é punível por lei”.

_ Cuidado! Ainda vais presa miúda! – Disse a que leu a placa para a que não tinha bilhete.

Riram-se as cinco durante duas estações.

Tinham chagado à estação em trocavam de linha, e bilhete nem vê-lo! Levantaram-se e havia uma mancha amarela no banco. O que era? Pois claro, o bilhete! Forneceu mais umas escadas de gargalhadas ruidosas.

Entraram no outro metro e seguiram viagem, Saíram, e voltaram a trocar tudo normalmente.

Chegaram à estação final, o lugar para onde queria, mesmo ir. Escadas rolantes com elas. Máquinas no topo. Saiu uma numa máquina do lado direito, e outra ao lado, numa máquina do lado esquerdo. As duas a seguir imitaram. Se eram cinco, faltava passar uma. Pois bem, passou o bilhete, e as portas não abriram. Voltou a passar e nada. Tentou na máquina ao lado. O mesmo sucedeu. Uma vez, e outra, e outra, sempre sem sucesso. Já atrapalhada, gritou para as amigas:

_ Não consigo sair! Isto está estragado! Ajudem-me!

As amigas viram que de facto era verdade, e foram ter com um segurança que estava ali a observar a cena com um ar divertido.

_Bom dia, desculpe, mas a nossa amiga não consegue passar o bilhete dela, as portas não abrem! – Disse uma delas, mas nenhuma entendeu o sorriso parvo na cara do segurança, que respondeu:

_ A vossa amiga que passe três máquinas ao lado, a partir daí estão todas abertas! – Com isto mandou uma gargalhada.

_ O…Obrigada – Disse outra corada até às unhas dos pés.

_ Sempre às ordens – disse-lhes o homem ainda a rir.

Foram ter com a amiga e disseram-lhe. Acabaram por se rir o resto do dia com esta cena.

O mais curioso nesta história, é que o bilhete que não passava na máquina, era o mesmo bilhete que tinha desaparecido.

Filipa Portela, 9ºC
Poema


Mas o céu sempre foi belo,

mesmo quando a noite era escura.

Porque não será o amor tão belo como o céu?

Belo ele é, mesmo quando se torna escuro.

Por isso digo, era belo o meu pequieno e rasgado sorriso,

era belo o meu amor.

Mas dragão estava insatisfeito, enrraivecido.

Seria belo não o ter no peito?

Nem medo, nem remorsos, nem vaidade.

Valerá a pena?

A dura da realidade.

A dura viagem que terei pela frente.

Mas por entre a tempestade irei ao seu encontro.

Perguntai-me: Valerá a pena?

Responderei: Sim, valerá a pena.


Inês Rodrigues, 9ºA
Palavra vazia


Uma palavra

Uma palavra vazia

Sem significado

Dita para não se estar calado

Talvez o silêncio

Fosse o melhor remédio

Para quem morre de tédio

Nesta melancolia

De ouvir uma palavra vazia

Fazendo lembrar

O silêncio é de ouro

A palavra é de prata

Com um relógio de couro

E um anel de lata

A palavra que é mais chata

É aquela que mata

E tira o remédio

A uma pessoa que morre de tédio

Dominique Martinho, 7ºF
Os descobrimentos

Inicialmente, os dois temas podem ser tão diferentes mas tão iguais.

Ambos são conquistas que o homem fez, e através delas o mundo melhora, e é lógico e fantástico saber mais e conhecer mais para além dos horizontes (outros continentes e outros planetas).

Evidentemente que foi muito difícil qualquer uma das aventuras, pois não se atravessam oceanos, mares, correntes e “monstros marinhos” com um simples barquito, ou com apenas meia dúzia de marinheiros e sem instruções. Mas é óbvio que também é fantástica e excepcional a ida do homem à lua, o envio de satélites para fora da via láctea…

Apesar disso acho que talvez se nunca tivessem existido os descobrimentos era impossível dar-se esta importante descoberta para além do planeta terra. As culturas, a humanidade, as tecnologias não estariam tão desenvolvidas e até mesmo se coloca a questão: seria possível sair do planeta se nem o planeta se conhece? Sinceramente acho que não, portanto se nunca tivessem existido os descobrimentos provavelmente não existiriam algumas das descobertas de actualmente, o que para mim dá uma grande relevância aos descobrimentos!

