quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Um magnífico dia de Verão

Estava um magnífico dia de Verão… O Sol brilhava no horizonte, o azul do céu era tão luminoso que invadia o nosso coração. Contudo eu não estava nos meus melhores dias: os meus pais queriam ir para a praia, só que eu não estava nada disposta a passar um dia inteiro com eles (mesmo sendo na praia), mas também não e apetecia ficar sozinha.

Mergulhada nestes pensamentos quase não ouvi o telemóvel a tocar; era uma amiga de Lisboa que tinha acabado de chegar, com alguns colegas, e convidou-me para eu ir com eles para a piscina, Naturalmente que fiquei muito entusiasmada porque era mesmo daquilo que eu estava a precisar para ter um excelente dia. Na realidade, só precisava de convencer os meus pais, quer dizer a minha mãe o que não foi muito difícil.

Rapidamente preparei tudo o que iria necessitar para aquele dia e telefonei à minha amiga para lhe dizer que já estava pronta para ir; combinámos encontrarmo-nos junto à escola (penso que é um dos poucos sítios que ela conhece da terra onde vivo).

É claro que eu fui o mais depressa que podia e antes de sair certifiquei-me que não me faltava nada. Depois finalmente saí de casa e dirigi-me à escola (acho que foi das poucas vezes que fui feliz para a escola).

Quando lá cheguei estavam todos à minha espera para irmos embora. Tudo correu bem, chegámos em menos de 30 minutos. Entrei para o local da piscina, e fomos logo a correr para colocarmos as nossas malas e toalhas no chão e fomos para a piscina.

Para mim o momento em que se deu o nosso primeiro mergulho do dia foi fantástico; o contacto do corpo com a água é uma sensação incrível.

Mas neste caso, existiu algo que não estava planeado, a parte de cima do biquini da minha amiga, tinha saído e ela não o encontrava. Eu saí da piscina e fui buscar a toalha dela para ela poder sair de dentro da piscina.

Andámos o resto do dia a tentar encontrar mas nada encontrámos. Quando íamos embora para casa, deparamo-nos com o biquini em cima do chapéu-de-sol do nadador salvador. Foi uma autêntica vergonha.

É óbvio que a situação na altura não foi divertida mas agora, cada vez que falamos disso, é um motivo de grande risada.

Rita Silva, 9ºC


UM EXTRA TERRESTRE DO PLANETA ALFABETO!



Um dia, estava eu a sair de casa em direcção à escola, quando ouvi um estranho ruído por detrás de um arbusto.

“Será que é aquele matulão que me quer roubar o dinheiro do almoço?”, pensei eu, ficando com uma pontinha de medo.

Hirto de pânico, fiquei ali, a ver se algo me acontecia.

Deixei então, de ouvir o estranho ruído e desta vez pensei: “Agora tenho a certeza de que ouvi! Não foi nenhuma alucinação!”

- Está aí alguém? – Perguntei a medo.

Não obtive resposta.

Enfureci-me, então, mas com receio de ser apanhado (pelo tal matulão), resolvi continuar o meu caminho.

Tinha decidido: se mais alguma vez eu ouvisse aquele ruído, ia espreitar o que estava atrás do arbusto, mesmo que fosse o patife (matulão), que eu julgava estar naquele sítio.

Avancei e, mal tinha dado um passinho, ouvi de novo o ruído, mas agora parecia-se mais com um «psst!»

Cheio de medo, lá fui eu, espreitar por entre os arbustos.

Fiquei perplexo a olhar para o que se me deparava em frente.

Não podia acreditar!

Um Extra-Terrestre?? O que é estaria ali a fazer? Estaria perdido da Nave-Mãe?

Mas confesso… A primeira coisa que me veio à cabeça fora a de eu poder ganhar milhões de euros, com aquele ser, que (afinal de contas), era algo de outro mundo!

Tentei “meter” conversa com ele, primeiro em inglês, porque (pensava eu), o inglês é a língua falada em todo o Universo:

- Can you speak english? – Perguntei eu, com uma prenuncia que até “acordava um morto” (ou seja, a prenuncia era má!).

Sem resposta, ia tentar em espanhol, quando ele me atropelou e falou:

- Não te esforces!

