sexta-feira, 22 de junho de 2012

Uma Questão de Cor - comentários


Um dos contos escolhidos para leitura obrigatória, no 8º Ano, é Uma Questão de cor, de Ana Saldanha. Iniciou-se a leitura, em sala de aula, num trabalho de interação entre alunos e professora, tendo sido iniciado o processo de construção da ficha de leitura seguindo a seguinte estrutura
Para a construção do comentário foi disponibilizado um guião que, sem ser obrigatório, se aconselhou que os alunos seguissem a fim de aprenderem a construir / treinarem a construção de comentários, conscientes de que comentar deva ser sempre  uma ação fundamentada.
Publicamos, a seguir, alguns dos comentários.


COMENTÁRIOS


              Observando a capa, este livro parece ter como principal tema o computador. Lendo o livro, pode-se verificar que este assunto é frequentemente abordado. O texto está dividido em dez capítulos, que estão organizados por ordem alfabética. Isto pode justificar-se devido ao facto da história ter muito a ver com o computador, pois é assim que um índice é feito em computador. A narradora da história chama-se Nina, tem treze anos e está completamente fascinada com o computador que recebeu no seu aniversário. Anda numa escola onde acha que quase toda a gente não é normal. O Vítor é o mais imbecil de todos.
            Nina é muito chegada aos seus pais, à sua avó e ao seu avô. Todas estas proximidades são justificadas em várias partes do texto, mas principalmente no capítulo número quatro, pois é quando a avó Olga tem um ataque de coração e toda a família se mantém unida para superar a dor. Daniel é seu primo, mas com esse, a proximidade não é tão abundante.   
            A história decorre em vários locais: em casa da família de Nina, na escola e no restaurante Inferno (apenas no fim do texto). Onde é mais habitual as cenas desenvolverem-se é em casa, porque é à volta da família que tudo se passa. Com a chegada de Daniel, o principal acontecimento da história, tudo muda. Alguns colegas gozam com o primo de Nina, ela tem de tomar uma importante decisão: se cede o seu quarto ao primo ou não e nada se torna fácil com a embirrância de Daniel. Primeiro, Nina começa por achar que Daniel é antipático, azedo e aborrecido. A sua impressão acerca dele vai mudando ao longo da narrativa. Já no fim, Nina acaba por admitir que, afinal, até gosta do primo.
            No sétimo capítulo, Nina critica a indiferença de Daniel quanto ao que os outros lhe fazem. Por ele ser negro, os colegas gozam com ele mas, o pior de toda a situação, é que Vítor não fala com ninguém acerca disso ou nem sequer tenta falar com os colegas que lhe fazem mal.
            O último capítulo (Juízo Final) é onde Nina faz uma reflexão sobre tudo e decide que afinal o primo e o Vítor não são assim tão más pessoas. O que ainda não descobriu foi por que razão é que Daniel se mudou para a sua escola. O título do livro tem a ver com o facto de tudo ter a ver com a cor de Daniel e que nem sempre vale a pena ligar ao racismo das más pessoas.
            “Uma Questão de Cor” é um livro que nos ensina que não é por uma pessoa ser diferente que pode ser gozada e mal tratada.
Madalena Castro, 8ºB


