domingo, 24 de maio de 2009

A janela suja

Através de uma janela
Vejo as minhas impressões digitais
Através de uma janela
Vejo mentes iguais

Mas porquê?
Porque é que mereço isto?
Porque é que mereço que controlem a minha mente?

E eu só penso em vingança
Pois enquanto há vida há esperança

E eu só penso na semelhança
A seguir ao efeito de ganza
Que tenho em relação aos ratos de laboratório

E eu só penso nas minhas grandes orelhas
Gozadas por fedelhas
Que me fazem parecer o Dumbo

Através de uma janela
Vejo mediocridade
Através de uma
Vejo um grande cidade
Onde predomina a discriminação
E imprecações guturais sem razão

Mas porquê?
Porque mereço isto?
Porque mereço que controlem a minha mente...

Porque tenho de acreditar no que não quero?
Porque tenho de ouvir o que não quero?
Porque tenho de ser salvo por alguém que desconheço?
Porque tenho de confessar tudo a alguém que desconheço?
Porque tenho de viver sobe vigia?
Porque tenho de viver para estudarem uma teoria?
Porque tenho de viver para vocês?
Porque tenho de viver para vos facilitar a vida?
Porque tenho de viver para o vosso lucro?
Porque tenho de viver dependendo de ti ou de ti?
Porque tenho de viver para mais tarde morrer sem ser lembrado?
Porque tenho de viver sempre injuriado?
Eu vou morrer um dia...
Porquê?...
Porquê?

Porquê...

Dominique Martinho
8ºD
Um restaurante diferente...

A 21 de Junho de 2008, fiz anos…
Os meus amigos levaram-me a almoçar a um restaurante muito colorido que abriu em Torres Vedras. Tinham-nos dito que este tinha um conceito diferente de restaurante, a começar por ter um chefe de sala.
Correu tudo mal…
Primeiro, atrasei-me. Havia muito trânsito e chegámos tão atrasados ao restaurante, que perdermos a marcação da mesa. Depois, como era a inauguração deste, havia mais gente do que mesas e cadeiras... Finalmente, passada meia hora, o chefe de sala arranjou sítio onde nos sentar e fizemos o pedido – lasanha. Enquanto as cozinheiras confeccionavam o almoço, o chefe de sala entrava e saía da cozinha. De vez em quando, ouvíamos uns gritos vindos do interior desta. Numa das vezes, ouviu-se um grito mais alto e, de seguida, uma data de loiça a cair no chão.

Passava cerca de meia hora desde o nosso pedido… chamei o empregado e disse-lhe “Se demoram muito mais tempo a preparar o almoço e se esses gritos na cozinha não pararem, juro que nos vamos embora”. O empregado apressou-se a acalmar-me e foi à cozinha ver o que se passava. Nunca mais voltava...
Finda outra meia hora, decidi levantar-me e ver o que se passava naquela cozinha… Ao entrar, vi o empregado com um avental, a cozinhar! As cozinheiras estavam zangadas e deixaram-no ali, sozinho, a fazer todo o serviço, no restaurante.

Assim, o imprevisto final foi ajudá-lo nos almoços (para todos os clientes)!

Sara Félix
8ºE
O MALDITO RESTAURANTE CHINÊS

Há três dias, no dia 26 de Setembro de 2008, foi o meu aniversário. Para o comemorar, os meus amigos levaram-me a um restaurante chinês onde nunca tinha ido.
Mal entrámos, apareceu logo uma simpática empregada que me sentou numa mesa ao pé da janela.
Para começar, veio um pássaro contra a janela. Assustei-me! Quando o pássaro bateu contra o vidro, levantei-me mesmo no preciso momento em que a empregada trazia a comida. O resultado foi óbvio: os pratos no chão, vazios, pois a comida estava agarrada ao meu corpo…
Não fiquei muito zangada. Fui à casa de banho e limpei-me.
Mas, quando voltei, a Amélia já lá não estava… Tinha tido uma emergência familiar – a sua filha ficara doente.
Restavam 4 amigas.
Veio o jantar. Comemos descansadas.
Depois de terminada a refeição, pedimos uns bolinhos da sorte.
Comemos, mas eram tão saborosos que pedimos outros.
Não chegámos, no entanto, a comer o segundo bolinho… A empregada, sem nos dizer nada, tinha posto vinho nos bolinhos com o objectivo de “relaxarmos”. Mas eu sou alérgica ao vinho, e, quando bebo, fico “vermelha que nem um tomate” e incho muito. Com os sintomas à vista, fui parar ao hospital.
Prometi a mim mesma nunca mais voltar a comer num restaurante chinês!
E passei o resto do maldito aniversário no hospital.

