- Trabalho desenvolvido no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa / 3º Ciclo e inserido no projecto "Quem sou, quem somos" - Identificação / 2º Período.
domingo, 7 de junho de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
Eu não sei que fazer
Eu não sei onde me meter
Parece tudo tão complicado de entender
Quando na verdade é tão fácil
Ela disse
Ela disse
Ela disse
Ela disse que não gostava de aranhas
AAAAAH!
Eu não sei para onde ir.
Actos de loucura me estão a surgir
Tive uma ideia
Vou calçar apenas uma meia
Isto é triste
Isto é triste
Isto é triste
Isto é tristemente estúpido
E eu caio das montanhas de perdição
Chorando e rindo em vão
Dá-me a tua mão
Vamos saltar
E a lado nenhum ir parar
Isto não faz sentido!
Isto não faz sentido!
Isto não faz sentido!
Isto não faz o mínimo sentido!
E eu sento-me na minha suposta secretária
Olho para um ecrã supostamente quadrado
E supostamente descalço-me
E meto supostamente os pés em cima da secretária
Relativamente aos factos apresentados
Mas tão mal fundamentados
Que me mete os cabelos em pé
Por isso consolida meu amigo consolida
Pois tu nasceste para trabalhar
A tua vida é trabalho
Trabalhinho
Porreirinho da Silva
Já dizia José Mário Branco
Quando falava dos fundos monetários internacionais
Eles tratam de tudo
Eles tratam de tudo
Até metem a falar um mudo
Sim muito bonito
Mas aquilo que desconto para o Estado
É que me deixa frito
ISTO É ABSOLUTISMO!
Diziam mal do comunismo!
E depois do Salazarismo!
E falam do fascismo!
E depois vêm com o "Esquerdismo"!
São palavras que já nem querem dizerem nada quando a população já se conformou...
E dos "ismos" para aqui e dos "ismos" para ali
O melhor mesmo era uma Anarquia
Cuide-mo-nos de nós próprios
Queres ajuda pede à tua tia
Pode ser que ela te faça um arraiolo
Ou lá como se diz
Ela caiu no céu
Eu subi ao chão
Eu senti as nuvens
Ela sentiu o PODER DA TERRA BATIIIIIDAAAAAA!
Ela disse que tinha medo de aranhas
E como todas essas manhas
Consolidei...
Consolidei...
Consolidei...
Parei...
Acelarei...
Fiz inversão de marcha...
Isto é uma maravilha...
Consolida...
Consolida...
8ºD
Durante estes tempos temos vindo a ouvir apenas o queremos
A mente do povo está repleta ignorância
De gente não presta
Instinto de vingança é a única coisa que me resta
As mentes estão embaciadas por dióxido de carbono
Vindo das suas bocas
Que se mexem como vacas loucas
E aquela coisa que não caiu
E aquele coisa que não surgiu
E aquela coisa que não ignorei
E aquela coisa que não desejei
E aquela coisa que não me ofendeu
Terá-me ofendido e estou apenas a ser forte?
Terá-me ofendido e por isso desejo morte?
Eu serei apenas o paranóico da zona
O otário que bóia na tona
Do mar sem fundo
Onde todos os segredos caem
E nunca mais serão revelados
Pois ainda não poisaram nem poisarão...
Ouvi apenas o que queria por isso não me ofendi
Disseram-me que eu era um belo nojo
Mas eu só ouvi que era um belo
Apesar de saber não ser essa a intenção
Completei a minha "vendetta"
Sem conversa de treta
E a falésia está a um passo...
Dum pescador mas não de mim
Todos aquele cansaço
Para nada...
Cansaço do quê?
Parece algo que não faz sentido...