- Falas português?! – Perguntei, admirado.

- Claro! – Respondeu. – Querias que eu falasse quer língua? «Chinomarquês»? «Intergalático»?

- Desculpa!

Entretanto, com tanto fascínio, tinha-me esquecido completamente da escola. Quando me lembrei, olhei para o relógio de pulso e exclamei:

- Ena pá! Já é tão tarde! Vou ter falta no primeiro tempo de Língua Portuguesa! A stôra Rosa vai ficar fula!!!

- O quê? – Perguntou admirado o E.T.

- Ah! – Exclamei eu, novamente. – Tenho de ir para a escola!

- O que é isso da escola? – Perguntou, de novo, o E.T.

- A escola é um edifício, onde todas as pessoas podem aprender. Estão lá professores que te ensinam a matéria e tiram-te todas as dúvidas que tenhas. – Expliquei eu. Tinha ficado com a leve sensação de que o E.T. não tinha entendido nada do que eu tinha dito.

- Tiram? – Perguntou com os olhos muito brilhantes.

- Claro!

Nesta altura, já eu apenas pensava na escola, mas, também, tinha receio que o E.T. se fosse embora. Bem, de qualquer maneira, sempre podia deixar o meu número de telefone! – Pensei.

- Eu vou contigo para a escola. – Respondeu ele prontamente, sem me deixar pensar.

Não estava à espera de tal coisa, mas a ideia de levar um E.T. para a escola, agradava-me. Só havia um pequeno problema: o E.T. era muito grande para o tamanho da minha mochila e eu não iria levá-lo de mão dada, para a escola.

- Deixa lá, eu transformo-me num cubinho e enfio-me dentro da tua mochila.

E assim, num ápice, transformou-se num cubo e enfiou-se dentro da minha mochila.

Continuei o meu caminho, todo sorridente. Não me tinha encontrado com aquele matulão e ainda tinha um ser do outro mundo dentro da minha mochila! Parecia estar numa cena do filme do 007!

Já na escola (cheguei uma hora atrasado), sentei-me no lugar que estava vago e respondi ao interrogatório da professora, sem nunca me descair.

Estava agora a passar o sumário, quando algo dentro da minha mochila se move.

Tinha agora, a sensação de que a minha mochila estava mais pesada (pois tinha a mochila nas costas da cadeira). Foi então que reparei que o E.T. se estava a “desdobrar”.

Fiquei branco como a cal. Não podia dizer que tinha um Extra-Terrestre na minha mochila, pois ninguém acreditaria. Pedi, então, licença à professora para ir à casa de banho e sem “ele” ter reparado, levei a mochila comigo. Na casa da banho, tive uma conversa com o E.T. e só aí percebi a sua intenção: ele queria via à escola, pois queria que os meus professores lhe tirassem uma dúvida. Queria saber onde poderia encontrar uma nave, para voltar para junto da mãe.

Expliquei-lhe que não podia ser assim e que depois das aulas iria com ele à procura da sua Nave-Mãe.

Voltei para a sala de aula, mas desta vez, levava o Extra –Terrestre (que tinha descoberto chamar-se Anúbis), pela mão. Toda a turma e a professora ficaram atónitos, como se pode calcular, ao olharem para mim de mão dada com um ser tão invulgar, o Anúbis.

Depois de alguns momentos de silêncio, seguiram-se uns eufóricos esclarecimentos e ficou acordado que toda a turma ajudaria o pobre do Anúbis a voltar para a sua casa, que afinal era o planeta Alfabeto, onde todos os seus habitantes tinham o nome começado pela letra A!



Sara Félix, 7ºE
Um dia inesquecível



Hoje em dia existe maior facilidade em ir a um concerto, pois tudo está mais acessível.

Durante um concerto existem mil e uma emoções. Quando se inicia um concerto existe sempre uma grande ansiedade e nervos por parte de quem vai estar no palco e de quem assiste ao espectáculo.

Na verdade, parece que estamos no mundo da fantasia, do mistério, do fantástico. É claro que todos se atropelam porque querem ficar o mais perto possível do palco, dos seus ídolos…

Depois chega o grande momento! Apagam-se as luzes, acendem-se os holofotes, e, finalmente, a banda entra em palco. Aí os gritos, os aplausos tudo numa confusão. É nesse instante que começa-se a ouvir a música juntamente com os gritos que não param!