Helena Ferreira
8ºE
Continuando um texto...

“ Despertado pelos primeiros raios de Sol Nascente, Robinson voltou a descer para a praia de onde partira na véspera.”
Nem queria acreditar no que tinha vivido no dia anterior.
Ontem, uma sexta-feira, enquanto passeava na praia, Robinson viu uma baleia enorme (nunca vira nada tão grande) na costa. Como sabia fazer mergulho agarrou no equipamento e mergulhou oceano fora. Logo que entrou na água, viu a baleia. Esta parecia que o atraía com a sua voz de sereia. Dava a entender que queria que a seguisse. E ele seguiu-a.
Já não sabendo onde estava, Robinson começou a ver um mundo a “fervilhar” de vida. Um mundo onde as pequenas criaturas falavam umas com as outras, os peixes cozinhavam algas no forno (este era um vulcão submarino) e os tubarões brincavam com as focas. A baleia disse-lhe:
- Bem-vindo ao Mundo Encantado da Vida Selvagem!
Robinson estava espantado. Continuou a andar e rapidamente travou amizades com os camarões. Na continuação, viu uma lula a chorar:
- Porque choras? - perguntou.
- Não sei onde está o meu filho… - respondeu a lula.
- Queres que te ajude a procurá-lo?
-Isso seria óptimo.
Primeiro, procuraram em todas as grutas de Coral. Também perguntaram a todos os seres marinhos que encontraram se tinham visto uma pequena lula. Ninguém a tinha visto. Por último, procuraram na temida Cidade das Algas Perdidas. Normalmente, todos os animais daquela zona se perdiam naquela cidade. Depois de procurarem num café abandonado, encontraram o filho da lula. A lula, grata, deu-lhe uma concha como recordação. Entretanto, a baleia apareceu e conduziu-o até à praia. Robinson nem teve tempo para se despedir dos seus novos amigos. De manhã, estava tudo normal. Apenas “olhou de raspão” e viu a linda cauda da baleia a desaparecer na vastidão do oceano…

Helena Ferreira
8ºE
A vida não está fácil para ninguém.

Há pessoas que conseguem aguentar a sua vida com o dinheiro que recebem ao fim do mês, mas, infelizmente, há pessoas que não conseguem “governar” o dinheiro de modo a que chegue para pagar as despesas e que sobre para se alimentarem… Por conseguinte, têm de pedir auxílio a outras pessoas para ganhar algum dinheiro extraordinário. E é nesta situação extremamente triste que as pessoas pedem esmola na rua. Em situações destas, o Governo Português devia ajudar o máximo possível, mas não ajuda. Na verdade, as pessoas não pedem ajuda, porque têm vergonha… Têm medo de serem excluídas da sociedade. Então, chegam ao ponto de terem de pedir dinheiro um pouco de pão para comerem.

Felizmente, já existem instituições de caridade (por exemplo, a Caritas) que ajudam nas necessidades do dia-a-dia, dando roupas, refeições, abrigo para dormirem, etc.
Em todo o mundo, quem mais pode ajudar, não ajuda!

Em suma, num mundo de dificuldades, há pessoas que necessitam de pedir esmola para conseguirem sobreviver no quotidiano. Mas também existem pessoas bondosas com espírito de ajuda.