O tema dominante nesta obra de Ana Saldanha são os computadores, tal como podemos observar na capa do livro Uma Questão de Cor. Para além disso, podemos concluir que outro dos temas dominantes é a cor de pele das pessoas, pois na capa do livro podemos ver no ecrã do computador a imagem de uma pessoa pintada a branco e com várias cores à escolha no lado direito.
Esta história está dividida em 10 capítulos, os quais estão por ordem alfabética (da letra A à J). Nos computadores podemos organizar os documentos por ordem alfabética e, por isso, podemos concluir que este facto está associado às obras técnicas, uma vez que este livro faz muitas vezes referência à informática, especialmente, aos computadores.
O título deste livro refere-se ao facto de, muitas vezes, os direitos e a forma de como as pessoas são tratadas terem em questão a cor da nossa pele, tal como é exposto nesta obra.
A narradora desta história é a Nina. Ela é uma adolescente responsável, vaidosa e autoritária. Não gosta do racismo mas adora a sua avó, o seu gato de peluche chamado Silvestre, jogos de computador e o cor-de-rosa.
O Daniel é uma das personagens mais relevantes, em particular pela sua relação com a narradora. No 4º capítulo podemos ler que ela começa a utilizar a base de dados para fazer a ficha do Daniel em que fala muito mal dele. Diz que ele tem uma idade mental de 2 meses e que o seu tratamento deveria ser a receção de desdém e a colocação de tarântulas no meio dos seus lençóis. Para além disso, durante esse capítulo, ela tenta enervá-lo indo para a sala ver desenhados animados com o som no máximo enquanto ele estava lá a ler. Portanto, naquela altura, a relação entre eles os dois era um pouco má. O pai e a mãe também são personagens importantes devido à relação com a narradora pois quando toda a família da Nina estava num momento de tensão, ela refere que gostava de estar na cama dos seus pais aconchegada contra a mãe e com o braço do pai por cima do seu ombro como quando era criança. Nota-se, portanto, que tinham uma relação muito pacífica e carinhosa.
Ao longo desta obra, as personagens interagem na casa da Nina (na sala, no quarto inicialmente dela e no escritório), na escola (na sala de aula e na cantina), na rua e no restaurante Inferno.
O racismo dos seus colegas pelo Daniel é o acontecimento que está no centro desta história. A Nina, ao longo da obra, mudou imenso as suas atitudes e sentimentos pelo seu primo Daniel. Quando ele se mudou para sua casa, achava-o muito chato e egoísta. Ela tentava sempre irritá-lo mas acabava sempre por acontecer o contrário. Quando os seus colegas começaram a insultá-lo, ela acabou por protegê-lo e dar-lhe conselhos. No final da história, eles tornaram-se grandes amigos e a narradora passou a achá-lo muito simpático.
Com a leitura do capítulo 7, podemos concluir que, muitas vezes, o racismo pode originar o autodesprezo das pessoas que são vítimas do mesmo. Para além disso, elas podem retribuir-nos com a mesma moeda, maltratando as outras pessoas tal como elas fazem. Valores como o direito à diferença e o respeito por toda a sociedade são explorados neste capítulo.
No 8º capítulo, achei muito interessante quando o Daniel diz que devemos sempre lutar por aquilo que acreditamos para, assim, obtermos o bem-estar da sociedade.
Gostei especialmente da atitude do Danny no capítulo 9 quando ele apareceu na festa de aniversário do Vítor. Com essa ação ele quis transmitir que nunca devemos mostrar parte fraca ao nosso inimigo nem devemos jogar o seu jogo.
O título do último capítulo é “Juízo final” porque, nesse capítulo, o Vítor é levado ao julgamento final, ou seja, ele foi desculpado pelos seus atos e tornou-se amigo da Nina e do Daniel.
Inês Cordeiro, 8ºB



Quando olhamos para ao capa do livro, podemos visualizar um computador. Ficamos logo com a ideia de que na história existe um computador, mas que quem está no computador terá problemas com a pessoa que está no fundo da capa a abrir a porta. Este livro é constituído por dez capítulos, estando todos eles organizados por ordem alfabética. Podemos relacionar esse acontecimento com a capa do livro porque, num computador, como aquele que a capa nos mostra, é muito fácil de o fazer.