Mas durante estes tempos
Penso na pessoa que devia ter sido
E isso sim cansa
Cansa olhar para trás
Não só cansa como dói
Pois relembrar-mo-nos do passado
É algo que a cabeça nos mói
Lembrar-me das vezes que fui humilhado
Das vezes que fui insultado
Das vezes que fiquei frustrado
E que agora acho estúpido tal frustração
Mas agora só oiço o que quero ouvir
Talvez tenho uma ponta de ignorância
Ou talvez seja feliz.
O melhor será sempre navegar no presente.
E pensar no futuro.
Pois futuro será presente
E o passado não virá mais,
Ser influenciado pelo sentimento de "dejavu" jámais!
Montes de verdades
Soam mentira aos nossos ouvidos
Devido aquilo a que se chama psicologia invertida
Essa coisa "lixa-me" a vida
Faz-me passar por ingénuo e ignorante
Nesta sociedade com maldade em estado de avante!
Talvez seja mesmo o ingénuo da sociedade
Talvez seja o ignorante e diferente
Ou talvez seja apenas feliz...
Se calhar sou apenas feliz...
Ou se calhar falta algo...
Só sei que sou mesmo diferente pois ninguém é igual...
Apenas no facto de sermos todos seres humanos...
8ºD
Eles estão lá
Mesmo quando parecem não estar
Eles olham por ti
Mesmo quando alguém te insultar
Eles não agem
Nem sequer reagem
Apenas lá estão
Com o Mundo a entrar numa suposta combustão
Eles fazem parte do sistema
Nem se dão ao trabalho de ter um lema
Apenas te observam
Sem se importar com o que te acontece
LEMBRAS-TE DE MIM?
DO RAPAZ QUE ERA?
TINHA POUCA SABEDORIA
DEVIDO AQUILO QUE OUVIA
SABES DO QUE ESTOU A FALAR?DAQUELES DIAS EM QUE OUVIA BLASFEMAR
E eles mantém-se a olhar para ti
Com um olhar vazio e burro
Mas estão demasiado longe
Para lhes dar um murro
Mete nojo a sua pose
Mete nojo a sua indiferença
Parece que foram consumidos por uma enorme deficiência.
Será que eles realmente lá estão?
Ouvi dizer que são seis
Seis, Seis e Seis
Satanás a governar em dia de reis
LEMBRAS-TE DE MIM?
DO RAPAZ QUE ERA?
TINHA POUCA SABEDORIA
DEVIDO AQUILO QUE OUVIASABES DO QUE ESTOU A FALAR?
DAQUELES DIAS EM QUE OUVIA BLASFEMAR
E ESTA ANGÚSTIA!
São seis, seis e seis
A olhar por ti
Satanás a governar e perseguir-te a ti
E ESTA RAIVA!
São seis, seis e seis
A olhar por ti
Satanás a governar e perseguir-te a ti
E ESTE NOJO!
São seis, seis e seis
A olhar por ti
Satanás a governar e perseguir-te a ti
SÃO SEIS SEIS SEIS
SÃO SEIS SEIS SEIS
SÃO SEIS SEIS SEIS
MAIS SEIS SEIS E SEIS
A OLHAR POR TI
SATANÁS A GOVERNAR E A PERSEGUIR-TE A TI!
SERÃO SETE MISERÁVEIS ANOS!
COM SATANÁS NA TERRA A PERSEGUIR-NOS A TODOS!
VOCÊS SERÃO PERSEGUIDOS!
ENQUANTO NÃO MARCAREM UM GRANDE 666 NA VOSSA TESTA!
E Deus revelará a sua ira
Pegará na sua grandiosa força e fará mira
Para os que não se arrependeram dos seus pecados
E esses vermes terão INFERNO ETERNO!
TU DIZES QUE ISSO MENTIRA!
NÃO ACREDITAS LEVARÁS COM A IRA!
DIZES NÃO TER PECADO PARA ALÉM DE ESTUPIDEZ!
E EU DIGO NÃO TER PECADO PARA ALÉM DE RAIVA!