Certamente que quem está no palco envolve-se rapidamente em toda aquela euforia. Qual a sensação das fans?

A música percorre todo o nosso corpo. É difícil conseguirmos parar (temos de dançar, cantar, gritar) e assim mostrarmos aos nossos ídolos que estamos a vibrar com eles.

Tudo é maravilhoso…o que ouvimos, o que vemos, o que sentimos. Ao longo do espectáculo, o cansaço começa a invadir o nosso corpo, mas isso não interessa porque não conseguimos parar. As mãos agitam-se no ar, batemos palmas, cantamos, gritamos e os nossos olhos não se desviam do palco.

Finalmente, como se um fio se desligasse o espectáculo acaba. Tudo volta à normalidade ficando a recordação de algo que não vamos esquecer.

Rita Silva, 9º C


Sonhar

Toda a gente sonha, eu sonho e continuarei a sonhar… sonho com tudo um pouco, sonho com roupas, sonho com viagens, sonho com pessoas, sonho com paladares, sabores e certos sons, sonho com vida, sonho com animo, sonho com imensa vontade de imaginar. Mas, apesar de todos esses sonhos há um verdadeiro sonho que gosta de realizar. O meu sonho era ser jornalista, escrever revistas, jornais editar e reportagens e documentários organizar, mesmo que não tenha jeito, ou vontade é nisso que estou sempre a pensar. Sonho com isso, e até demais, sonho que vou entrar no mundo das artes… Gosto de cantar, falar, representar, pintar, mas, principalmente de sonhar, sonhar com os sonhos que para a toda a vida, ou não ficaram por se concretizar!

Talvez seja, um dia, mais tarde, jornalista, mas o que importa é o sentimento de luta que espero que se faça prolongar.

Inês Félix, 7ºF

Os meus vizinhos

Os meus vizinhos são matreiros!, uns autênticos matreiros… Sempre à espreita e informam-se rapidamente de todos os passos que se dão nesta Terra…

Sempre que me vêem, dizem: “ Oh, estás tão alta!”, “Já és uma mulher!”, “Bom dia, como vai a mãe, a avó e o mano?”, “Hmm, estás mais elegante!”, “Então vais às compras?” (como se eu não tivesse mais que fazer); enfim fazem perguntas desajeitadas que merecem respostas discretas e indiferentes: “Hahaha, obrigado.”, “Estamos óptimos, obrigado!”, “Hmm, obrigado pelo elogio…”, “Sim, vou às compras.”; não lhes dou demasiada conversa, porque sou sempre o alvo mais fácil das minha vizinhas, por ser mais nova e descabida.

De vez em quando, vejo-as na janela à espreita de algo interessante, a ver se os filhos chegam salvos a casa depois da noitada ou à espera do padeiro e da peixeira. Já de noite, à hora da missa é a maior discussão, por vivermos a um passo da igreja e aqui em casa ninguém ir á missa; gera-se tanto maldizer sobre a nossa vida, aqui mesmo há porta de casa…, o meu irmão que se irrita com esta confusão, põe musica no máximo de volume, para as enxotar, mas não resulta e as senhoras resolvem ficar a noite plantadas em roda da minha casa.

A minha avó, sinceramente confunde-se com elas, porque me recorde de muitas vezes a ver espreitar pelas entradas das persianas. Por isso, conheço-as bem, distingo as boas e as más da fita, só de as ver!

Os vizinhos, do sexo masculino, são muito pacatos, passam a vida no café, a ler o jornal, a ver a bola ou a beber, não me incomodam e são raros os que me cumprimentam tirando o Sr. João, o meu vizinho preferido).

Conclusão, não digo que não tenha uma relação má com eles, claro!, mas também não os admiro, não os detesto, nem contesto; não tenho opinião exacta sobre eles. Reparando bem, também sou vizinha, também sou intrometida, comento as suas vidas e pergunto-lhes como vai a vida; percebo o ponto de vista dos meus vizinhos, porque também é o meu…

Inês Félix, 7ºF
Suicídio... Cobardia ou valentia?