Helena Ferreira
8ºE
Imigrantes

Em Portugal, vivem muitos imigrantes: os eslavos que são ucranianos, russos e búlgaros; e os latinos do leste que são os romenos e os moldavos.
Na minha opinião, todos estes povos saem dos seus países á procura de melhores condições de vida.
No entanto, quando chegam a Portugal, nem sempre encontram trabalho, casa para morar, e existem alguns que até passam fome!
A este propósito, sei de um caso de um ucraniano que era médico no seu pais, e veio para Portugal á procura de melhores condições de vida.
Foi a Torres Vedras, e aí não conseguiu trabalho; chegou a vir a pé para a lourinha (até rompeu um par de ténis).
O homem fartou-se de andar de um lado para o outro, em busca de trabalho, ate que um belo dia encontrou trabalho numa aldeia e dormia na sede do clube dessa aldeia.
Para dizer verdade, as pessoas dessa aldeia ajudaram-no muito.
Actualmente, este homem depois de tirar um certificado de habilitação numa escola em Lisboa, trabalha agora no hospital de Torres Vedras, com médico.
Os imigrantes que vêem para Portugal nem sempre se conseguem orientar. O caso deste ucraniano foi um caso raro, existem mais uns quantos. A maioria não se consegue adaptar a Portugal e vive abaixo das condições humanas. Muitos têm mesmo de voltar para os seus países de origem.

Inês Antunes
8ºE
Como passar o tempo livre

Sempre que tenho um tempinho-livre (muito raramente...), aproveito-o fazendo as coisas de que gosto. Como, por exemplo: ouvindo música e ao mesmo tempo a cantar, navegar na internet, fazer bolos, pintar, embirrar com a minha irmã...

Penso que sejam passatempos saudáveis, que fazem bem à mente a ao corpo. Embora navegar na internet não seja muito bom, dependendo do que procurarmos. Não suporto ver televisão! Para mim é um desperdício de tempo. Só os músculos das mãos é que mexem para clicar nos botões. Porém, ao Sábado à noite, gosto de ver um bom filme com pipocas.

Dantes, quando tinha os meus seis a sete anos via muita televisão, considerava uma necessidade para a vida. Mas, depois foi perdendo a graça.

Adoro ouvir música, porque sinto que estou num Mundo só meu. Onde tudo é possível criar e imaginar. Sinto-me com uma mente rejuvenescida. Só embirro com a minha mana para ela se mexer um pouco e não pensar somente na programação dos desenhos animados. Tudo o que faço, faço com gosto! É por isso que nunca me canso de voltar a fazer.

Carina Santos
8ºD

Leandro, rei da Helíria - uma leitura

Este texto foi escrito para ser dramatizado. É, por isso, um texto dramático. Fala sobre um rei – Leandro – que, certa noite, sonhou que deixaria de reinar. Decidiu, então, deixar o reino à filha que mais o amasse.

As duas filhas mais velhas compararam o amor ao pai a “coisas” imensas, como o Sol e o céu. A filha mais nova disse que gostava tanto do pai, como a comida precisa do sal. Imediatamente, Leandro expulsou Violeta (filha mais nova) do reino e deixou-o às outras duas filhas.

Leandro, rei da Helíria, de Alice Vieira e da Editora CAMINHO, é uma história deveras “real”, pois mostra como as pessoas estão habituadas a palavras grandiosas e, depois, palavras mais simples, mas com um grande significado, são desvalorizadas. Apela ao saber perdoar (mesmo as pessoas que nos fizeram “coisas” menos boas), mostra que o amor não se mede com palavras, mas, acima de tudo, esta obra mostra como a vida pode dar uma volta de 180º…

No excerto que se segue podemos assistir a um diálogo onde se apresenta precisamente a importância de palavras tão simples, como, no caso, a gratidão.


PRÍNCIPE REGINALDO: Com um coração trazemos as pessoas que amamos para dentro de nós próprios, e é através dos seus olhos que vemos o mundo, e é através dos seus ouvidos que ouvimos o cantar das aves e das ondas do mar, e é através das suas mão que sentimos a suavidade do linho ou da areia das praias…
PRÍNCIPE FELIZARDO: Ui, isso deva fazer cá uma impressão danada…
PRÍNCIPE SIMPLÍCIO: Tiraste-me as palavras da boca!
PRINCIPE FELIZARDO: Ah, mas ainda não ouvistes tudo! Por cada filho que a minha Amarílis me der, ofereço-lhe, ora deixa cá ver, Felizardo… tira o rolo de papel da algibeira) … vinte lingotes de ouro maciço! É obra, hã?
PRÍNCIPE REGINALDO: Pois a minha amada Violeta receberá, por cada filho que me der, ainda mais amor, e toda a minha gratidão.
PRÍNCIPE FELIZARDO: Gratidão? Palavra estranha…
PRÍNCIPE SIMPLÍCIO: Tiraste-me as palavras da boca!
PRÍNCIPE REGINALDO: É a palavra que deve sempre andar ligada ao amor pois, sem ele, não faz sentido nenhum. assim me ensinaram meus pais e meu avós, e assim ensinarei aos filhos e netos que um dia tiver.
PRÍNCIPE FELIZARDO: Cá os meus pais ensinaram-me a somar dois e dois, e mais do que isso nunca precisei de saber. (pág. 45 e 46)