São seis, seis e seis
A olhar por ti
Satanás a governar e perseguir-te a ti
LEMBRASTE-TE DE MIM?
DO RAPAZ QUE ERA?
TINHA POUCA SABEDORIA
DEVIDO AQUILO QUE OUVIASABES DO QUE ESTOU A FALAR?
DAQUELES DIAS EM QUE OUVIA BLASFEMAR?
LEMBRAS-TE DE MIM?
DO RAPAZ QUE ERA?
TINHA POUCA SABEDORIA
DEVIDO AQUILO QUE OUVIASABES DO QUE ESTOU A FALAR?
DAQUELES DIAS EM QUE OUVIA BLASFEMAR
TE LEMBRARÁS DE MIM?
DO RAPAZ QUE ERA?
TINHA POUCA SABEDORIA
DEVIDO AQUILO QUE OUVIASABES DO QUE ESTOU A FALAR?
DAQUELES DIAS EM QUE OUVIA BLASFEMAR
Demasiada blasfémia ouvi
Tentaram-me converter ao paganismo
Só eu sei aquilo que li
Tentaram fazer-me pensar que eu tinha um problema
Mas eles pa mim são apenas o sistema
EXISTE BLASFÉMIA DE MAIS PARA MIM!
Dominique Martinho
8ºD
Através de uma janela
Vejo as minhas impressões digitais
Através de uma janela
Vejo mentes iguais
Mas porquê?
Porque é que mereço isto?
Porque é que mereço que controlem a minha mente?
E eu só penso em vingança
Pois enquanto há vida há esperança
E eu só penso na semelhança
A seguir ao efeito de ganza
Que tenho em relação aos ratos de laboratório
E eu só penso nas minhas grandes orelhas
Gozadas por fedelhas
Que me fazem parecer o Dumbo
Através de uma janela
Vejo mediocridade
Através de uma
Vejo um grande cidade
Onde predomina a discriminação
E imprecações guturais sem razão
Mas porquê?
Porque mereço isto?
Porque mereço que controlem a minha mente...
Porque tenho de acreditar no que não quero?
Porque tenho de ouvir o que não quero?
Porque tenho de ser salvo por alguém que desconheço?
Porque tenho de confessar tudo a alguém que desconheço?
Porque tenho de viver sobe vigia?
Porque tenho de viver para estudarem uma teoria?
Porque tenho de viver para vocês?
Porque tenho de viver para vos facilitar a vida?
Porque tenho de viver para o vosso lucro?
Porque tenho de viver dependendo de ti ou de ti?
Porque tenho de viver para mais tarde morrer sem ser lembrado?
Porque tenho de viver sempre injuriado?
Eu vou morrer um dia...
Porquê?...
Porquê?
Porquê...
8ºD
Os meus amigos levaram-me a almoçar a um restaurante muito colorido que abriu em Torres Vedras. Tinham-nos dito que este tinha um conceito diferente de restaurante, a começar por ter um chefe de sala.
Correu tudo mal…
Primeiro, atrasei-me. Havia muito trânsito e chegámos tão atrasados ao restaurante, que perdermos a marcação da mesa. Depois, como era a inauguração deste, havia mais gente do que mesas e cadeiras... Finalmente, passada meia hora, o chefe de sala arranjou sítio onde nos sentar e fizemos o pedido – lasanha. Enquanto as cozinheiras confeccionavam o almoço, o chefe de sala entrava e saía da cozinha. De vez em quando, ouvíamos uns gritos vindos do interior desta. Numa das vezes, ouviu-se um grito mais alto e, de seguida, uma data de loiça a cair no chão.
Passava cerca de meia hora desde o nosso pedido… chamei o empregado e disse-lhe “Se demoram muito mais tempo a preparar o almoço e se esses gritos na cozinha não pararem, juro que nos vamos embora”. O empregado apressou-se a acalmar-me e foi à cozinha ver o que se passava. Nunca mais voltava...
