quarta-feira, 11 de março de 2009

A minha Escola


Eu adoro a minha escola, o seu ambiente é muito bom e adoro o convívio entre os alunos, especialmente, no Verão. A minha turma fica sempre junta nos intervalos é por isso que o nosso convívio é espectacular!

Contudo, gosto também muito dos funcionários das professoras e professores. São pessoas muito simpáticas e atenciosas.

Isto é, apesar da escola não ter muitas condições e estar um pouco velha, nunca a trocaria por nenhuma outra escola. Nem mesmo que outra escola tivesse melhores condições ou melhor equipamento.

Em poucas palavras esta escola onde eu ando tem muito significado para mim. Mas porquê? Porque foi aqui que os meus pais começaram a namorar...


Sara Oliveira, 7ºE
Como gosto de passar o tempo livre?


Agora, raramente tenho tempo livre, com a escola, mas, quando tenho, gosto de passar com os meus amigos, a jogar computador ou a ver televisão.

Mas, apesar de eu me querer ir divertir não posso deixar de fazer as coisas da escola, nem mesmo de estudar, se bem que, o sétimo ano, seja um pouco difícil e são muitas disciplinas.

Contudo, gosto de me divertir, ao fim de semana, por exemplo, com um colega ,que agora vive em Lisboa. Somos amigos desde o primeiro ano e nunca nos separámos, somos os melhores amigos!

Quando ele vem cá eu vou sempre lá a casa para brincarmos, mesmo assim, arranjo tempo para ajudar a minha mãe nas tarefas de casa.

Em poucas palavras, não deixo de fazer as minhas tarefas para me divertir, porque a escola está em primeiro lugar.

Sara Oliveira, 7ºE

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Partindo de uma actividade lúdica, desenvolvida aqui, no âmbito do desenvolvimento de competências a Língua Portuguesa / 3º Ciclo, foi proposto aos alunos que associassem a uma palavra imagens.
A participação tem sido excelente com resultados, no mínimo, bastante satisfatórios.
Aqui fica o slide resultante do primeiro desafio. A palavra era vida.


Vida

Hoje em dia, as condições de vida no nosso país são péssimas!
Por exemplo, se formos até à cidade de Lisboa, é uma desgraça: arumadores de carros, pessoas nas portas dos edifícios, a tocar um instrumento com uma pequena chávena ou um chapéu para alguém deixar uma moedinha... Ou então, alguém na rua que passa e pede: - Tem um cigarro? ou - Tem uma moedinha? - é uma desgraça total.
Além disso têm sempre um mau aspecto, roupas velhas, barbas ou bigodes enormes. Normalmente essas pessoas ficam nesse estado desde novas, juntam-se com pessoas que são má influência, começam a fumar, a beber, a faltarem à escola e começam a desgraçar a sua própria vida mesmo sem se aperceberem disso. Depois continuam nisso, ficam sem casa, sem amigos a não ser as más influências e acabam por dormir num canto qualquer. E ficam para sempre assim, até morrerem. E ninguém os ajuda.
Hoje em dia as pessoas já não ajudam ninguém.

Jessica Pataco, 8ºD
Quero sair


Quero sair deste buraco
A minha vida era uma caneca
Agora é um caco

Quero sair daqui
Quem haverá de me comprar um carro
Para ir até ali

Quero sair de casa
Quero deitar-me numa onda
Até que a maré fique rasa

Quero-me ir embora
Quero pegar numa guitarra
E tocar a toda hora

Quero sair desta crise
Quero não ter medo da rua
E que o meu receio minimize

Quero sair
Não sei para onde
Só sei que não quero ir para ao pé de um conde
Para governarem em mim
Fico bem aqui assim


Dominique Martinho, 8ºD

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

  • Trabalho desenvolvido no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa / 3º Ciclo e inserido no projecto "Quem sou, quem somos" - Identificação.



