domingo, 30 de novembro de 2008

Folhas caídas no chão


Folhas caídas no chão,

logo a chuva e o tempo levarão.

Passa o Outono,

chega o Inverno e,

bem agasalhada,

passeio pela estrada

até encontrar este lindo jardim...


Helena Ferreira, 8ºE

sábado, 29 de novembro de 2008



Naquela tarde
- I

Naquela tarde, os telhados ficaram plenos de um manto branco. Tinha nevado. Eu sabia perfeitamente que o famoso Pai Natal não existia, até ao momento em que vi uma 'coisa' gorda e vermelha, com uma espécie de algodão doce muito compridoooo colado à cara (era barba, mais tarde vim-me a aperceber disso), a dar um enorme salto para dentro de umas das chaminés, a chaminé da casa da Rita.

Quando, de repente, olhei para o telhado, pareceu-me ver o trenó do Pai Natal, com 7 renas para o puxar, tendo como principal, a rena Rodolfo, a ganhar balanço através da neve e.. upa! O trenó desvaneceu-se pelo céu a dentro.

Resolvi, então, investigar. Fui a casa da Ritinha e da Leonor, bati à porta e consegui ouvir a Bomboca a ladrar. Abriram a porta,como se nada fosse, e disseram-me "-Boa noite!", com um 'sorrisão'.

Fui um pouco mal educada, pois desatei a correr pelo Hall em direcção à sala de estar e vi o Pai Natal sentado, a descansar, em frente à lareira, enquanto comia bolachas e bebia um enorme copo de leite quentinho. Com um olhar sarcástico disse:"-Então não me apresentam o vosso novo amigo?" e levei-as até à sala, e , com grande desgosto meu, o suposto Pai Natal que lá deveria estar, encolheu e transformou-se num boneco de porcelana, muito pálido. Estava preparada para me ir embora com um 'sorriso amarelo' e a pedir imensas desculpas por ter entrado sem pedir licença. Olhei mais uma vez para o Pai Natal, para verificar se era mesmo um boneco, e ele, então, piscou-me o olho.

Mariana Costa, 8ºD

Naquela tarde - II

Naquela tarde, os telhados ficaram plenos de um manto branco. Tinha nevado. Eu... como vivia naquela zona há pouco tempo, e vindo de uma terra de muito calor, fui para a rua muito satisfeito, para me divertir, pois nunca tinha visto neve na vida.

Achei fascinante, a única coisa que me entristeceu, foi não ter visto ninguém a brincar: fazer bonecos de neve, deslizar...
No entanto, mesmo sozinho, fiz um grande boneco à porta de minha casa, para a guardar e, de seguida, peguei num saco de plástico grande e preto e fui deslizar para uma montanha, não muito alta, ao pé da vila onde vivia.

Cheguei lá a cima e fiquei muito espantado, porque verifiquei que quase toda a gente da vila lá estava (ou mesmo toda!) a fazer muitas brincadeiras.
Eu Desde que vivia ali já tinha conhecido algumas crianças, então, com o meu saco de plástico fui escorregar.

Estive na brincadeira até à uma da tarde. Nessa altura começou a ir embora muita gente e eu também fui. Cada pessoa foi para a sua casa almoçar. Depois de almoço retomaram as mesmas actividades que de manhã, e estas se estenderam - se pela tarde fora. Por volta das sete da tarde voltou tudo para o calor da lareira de suas casas.

Diogo Costa, 8º D
Lá fora está frio


Lá fora está frio,

uma tarde de encantar,

quantos vezes não me rio

de ver as árvores a dançar.

Coitadas, tanto vento

as árvores a gritar

em minha casa entro

para não as ouvir chorar.

Felizmente, aquele vendaval passou

agora, até as ouço a cintilar.

As folhas, já o vento as levou.

As árvores perderam as suas filhotas, estas não se vão aguentar.