A autora deste conto é Ana Saldanha, nascida no Porto onde se licenciou em Línguas e Literatura Moderna. Doutorou-se na Universidade de Glawgow, ganhou o prémio Literário Cidade de Almada com o seu romance Círculo Imperfeito. É sobretudo conhecida como uma das melhores escritoras portuguesas para jovens.
Ficamos a conhecer, principalmente no 4º capítulo, outras personagens importantes para além da narradora. Em primeiro lugar, podemos falar dos pais de Nina com quem ela tinha uma boa relação, apesar das discussões que tinha por causa do computador. Depois ficamos a conhecer duas personagens de quem a Nina gosta muito, o avô Geraldo e a avó Olga por quem tinha um carinho especial. Mais à frente ficamos a conhecer o colega Vítor Salema que se aproxima muito dela, mas que ela o acha uma aberração, no final depois de muitas desilusões e surpresas ficam grandes amigos. Logo no inicio da história ouvimos falar num primo com o nome Daniel que vai viver para casa dela e que irá frequentar a sua mesma escola. Com a sua chegada, a troca de quartos é do seu desagrado, mas depois quando o primo é alvo de racismo na escola, Catarina fica do lado dele e defende-o apesar de se sentir envergonhada. Acha que as suas atitudes são tudo menos normais mas mais tarde percebe que o primo até é simpático e segundo eu percebi tornam-se grandes amigos.
Os espaços principais onde a história se passa é na casa da Nina, na casa dos avós da Nina, na escola e em espaços diversos na rua como por exemplo a paragem de autocarros.

No centro do conto, o acontecimento mais importante é a mudança de Daniel, como já referi em cima e o fato de os amigos, colegas da Nina se revelarem muito racistas.
O título do último capítulo é “Juízo final”, a meu ver, está muito bem escolhido porque é no final que Nina, Daniel e Vítor acabam todos amigos numa tarde bem passada na piscina.
Penso que o título do livro está muito adequado à história porque sendo “Uma questão de Cor”, está relacionado com a cor do primo de Nina, que neste caso era negro.
Damiana Mateus, 8ºA


Neste conto, ao observamos a capa, a contracapa e o titulo, podemos afirmar que a obra fala sobre o racismo e sobre como a cor é decisiva na sociedade de hoje em dia, o que na minha opinião não é correto. Também podemos relacionar com computadores. Assim o índice deste livro está organizado por ordem alfabética, pois está organizado como a pasta de um computador
Nina, narradora da história, é alguém muito particular na minha opinião. Ela tem a sua própria maneira de ver o mundo, é impulsiva, responsável, justa, pois detesta atos racistas. Ela é uma adolescente branca que gosta de navegar na internet. Ela tem uma boa relação com a família, embora ache o seu primo Daniel um pouco infantil.

No quarto capítulo ficamos a conhecer melhor a família e os amigos de Nina melhor. Apesar de ter algumas discussões com os seus pais Nina tinha uma boa relação com eles. Nina também se dava muito bem com os seus avós, o avô Geraldo e a avó Olga. O Daniel, o seu primo, iria viver com ela, mas ela não era muito próxima dele, mas no final Nina acaba por descobrir que Daniel é simpático e ficam amigos. Também passamos a conhecer o seu “admirador”, Vítor Salema. Embora, ele a corteja-se várias vezes Nina recusava sempre, mas eram amigos.

Os principais espaços onde a história se passa é em casa de Nina (no escritório e no quarto de Nina), em casa dos avós de Nina, a escola e em diferentes locais da rua, como a paragem de autocarros.

O acontecimento que está na base de todas as confusões e conflitos falados nesta obra é a mudança de Daniel para a escola de Nina e como os colegas dela tiveram atos racistas com o Daniel. Com o passar do tempo Nina ficou mais amiga de Daniel e passava tempo com ela, para que Daniel não se sentisse posto de parte. Nina defendeu o Daniel dos seus colegas que implicavam com ele.

O título do último capítulo é “Juízo Final”, pois é neste capítulo que Nina fica a conhecer verdadeiramente Daniel. Vítor que se arrependeu das suas más atitudes ficou amigo deles e assim todos podem ser felizes e divertirem-se juntos, que foi mesmo o que aconteceu. O título da obra Uma Questão de Cor serve perfeitamente para a história, pois sem termos lido o livro ou lido uma pequena parte dele, ficamos com uma ideia do que o livro fala. Ao ouvirmos Uma Questão de Cor ficamos logo a pensar que tem a ver com as diferentes raças e como isso pode fazer a diferença, para algumas pessoas.