domingo, 15 de fevereiro de 2009

JINGWA, EM PORTUGAL

Na passada sexta-feira, o jogador de futebol japonês Jingwa, “aterrou” no aeroporto de Lisboa. Ao que consta, veio para tratar de um negócio tão secreto, que, na verdade, nem ele próprio sabia do que se tratava… O avião onde veio Jingwa, aterrou quase fora da pista, às 17:31h.
Depois de saírem do avião todos os administradores do Clube onde joga, Jingwa decidiu sair, tendo-se afastado rapidamente da área de aterragem do avião. Quando o alcancei, falou um pouco:
(Jornal Desportivo - JD) – Boa tarde, Jingwa!
(Jingwa - J) – Boa tarde! Por favor, não me demorem, que tenho que averiguar por que razão aqui me chamaram…
(JD) – Mas não sabe a razão por que se desloca do Japão a Portugal?
(J) – Ao certo, ainda não.
(Adepto japonês que intersectou o caminho) – Isto é impossível…!
(JD) – MAS tem alguma pista ou suspeita?
(J, um pouco hesitante) - Claro que tenho!
(JD) – E não pode revelar ao seu público adepto?
(J) - Preferia falar depois da reunião de amanhã à tarde. Por isso, o meu ‘menager’ (sinal ao menager) irá convocar uma Conferência de Imprensa.
(JD) – Então sempre é algo importante…
(J) – Sim, sim, mas, por agora mais nada posso acrescentar…
Foram as declarações possíveis de Jingwa ao Jornal Desportivo que marcará presença, amanhã, na Conferência de Imprensa.

Sara Félix, 8ºE
Náufrago

“Despertado pelos primeiros raios de Sol nascente, Robinson voltou a descer para a praia de onde partira na véspera.”
Mal se viu lá, na praia, decidiu descalçar as meias e mergulhar na água salgada.
Enquanto mergulhava e nadava, o Sol ia subindo. Quando atingiu o ponto sul, Robinson saiu da água, calçou as duas meias numa mão e “arrancou” de uma rocha uns mexilhões e algumas lapas. Estas últimas tinham umas estranhas escamas cortantes e, por isso, calçou as duas meias (para não se cortar).
Fez uma pequena fogueira e cozinhou o que tinha ‘pescado’.
Estava a comer, quando, ao longe, avistou uma pequena jangada. Nadou até ela e trouxe-a para a praia. “À primeira vista, não me servirá para nada” – Pensou, enquanto coçava a sua cabeça queimada pelo sol, sem se lembrar que a podia arranjar e voltar, mas, mesmo assim, como, se se encontrava numa praia deserta?
Resolveu, com a jangada, o seu telhado arranjar. Podia dormir até mais tarde sem ser acordado pelos raios do sol…
Os dias seguintes foram sem acção. Apenas após uma semana Robinson voltou a encontrar algo que flutuasse na água… Desta vez não era nenhuma jangada, mas algo que só apenas os olhos mais treinados conseguiam ver (pois não tinha muito volume): um mapa! “Boa! Já arranjei cortinas! O malvado do sol nunca mais me acordará de manhã!” – pensou, novamente, não pondo a hipótese de sair da praia.
Arranjou a sua casa e achou-se realmente um génio, já que nunca outro náufrago se lembraria de tais ideias.
Ficou por ali mais uns quantos anos, até que faleceu.

Sara Félix, 8ºE
Robinson, rapaz sonhador


Robinson era um rapaz sonhador que sonhava, um dia, poder ter amigos, pois a sua única companhia era o mar.
Foi deixado pela sua mãe, quando era bebé numa alcofa em frente a uma igreja.
Aí, foi recebido pelas freiras que o tratavam mal apenas porque era feio.
Então, teve de fugir…
Partiu, num dia de sol, em busca de um lar que o amasse e acariciasse, mas não teve muita sorte.
Num daqueles dias que se punha a olhar para o mar, ouviu uma voz muito fininha vinda do fundo do mar, que lhe dizia:
- Em que tanto pensas tu?
Robinson pensava que era fruto da sua imaginação, mas viu algo que o cativou: mesmo ali à sua frente estava uma sereia.De seguida, perguntou-lhe se aquela voz que tinha ouvido há pouco era a sua e se não estava apenas a ter um sonho. Ela respondeu-lhe:
- É claro que sou eu! Sabes que podes sempre desabafar comigo as vezes que quiseres, que estarei sempre aqui pronta para te ouvir. Eu sei tudo acerca de ti – disse ela.
A partir daí tornaram-se grandes amigos e tinham longas conversas.
Passados alguns dias a sereia andava a sentir-se mal, e era óbvio que a tinham envenenado, e se não se conseguisse tratar ia acabar por morrer…
Mas como Robinson conhecia muito bem as algas, sabia perfeitamente quais as certas para a curar.
Finalmente, Robinson conseguiu curá-la, e ela ficou mais amiga que nunca.
A partir daí nunca mais se separaram.