Rita Silva, 9ºC
O MEU SONHO





Gostava de referir, em primeiro lugar, que sou sonhadora, creio como todas as raparigas da minha idade. Por vezes, sonho a mais e talvez, por isso, não consiga realizar todos os meus sonhos!

O meu problema talvez seja esse: sonhar a mais, ter demasiadas ideias e não conseguir pô-las todas em prática!

O sonho que eu mais gostava que se realizasse, era o de um dia ser uma grande escritora.

Escrever livros e editá-los, sempre me fascinou

Gostava de um dia, poder editar o meu próprio livro e com o dinheiro das vendas ajudar uma instituição de pessoas (mais concretamente crianças) desfavorecidas.

Sempre sonhei com isto, pois, desde há muito tempo que tenho o “bichinho” da escrita, ou seja, sempre gostei de escrever – desde que aprendi as primeiras letras. Além disso, gosto também de ler, o que talvez seja uma vantagem, visto que, por vezes, os livros têm vocabulário diferente daquele que utilizamos vulgarmente!

Já comecei a redigir algumas aventuras (livros); uma está numa fase mais avançada do que as outras. Sempre que tenho uma nova ideia, aponto-a, pois mais tarde, poder-me-á vir a ser útil.

Julgo não me estar a sair muito mal, visto ainda não ter ouvido a opinião de alguém que perceba mais sobre o assunto!!!



Sara Félix, 7º E
O DEMÓNIO

Essa besta

Que me prega partidas

Ele que faça uma sesta

E perceba estas palavras sentidas

Ele sugere-me o pecado

Mas não o quero cometer

Ele e os outros metem-se lado a lado

Fazem-me sofrer

Só tenho um lado para onde fugir

Para trás

Sou obrigado a voltar e repetir

Maldito Satanás

Não desistirei de lutar

Eu irei conseguir vencer

E para trás não irei voltar

E só preciso de ter força e não perder

ESQUECIMENTO

É melhor lembrar-me

Antes que me esqueça

Do quê não sei

Não interessa

Se calhar já me esqueci

Dominique, 7º F
Mundo mágico

Era uma vez uma menina muito bela que, numa manhã de Primavera, foi passear para uma floresta próxima do seu palácio.

Levava uma chave, feita de folhas de carvalho. Era uma chave verde, que passara de geração em geração, e que abria uma porta – a porta para a floresta das fadas.

Como era uma chave mágica (e um mundo mágico que esta “abria”), nunca se soube onde se situava essa tal porta.

Durante o seu passeio pelo jardim, perdeu essa chave e todo o palácio ficou num alvoroço!

Como o jardim era muito extenso, decidiu que pediria ajuda a uma bruxa, sua conhecida.

A bruxa, tinha viajado para fora do continente e, por esse motivo, chamou um feiticeiro, que era conhecido por saber todo o vasto mundo das fadas.

Quando o feiticeiro chegou ao palácio, fez uma poção no seu caldeirão, espalhou essa mistura por todo o jardim e assim se encontrou a chave, bem como a entrada para o mundo desconhecido (o mundo das fadas)!

Sara Félix, 7º E
Mediocridade



Neste mundo

Vou buscar ideias ao fundo

Para regressar à tona

E ver que aqui só se ouve Madonna

Essa mediocridade

De falta de mentalidade

Vendo que é tudo a mesma coisa

Os ricos na cidade

E os pobres a lavar a loiça

Isto é estar farto de viver rodeado de gente mediocre

Que pensam que a idade

É igual a mentalidade

E a sua cor preferida é o ocre

Este último verso foi medíocre

Mas não é nada se for comparado com certas mentalidades

Aqui não se contam as idades

Não há respeito

E leva-se tudo a peito.