Sara Félix
8ºE
O Abandono dos Animais de Estimação

Por vezes pergunto-me a mim mesma: se abandonam os animais, porque é que os adquiriram? Terá sido porque naquela altura eram “fofinhos”, queridos?! Sendo assim, foi um acto de irresponsabilidade, pois não pensaram no futuro. Como tal, as pessoas com carência dessa responsabilidade deveriam ser punidas.

Antes de mais, os cães e gatos deveriam ser microchipados à nascença. Desta forma, o dono era sempre identificado. E por cada bicho que abandonassem (há pessoas que abandonam o cão e os cachorros), se fossem descobertos, teriam de pagar uma boa quantia e fazer serviço comunitário, por exemplo, 200 horas de voluntariado, num canil.

Mas quem abandona os animais, não se denuncia, logo era preciso fazer com que isso acontecesse: espalhar em sites, ruas, cafés e supermercados fotografias do animal abandonado. Talvez o dono ficasse com a “consciência pesada” (para abandonar um animal é preciso muito ‘sangue frio’!) e se identificasse.

Para “cortar o mal pela raiz”, o dono devia ser submetido a um exame para avaliar a sua capacidade de cuidar de um animal. Se chumbasse, não podia adquirir um animal tão cedo.

O abandono é uma infeliz prática, mas com as medidas necessárias, poderíamos reduzir o número de abandonos.

Helena Ferreira
8ºE
Cuidar dos animais de estimação

Quando aceitamos ter animais domésticos em casa, devemos interrogarmo-nos: será que vou tomar bem conta dele?; Há espaço suficiente para o animal?; Tenho possibilidades de o alimentar/levar ao veterinário?

Agora, tem acontecido que os donos têm animais em suas casas, mas chegam à conclusão que: estes são muito dispendiosos, não têm espaço em casa, não têm “paciência” para cuidar deles.
A maneira mais fácil de “se livrarem” deste “peso” é abandoná-los… e este ficam, aí, sozinhos pelas ruas, sem alimento, ou qualquer tipo de abrigo…

Revoltemo-nos contra estas gentes!

Devia haver medidas mais duras para este tipo de pessoas, como: trabalhar voluntariamente num canil (“penas” mais leves); ou até prendê-las (durante algum – não muito – tempo), para aprenderem que abandonar animais não é solução. A meu ver, estas pessoas também poderiam assistir a palestras sobre “!Como tratar os animais”, pôr os seus deveres em prática (observadas por alguém) e ainda visionar factos reais para perceberem o mal que fazem aos ‘bichos’ sempre que os largam na rua.

Não tenham receio e participem destas pessoas à Polícia, já que é um crime abandonarem o animal de estimação.

Sara Félix
8ºE

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Diário de Inês*




________________

*Este vídeo deveria ter sido publicado no YouTube a fim de participar no Concurso Inês de Castro. Acontece que por erro desconhecido, de acordo com informação prestada pelo YouTube, sempre que se tentou fazer a sua publicação, não foi possível. Fica aqui o registo.

terça-feira, 24 de março de 2009

O que vejo e o que conto


Hoje, quando saí de casa, reparei na minha vizinha que chegou ao carro e se esqueceu de qualquer coisa e voltou para casa.

Um pouco mais à frente, no café, reparei nas mulheres que disfarçadamente escondiam o pijama por baixo das grandes saias a imitar a camurça e os homens de chinelas.

Já na Lourinhã vi as rotundas com um manto branco quase a desaparecer e também nos carros que andavam a 40 km hora porque, provavelmente, as pessoas que os conduziam estavam cheias de sono!

Mais à frente, ao pé da escola, vi os alunos já com os elásticos e os papéis prontos para serem atirados nas aulas!