Inês Antunes,8ºE
A bela fatiota

A bela fatiota
Rasguei-a a andar de mota
A bela fatiota
Estampei-lhe um jota
A bela fatiota
Tirei-lhe uma "fota"
A bela fatiota
Sujei-a quando fui à lota
A bela fatiota
Usei-a quando abri uma conta no Totta
A bela fatiota
Indicou-me uma rota
A bela fatiota
Rima com "óta"

Dominique Martinho, 8ºD

sábado, 14 de fevereiro de 2009


Em e-Português, Plataforma Moodle, foi proposto aos alunos, semanalmente, o seguinte desafio: À conversa com as imagens...
O objectivo é, partindo de imagens, sempre de arte, pôr os alunos a fazer comentários e criar textos.
A actividade, surpreendentemente, ou não..., tem sido bastante produtiva, contando com a adesão de um número considerável de alunos, por semana.
Na semana que passou, e porque, hoje, é o dia dos Namorados, sugeriu-se que os alunos inspirados no Beijo de Klimt, escrevessem um texto poético. Eis alguns dos trabalhos:

o amor

o amor é como uma jóia

um tesouro precioso

para uns é um sentimento pequenino

para outros é grandioso

o amor não é só

dia 14 de fevereiro

para alguns é um mês

outros um ano inteiro ...

Ana Margarida Fernandes, 8ºD


A minha paixão

O meu coração,

para amar,

não tem direcção.

Apenas amo,

não consigo isto explicar,

é muito intensa esta paixão,

que tenho em mim.

Duvido que vá acabar,

mas também,

não quero que tenha fim.

Quero que vá mais além,

até ao infinito,

até ás estrelas mais brilhantes,

só para ficar mais bonito,

como os teus olhos cintilantes.

Carina Santos, 8ºD

O amor...

Não há descrição para dizer o que vai no coração,

Será amor?

Se for, este é para ser vivido e não destruído

É como uma vida una que sofre alegrias e dor.

Beatriz Querido, 8ºD

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Amor à primeira vista


Amor à primeira vista,


significa amar o que se desconhece,

temer pelo que parece,

uma grande paixão que não se esquece.

Amar sem fronteiras,

amar a gente,

amar o dia,

amar a noite,

amar o vento e a brisa quente,

amar a vida que há em mim, por ti.

É um amor que invade,

toda a alma e coração,

que acontece quando estamos no chão,

e nos levanta para apenas um segundo,

apenas um sorriso,

apenas um olhar,

ou uma eterna vida de paixão.

Inês Félix, 8ºD

sábado, 7 de fevereiro de 2009


Pobreza - um assunto muito abordado hoje em dia. Infelizmente, cada dia que passa há mais pessoas a mendigar, quer seja numa esquina, à entrada de um supermercado, no metro, no parque, etc.

Por vezes damos uma moedinha, damos o que podemos! No entanto, se não formos nós (classe média) a dar, quem dará? Os ricos?! A maior parte pouco se importa se uma criança pobre precisa de comer! Esses avarentos, só pensam no seu umbigo e, geralmente, não olham em seu redor.

Quando vou passear, com os meus pais, estamos sempre bem dispostos, mas se virmos um mendigo, sentimo-nos muito mal. E eu até me começo a sentir culpada, porque estou sempre a queixar-me. E, no entanto, eles têm mais razões de queixa do que eu, e mesmo assim, ficam calados e seguem a sua vida.

Porém, a pobreza não é só a carência de dinheiro, porque a vida não correu bem. Também pode ter a ver com costumes religiosos, por exemplo: os evangélicos renunciam aos bens terrenos e os franciscanos quase na miséria. Concluindo, a pobreza nunca tem nada a mais, tem sempre a menos. É o contrário da riqueza!

Carina Santos, 8ºD

sábado, 24 de janeiro de 2009

Arietafarinharinhari


Arietafarinharinhari!

Arietafarinharinhari

Sigo o meu próprio caminho

Arietafarinharinhari

Sem estar sozinho

Arietafarinharinhari

A discriminação domina

Arietafarinharinhari

Mas a luta a contamina

Arietafarinharinhari

Mumbecussau

Faleique

Arietafarinharinhari

Não há direito

Arietafarinharinhari

Ninguém é mais que ninguém

Arietafarinhari

A paz no mundo aceito


Dominique Martinho, 8ºD

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Ida a Minsk


Depois de acabar o ano lectivo, a minha avó fez uma coisa inesperada: ofereceu-me 3 bilhetes para uma viagem a Minsk.

Estava tão feliz!

Logo que recebi a notícia, o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi contar aos meus amigos o sucedido.