Dominique Martinho, 7º F
O mar!

No fundo do mar procuro um sítio só para mim!

No fundo do oceano procuro um sítio onde me possa esconder, por momentos!

Olhando para o mar procuro que ele me traga a Paz e a resposta às minhas perguntas!

Porque o mar para mim é muito importante, pois construí uma música sobre o mar e toco-a na minha viola!

Percorrendo uma longa praia encontro o relaxamento!

Um mergulho no mar é como se afastasse os meus problemas todos e ficasse em PAZ!
O melhor sítio, para mim, para pensar e para que as respostas surjam, é numa falésia ou na praia a olhar o mar e o pôr-do-sol. Duas coisas que adoro que me fazem sentir bem e onde consigo obter as respostas e a PAZ para comigo mesma!

Joana Bartolomeu, 9ºA

Linguagem do século XXI



Com a generalização do uso das sms o dos chats, para facilitar a escrita, e para que esta fosse mais rápida e curta, adoptou-se um tipo de linguagem própria, do tipo "light".

É que, por exemplo, em vez de escrever «não», escreve-se «n» ou «ñ», em vez de «que» ou «porque»: «k» ou «pk».

Porque é que terá surgido este tipo de substituição de letras por outras que, no caso da Língua Portuguesa, nem sequer são utilizadas nas palavras portuguesas, e o "comer letras"? Pois bem, no caso das sms, é bem mais simples utilizar o «k» do que o «q», mais devido à sua localização, e no caso «x» é à partida uma grande poupança de tempo, visto que substitui o «c», o «ç», o «s», o «z» e o sentido é sempre compreendido por parte do receptor.

A nível do “comer letras”, basta verificar que, na maioria das letras “comidas” são vogais. Porquê? Porque, normalmente, deixando apenas as consoantes principais e uma ou outra vogal essencial percebe-se tudo na mesma, e lá está, é muito mais económico, em todos os aspectos.

Na perspectiva de que facilita a escrita de “lazer”, por assim dizer, é bem melhor, eu própria farto-me de utilizar esta linguagem uma vez que toda a gente entende, e assim não é preciso estar eternidades a escrever a mesma sms, e se for a pagar, quanto maior for a sms, mais pago, portanto…

Nos chats, já não uso muito, visto que estou no computador, prefiro escrever correctamente, até porque quando depois é para escrever trabalhos não estar sempre a ir ao «k» e etc.

A verdade é que vejo que muitos colegas meus que dão imensos erros ortográficos, naquelas palavras básicas, nas primeiras que aprendemos a escrever, talvez mesmo por causa deste tipo de linguagem, o que já torna estas adaptações negativas.

Mas, nem toda a gente é assim, eu pelo menos falo por mim, dou erros ortográficos, como toda a gente, mas sei que não é por causa da escrita “soft”, porque apesar de eu a usar diariamente, não a confundo com o Português “verdadeiro”.

Temos é que saber utilizar este tipo de escrita! De resto, sem problemas.





Filipa Portela, 9ºC
Liberdade


Liberdade

Farto da prisão

E estar a viver numa ditadura

A dor que fica no coração

E alma entra em loucura

Parece que a arma e a bala

É a única coisa que os ditadores abala

O que se quere

É a liberdade

E aquilo a que se refere

É em cada esquina encontrar a amizade


Dominique Martinho, 7ºF

Internet... Como utilizá-la?

A Internet é um importante meio de comunicação. Aliás, é dos mais importantes! Contudo, há que saber usá-la pois nem tudo o que ela contém é seguro...

Os pais têm um papel importante no que diz respeito à educação, pois são eles que devem ser os primeiros a explicar como deve ser usada a Internet.

Por outro lado, os jovens também têm de ter consciência para saber distinguir entre o que é benéfico e o que não deve ser feito.