Já no fim das aulas, e depois da minha mãe me ter ido buscar à casa da minha tia (às 18:30h), o que se via na rua era diferente do panorama da manhã: as pessoas já tinham pressa e para quê? Para chegarem a casa!

Gonçalo Frade (7ºC)

domingo, 22 de março de 2009

Importância do Sonho


O Sonho comanda a vida, bem como, na minha opinião, também comanda a esperança que temos para uma vida melhor. Digo isto, porque tudo começa com um sonho até se tornar realidade. Isto é, quando sonhamos temos uma razão para continuar a percorrer aquele longo caminho que nos transforma em pessoas melhores…

Sem sonho não há objectivo. E se pensarmos bem nesta frase, percebemos que não sonhamos porque vivemos, pelo contrário, vivemos porque sonhamos. Embora quem sonhe demasiado não ganhe nem perca. Melhor dizendo sonhar não é proibido, ainda que já tenha sido. Muitos homens e mulheres lutaram muito, no passado, para conseguirem alcançar o objectivo que queriam e, no fim, puderam dizer: «tornei o meu sonho realidade». Outros morreram. Houve quem, simplesmente, tenha tentado abafar o sonho, vivendo de olhos vendados e a mente fechada com mil cadeados.

Felizmente, hoje em dia, o sonho é partilhável, normal. Às vezes, demasiado normal, quase sem importância. Por isso é que ainda há quem ache o sonho uma coisa sem valor. Por exemplo: Por vezes, quando vemos ou sentimos algo estranho, inexplicável, muitos preferem pensar que foi um sonho, uma alucinação! E é por coisas como estas que o mundo não muda os seus males. Mas talvez, um dia, ainda possamos todos vir a dizer que tornámos este mundo em algo melhor. Afinal de contas, a esperança é sempre a última a morrer…

Ecaterina Ciobanu (7ºE)
Tenho escolhas

Não sei que escolher
Estudar ou rebelde ser

Vejo os pássaros a piar
Os cães a ladrar

Será que foi isso que escolheram
Será que foi isso que quiseram

Eu tenho escolhas
Eu tenho diversão
Eu preciso de dinheiro na mão
Para me poder alimentar
E um tecto segurar

Eu tenho escolhas
Eu tenho probabilidades
Eu preciso de habilidades
Para poder trabalhar
E me sustentar

Tenho escolhas
Tenho escolhas
Mas não sei o que escolher
Divertir-me com a vida
Ou então enriquecer

Mas e se eu estudar
Mas e se o governo tudo dificultar
Mas e se depois de tanto estudo trabalho não encontrar
Mas e se valer mais a pena pegar num instrumento e uma banda criar

Tenho escolhas
Tenho escolhas
Mas não sei o que escolher
Divertir-me com a vida
Ou então enriquecer
Mas isso é complicado
E com a vida posso-me sentir frustrado

Dominique Martinho (8ºD)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Dor


Sinto-me arrastado
Pelo asfalto
Como se tivesse a ser castigado
Por algo que não fiz
Sinto-me injuriado
Como se tivesse sido obrigado a comer giz

A minha sorte
Era que chegasse a morte
E me levasse
Para o cemitério
Onde a morte para mim deixaria de ser mistério

Mas a morte não chega
A minha mente não sossega
E sinto-me entregue ao álcool
E à droga
Pois aí a dor afoga

Suicídio nunca foi solução
Iria sentir dor que nem um cão
Esfomeado
Abandonado
Odiado

Mas a alegria haveria de vir
Se o sistema a sociedade quisesse abolir
E implantar uma anarquia
Onde toda a gente governaria

Dominique Martinho, 8ºD
A minha Escola


Eu adoro a minha escola, o seu ambiente é muito bom e adoro o convívio entre os alunos, especialmente, no Verão. A minha turma fica sempre junta nos intervalos é por isso que o nosso convívio é espectacular!

Contudo, gosto também muito dos funcionários das professoras e professores. São pessoas muito simpáticas e atenciosas.

Isto é, apesar da escola não ter muitas condições e estar um pouco velha, nunca a trocaria por nenhuma outra escola. Nem mesmo que outra escola tivesse melhores condições ou melhor equipamento.

Em poucas palavras esta escola onde eu ando tem muito significado para mim. Mas porquê? Porque foi aqui que os meus pais começaram a namorar...