Suicídio... é um tema que dá que pensar! Não é fácil imaginar o que vai na cabeça das pessoas que fazem esta escolha.

A princípio, pensava que era preciso ter muita coragem naqueles momentos em que se está a acabar com a vida, mas depois de ter ouvido uma opinião, fui para casa e pensei a sério acerca deste assunto.

Após alguns minutos de reflexão concluí que uma pessoa só faz aquele acto se estiver mesmo muito doente a nível psicológico!

O suicídio é um acto de cobardia, porque as pessoas dão termo à vida para fugir aos problemas que surgem ao longo da vida.

Quanto à personagem principal do texto (aia), os motivos que a levam ao suicídio são o querer estar ao pé do seu filho e também por ser crente na vida depois da morte. Mesmo assim, por maior que fosse a vontade de estar com o filho e a fé, ela não devia ter feito o que fez.

Por enquanto, não posso julgar ninguém pois nunca me suicidei nem tive a tentação de fazer tal "coisa"! Já tentei falar com uma pessoa que tivesse passado por essa experiência, mas o que é certo é que ela está incontactável! Pode ser que um dia mande uma carta... (Estou a brincar. Esta foi uma maneira de tornar este texto não tão sério).

Márcia, 9ºA
Apenas um sonho…


Apenas um sorriso,

e um único olhar

são capazes de fazer sonhos

que ficam sempre por acabar.



Sonhos, pesadelos,

São fantasias capazes de nos deixar a pensar,

Em coisas impossíveis de se concretizar.



Eu sonhei contigo a me abraçar,

Juntos a brincar e a conversar.

Era um mundo só nosso,

Onde o Rei era a alegria,

A nobreza a fantasia e povo a solidão.

Em que ambos prometíamos,

Que nunca nos iríamos deixar.



Eu sonhei, sonhei, sonhei,

Para depois despertar

E me recordar,

Do mundo quase a acabar.



Por isso,

Fechei os olhos,

E pedi que quando os abrisse,

O meu sonho fosse capaz de se realizar.

....


Inês Félix, 7º F
O meu sonho...



Há algum tempo que tenho este sonho, pintar uma parede do meu quarto à minha maneira. À hora que me apetecer, quando quiser, o que quiser!

Mas também tenho outros sonhos...

Como, por exemplo, quando crescer ter sucesso com os meus desenhos, invenções (com materiais que apanho de qualquer lado), sonho ser uma estrela da arte!!

É claro que não é aquela fama de ter paparazzis atrás de mim, mas sim ter um espaçinho para mim no coração da arte.

Não é pelo dinheiro, mas sim pelo meu gosto da mesma.

Quando crescer vou viver rodeada de desenhos, paredes pintadas, lápis, folhas, e muito mais!

Vou para Paris, Nova York, Los Angeles apresentar exposições...

Esparo que seja asim, e sempre com o apoio da familia.



Beatriz Querido, 7º F
O meu sonho...



Há algum tempo que tenho este sonho, pintar uma parede do meu quarto à minha maneira. À hora que me apetecer, quando quiser, o que quiser!

Mas também tenho outros sonhos...

Como, por exemplo, quando crescer ter sucesso com os meus desenhos, invenções (com materiais que apanho de qualquer lado), sonho ser uma estrela da arte!!

É claro que não é aquela fama de ter \'\'paparazzis\'\' atrás de mim, mas sim ter um espaçinho para mim no coração da arte.

Não é pelo dinheiro, mas sim pelo meu gosto da mesma.

Quando crescer vou viver rodeada de desenhos, paredes pintadas, lápis, folhas, e muito mais!

Vou para Paris, Nova York, Los Angeles apresentar exposições...

Esparo que seja asim, e sempre com o apoio da familia.



Beatriz Querido, 7º F
Sistema

Sistema que tu fazes?
Não fazes
O mundo fazer as pazes

Tenho que te destruir
Senão
A bulir
Não vejo o dinheiro
Para a carteira ir

Vida tal
Tenho de te destruir
Com todo o teu mal
Toda a gente vai-se desunir

Mortes aqui
Guerras ali
Tráfico acolá
Isto é o caos
Só tens hábitos maus

Tu és o satanás
Da religião punk culturosa
Contróis pessoas más
E tens origem duvidosa

Porque é
Que não destrois este governo
É tua propriedade
É um autêntico Inferno

Dominique Martinho, 7ºF
Realidades muito diferentes





“Ir à Escola” e “Estar, de facto, na Escola”, são duas expressões muito parecidas, mas na realidade são muito diferentes.