Nós (jovens) temos de ter muita atenção. Por exemplo: existe o Windows Live Messenger (msn) que é um programa onde podemos conversar com os nossos amigos. Eu própria utilizo este programa. Porém, devemos ter em atenção quem adicionamos à nossa lista de contactos. Às vezes os jovens "adicionam" pessoas que não conhecem. Em alguns casos as pessoas são iludidas e, por vezes, podem acabar mal. Este é um simples exemplo do uso irresponsável da Internet.

Uma forma responsável, crítica e independente de usar a Internet de forma a que possamos aproveitar tudo o que ela nos oferece é não ir para sites perigosos e ter muita atenção a tudo o que ela contém.

Márcia Luzia, 9ºA
Internet: como usá-la?



"Internet: maior fonte de informação digital, acerca de tudo. " Esta é a definição quase imediata para "Internet".

Pois bem, eu, não consigo passar sem Internet. Porquê? Porque indo a um motor de busca, digito a informação que pretendo obter, e aparecem centenas de "Links"; porque consigo comunicar com colegas, amigos, família de qualquer parte do mundo; porque agora a escola tem uma plataforma, e ao aceder lá, é sempre uma forma mais "informal" e "descontraída" de "estudar", de obter mais informações extra-aula; porque consigo ver vídeos, ouvir músicas, visualizar imagens e tudo mais. É bom? Não. É óptimo!

Mas, como não há bela sem senão, claro está, a Internet também tem os seus "podres". Por exemplo: para apanhar vírus, é do melhor; livre acesso a todo o tipo de conteúdos menos próprios (tal como pornografia); grande violação de direitos de autor, ao efectuar downloads ilegais, e, infelizmente, muitas mais coisas.

Ou seja, para mim, que utilizo a Internet para comunicação, pesquisa, lazer (jogos, videoclips, etc.) não há qualquer tipo de inconveniente, até porque para quem não faça o mesmo que eu, os pais podem sempre mandar bloquear os conteúdos que acharem que não devem ser acessíveis.

Eu defendo a Internet, com "unhas e dentes", pelo simples facto de conseguir fazer tudo e mais alguma coisa, sentada em frente ao monitor.



Filipa Portela, 9ºC
Encontro com um extraterrestre ...

Nem queria acreditar que, num dia normalíssimo como aquele parecia ser, fosse começar assim, com uma situação tão surreal como aquela!

Estava eu a caminho da escola, preparada para mais um dia de aulas aborrecidíssimo, quando me dei de caras com uma criatura verde, viscosa e pequeníssima a andar pelas ruas de Lisboa; soltei um enorme grito de pânico e medo.

- Porque gritas menina? Não te faço mal… apenas sou diferente! – disse-me aquela criatura verde, viscosa e pequeníssima intimidada.

- Oh! Não sei o que te diga, foi grande o choque; afinal não é todos os dias que se vê uma criatura, verde, viscosa e pequeníssima como tu! - respondi-lhe eu chocada com aquela figura.

- Não me chames isso! Chamo-me Twix Stronger, sou viscoso por causa dos produtos estranhos que este planeta fabrica, verde de família e pequeno porque apenas tenho 2 anos… - disse Twix.

- Sim, está bem…Twix! Mas donde vens? - perguntei-lhe já com mais calma.

- Venho de uma galáxia diferente da tua, onde tudo é incrivelmente horrível, os gases tóxicos, a natureza extinta, pequenos humanos em vias de extinção e falta de energia do nosso astro principal, enfim a galáxia de Otopia, onde existem quatro planetas gigantes, um deles Ripertown que é a minha residência actual. - respondeu-me.

- Interessante, mas se não for indiscrição, o que vens cá fazer? – perguntei-lhe curiosa e cheia de entusiasmo.

- Vim para encontrar paz e felicidade que preciso, mas ando perdido e não consigo encontrar o planeta Terra; o planeta de outra galáxia mais próxima da minha onde existe vida! - esclareceu-me Twix.