Mariana Costa, 8º D

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O meu nome é Idiota

O meu nome é Idiota

Oh meu deus

Quem sou eu

Alguém que discrimina judeus

Olá o prazer é todo meu

O meu nome é Idiota

Tenho um conta no banco do Totta

Discriminam-me a mim

Discriminam-te a ti

É assim que "eles" ganham respeito

Eu estou farto disto

A vida assim não aceito

Mas não falo em suicídio

Isso é cobardia em poesia

E na televisão fala-se de genocídio

A televisão é a caixa de mediocridade

E só passam imagens explícitas

Que não p'a tua idade

Mortes aqui

Greves ali

Golos acolá

O meu nome é Idiota

E vivo do lado de cá

Dominique Martinho, 8ºD

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Plantinha Drogada


A plantinha está drogada

Talvez precise de água

Mas é melhor tirar-lhe a droga primeiro

Para ela poder apagar a chama do vício

E no início

nunca pensei cuidar desta planta

Mas ela tirou-me da má vida

Ela é uma Santa

A plantinha precisa de água

Tenho que a regar

Pois talvez a um paraíso ela me poderá levar

A plantinha agora é saudável

A plantinha matou fomes

A plantinha matou sedes

A plantinha aumentou comes

A plantinha aumente bebes

A plantinha tem sede

Talvez a vá regar

Se nada me impedir

A plantinha é generosa

E a água não precisa de me extorquir

Com a água a plantinha apagou fogos

A plantinha ficou sem água

A plantinha morreu

Talvez tenha sido uma divindade

O que é certo é que a mim doeu


Dominique Martinho, 8ºD

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Lá fora está frio,

o céu está cinzento,

as árvores choram baixinho,

fingem as lágrimas, de chuva

chuva que não cai mas que se sente

as pessoas que passam dizem que vai chover...

Mas foi o vento,

foi o vento que levou,

a lágrima que a árvore chorou

elas choram porque os seus ramos são cortados,

cortados por gente,

gente contente, gente com tudo!,

e elas sem nada!

Inês Félix, 8º D
Medo


De quê?

Do nada.

Medo que o nada seja tudo

O que resta

De mim.

Medo de chegar a algum lado

Medo de não chegar a lado nenhum

Medo de tentar

Medo de parar

Ahhh...

Vida de medo

Escuridão

Ilusão


Márcia Luzia, Relíquia

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Inverno


Inverno frio

Se te dizem quente

Sarcasticamente rio

O que é certo é que o que faz o meu pente

É destruído

Silenciosamente

Sem ruído

O que é certo é que o que faz uma semente

É destruído

Às vezes ensurdecedoramente

Com ruído

O que é certo é que estou a exagerar

Porquê?

Porque às vezes é bom divagar

Diva quê?

Divagar...


Dominique Martinho, 8º D

domingo, 16 de novembro de 2008

Preso pela sua mente conservada pelos pais

Continua a ler

Põe-te a estudar

Tens de te mexer

Se um doutor te queres tornar

Para seres aquilo

Com que os teus pais estão a sonhar

Para não seres

Como um velho bêbado na estrada

Que não tem nada

Por isso te digo

Não fiques um mendigo

Torna-te doutor

Mas isso é um seca

Mas também não queiras ter um emprego de "meia leca"

Assim és o marrão filho de um ricalhaço

Por isso marrão filho dum ricalhaço

A tua inteligência não tem de ser de aço

Por faz como eu digo e como eu faço

Enfrenta os teus pais

Nem que eles te deixem num cais

Diz o que queres fazer

E isso é saber viver

Dominique, 8º D
O meu amigo

O meu amigo
É um fruto
É um figo
É algo em bruto
E deixe-mo-nos de rimas sem sentido
Pois aquilo que foi dito atrás foi tudo mentido


O meu amigo comprou um guitarra
Mas ele mais parece uma cigarra
E não gosta de tocar
Para a guitarra ele está-se borrifar

Ele conta-me essas coisas
Todos os dias
Só me faz lembrar o evangelho de Moisés
E às tantas de Isaías

Mas ele não se importa
E mal se comporta
Só lhe importa o que tinha
Eu acho que me matava se a vida dele fosse minha

Ele não quer saber de nada
Nem se leva uma chapada
Ele é um sem-vergonha
E de todos ele leva na fronha