Então, quais são as diferenças?

Em primeiro lugar, o modo de estar e comportamento dos alunos são quase ou por vezes mesmo opostos: o que vai à Escola, mesmo que vá às aulas, não faz os trabalhos de casa, não está com atenção e não se interessa pelo que os professores dizem. Os que estão, de facto, na Escola fazem o contrário ou seja, cumprem as tarefas exigidas pelos professores, ouvem e estão com atenção nas aulas.

Apesar disso, por vezes, os alunos interessados também falam nas aulas, o que não quer dizer que sejam maus alunos, estes gostam de aprender, ainda que algumas vezes achem as aulas “uma seca”.

Aqueles que vão à Escola, se calhar, não têm objectivos e estar nas aulas não lhes diz nada, enquanto que os outros já sabem mais ou menos o que querem fazer, e mesmo as disciplinas de que não gostam muito, sabem que têm alguma importância.

Para dizer a verdade acho que as Escolas deviam ter mais iniciativas para haver mais alunos a estar, de facto, na Escola.







Rita Silva, 9ºC


Rappar


Yo Yo Yo toca a rappar se bem se quer estar

Farto de ser designado

Como uma mente perigosa

Estou indignado

Mas esta sensação é saborosa

O que eu curto mesmo é o rock

Tou a fazer Rap

mas prefiro aquele toque

Toque popular em todo o Rap

O metal é santo

mas também curto o fado

Porque tem aquele pranto

E não fico todo mocado

Mocado de música mexida

Que pode então ser cantada e lida

Não me toca na ferida

Pode até a sarar

Mas a marca há-de sempre lá ficar

YOYOYOYOYOYOYOYOYOYO


Dominique Martinho, 7º F
Racismo


A vergonha de ser ofendido

O mal que fica na alma

Ser negro sem ter culpa

Desejo de ser branco

Para evitar o racismo

Culpa do egoísmo

De não querer partilhar

O mundo com um negro

Não ser capaz de amar

Nem que seja só por amizade

Alguém negro

Pessoa que pode ter bondade

E aceitar nossa confraternidade

De ajudar

Ter compaixão

É bondade de poucos

São todos uns loucos

Que só aceitam os de sua cor

E a negros não dão sua amizade

Não têm medo de Inferno

Ou purgatório

Apenas têm o Ego

De querer o mundo só para eles (brancos)

Dominique Martinho, 7º F
Precocemente fora da Validade


Levantou-se, eram cinco da manhã. Não conseguira dormir, e resolveu então ir tomar o seu duche matinal. Vestiu-se arranjou-se, com direito a maquilhagem e tudo!

Tomou o pequeno-almoço, e rumou, a caminho do expresso que a levaria a um dia bestial.

Chegou por volta das sete horas, mas teve de esperar vinte longos minutos.

Por fim arrancou, já acompanhada de quatro amigas. Instaladas no último banco do autocarro, foram contando as ultimas novidades (já havia dois dias que não se viam!) e acertando os últimos pormenores (apesar de já estarem delineados há pelo menos um mês).

No meio de gargalhadas afogadas em ansiedade, as cinco amigas chegaram por fim ao seu destino. Saíram numa correria, direitinhas ao posto de venda de bilhetes do metro. Cada qual com o seu bilhete, passaram pelas máquinas, e desceram (voaram) as escadas na divisória do metro em que queriam viajar.

Entraram e sentaram-se nos bancos do metro (sim, porque às oito e meia da manhã de Domingo, há lugares vagos). No, meio da conversa, uma delas, deu por falta do seu bilhete:

_ Alguém viu o meu bilhete? Não o encontro! – Disse ela muito alarmada.

Começaram todas a procurar, nos bolsos, nas malas (já se sabe como são as malas das mulheres) e nada!

_ Ora bolas! E agora?! Que faço?! – Já a ficar aflita.