- Mas, tu estás no planeta Terra! Talvez não seja o que procuravas, mas este é o planeta que embora actualmente tenha muitos problemas comparáveis com os da tua galáxia, há alguns anos existia essa paz e felicidade que precisavas… – declarei eu com toda a honestidade.

E foi assim que se desenrolou aquele emocionante encontro, que, embora curto, me fez pensar, que o planeta Terra tenho de ajudar para extraterrestres tristes como aquele possam um dia cá voltar.



Inês Félix, 7ºF


Guitarra


Quem te consegue tocar?

Boa música criar

Quem consegue fazer bom som?

Quem tem esse dom?

De te tocar

Deixa-me fazer

meu dedo deslizar

e entender

se tua corda hei-de beliscar

harmonia criar

só consigo amar

esse teu som

talvez seja eu

que tenha tal dom

de te conseguir tocar

criar som que é meu

saber tocar não é um dom

é arte de quem consegue

criar bom som

Dominique Martinho, 7ºF
Caminho a percorrer

Caminho por um túnel completamente escuro, sozinha. Quero pedir ajuda e, então, grito! Não vejo ninguém! Começo a perceber que o meu grito não saiu do meu interior. Começo a ficar com medo de cair e de me magoar, porque se cair não tenho ninguém que me ajude. Paro de caminhar e vejo dois caminhos...não sei qual escolher pois tenho medo de errar! Finalmente, decido ir por um! Começo a ver uma luz ao fundo. Será que veio para me dar o caminho certo a percorrer? Ou será alguém para me ajudar?

Joana Bartolomeu, 9º A

Encontro com um extraterrestre

- Olá!doc

Não era nada normal vir da escola e encontrar um ser azul com talvez 1 metro de altura, antenas, um olho muito brilhante e "cusco", com dentes cor-de-laranja e a sorrir à minha frente! Por isso dei um berro!

- Não tenhas medo!doc. Eu sou o BLS MI e venho do planetis PNATE de uma galáxia distante.doc.

- Olá... Eu sou na Helena e moro aqui. Nunca te vi por cá nem ninguém da tua família.

É normal!doc. É a primeira vez que cá venho.doc

- Porque é que estás sempre a dizer "doc"? - perguntei-lhe começando a achá-lo engraçado.

- É uma marca de fala do nosso planeta, o Porque Nos Acham Tão Esquisitos.doc

- Isso não faz muito sentido...

- Faz, sim senhor!doc - pareceu "chateado" com o que eu tinha dito.

- Que estranho este planeta!doc

Na continuaçao, ele começou a olhar para o relógio quando disse:

- Tenho de me despachar porque a minha mãe quer-me em "horsa" em 3999.doc

- O que é "horsa"?- perguntei-lhe

- É aquilo em que se vive.doc Mas eu queria era um curumelozóide.doc

- O que é isso? - perguntei-lhe admirada.

- É o ingrediente especial nas sopas de passagem de estação Bica. doc

- Que estação é essa?

- Há tantas... Há a Roca, Sita, Bucaloca, Taneia, Puxicula, ...

- Ok, já chega - interrompi-o

Por fim, fomos há procura do tal ingrediente ( embora não soubesse qual).

Após alguma procura, ele encontrou o que precisava.

- Já tenho tudo de que preciso, por isso xalu!doc doc doc

- Adeus!

E desapareceu.

Foi a aventura mais emocionante que já tive.



Helena Ferreira, 7º F

Duas pequenas grandes diferenças escolares

Parecendo que não, ir à escola, não é o mesmo que estar realmente na escola, visto que, muitos vão à escola mas é mesmo só para escapar às faltas e não fazem nenhum, ou por outro lado, fazer até fazem, só que fazem asneiras. O estar realmente na escola implica estar lá, por inteiro, ter lá a cabeça, pronta a aprender.