- Nem sabem o que me aconteceu!

- O quê? – respondeu o Joel que já lá tinha ido e por isso não partilhava o mesmo interesse que eu.

- A minha avó ofereceu-me uma viagem a Minsk, na Bielorrússia.

- Que fixe! Quando vais?

- Já para a semana! – exclamei com tanta fúria que nem conseguia parar quieta.

No dia seguinte, a minha avó disse-me que tinha de escolher quem ia comigo. É claro que escolhi a minha avó e o meu irmão, o Alex.

Comecei a fazer as malas, mas só me apetecia levar a máquina fotográfica. O resto não importava.

De seguida, a minha avó disse-me que íamos de comboio. Melhor ainda!

Agora, nem acredito que já passei pontes, campos verdes e cidades de Espanha. Também vi uma águia a planar pelo céu azul.

E neste preciso momento, estou a passar por um fundo túnel nos Pirenéus, e lembrei-me que me esqueci do computador portátil… Paciência, o que interessa é que vou para Minsk!



Helena Ferreira, 8ºE
Abelheira, Portugal

Abelheira, 27 de Dezembro de 2008

Cara Elisa,

Recebi a tua carta. Disseste para ir aí à Serra da Estrela este fim-de-semana, mas não posso, porque tenho muitos trabalhos para concluir.

No entanto, passarei aí o próximo fim-de-semana.

Já pensei no que podemos fazer: podemos esquiar e ir até ao cimo da Serra da Nabiça (perto da tua casa).

Aproveitando a ocasião, queria ver uma gruta que existe próxima da tua casa, porque – a propósito da matéria que estou a estudar em Ciências Naturais – a minha professora disse que era muito engraçada.

E ainda podemos beber aqueles sumos maravilhosos que tu fazes.

Evidentemente que temos de ir ao Estrelashopping. Ouvi dizer que abriu, no centro comercial, uma nova loja com roupas fantásticas. Espero que não sejam muito caras.

Tenho saudades do tio Ernesto. Temos, obrigatoriamente, de visitá-lo.

Em seguida, temos de ir ao canil. Depois da amizade que travei com os cães que lá estavam, só me apetece ir vê-los todas as semanas.

Temos de fazer um bolo enorme como fizemos na última vez que cá vieste. Espero que fique delicioso!

Por último lugar, temos de fazer uma passagem de modelos caseira. Há dois anos, divertimo-nos imenso.

Entretanto, se tiver mais algumas ideias, escrevo-te outra vez.

Beijinhos da tua amiga,

HELENA





P.S. : Não te esqueças de “encher “ a despensa!



Helena Ferreira, 8ºE

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O peso da televisão


Hoje em dia, a televisão é um dos meios mais poderosos do mundo. Informa, entretém, vicia e “delicia” as pessoas.

A televisão é muito importante, porque, nestes tempos, quem não vê televisão, não está informado (embora haja outros meios de comunicação).

Esta também entretém as pessoas e já é um dos passatempos preferidos destas. Desde os mais pequenos, com os desenhos animados, aos mais velhos, com as telenovelas.

Mas a televisão também pode ser perigosa!

Já existem viciados em televisão que passam horas à sua frente.

Também há famílias que deixam de ter conversas diárias ao almoço e ao jantar, porque comem à frente da televisão. E, além disso, este poderoso meio de comunicação pode provocar problemas de visão e obesidade.

Mas é fundamental para a cultura geral. Com os documentários que os canais emitem, as pessoas começam a aperceber-se de certos problemas que existem no planeta.

Em síntese, a televisão é um meio de comunicação precioso e indispensável para estar informado e é uma forma de lazer que deve ser usada com regras.

Helena Ferreira, 8ºE
Lourinhã, 21 de Junho de 2008



Olá, Maria!



Não sei se a minha mãe já falou convosco, mas… Vou passar o fim-de-semana aí, no Porto!

Assim, (uma vez que estaremos juntas), sugiro:

Prepara os teus irmãos, pois (apesar de estarmos de férias), gostaria de acordar cedinho, para ir à piscina… (este aviso é só e apenas, para depois, eles não me chamarem “madrugadora”, nem nada do género…). Vou levar a minha toalha cor-de-rosa (aquela que me ofereceste) e óculos de sol.

Vou levar alguns filmes para vermos no sótão, no ecrã gigante, nas horas de maior calor, em que não poderemos estar na piscina.