Finda outra meia hora, decidi levantar-me e ver o que se passava naquela cozinha… Ao entrar, vi o empregado com um avental, a cozinhar! As cozinheiras estavam zangadas e deixaram-no ali, sozinho, a fazer todo o serviço, no restaurante.
Assim, o imprevisto final foi ajudá-lo nos almoços (para todos os clientes)!
8ºE
Há três dias, no dia 26 de Setembro de 2008, foi o meu aniversário. Para o comemorar, os meus amigos levaram-me a um restaurante chinês onde nunca tinha ido.
Mal entrámos, apareceu logo uma simpática empregada que me sentou numa mesa ao pé da janela.
Para começar, veio um pássaro contra a janela. Assustei-me! Quando o pássaro bateu contra o vidro, levantei-me mesmo no preciso momento em que a empregada trazia a comida. O resultado foi óbvio: os pratos no chão, vazios, pois a comida estava agarrada ao meu corpo…
Não fiquei muito zangada. Fui à casa de banho e limpei-me.
Mas, quando voltei, a Amélia já lá não estava… Tinha tido uma emergência familiar – a sua filha ficara doente.
Restavam 4 amigas.
Veio o jantar. Comemos descansadas.
Depois de terminada a refeição, pedimos uns bolinhos da sorte.
Comemos, mas eram tão saborosos que pedimos outros.
Não chegámos, no entanto, a comer o segundo bolinho… A empregada, sem nos dizer nada, tinha posto vinho nos bolinhos com o objectivo de “relaxarmos”. Mas eu sou alérgica ao vinho, e, quando bebo, fico “vermelha que nem um tomate” e incho muito. Com os sintomas à vista, fui parar ao hospital.
Prometi a mim mesma nunca mais voltar a comer num restaurante chinês!
E passei o resto do maldito aniversário no hospital.
8ºE
Nem queria acreditar no que tinha vivido no dia anterior.
Ontem, uma sexta-feira, enquanto passeava na praia, Robinson viu uma baleia enorme (nunca vira nada tão grande) na costa. Como sabia fazer mergulho agarrou no equipamento e mergulhou oceano fora. Logo que entrou na água, viu a baleia. Esta parecia que o atraía com a sua voz de sereia. Dava a entender que queria que a seguisse. E ele seguiu-a.
Já não sabendo onde estava, Robinson começou a ver um mundo a “fervilhar” de vida. Um mundo onde as pequenas criaturas falavam umas com as outras, os peixes cozinhavam algas no forno (este era um vulcão submarino) e os tubarões brincavam com as focas. A baleia disse-lhe:
- Bem-vindo ao Mundo Encantado da Vida Selvagem!
Robinson estava espantado. Continuou a andar e rapidamente travou amizades com os camarões. Na continuação, viu uma lula a chorar:
- Porque choras? - perguntou.
- Não sei onde está o meu filho… - respondeu a lula.
- Queres que te ajude a procurá-lo?
-Isso seria óptimo.
Primeiro, procuraram em todas as grutas de Coral. Também perguntaram a todos os seres marinhos que encontraram se tinham visto uma pequena lula. Ninguém a tinha visto. Por último, procuraram na temida Cidade das Algas Perdidas. Normalmente, todos os animais daquela zona se perdiam naquela cidade. Depois de procurarem num café abandonado, encontraram o filho da lula. A lula, grata, deu-lhe uma concha como recordação. Entretanto, a baleia apareceu e conduziu-o até à praia. Robinson nem teve tempo para se despedir dos seus novos amigos. De manhã, estava tudo normal. Apenas “olhou de raspão” e viu a linda cauda da baleia a desaparecer na vastidão do oceano…
8ºE
Felizmente, já existem instituições de caridade (por exemplo, a Caritas) que ajudam nas necessidades do dia-a-dia, dando roupas, refeições, abrigo para dormirem, etc.
Em todo o mundo, quem mais pode ajudar, não ajuda!