Para dar um exemplo, ir ao supermercado, não é a mesma coisa que estar num supermercado. Seguindo a lógica, ir ao supermercado é apenas ir lá, fazer o que há para fazer e depois sair. Estar no supermercado é, por exemplo, um empregado, que está lá, mesmo, bastante tempo.

Muitas vezes, os que vão à escola, são os que são conhecidos por ir passear os livros, os “baldas”, regra quase geral: repetentes!

A maioria usa mesmo o termo “vou à escola”, e até dá a impressa de que: “vou até à escola” ou “também vou à escola”, enquanto que, se for dito: “vou para a escola”, já dá a ideia de que vai lá estar, vai cumprir come deve ser o seu dever.

Enfim, é pena que os que “ vão à escola” não se apercebam que estar na escola é algo fundamental e benéfico, essencialmente para o seu futuro!

Filipa Portela, 9ºC


Doctor House

"Doctor House"... o programa mais mediático da televisão, que gerou uma grande polémica. A série retrata um hospital particular, cuja equipa de cirurgiões, comandada pelo doutor House, que se dedica nomeadamente a doenças raras.

Na minha opinião, este programa que (supostamente se devia igualar à verdade), não o faz e transforma a medicina numa brincadeira.

O facto de se fazerem exames a uma pessoa que levam mais de uma semana a serem feitos, naquele programa resume-se a umas horas.

Os cirurgiões da “equipa maravilha” fazem baixar os batimentos cardíacos a um paciente e, depois, reanimam-no, para virem a descobrir que o único problema que o doente tinha era apenas uma alergia de pele.

Ridículo, não? Mas esta será sempre a equipa maravilha.

Em suma, eu escolhi falar negativamente deste programa de televisão porque é um programa que retrata a realidade de uma maneira abstracta, que na realidade não é assim.

Não existe nenhum médico maravilha, como o doutor House, que trata dos seus pacientes como que magia e influencia os espectadores a pensarem que pode ser real.

Paula Moreira, 9ºC
Discriminação

Sabemos perfeitamente que existem as mais diversas formas de discriminação, embora no meu ponto de vista todos devemos ser tratados da mesma forma independentemente da raça, religião, sexo, grupo étario ou estrato social.

Com o passar dos tempos algumas destas formas de discriminação foram-se tornando cada vez menos frequentes.

Não consigo entender como em alguns países pessoas negras não podiam andar no mesmo autocarro, não podiam frequentar os mesmos estabelecimentos…que as pessoas brancas. Na verdade, estes comportamentos já não se verificam na maior parte dos países, mas muito há ainda a fazer.

No que se refere à discriminação de sexo continuamos a verificar que as mulheres têm muito menos oportunidade, por exemplo, de emprego, que os homens. Será que as mulheres são menos inteligentes, menos dinâmicas que os homens? No que respeita a isso a opinião é só uma: - Não! Portanto não se consegue entender qual a razão de existirem tão poucas mulheres em certos postos de emprego.

Relativamente à discriminação social acho que continua a ser algo que vimos todos os dias em todos os locais. É muito complicado quando, por exemplo, vimos numa escola professores, funcionários e alunos a tratarem de um forma diferente um aluno que pertence a um estrato social inferior.

Portanto, chegamos à conclusão que no que se refere à discriminação muita coisa já se alterou mas há ainda muito a fazer para conseguir uma sociedade melhor e justa.

Rita Silva, 9ºC
Por uma boa causa

Finalmente chegou o dia, a partir de hoje existirá o que sempre sonhei, as mulheres com cancro vão ser apoiadas e tratadas como pessoas normais.

Em seguida, entrámos na enorme sala, as luzes ligaram-se (cores lindas, os panos magníficos, as roupas espectaculares) os sorrisos, das pessoas, eram mágicos ao ver aquele cenário.

Porém, só tínhamos hora e meia para nos prepararmos para o grande desfile; e ainda faltava a maquilhagem e vestir as magnificas modelos.