Mais à tardinha, podemos encontrar-nos com os teus amigos que conheci no último Verão que passámos juntas, e combinarmos um programa divertido (como, por exemplo, o do ano passado, em que fomos para a casa do Emílio jogar às cartas, até tarde… Muito tarde…). Se puderes, fala com eles e comecem a planear o fim-de-semana, ‘ok’?

As outras horas que eu não mencionei, sempre podemos combinar quando aí chegar…



Até sábado,

Beijocas

Sara Félix



P.S.- Se os teus avós estiverem por aí, também podemos pregar-lhes partidas (como “antigamente”…)


Sara Félix, 8ºE
Estou de rastos...


Estou de rastos… Ontem houve uma festa e coube-me a mim entreter as pessoas. Tinha de cativá-las, por isso lembrei-me de contar uma história.

- “Era uma vez uma menina que ia todos os dias para a escola e passava sempre por uma quinta.

Nessa quinta, todos os dias, a menina passava por um lindo cavalo branco que fugia dela…

Um dia, a menina ia a passar e o cavalo não fugiu!

No entanto, saltou a cerca e começou a falar com ela:

- Ajudas-me a sair daqui?

- Tu falas!

- Sim, e preciso da tua ajuda para encontrar um homem que me transformou em cavalo.

- Tu eras humano?

- Sim!

- Como é que ficaste cavalo?

- É que tal como tu, todos os dias eu passava por uma casa sombria, a cantar e aos pulos. Um dia, saiu de lá um homem que me transformou em cavalo. E agora, quero reencontrá-lo para nunca mais voltar a dormir num estábulo.

- Podes contar comigo!

E partiram os dois em busca do homem.

Encontraram a casa e bateram à porta, contudo apareceu o vizinho e disse que tinha uma “coisa” para eles:

- Se aparecer aí um cavalo

Dá-lhe este chá de pêlo

Este vai ter de bebê-lo

E transformar-se-á, outra vez, no Paulo.

O cavalo bebeu o chá, que sabia muito mal, e de seguida, transformou-se em homem outra vez!

E com tudo isto, passámos um agradável serão.



Helena Ferreira, 8ºE


Viagem a Itália



- Pois… Cheguei ao final do ano e… RECEBI UM PRÉMIO! – Dizia, eufórica, a dois amigos ao telefone.

- Ena! Que sorte! Qual é o prémio? – Perguntaram eles, também empolgados com a notícia.

- Eu… vou… a… - dizia, com muitas paragens, para causar “suspense” – Eu vou a ITÁLIA!

- Uau! – Entretanto, do lado de lá da linha telefónica, juntaram-se mais dois amigos. O telefone estava em “altifalante” e, por isso, conseguia falar com tanta gente ao mesmo tempo.

- Como é?! – Perguntou um recém-chegado, com meia sandes na boca, visto que estava a lanchar.

- Pois é! Vou a Roma e já tenho tudo definido: a rota, a roupa, o transporte… Vai ser uma aventura e tanto!

- Já agora… Precisas de companhia?

- “”! já decidi quem vou levar: a minha avó! – disse, entre gargalhadas. – Nós as duas sempre quisemos ir a Itália. Este é o motivo por que a levo e não à minha mãe… Vai ser bom para as duas… olhem… “Xau”! Tenho que tratar das malas e dos bilhetes de comboio – afinal este é o meio de transporte que utilizarei…!

Sara Félix, 8ºE


sábado, 13 de dezembro de 2008

Hoje o dia tocou-me

Hoje o dia tocou-me. Tocam-me sempre os dias em que vejo realidades diferentes da minha... Hoje foi o dia do lar da Atalaia e eu fui com a minha avó. Deveriam estar os familiares a acompanhar os idosos, mas muitos não tinham ninguém...

Uma senhora falou comigo, é surda, e acho que por ser surda sente-se só... falou-me logo das filhas, que ser tornaram médicas, e perguntou-me se passava todos os anos na escola e outras coisas... como é óbvio, nunca conseguiu ouvir a minha voz, mas será que entendeu as minhas respostas?

Ao meu lado no almoço estava outra que não falava... como será para os outros serem "surdos" quando estão com ela?

Mas a realidade de hoje foi muito melhor do que outras que passei.

Acho que é bom sentir estas coisas, ter consciência que existem problemas, maiores ou menores que os meus, mas que como sempre, afectam.

A vida não deixa de perder cor, nem mar, nem flores só porque estamos mal, temos é de saber encontrar no nosso caminho no labirinto, esmagá-lo ou saltar por cima...


Inês Félix, 8ºD