Sara Oliveira, 7ºE
Como gosto de passar o tempo livre?


Agora, raramente tenho tempo livre, com a escola, mas, quando tenho, gosto de passar com os meus amigos, a jogar computador ou a ver televisão.

Mas, apesar de eu me querer ir divertir não posso deixar de fazer as coisas da escola, nem mesmo de estudar, se bem que, o sétimo ano, seja um pouco difícil e são muitas disciplinas.

Contudo, gosto de me divertir, ao fim de semana, por exemplo, com um colega ,que agora vive em Lisboa. Somos amigos desde o primeiro ano e nunca nos separámos, somos os melhores amigos!

Quando ele vem cá eu vou sempre lá a casa para brincarmos, mesmo assim, arranjo tempo para ajudar a minha mãe nas tarefas de casa.

Em poucas palavras, não deixo de fazer as minhas tarefas para me divertir, porque a escola está em primeiro lugar.

Sara Oliveira, 7ºE

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Partindo de uma actividade lúdica, desenvolvida aqui, no âmbito do desenvolvimento de competências a Língua Portuguesa / 3º Ciclo, foi proposto aos alunos que associassem a uma palavra imagens.
A participação tem sido excelente com resultados, no mínimo, bastante satisfatórios.
Aqui fica o slide resultante do primeiro desafio. A palavra era vida.


Vida

Hoje em dia, as condições de vida no nosso país são péssimas!
Por exemplo, se formos até à cidade de Lisboa, é uma desgraça: arumadores de carros, pessoas nas portas dos edifícios, a tocar um instrumento com uma pequena chávena ou um chapéu para alguém deixar uma moedinha... Ou então, alguém na rua que passa e pede: - Tem um cigarro? ou - Tem uma moedinha? - é uma desgraça total.
Além disso têm sempre um mau aspecto, roupas velhas, barbas ou bigodes enormes. Normalmente essas pessoas ficam nesse estado desde novas, juntam-se com pessoas que são má influência, começam a fumar, a beber, a faltarem à escola e começam a desgraçar a sua própria vida mesmo sem se aperceberem disso. Depois continuam nisso, ficam sem casa, sem amigos a não ser as más influências e acabam por dormir num canto qualquer. E ficam para sempre assim, até morrerem. E ninguém os ajuda.
Hoje em dia as pessoas já não ajudam ninguém.

Jessica Pataco, 8ºD
Quero sair


Quero sair deste buraco
A minha vida era uma caneca
Agora é um caco

Quero sair daqui
Quem haverá de me comprar um carro
Para ir até ali

Quero sair de casa
Quero deitar-me numa onda
Até que a maré fique rasa

Quero-me ir embora
Quero pegar numa guitarra
E tocar a toda hora

Quero sair desta crise
Quero não ter medo da rua
E que o meu receio minimize

Quero sair
Não sei para onde
Só sei que não quero ir para ao pé de um conde
Para governarem em mim
Fico bem aqui assim


Dominique Martinho, 8ºD

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

  • Trabalho desenvolvido no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa / 3º Ciclo e inserido no projecto "Quem sou, quem somos" - Identificação.



domingo, 15 de fevereiro de 2009

JINGWA, EM PORTUGAL

Na passada sexta-feira, o jogador de futebol japonês Jingwa, “aterrou” no aeroporto de Lisboa. Ao que consta, veio para tratar de um negócio tão secreto, que, na verdade, nem ele próprio sabia do que se tratava… O avião onde veio Jingwa, aterrou quase fora da pista, às 17:31h.
Depois de saírem do avião todos os administradores do Clube onde joga, Jingwa decidiu sair, tendo-se afastado rapidamente da área de aterragem do avião. Quando o alcancei, falou um pouco:
(Jornal Desportivo - JD) – Boa tarde, Jingwa!
(Jingwa - J) – Boa tarde! Por favor, não me demorem, que tenho que averiguar por que razão aqui me chamaram…
(JD) – Mas não sabe a razão por que se desloca do Japão a Portugal?
(J) – Ao certo, ainda não.
(Adepto japonês que intersectou o caminho) – Isto é impossível…!
(JD) – MAS tem alguma pista ou suspeita?
(J, um pouco hesitante) - Claro que tenho!
(JD) – E não pode revelar ao seu público adepto?
(J) - Preferia falar depois da reunião de amanhã à tarde. Por isso, o meu ‘menager’ (sinal ao menager) irá convocar uma Conferência de Imprensa.
(JD) – Então sempre é algo importante…
(J) – Sim, sim, mas, por agora mais nada posso acrescentar…
Foram as declarações possíveis de Jingwa ao Jornal Desportivo que marcará presença, amanhã, na Conferência de Imprensa.