O sorriso delas era tão belo, mas notava-se o medo de algo não correr bem.

Assim, espreitei por um pequeno buraquinho, entre as belas cortinas, e fiquei de boca aberta ao ver a sala completamente cheia de pessoas que tinham vindo para ver o desfile, no entanto não lhes disse nada, pois elas iriam ficar mais nervosas.

Começou o desfile, tudo estava a correr bem, via no olhar das pessoas o ânimo e o divertimento.

Na verdade, estava a correr muito melhor do que tínhamos previsto!

No fim, apareceu um cartaz por surpresa e que dizia “Somos iguais a todos vós, apenas tivemos um problema de saúde, aceitem-nos como somos!”.

Concluindo, todos aplaudiram, gostaram muito do desfile e todos foram tratados sem discriminação.

Joana Bartolomeu, 9ºA
Diabo


Tu que gostas de destruir

Pessoas desunir

Inimigos criar

Não destruas o que é nosso

Destrói o que é vosso

Reino do Inferno

Más acções criar

com essa teu olhar severo

sê sereno

tens chifres de boi

seu autêntico jumento

devias dormir ao relento

não no calor do Inferno

com teu servo fraterno

deixai-nos em paz

vai-te satanás


Dominique Martinho, 7ºF
Um conto de Verão



Naquele Verão, em que caminhava há beira-mar a puxar pela minha imaginação, lembrei-me de uma história que se podia tornar canção …

Estava um dia de Sol, como todos os dias desta estação, e como habitual peguei na toalha de praia e fui deitar-me no chão, à espera do sono ou de um grande escaldão.

Olhei em frente, e vi duas gaivotas que voavam, voavam com muita força e emoção, não sei se estava a ter um grave problema de audição, mas consegui ouvir palavras, assim, em vão! “Vamos voar até cima, até aquele avião, vamos dizer-lhe o tempo de amanhã, que a previsão está uma grande confusão” – disse uma das gaivotas a outra, e eu pensei em pânico: “Tempo? Ter com o avião? Mas que grande baralhação!”; e subitamente… “Olha, olha aquela rapariga! Cala o bico e vamos atrás do avião.”- disse a outra gaivota. Dei um salto de admiração e fui atrás das gaivotas, que fugiam atrás do avião. Desisti e as gaivotas pelo que vi também o fizeram com grande desilusão.

Fui para casa e contei tudo ao meu pai. Ele não acreditou e disse que era invenção.

Passado três semanas voltei àquela praia, com vontade de encontrar as mesmas gaivotas que vi voar. Tinha sensação que muita coisa estava por revelar, como é que as gaivotas estavam comigo a falar e como é que eu as ouvira.

Vagueei, vagueei até vir parar a imaginar esta história, aqui a molhar os pés na água a gelar. Olhei para cima, e por detrás do raiar do Sol, vi duas gaivotas a sobrevoar o mar, chamei-as com sensação que estas eram as que eu andava a esperar. “Gaivotas!” gritei, com toda a força que tinha, e juntas regressaram á beirinha, na areia molhada pela água salgada, fui devagar, passo a passo para não as assustar e logo, logo as ouvi resmungar: “Oh, menina, o que te faz procurar-nos?”- disse uma, “ Andaste a escutar conversas que não soubeste interpretar?”. Fiquei perplexa, sem saber o que dizer. “ Só queria saber, se não estava mesmo a imaginar!” – respondi.

Conversámos muito, brincámos e jurámos segredos, partilhámos segredos para nunca contar a ninguém o deslize das gaivotas que cometeram ao falar tão alto, aos ouvidos de uma menina do mar.

Passei o resto das férias a namorar aquelas gaivotas que adoram conversar, embirrar e resmungar.

O Verão é estação de muita emoção, onde tudo pode ser invenção, mas de boa imaginação e bom coração, cheio de paixão e gaivotas que voam e nos dão alegria de viver e a alegria de escrever uma canção de Verão.



Inês Félix, 7º F