Em suma, num mundo de dificuldades, há pessoas que necessitam de pedir esmola para conseguirem sobreviver no quotidiano. Mas também existem pessoas bondosas com espírito de ajuda.
Em Portugal, vivem muitos imigrantes: os eslavos que são ucranianos, russos e búlgaros; e os latinos do leste que são os romenos e os moldavos.
Na minha opinião, todos estes povos saem dos seus países á procura de melhores condições de vida.
No entanto, quando chegam a Portugal, nem sempre encontram trabalho, casa para morar, e existem alguns que até passam fome!
A este propósito, sei de um caso de um ucraniano que era médico no seu pais, e veio para Portugal á procura de melhores condições de vida.
Foi a Torres Vedras, e aí não conseguiu trabalho; chegou a vir a pé para a lourinha (até rompeu um par de ténis).
O homem fartou-se de andar de um lado para o outro, em busca de trabalho, ate que um belo dia encontrou trabalho numa aldeia e dormia na sede do clube dessa aldeia.
Para dizer verdade, as pessoas dessa aldeia ajudaram-no muito.
Actualmente, este homem depois de tirar um certificado de habilitação numa escola em Lisboa, trabalha agora no hospital de Torres Vedras, com médico.
Os imigrantes que vêem para Portugal nem sempre se conseguem orientar. O caso deste ucraniano foi um caso raro, existem mais uns quantos. A maioria não se consegue adaptar a Portugal e vive abaixo das condições humanas. Muitos têm mesmo de voltar para os seus países de origem.
8ºE
Sempre que tenho um tempinho-livre (muito raramente...), aproveito-o fazendo as coisas de que gosto. Como, por exemplo: ouvindo música e ao mesmo tempo a cantar, navegar na internet, fazer bolos, pintar, embirrar com a minha irmã...
Penso que sejam passatempos saudáveis, que fazem bem à mente a ao corpo. Embora navegar na internet não seja muito bom, dependendo do que procurarmos. Não suporto ver televisão! Para mim é um desperdício de tempo. Só os músculos das mãos é que mexem para clicar nos botões. Porém, ao Sábado à noite, gosto de ver um bom filme com pipocas.
Dantes, quando tinha os meus seis a sete anos via muita televisão, considerava uma necessidade para a vida. Mas, depois foi perdendo a graça.
Adoro ouvir música, porque sinto que estou num Mundo só meu. Onde tudo é possível criar e imaginar. Sinto-me com uma mente rejuvenescida. Só embirro com a minha mana para ela se mexer um pouco e não pensar somente na programação dos desenhos animados. Tudo o que faço, faço com gosto! É por isso que nunca me canso de voltar a fazer.
8ºD

Este texto foi escrito para ser dramatizado. É, por isso, um texto dramático. Fala sobre um rei – Leandro – que, certa noite, sonhou que deixaria de reinar. Decidiu, então, deixar o reino à filha que mais o amasse.
As duas filhas mais velhas compararam o amor ao pai a “coisas” imensas, como o Sol e o céu. A filha mais nova disse que gostava tanto do pai, como a comida precisa do sal. Imediatamente, Leandro expulsou Violeta (filha mais nova) do reino e deixou-o às outras duas filhas.
Leandro, rei da Helíria, de Alice Vieira e da Editora CAMINHO, é uma história deveras “real”, pois mostra como as pessoas estão habituadas a palavras grandiosas e, depois, palavras mais simples, mas com um grande significado, são desvalorizadas. Apela ao saber perdoar (mesmo as pessoas que nos fizeram “coisas” menos boas), mostra que o amor não se mede com palavras, mas, acima de tudo, esta obra mostra como a vida pode dar uma volta de 180º…
No excerto que se segue podemos assistir a um diálogo onde se apresenta precisamente a importância de palavras tão simples, como, no caso, a gratidão.