Uma outra amiga olhou por cima da amiga, e viu uma placa onde podia ler-se: “Circular sem o porte de título válido, é punível por lei”.

_ Cuidado! Ainda vais presa miúda! – Disse a que leu a placa para a que não tinha bilhete.

Riram-se as cinco durante duas estações.

Tinham chagado à estação em trocavam de linha, e bilhete nem vê-lo! Levantaram-se e havia uma mancha amarela no banco. O que era? Pois claro, o bilhete! Forneceu mais umas escadas de gargalhadas ruidosas.

Entraram no outro metro e seguiram viagem, Saíram, e voltaram a trocar tudo normalmente.

Chegaram à estação final, o lugar para onde queria, mesmo ir. Escadas rolantes com elas. Máquinas no topo. Saiu uma numa máquina do lado direito, e outra ao lado, numa máquina do lado esquerdo. As duas a seguir imitaram. Se eram cinco, faltava passar uma. Pois bem, passou o bilhete, e as portas não abriram. Voltou a passar e nada. Tentou na máquina ao lado. O mesmo sucedeu. Uma vez, e outra, e outra, sempre sem sucesso. Já atrapalhada, gritou para as amigas:

_ Não consigo sair! Isto está estragado! Ajudem-me!

As amigas viram que de facto era verdade, e foram ter com um segurança que estava ali a observar a cena com um ar divertido.

_Bom dia, desculpe, mas a nossa amiga não consegue passar o bilhete dela, as portas não abrem! – Disse uma delas, mas nenhuma entendeu o sorriso parvo na cara do segurança, que respondeu:

_ A vossa amiga que passe três máquinas ao lado, a partir daí estão todas abertas! – Com isto mandou uma gargalhada.

_ O…Obrigada – Disse outra corada até às unhas dos pés.

_ Sempre às ordens – disse-lhes o homem ainda a rir.

Foram ter com a amiga e disseram-lhe. Acabaram por se rir o resto do dia com esta cena.

O mais curioso nesta história, é que o bilhete que não passava na máquina, era o mesmo bilhete que tinha desaparecido.

Filipa Portela, 9ºC
Poema


Mas o céu sempre foi belo,

mesmo quando a noite era escura.

Porque não será o amor tão belo como o céu?

Belo ele é, mesmo quando se torna escuro.

Por isso digo, era belo o meu pequieno e rasgado sorriso,

era belo o meu amor.

Mas dragão estava insatisfeito, enrraivecido.

Seria belo não o ter no peito?

Nem medo, nem remorsos, nem vaidade.

Valerá a pena?

A dura da realidade.

A dura viagem que terei pela frente.

Mas por entre a tempestade irei ao seu encontro.

Perguntai-me: Valerá a pena?

Responderei: Sim, valerá a pena.


Inês Rodrigues, 9ºA
Palavra vazia


Uma palavra

Uma palavra vazia

Sem significado

Dita para não se estar calado

Talvez o silêncio

Fosse o melhor remédio

Para quem morre de tédio

Nesta melancolia

De ouvir uma palavra vazia

Fazendo lembrar

O silêncio é de ouro

A palavra é de prata

Com um relógio de couro

E um anel de lata

A palavra que é mais chata

É aquela que mata

E tira o remédio

A uma pessoa que morre de tédio

Dominique Martinho, 7ºF
Os descobrimentos

Inicialmente, os dois temas podem ser tão diferentes mas tão iguais.

Ambos são conquistas que o homem fez, e através delas o mundo melhora, e é lógico e fantástico saber mais e conhecer mais para além dos horizontes (outros continentes e outros planetas).

Evidentemente que foi muito difícil qualquer uma das aventuras, pois não se atravessam oceanos, mares, correntes e “monstros marinhos” com um simples barquito, ou com apenas meia dúzia de marinheiros e sem instruções. Mas é óbvio que também é fantástica e excepcional a ida do homem à lua, o envio de satélites para fora da via láctea…

Apesar disso acho que talvez se nunca tivessem existido os descobrimentos era impossível dar-se esta importante descoberta para além do planeta terra. As culturas, a humanidade, as tecnologias não estariam tão desenvolvidas e até mesmo se coloca a questão: seria possível sair do planeta se nem o planeta se conhece? Sinceramente acho que não, portanto se nunca tivessem existido os descobrimentos provavelmente não existiriam algumas das descobertas de actualmente, o que para mim dá uma grande relevância aos descobrimentos!