Quando comecei a ler o livro pensei que iria ser mais um livro sobre o racismo, era outro igual a muitos, mas afinal não! Este livro, para além de mostrar a importância que as pessoas dão à cor umas das outras, também mostra a importância da família e dos amigos e como não devemos por ninguém à parte. Toda a gente o devia ler, com este livro pode aprender-se uma grande lição!

Lara Trindade, 8ºA


terça-feira, 19 de junho de 2012

O cavaleiro da Dinamarca - comentários



Uma vez mais, nas turmas do 7ºAno (turmas A e B), foi feita a leitura orientada de O Cavaleiro da Dinamarca de Sophia Mello Breyner. 
Parte da leitura foi feita em sala de aula. Depois, e porque já tinha sido proposta a mesma atividade com o conto de Luis Sepúlveda -  A História de uma gaivota e de um gato que a ensinou a voar -  o trabalho foi concluído de forma autónoma pelos alunos. Com um prazo alargado, com a sugestão de estrutura de ficha de leitura e orientações para elaboração do comentário.
Publicamos, de seguida, alguns desses comentários.




Ao longo da história passamos por quatro Natais.
Logo no primeiro Natal, o Cavaleiro decide comunicar a sua família que no próximo Natal não iria estar presente, pois iria fazer uma peregrinação até a Terra Santa Jerusalém.
A personagem do Cavaleiro é uma personagem misteriosa, corajosa, fiel, segura e amigável.
É uma personagem misteriosa, pois naquele tempo não era muito normal uma pessoa tomar a decisão de viajar quase meio mundo; corajosa porque teve a coragem e a valentia suficiente para as fazer sozinho; fiel pois tendo oportunidade de ter uma vida melhor nunca o fez pensando sempre na mulher, nos filhos e nos amigos; segura porque o fez sempre com a convicção de que ia conseguir, mesmo nas situações mais complicadas e amigável pois em todos os locais onde parou fez amizades
Do meu ponto de vista, por aquilo que se lê nesta história, a personagem do cavaleiro é uma personagem muito corajosa, pois foi uma personagem que apesar das adversidades, nunca desistiu daquele que era o seu objetivo principal: ir a Jerusalém passar lá o Natal e regressar antes do Natal seguinte.
Durante a sua viagem o Cavaleiro ouviu histórias como, por exemplo, a história sobre Dante e sobre Cimabué contadas por Filippo ou a de Guidobaldo e Vanina contada pelo mercador de Veneza.
De todas elas a que mais me marcou foi a de Guidobaldo e Vanina, é uma história em que Vanina é uma pobre jovem bonita e esbelta, que esta pressa dentro de um palácio porque a sua mão estava prometida a um homem do qual ela não gostava e como tinha tutor muito mau e severo não podia namorar com ninguém e nem sequer podia sair de casa a não sequer que fosse acompanhada pelo seu tutor para ir a missa.
Mas um dia um lindo e jovem capitão chamado Guidobaldo que foi destemido e não teve medo de enfrentar o tutor de Vanina e pediu-lhe a sua mão em casamento; uma vez que este não quis saber do pedido de Guidobaldo, este decidiu fugir com a sua amada e nunca mais visto.
Não consigo explicar muito bem o porque de está ser a história que me marcou mais, mas acho que se deveu ao facto de ser uma história de amor e de felicidade em que o bem vence o mal e em que amor quebra todas as barreiras e todos os tipos de preconceito.
Para o cavaleiro encontrar o seu caminho de volta para casa passou por muitos perigos e por pessoa que lhe perguntavam sempre se ele não gostaria de ficar a viver com eles. Já na floresta da Dinamarca o cavaleiro também correu perigos pois como era de noite e estava muito nevoeiro não se conseguia ver nada, o que fez com que o cavaleiro tivesse muitas dificuldades em encontrara a sua casa. Este vem a encontrá-la de uma forma um pouco irónica até. Quando no meio da escuridão se acendeu uma luz muito forte o cavaleiro pensou que seria uma fogueira de um lenhador que também estaria perdido como ela, mas quando se aproximou viu que afinal não era nenhuma fogueira, mas sim um pinheiro cheio de luzes e viu também que ali era a clareira das bétulas, a sua clareira, tinha finalmente chegado.
Eu teria todo o prazer em fazer uma viagem do género, pois acho que viajar e conhecer outros países e outros povos é uma grande mais valia para qualquer pessoa de qualquer parte do mundo.
O narrador nesta história é sempre narrador ausente ou não participante como por exemplo: “Mas quando chegou em frente da claridade viu que não era uma fogueira”e “Então desceu sobre ele uma grande paz e uma grande confiança e, chorando de alegria, beijou as pedras da gruta.”.
Neste conto há mais do que um narrador, pois ao longo da história os amigos do Cavaleiro também contaram as suas as histórias e nesses momentos eles passavam a ser os narradores.
“Rezou pelo fim das misérias e das guerras, rezou pela paz e pela alegria do mundo. Pediu a Deus que o fizesse um homem de boa vontade, um homem de vontade clara e direita, capaz de amar os outros.” Esta frase marcou pois esta é uma coisa que muitos de nós pedimos quando rezamos, mas também demonstrou por outro lado a bondade e simplicidade do Cavaleiro porque ele não pede nada de luxurioso nem pede riqueza mas sim coisa simples como a paz e como a felicidade.
“Nunca o Cavaleiro tinha imaginado que pudesse existir no mundo tanta riqueza e tanta beleza.” Esta foi outra das frases que me marcou porque com ela ficamos a ter a noção de como o Cavaleiro era uma pessoa delicada e sensível a beleza ao mesmo tempo que era uma pessoa pobre vinda do campo e de um país muito menos desenvolvido.
Carlota Pina, 7ºA