PRÍNCIPE REGINALDO: Com um coração trazemos as pessoas que amamos para dentro de nós próprios, e é através dos seus olhos que vemos o mundo, e é através dos seus ouvidos que ouvimos o cantar das aves e das ondas do mar, e é através das suas mão que sentimos a suavidade do linho ou da areia das praias…
PRÍNCIPE FELIZARDO: Ui, isso deva fazer cá uma impressão danada…
PRÍNCIPE SIMPLÍCIO: Tiraste-me as palavras da boca!
PRINCIPE FELIZARDO: Ah, mas ainda não ouvistes tudo! Por cada filho que a minha Amarílis me der, ofereço-lhe, ora deixa cá ver, Felizardo… tira o rolo de papel da algibeira) … vinte lingotes de ouro maciço! É obra, hã?
PRÍNCIPE REGINALDO: Pois a minha amada Violeta receberá, por cada filho que me der, ainda mais amor, e toda a minha gratidão.
PRÍNCIPE FELIZARDO: Gratidão? Palavra estranha…
PRÍNCIPE SIMPLÍCIO: Tiraste-me as palavras da boca!
PRÍNCIPE REGINALDO: É a palavra que deve sempre andar ligada ao amor pois, sem ele, não faz sentido nenhum. assim me ensinaram meus pais e meu avós, e assim ensinarei aos filhos e netos que um dia tiver.
PRÍNCIPE FELIZARDO: Cá os meus pais ensinaram-me a somar dois e dois, e mais do que isso nunca precisei de saber. (pág. 45 e 46)
8ºE
Por vezes pergunto-me a mim mesma: se abandonam os animais, porque é que os adquiriram? Terá sido porque naquela altura eram “fofinhos”, queridos?! Sendo assim, foi um acto de irresponsabilidade, pois não pensaram no futuro. Como tal, as pessoas com carência dessa responsabilidade deveriam ser punidas.
Antes de mais, os cães e gatos deveriam ser microchipados à nascença. Desta forma, o dono era sempre identificado. E por cada bicho que abandonassem (há pessoas que abandonam o cão e os cachorros), se fossem descobertos, teriam de pagar uma boa quantia e fazer serviço comunitário, por exemplo, 200 horas de voluntariado, num canil.
Mas quem abandona os animais, não se denuncia, logo era preciso fazer com que isso acontecesse: espalhar em sites, ruas, cafés e supermercados fotografias do animal abandonado. Talvez o dono ficasse com a “consciência pesada” (para abandonar um animal é preciso muito ‘sangue frio’!) e se identificasse.
Para “cortar o mal pela raiz”, o dono devia ser submetido a um exame para avaliar a sua capacidade de cuidar de um animal. Se chumbasse, não podia adquirir um animal tão cedo.
O abandono é uma infeliz prática, mas com as medidas necessárias, poderíamos reduzir o número de abandonos.
8ºE
Quando aceitamos ter animais domésticos em casa, devemos interrogarmo-nos: será que vou tomar bem conta dele?; Há espaço suficiente para o animal?; Tenho possibilidades de o alimentar/levar ao veterinário?
Agora, tem acontecido que os donos têm animais em suas casas, mas chegam à conclusão que: estes são muito dispendiosos, não têm espaço em casa, não têm “paciência” para cuidar deles.
A maneira mais fácil de “se livrarem” deste “peso” é abandoná-los… e este ficam, aí, sozinhos pelas ruas, sem alimento, ou qualquer tipo de abrigo…
Revoltemo-nos contra estas gentes!
Devia haver medidas mais duras para este tipo de pessoas, como: trabalhar voluntariamente num canil (“penas” mais leves); ou até prendê-las (durante algum – não muito – tempo), para aprenderem que abandonar animais não é solução. A meu ver, estas pessoas também poderiam assistir a palestras sobre “!Como tratar os animais”, pôr os seus deveres em prática (observadas por alguém) e ainda visionar factos reais para perceberem o mal que fazem aos ‘bichos’ sempre que os largam na rua.