Por isso o meu amigo é um idiota
Parece algo pegajoso como compota
Ele é um idiota
Ele é um idiota...
Um idiota...
Esse idiota...
Nem sabe andar de mota...
(Nem eu)
E mais ele no agora mesmo faleceu

Dominique, 8º D
Cego

És cego quando não consegues ver
Se o és já deves saber
Se és de nascença
Nem deves saber como raio uma cadeira é...
Porque és cego...
Mas ou menos assim
Não vês que raio a política é
Não vês o mundo
Não vês o excremento que te leva ao fundo
Mas sente-te agoniado
Não sabes o que te vai acontecer
Sentes-te um legume enlatado
Foro de prazo
E à tua imaginação não consegues dar azo
E não consegues ver
E não consegues ver
Porque és cego...
Não vês nada...
Nunca sabes quando te irão dar um chapada...
E depois dá-te a revolução no estômago
E sentes o Rei na barriga
Parece que é abstracto
Mas é concreto é lombriga...
Mas tu não vês...

Dominique, 8ºD


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Uma noite assustadora de Verão

Numa quente noite de Verão, acampava com familiares e amigos, numa floresta onde diziam haver seres mitológicos e fantasiados.

Criámos um jogo, em que alguém começava uma história, depois outra continuava, até que todos os que formavam a roda tivessem contado uma parte da história.

O mais velho da roda (que tinha 18 anos) começou a história:

- Numa noite, um jovem decidiu explorar uma floresta… como esta! Estava muito escuro e ele apenas trazia uma lanterna a pilhas. Embrenhou-se pela floresta a dentro e… perdeu-se. – Levantou-se, caminhou para o centro da roda e acercou-se da fogueira que parecia querer apagar-se. – Estava com medo e jurava que nunca mais tentaria algo do género. Continuou a caminhar… A floresta estava silenciosa… Apenas se ouvia o estalar de raminhos debaixo dos seus pés. – Daquela roda, não se ouvia um único som, apenas o crepitar da fogueira, que parecia estar a aumentar a história. Acocorou-se da fogueira. Agora, falava cada vez mais depressa – o rapaz ouvia um uivar e, algo o agarrou e puxou-o para uma árvore… Chegou à conclusão de que eram as raízes das árvores que o “acorrentavam”. – Dito isto, todos se agarravam uns aos outros, amedrontados. O Rui estava a contar a história toda, mas eles nem davam conta… só tinham presente na sua mente que a história que contava era muito semelhante àquela noite… – concluindo: nunca mais apareceu – Disse, baixando a voz.


Sara Félix, 8º E
Revolução


Revolução!

Estou farto desta sociedade

Esta gente da cidade

Este governo é um vergonha

Apenas metem-nos dívidas na fronha

Viva a Revolução!

Que se abra aqui já uma manifestação.

Eu odeio este sistema

Deixa-me doido por isso leiam o meu lema:

Viva a Revolução!

Que se abra aqui uma manifestação!


Dominique Martinho, 8ºD
O flagelo dos incêndios


Considero que os incêndios, infelizmente, acontecem com alguma regularidade no nosso país. Apesar disso, o Governo tem disponibilizado mais meios de combate e homens de forças militares – Guarda Nacional Republicana – para formarem brigadas técnicas de actuação conjunta com os Bombeiros, mas, ainda assim, a formação especializada na área de combate aos incêndios ainda é escassa. Muito ficamos a dever ao grande número de pessoas e à sua coragem, que perante esta grande ameaça colaboram em voluntariado, com meios auxiliares. Este tormento deve-se, além das loucuras de piromaníacos e a algumas pessoas pagas para o fazerem com o intuito monetário, à conjugação de factores como as condições meteorológicas (aumento da temperatura no Verão e vento) que conjuntamente com locais de difícil acesso e zonas onde não é realizada a manutenção das florestas.

As organizações ambientalistas chamam a atenção para a mancha florestal que é preciso preservar e reorganizar, bem como para a exploração de florestar desenfreada ou desorganizada que cresce sem respeitar as barreiras antifogo, a manutenção e vigilância das matas, para que os métodos sejam eficazes e não se acabe num rosário de lamentações.