Nesta história passam-se três Natais, em quais no primeiro o Cavaleiro passa junto dos seus familiares, parentescos e criados. E mesmo nesse Natal decide ir passar o próximo Natal à Terra Santa. Pois queria ir rezar na gruta onde Jesus nasceu e onde os pastores., os Reis Magos e os Anjos rezaram.

O Cavaleiro era um homem de família, pois dedicava tempo à família, carinho e amor. Este Cavaleiro era um homem cheio de coragem, pois fazer naquela altura uma viagem até à Terra Santa não era nada fácil. As viagens eram longas, não podiam comunicar e raros eram os peregrinos que iam e voltavam. 
Nesta história o cavaleiro retrata duas histórias pelas quais me interessei bastante. Uma foi a de Vanina e Guidobaldo e outra foi a de Dante e Beatriz. A de Vanina e Guidobaldo porque era uma linda história de amor, depois de ter passado muito. Ter sido órfã de pai e mãe e viver com Orso que era um tutor horrível. E a de Dante e Beatriz porque foi uma história que me fez odiar mais o mal e a desejar mais o bem, fez-me ver as coisas com outros olhos. Fez-me distinguir ainda mais o mal do bem, as coisas erradas das coisas certas… Esta história fez-me realmente refletir sobre as atitudes de nós “seres humanos”. Podemos ai ser novinhos, mas esta história de Dante e Beatriz faz muito sentido que nós tenhamos o conhecimento dela. Porque faz com que conseguimos distinguir o mal do bem. Pois muitas vezes achamos que isto só diz respeito aos nossos pais e avós. 
Outro aspeto que me marcou muito nesta história foi a maneira de como o Cavaleiro encontrou o caminho para a sua casa. Fez-me confiar ainda mais em Jesus. Pois foi através dele e dos seus anjos que encontrou o seu lar.
Com esta história aprendi imensa coisa que nunca tinha pensado em aprender. Gostava de fazer uma viagem destas, pois acho que me ia fazer crescer não sou fisicamente, como psicologicamente e interiormente.
Este livro marcou-me muito, fez-me ver a razão das escolhas, a promessa que foi cumprida. O Cavaleiro prometeu à sua família que ia lá estar lá dois anos a seguir e apesar de todos os obstáculos ele conseguiu e esforçou-se muito por isso. Percebi que o mais importante na vida é a família e quem nós mais amamos, pois sem elas não somos nada!
Cíntia, 7ºA