Rita Silva, 9ºC
O MEU SONHO





Gostava de referir, em primeiro lugar, que sou sonhadora, creio como todas as raparigas da minha idade. Por vezes, sonho a mais e talvez, por isso, não consiga realizar todos os meus sonhos!

O meu problema talvez seja esse: sonhar a mais, ter demasiadas ideias e não conseguir pô-las todas em prática!

O sonho que eu mais gostava que se realizasse, era o de um dia ser uma grande escritora.

Escrever livros e editá-los, sempre me fascinou

Gostava de um dia, poder editar o meu próprio livro e com o dinheiro das vendas ajudar uma instituição de pessoas (mais concretamente crianças) desfavorecidas.

Sempre sonhei com isto, pois, desde há muito tempo que tenho o “bichinho” da escrita, ou seja, sempre gostei de escrever – desde que aprendi as primeiras letras. Além disso, gosto também de ler, o que talvez seja uma vantagem, visto que, por vezes, os livros têm vocabulário diferente daquele que utilizamos vulgarmente!

Já comecei a redigir algumas aventuras (livros); uma está numa fase mais avançada do que as outras. Sempre que tenho uma nova ideia, aponto-a, pois mais tarde, poder-me-á vir a ser útil.

Julgo não me estar a sair muito mal, visto ainda não ter ouvido a opinião de alguém que perceba mais sobre o assunto!!!



Sara Félix, 7º E
O DEMÓNIO

Essa besta

Que me prega partidas

Ele que faça uma sesta

E perceba estas palavras sentidas

Ele sugere-me o pecado

Mas não o quero cometer

Ele e os outros metem-se lado a lado

Fazem-me sofrer

Só tenho um lado para onde fugir

Para trás

Sou obrigado a voltar e repetir

Maldito Satanás

Não desistirei de lutar

Eu irei conseguir vencer

E para trás não irei voltar

E só preciso de ter força e não perder

ESQUECIMENTO

É melhor lembrar-me

Antes que me esqueça

Do quê não sei

Não interessa

Se calhar já me esqueci

Dominique, 7º F
Mundo mágico

Era uma vez uma menina muito bela que, numa manhã de Primavera, foi passear para uma floresta próxima do seu palácio.

Levava uma chave, feita de folhas de carvalho. Era uma chave verde, que passara de geração em geração, e que abria uma porta – a porta para a floresta das fadas.

Como era uma chave mágica (e um mundo mágico que esta “abria”), nunca se soube onde se situava essa tal porta.

Durante o seu passeio pelo jardim, perdeu essa chave e todo o palácio ficou num alvoroço!

Como o jardim era muito extenso, decidiu que pediria ajuda a uma bruxa, sua conhecida.

A bruxa, tinha viajado para fora do continente e, por esse motivo, chamou um feiticeiro, que era conhecido por saber todo o vasto mundo das fadas.

Quando o feiticeiro chegou ao palácio, fez uma poção no seu caldeirão, espalhou essa mistura por todo o jardim e assim se encontrou a chave, bem como a entrada para o mundo desconhecido (o mundo das fadas)!

Sara Félix, 7º E
Mediocridade



Neste mundo

Vou buscar ideias ao fundo

Para regressar à tona

E ver que aqui só se ouve Madonna

Essa mediocridade

De falta de mentalidade

Vendo que é tudo a mesma coisa

Os ricos na cidade

E os pobres a lavar a loiça

Isto é estar farto de viver rodeado de gente mediocre

Que pensam que a idade

É igual a mentalidade

E a sua cor preferida é o ocre

Este último verso foi medíocre

Mas não é nada se for comparado com certas mentalidades

Aqui não se contam as idades

Não há respeito

E leva-se tudo a peito.


Dominique Martinho, 7º F
O mar!

No fundo do mar procuro um sítio só para mim!

No fundo do oceano procuro um sítio onde me possa esconder, por momentos!

Olhando para o mar procuro que ele me traga a Paz e a resposta às minhas perguntas!