Assim, tendo em conta o que acima descrevi, devem preservar-se as “manchas verdes”, para travar esta calamidade…

Sara Félix, 8º E
Novo Ano Lectivo: Chegada à escola

A chegada à escola é uma grande emoção…

Os livros novos, os novos professores, novos colegas, mas… Aquilo que me dá mais gozo é rever os antigos colegas, que deixámos de ver, aquando das férias.

Depois de terem saído as listas da construção das turmas, tive uma grande surpresa ao reparar que a minha “antiga” turma tinha sido “partida” em duas metades (a de Francês e a de Espanhol). Reparei que já conhecia alguns alunos, mas apenas de vista…

Fiquei triste e desconsolada, ao saber que me ia separar daqueles com quem eu tinha vivido durante um ano e, agora, estavam numa outra turma (8ºD).

Não gosto desta turma… é barulhenta e mal-comportada, mas, enfim… Hei-de habituar-me.

Também mudaram alguns professores, os de: Francês; História; Matemática; Educação Visual; Educação Tecnológica; Área Projecto, ou seja, mais de metade, o que me faz ter algumas expectativas diferentes daquelas que tinha alcançado no final do ano lectivo anterior…

No entanto, tenho esperanças que neste ano consiga obter as mesmas notas que no ano lectivo passado, ou até mesmo melhorar (pelo menos) nalgumas disciplinas.

Como a minha mãe por vezes diz: “É preciso viver um dia de cada vez” e “vivendo e aprendendo…”, donde, assim, se verá ao longo do ano, como será esta “nova experiência”.

Sara Félix, 8º E
Matemália


-Olá amigos e amigas, eu sou a Sara e estou a recordar o dia em que fui a Matemália. Vou contar-Vos como foi:
-Matemália é um pais longínquo e pequeno e raramente alguém lá vai, mas, por pura coincidência, eu fui enviada num avião desconhecido para lá, ainda não sei bem como, mas isso não interessa.

Nesse avião fui para a Multiplicade que é a capital de Matemália. Fiquei espantada com tudo que lá havia, as casas eram em forma de números, embora houvesse certos monumentos com símbolos de mais, menos, de dividir, multiplicar, parecia verdadeiramente o mundo da matemática.

As pessoas eram muito simpáticas, também tinham a forma de símbolos matemáticos e as suas receita tradicionais, hum!... eram uma delícia, havia uma receita que se chamava Dividir a brincar, essa era a minha favorita e era praticamente em forma de contas.

Os cidadãos daquela cidade eram todos muito unidos e conheciam-se todos. Se bem que a cidade fosse pequena.

Resumidamente, as pessoas daquela pequena cidade eram muito simpáticas e receberam-me muito bem, apesar de eu não ser igual a eles. Um dia, ainda vos enviarei também para lá, aquilo é espectacular!

Sara Oliveira, 7º E
Espírito

O meu espírito

Quandos as luzes se apagam

Não vês mais senão escuro

Os cães ladram

Eu vou contra um muro

Deito-me na cama

Tento dormir

Penso num lama

Amanhã é dia de "bulir"

Oiço um mosquito!

Penso num mulato!

Penso no mundo!

Sinto-me no fundo!!

É O MEU ESPÍRITO!

É O MEU ESPÍRITO!

CONSEGUES CHEIRÁ-LO?

CONSEGUES VÊ-LO?

CONSEGUES SENTI-LO?

E as luzes acendem-se

E eu acordo

É hora de trabalhar

Mas eu discordo

É O QUE DIZ O MEU ESPÍRITO

É O MEU ESPÍRITO

O MEU ESPÍRITO

O MEU ESPÍRITO

O MEU ESPÍRITO...