Sara Félix, 8ºE
Náufrago

“Despertado pelos primeiros raios de Sol nascente, Robinson voltou a descer para a praia de onde partira na véspera.”
Mal se viu lá, na praia, decidiu descalçar as meias e mergulhar na água salgada.
Enquanto mergulhava e nadava, o Sol ia subindo. Quando atingiu o ponto sul, Robinson saiu da água, calçou as duas meias numa mão e “arrancou” de uma rocha uns mexilhões e algumas lapas. Estas últimas tinham umas estranhas escamas cortantes e, por isso, calçou as duas meias (para não se cortar).
Fez uma pequena fogueira e cozinhou o que tinha ‘pescado’.
Estava a comer, quando, ao longe, avistou uma pequena jangada. Nadou até ela e trouxe-a para a praia. “À primeira vista, não me servirá para nada” – Pensou, enquanto coçava a sua cabeça queimada pelo sol, sem se lembrar que a podia arranjar e voltar, mas, mesmo assim, como, se se encontrava numa praia deserta?
Resolveu, com a jangada, o seu telhado arranjar. Podia dormir até mais tarde sem ser acordado pelos raios do sol…
Os dias seguintes foram sem acção. Apenas após uma semana Robinson voltou a encontrar algo que flutuasse na água… Desta vez não era nenhuma jangada, mas algo que só apenas os olhos mais treinados conseguiam ver (pois não tinha muito volume): um mapa! “Boa! Já arranjei cortinas! O malvado do sol nunca mais me acordará de manhã!” – pensou, novamente, não pondo a hipótese de sair da praia.
Arranjou a sua casa e achou-se realmente um génio, já que nunca outro náufrago se lembraria de tais ideias.
Ficou por ali mais uns quantos anos, até que faleceu.

Sara Félix, 8ºE
Robinson, rapaz sonhador


Robinson era um rapaz sonhador que sonhava, um dia, poder ter amigos, pois a sua única companhia era o mar.
Foi deixado pela sua mãe, quando era bebé numa alcofa em frente a uma igreja.
Aí, foi recebido pelas freiras que o tratavam mal apenas porque era feio.
Então, teve de fugir…
Partiu, num dia de sol, em busca de um lar que o amasse e acariciasse, mas não teve muita sorte.
Num daqueles dias que se punha a olhar para o mar, ouviu uma voz muito fininha vinda do fundo do mar, que lhe dizia:
- Em que tanto pensas tu?
Robinson pensava que era fruto da sua imaginação, mas viu algo que o cativou: mesmo ali à sua frente estava uma sereia.De seguida, perguntou-lhe se aquela voz que tinha ouvido há pouco era a sua e se não estava apenas a ter um sonho. Ela respondeu-lhe:
- É claro que sou eu! Sabes que podes sempre desabafar comigo as vezes que quiseres, que estarei sempre aqui pronta para te ouvir. Eu sei tudo acerca de ti – disse ela.
A partir daí tornaram-se grandes amigos e tinham longas conversas.
Passados alguns dias a sereia andava a sentir-se mal, e era óbvio que a tinham envenenado, e se não se conseguisse tratar ia acabar por morrer…
Mas como Robinson conhecia muito bem as algas, sabia perfeitamente quais as certas para a curar.
Finalmente, Robinson conseguiu curá-la, e ela ficou mais amiga que nunca.
A partir daí nunca mais se separaram.

Inês Antunes,8ºE
A bela fatiota

A bela fatiota
Rasguei-a a andar de mota
A bela fatiota
Estampei-lhe um jota
A bela fatiota
Tirei-lhe uma "fota"
A bela fatiota
Sujei-a quando fui à lota
A bela fatiota
Usei-a quando abri uma conta no Totta
A bela fatiota
Indicou-me uma rota
A bela fatiota
Rima com "óta"

Dominique Martinho, 8ºD