Não tenham receio e participem destas pessoas à Polícia, já que é um crime abandonarem o animal de estimação.
8ºE
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Diário de Inês*
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terça-feira, 24 de março de 2009
Hoje, quando saí de casa, reparei na minha vizinha que chegou ao carro e se esqueceu de qualquer coisa e voltou para casa.
Um pouco mais à frente, no café, reparei nas mulheres que disfarçadamente escondiam o pijama por baixo das grandes saias a imitar a camurça e os homens de chinelas.
Já na Lourinhã vi as rotundas com um manto branco quase a desaparecer e também nos carros que andavam a 40 km hora porque, provavelmente, as pessoas que os conduziam estavam cheias de sono!
Mais à frente, ao pé da escola, vi os alunos já com os elásticos e os papéis prontos para serem atirados nas aulas!
Já no fim das aulas, e depois da minha mãe me ter ido buscar à casa da minha tia (às 18:30h), o que se via na rua era diferente do panorama da manhã: as pessoas já tinham pressa e para quê? Para chegarem a casa!
domingo, 22 de março de 2009
O Sonho comanda a vida, bem como, na minha opinião, também comanda a esperança que temos para uma vida melhor. Digo isto, porque tudo começa com um sonho até se tornar realidade. Isto é, quando sonhamos temos uma razão para continuar a percorrer aquele longo caminho que nos transforma em pessoas melhores…
Sem sonho não há objectivo. E se pensarmos bem nesta frase, percebemos que não sonhamos porque vivemos, pelo contrário, vivemos porque sonhamos. Embora quem sonhe demasiado não ganhe nem perca. Melhor dizendo sonhar não é proibido, ainda que já tenha sido. Muitos homens e mulheres lutaram muito, no passado, para conseguirem alcançar o objectivo que queriam e, no fim, puderam dizer: «tornei o meu sonho realidade». Outros morreram. Houve quem, simplesmente, tenha tentado abafar o sonho, vivendo de olhos vendados e a mente fechada com mil cadeados.
Felizmente, hoje em dia, o sonho é partilhável, normal. Às vezes, demasiado normal, quase sem importância. Por isso é que ainda há quem ache o sonho uma coisa sem valor. Por exemplo: Por vezes, quando vemos ou sentimos algo estranho, inexplicável, muitos preferem pensar que foi um sonho, uma alucinação! E é por coisas como estas que o mundo não muda os seus males. Mas talvez, um dia, ainda possamos todos vir a dizer que tornámos este mundo em algo melhor. Afinal de contas, a esperança é sempre a última a morrer…
Não sei que escolher
Estudar ou rebelde ser
Vejo os pássaros a piar
Os cães a ladrar
Será que foi isso que escolheram
Será que foi isso que quiseram
Eu tenho escolhas
Eu tenho diversão
Eu preciso de dinheiro na mão
Para me poder alimentar
E um tecto segurar
Eu tenho escolhas
Eu tenho probabilidades
Eu preciso de habilidades
Para poder trabalhar
E me sustentar
Tenho escolhas
Tenho escolhas
Mas não sei o que escolher
Divertir-me com a vida
Ou então enriquecer
Mas e se eu estudar
Mas e se o governo tudo dificultar
Mas e se depois de tanto estudo trabalho não encontrar
Mas e se valer mais a pena pegar num instrumento e uma banda criar
Tenho escolhas
Tenho escolhas
Mas não sei o que escolher
Divertir-me com a vida
Ou então enriquecer
Mas isso é complicado
E com a vida posso-me sentir frustrado
quarta-feira, 11 de março de 2009
Sinto-me arrastado
Pelo asfalto
Como se tivesse a ser castigado
Por algo que não fiz
Sinto-me injuriado
Como se tivesse sido obrigado a comer giz
A minha sorte
Era que chegasse a morte
E me levasse
Para o cemitério
Onde a morte para mim deixaria de ser mistério
Mas a morte não chega
A minha mente não sossega
E sinto-me entregue ao álcool
E à droga
Pois aí a dor afoga
Suicídio nunca foi solução
Iria sentir dor que nem um cão
Esfomeado
Abandonado
Odiado
Mas a alegria haveria de vir
Se o sistema a sociedade quisesse abolir
E implantar uma anarquia
Onde toda a gente governaria
Eu adoro a minha escola, o seu ambiente é muito bom e adoro o convívio entre os alunos, especialmente, no Verão. A minha turma fica sempre junta nos intervalos é por isso que o nosso convívio é espectacular!