Porque o mar para mim é muito importante, pois construí uma música sobre o mar e toco-a na minha viola!

Percorrendo uma longa praia encontro o relaxamento!

Um mergulho no mar é como se afastasse os meus problemas todos e ficasse em PAZ!
O melhor sítio, para mim, para pensar e para que as respostas surjam, é numa falésia ou na praia a olhar o mar e o pôr-do-sol. Duas coisas que adoro que me fazem sentir bem e onde consigo obter as respostas e a PAZ para comigo mesma!

Joana Bartolomeu, 9ºA

Linguagem do século XXI



Com a generalização do uso das sms o dos chats, para facilitar a escrita, e para que esta fosse mais rápida e curta, adoptou-se um tipo de linguagem própria, do tipo "light".

É que, por exemplo, em vez de escrever «não», escreve-se «n» ou «ñ», em vez de «que» ou «porque»: «k» ou «pk».

Porque é que terá surgido este tipo de substituição de letras por outras que, no caso da Língua Portuguesa, nem sequer são utilizadas nas palavras portuguesas, e o "comer letras"? Pois bem, no caso das sms, é bem mais simples utilizar o «k» do que o «q», mais devido à sua localização, e no caso «x» é à partida uma grande poupança de tempo, visto que substitui o «c», o «ç», o «s», o «z» e o sentido é sempre compreendido por parte do receptor.

A nível do “comer letras”, basta verificar que, na maioria das letras “comidas” são vogais. Porquê? Porque, normalmente, deixando apenas as consoantes principais e uma ou outra vogal essencial percebe-se tudo na mesma, e lá está, é muito mais económico, em todos os aspectos.

Na perspectiva de que facilita a escrita de “lazer”, por assim dizer, é bem melhor, eu própria farto-me de utilizar esta linguagem uma vez que toda a gente entende, e assim não é preciso estar eternidades a escrever a mesma sms, e se for a pagar, quanto maior for a sms, mais pago, portanto…

Nos chats, já não uso muito, visto que estou no computador, prefiro escrever correctamente, até porque quando depois é para escrever trabalhos não estar sempre a ir ao «k» e etc.

A verdade é que vejo que muitos colegas meus que dão imensos erros ortográficos, naquelas palavras básicas, nas primeiras que aprendemos a escrever, talvez mesmo por causa deste tipo de linguagem, o que já torna estas adaptações negativas.

Mas, nem toda a gente é assim, eu pelo menos falo por mim, dou erros ortográficos, como toda a gente, mas sei que não é por causa da escrita “soft”, porque apesar de eu a usar diariamente, não a confundo com o Português “verdadeiro”.

Temos é que saber utilizar este tipo de escrita! De resto, sem problemas.





Filipa Portela, 9ºC
Liberdade


Liberdade

Farto da prisão

E estar a viver numa ditadura

A dor que fica no coração

E alma entra em loucura

Parece que a arma e a bala

É a única coisa que os ditadores abala

O que se quere

É a liberdade

E aquilo a que se refere

É em cada esquina encontrar a amizade


Dominique Martinho, 7ºF

Internet... Como utilizá-la?

A Internet é um importante meio de comunicação. Aliás, é dos mais importantes! Contudo, há que saber usá-la pois nem tudo o que ela contém é seguro...

Os pais têm um papel importante no que diz respeito à educação, pois são eles que devem ser os primeiros a explicar como deve ser usada a Internet.

Por outro lado, os jovens também têm de ter consciência para saber distinguir entre o que é benéfico e o que não deve ser feito.

Nós (jovens) temos de ter muita atenção. Por exemplo: existe o Windows Live Messenger (msn) que é um programa onde podemos conversar com os nossos amigos. Eu própria utilizo este programa. Porém, devemos ter em atenção quem adicionamos à nossa lista de contactos. Às vezes os jovens "adicionam" pessoas que não conhecem. Em alguns casos as pessoas são iludidas e, por vezes, podem acabar mal. Este é um simples exemplo do uso irresponsável da Internet.

Uma forma responsável, crítica e independente de usar a Internet de forma a que possamos aproveitar tudo o que ela nos oferece é não ir para sites perigosos e ter muita atenção a tudo o que ela contém.

Márcia Luzia, 9ºA