Dominique Martinho, 8ºD
Escondido

Escondo-me
Para não ser encontrado
Pelos que odeio
Tirem-me este pecado irado
Pois a Ira que tenho
É tão forte...
Tão fria tão calculista
QUE APETECE-ME OFENDER TUDO
E MATAR UM FADISTA!!!
E obrigam-me a viver
Num mundo cruel
Em que cada buraco
Só há mal e não mel
Onde a raiva mais forte
Pode prevenir um corte
De tristeza
Deixe-mo-nos de moleza
Pois de uma coisa tenho a certeza
EU NÃO ME ENFIO DEBAIXO DE UMA MESA!!!
Quando muito a parto!
Apetece-me a avançar com isto!
Farto de esperar estou eu
Foram 9 meses p'ra nascer
Os velhos só dizem doeu
e continua a doer
E sabem porque dizem isso?...
PORQUE O GOVERNO NÃO AJUDA!
NÓS ABRIMOS A BOCA
E ELES SÓ DIZEM CALUDA
DEPOIS QUEREM QUE NÃO TENHA IRA...
OK... Senhor Primeiro Ministro vem cá e tira
Afinal há liberdade de expressão
Ninguém me proíbe de escrever isto
Entendam a raiva do meu poema então...
E dêem-me razão
E peço...
Não tenham um pensamento misto
Pois um mais ou menos não serve
Só me ferve...

Dominique Martinho, 8ºD
Em Busca do sítio perfeito

Havia um menino chamado Serafim, numa Vila muito pequena nomeada Vila da Alegria. Serafim acabara de fazer 12 anos, sempre vividos ali, naquela minúscula vila cujo nome não fazia sentido, pois, segundo o menino, aquela vila nunca era alegre, pelo contrário, era sempre muito aborrecida. O único pensamento que as pessoas tinham era trabalharem horas sem fim nos seus preciosos campos agrícolas.

Certo dia, Serafim fartou-se daquele lugar sem graça, decidindo assim partir em busca do lugar perfeito para si. A única coisa que levara consigo fora uma antiga caixinha de madeira oferecida pelo seu avô, que, mais tarde, acabara por falecer. Sempre que o rapazinho abria a caixa, uma musiquinha suave começava a tocar.

Portanto, num dia de madrugada, pôs-se a pé e começou a caminhar para fora da vila, ao sabor do ventinho da manhã.

Serafim caminhou muito, encontrando lugares possíveis e imaginários, mas ainda nunca o perfeito para si.

Até que, entretanto, quando Serafim já estava praticamente sem esperanças, afinal surpreendeu-se. Finalmente tinha encontrado o seu paraíso!

Aqueça cidadezinha era fantástica! Todos os Cidadãos eram simpáticos, bem-educados e muito inteligentes. Havia parques lindíssimos, escolas de meninos da sua idade e até de jovens mais velhos. A palavra «escola» na sua vila não existia, mas aqui era sinónimo de inteligência.

Será que Serafim ficaria naquele país para sempre? Sim! Serafim ficou ali a viver, ia à escola e até tinha encontrado uma família!

Ecaterina Ciobanu, 7º E
Ansiedade


Eu estou farto desta opressão

Faltam 10 dias para a Revolução

Quero ser acalmado

Dêem-me sedativos

Façam-se os preparativos

Quero abrir aqui a manifestação

Aumentam os preços

Baixam os ordenados

Os ricos compram adereços

Os pobres ficam calados

Temos de gritar

Manifestar

Revolucionar

Partir portas

Partir paredes

Partir Mesas

Partir tudo!

PARTIR OS OSSOS DOS HOMENZINHOS DO GOVERNO!

IR ATÉ AO FIM DO MUNDO!

ACABAR COM A DISCRIMINAÇÃO

COM A MEDIOCRIDADE

COM OS RICOS DA CIDADE

ACABAR COM ESTES MALUCOS

Mas ainda falta tempo para Revolução

Preciso de ser acalmado

Dêem-me sedativos

Façam-se os preparativos

FAÇAM UMA MANIFESTAÇÃO!

VIVA A REVOLUÇÃO!


Dominique Martinho, 8º D
Vodafone e a Sónia

Bem, de facto, inumeráveis foram as situações cómicas na minha vida! Na verdade, não me lembro de todas…portanto tive de fazer algum esforço mental para elaborar este texto. Assim, vou começar a contar a minha história.