Contudo, gosto também muito dos funcionários das professoras e professores. São pessoas muito simpáticas e atenciosas.
Isto é, apesar da escola não ter muitas condições e estar um pouco velha, nunca a trocaria por nenhuma outra escola. Nem mesmo que outra escola tivesse melhores condições ou melhor equipamento.
Em poucas palavras esta escola onde eu ando tem muito significado para mim. Mas porquê? Porque foi aqui que os meus pais começaram a namorar...
Agora, raramente tenho tempo livre, com a escola, mas, quando tenho, gosto de passar com os meus amigos, a jogar computador ou a ver televisão.
Mas, apesar de eu me querer ir divertir não posso deixar de fazer as coisas da escola, nem mesmo de estudar, se bem que, o sétimo ano, seja um pouco difícil e são muitas disciplinas.
Contudo, gosto de me divertir, ao fim de semana, por exemplo, com um colega ,que agora vive em Lisboa. Somos amigos desde o primeiro ano e nunca nos separámos, somos os melhores amigos!
Quando ele vem cá eu vou sempre lá a casa para brincarmos, mesmo assim, arranjo tempo para ajudar a minha mãe nas tarefas de casa.
Em poucas palavras, não deixo de fazer as minhas tarefas para me divertir, porque a escola está em primeiro lugar.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
A participação tem sido excelente com resultados, no mínimo, bastante satisfatórios.
Aqui fica o slide resultante do primeiro desafio. A palavra era vida.
Hoje em dia, as condições de vida no nosso país são péssimas!
Por exemplo, se formos até à cidade de Lisboa, é uma desgraça: arumadores de carros, pessoas nas portas dos edifícios, a tocar um instrumento com uma pequena chávena ou um chapéu para alguém deixar uma moedinha... Ou então, alguém na rua que passa e pede: - Tem um cigarro? ou - Tem uma moedinha? - é uma desgraça total.
Além disso têm sempre um mau aspecto, roupas velhas, barbas ou bigodes enormes. Normalmente essas pessoas ficam nesse estado desde novas, juntam-se com pessoas que são má influência, começam a fumar, a beber, a faltarem à escola e começam a desgraçar a sua própria vida mesmo sem se aperceberem disso. Depois continuam nisso, ficam sem casa, sem amigos a não ser as más influências e acabam por dormir num canto qualquer. E ficam para sempre assim, até morrerem. E ninguém os ajuda.
Hoje em dia as pessoas já não ajudam ninguém.
Quero sair deste buraco
A minha vida era uma caneca
Agora é um caco
Quero sair daqui
Quem haverá de me comprar um carro
Para ir até ali
Quero sair de casa
Quero deitar-me numa onda
Até que a maré fique rasa
Quero-me ir embora
Quero pegar numa guitarra
E tocar a toda hora
Quero sair desta crise
Quero não ter medo da rua
E que o meu receio minimize
Quero sair
Não sei para onde
Só sei que não quero ir para ao pé de um conde
Para governarem em mim
Fico bem aqui assim
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
- Trabalho desenvolvido no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa / 3º Ciclo e inserido no projecto "Quem sou, quem somos" - Identificação.