Tudo aconteceu num dia normal de escola, aulas, amigos, exercícios, professores…até que a minha colega Sónia, aquela amiga distraída que manda assim umas “piadas secas”, veio ter comigo e perguntou se eu queria ir com ela à papelaria. Depois, aceitei e fui com ela. Ela disse-me que queria carregar com cinco euros o cartão do telemóvel e eu achei perfeitamente normal. Entrámos na papelaria, mas antes de ir carregar o cartão, fomos ver algumas revistas. O tempo passou e então a Sónia foi carregar o seu cartão. “Boa tarde” e “Quero carregar o meu cartão com cinco euros” foram as primeiras palavras que disse à empregada. Por conseguinte, a empregada (ingénua) perguntou qual a rede, e ao que a Sónia diz “ahh, tenho toda!”, a senhora ficou a olhar para ela com uma cara de troça! Só passados alguns segundos é que a minha ingénua amiga Sónia, reparou que se estavam a rir dela! Como é de esperar, a Sónia ficou muito envergonhada e nos próximos dois meses, não apareceu na papelaria!

A partir daí, nunca esqueceu que a sua rede era a Vodafone!grande sorriso



Bebiana Querido, 9ºC
Violência


Violência oposto da paz

Revolta de espírito

Fazes coisas más

Ofensas corporais

Umas vezes diferentes

outras iguais

Não respondas o que sentes

Se é pancadaria

Fazer isso não devia

ser teu pensamento

não sejas casmurro

não lhe dês um murro

cria a paz

faz coisas de bem

Pratica boas acções

Não lhe dês empurrões

Dominique Martinho, 7ºF
Naqueles momentos

No meio das trevas, sorrio à vida, como se conhecesse a fórmula mágica que transforma o mal e a tristeza em claridade e em felicidade. Então, continuarei a sorrir mesmo que se passe algo comigo.

Joana Bartolomeu, 9ºA
Viagem


Naquela manhã de Janeiro

Parti além mar

Em busca de tudo e nada

Mas não sabia o que ia encontrar



Ansiava apenas por saborear

Sentir, ver e cheirar

O mar, o sol, o vento

Todo o elemento

O mar de Portugal



Naveguei, naveguei…

Mas sempre a pensar

Que será que verei?

Que será que irei encontrar?



Até que vi e encontrei

Aquilo que queria ver

Aquilo que queria encontrar

Aquilo que me esperava

O que me aguardava



Ao longe a avistei, um raio luminescente

Bela como o mar

O qual sem ela seria

A lua em fase decrescente



Uma sereia…



Em breve, os marinheiros que ali se encontravam

Também a assustaram

Mas eu estava enfeitiçado

Pois nossos olhares se encontraram

Mas a bela tivera-se assustado



Tudo caiu por terra

Minha fantasia

Meu sonho

Minha alegria



- Marinheiros, seus estúpidos!

Afugentastes, minha deusa.

- Mas que deusa, Senhor?

- Minha sereia…



Cruéis marinheiros

Não compreendem minha dor

Talvez um dia encontrem uma sereia

Que os faça conhecer o amor



Mas minha sereia tivera fugido

Partido…

Desistido…



Caiu a noite

Bom seria dormir

Da minha cabeça não sais, bela sereia

Será que me estas a ouvir?



- Sim, meu marinheiro, estou aqui…



Uma voz espectacularmente bela

Ouvi sim

Será minha bela sereia

Que veio para mim?



Sim, meu amor

Estou aqui sim…

Esperei pelo anoitecer

Mas até que enfim

Posso agora te ver!



Um longo beijo se deu entre nós

Podia sentir o aroma do sal no seu cabelo

A delicadeza do seu corpo

Mas o que temia era perdê-lo.



Era inevitável

O pior viria a acontecer

Minha sereia, fugira de novo

E agora quando a voltaria a ver?



Em breve tivera que voltar

Portugal já se podia avistar

Minha bela sereia ficastes para trás

Mas no meu coração sempre ficarás.



Paula Moreira, 9ºC
Vagabundo


Vagabundo...

Vagueando nas ruas

À deriva da calçada

Pedindo esmolas suas

Mas não conseguindo quase nada

Sem emprego

Sem formação

No desemprego

Ele está então

Com pouca ajuda

De quem passa

Com a sua voz muda

Fracassa...

Dominique Martinho, 7º F