Este livro fala de um Cavaleiro que vivia no norte da Dinamarca com a sua familia numa floresta em que principalmente o Natal era uma altura muito feliz para eles onde tinham a tradição de contar sempre as mesmas histórias, havia grandes banquetes mas principalmente muita ALEGRIA! Acho esta parte em que fala do Natal uma das partes mais gira da história, pois eu, especialmete adoro o Natal e tudo o que esteja relacionado com este pois  é uma altura de partilha e entreajuda e é muito engraçado, neste texto haver referências das tradições, pois no Natal em quase todas as familias existem tradições, por mais pequenas que sejam.
 Depois nessa noite o Cavaleiro diz à familia que vai partir para passar o Natal onde Cristo nasceu, mas que no próximo Natal, se deus quiser já estaria de volta. E entretanto parte.... e aqui começa realmente a história, pois é aqui que o Cavaleiro começa a sua AVENTURA!
A sua viagem de ida correu muito bem chegou antes do tempo por isso pode visitar um pouco do país,a noite de Natal passou-a onde tinha previsto a rezar muito por toda a familia, mas depois a viagem de volta já não foi tão fácil. Foi um gesto muito bonito da parte do Cavaleiro ter rezado por toda a familia e não só por ele, pois mostra que tem coração e gosta muito da familia.
Entretanto a viagem de barco durou cinco dias e quando chegaram a Ravena o barco estava em mau estado e só daqui a uns meses poderia partir, a sorte é que encontrou um mercador com o qual travou amizade, o mercador de Veneza que o convenceu a ficar em sua casa. O Cavaleiro ficou encantado com aquela cidade. Numa certa noite, o mercador contou-lhe a história de uma rapariga chamada Vanina que era a rapariga mais bonita de Veneza. Estas histórias das cidades são sempre  giras porque com elas ficas a saber um pouco mais da história da cidade e dão sempre para um pouco de romantismo.
Continuou a viagem, pois não aceitou a proposta do mercador de ficar lá e criar um negócio, até que chegou a Florença, outra cidade que o Cavaleiro achou bela e onde ficou em casa de um amigo do mercador, o banqueiro Averardo.
Ao jantar, em casa de Averardo ouvia-se falar de astronomia, matemática, politica e de muitas outras coisas. Também se ficou a saber a história de artistas muito importantes como Giotto, Dante e Cimabué. O Cavaleiro ficou espantado com tanta sabedoria. Este jantar revela a cultura incrível de algumas pessoas que mesmo com tão poucos instrumentos conseguiram fazer grandes invenções e discutir ciências tão pouco conhecidas, o que revela muita coragem. Depois partiu novamente, até que ficou doente e teve de parar dois meses e meio num convento onde foi muito bem tratado pelos frades. Aqui se faz referência onde existia ajuda naquele tempo, os conventos era maioritariamente onde os peregrinos ficavam quando tinham de descansar ou de se curar e por isso acho que a Igreja teve um papel muito importante neste tempo.
Continuou viagem até que chegou a Flandres e novamente foi para casa de outro amigo mas desta vez de Averardo, ao jantar chegou um capitão que lhe mostrou pérolas, oiro e pimenta, que deixou o Cavaleiro muito impressionado, depois falaram sobre as viagens do capitão e numa dessas viagens o capitão fala de Lisboa, do tempo dos descobrimentos e de um senhor muito conhecido desse tempo, Pêro Dias. Achei muito importante falarem da altura dos descobrimentos no texto e de Portugal pois foi uma altura muito importante para o nosso país, com nomes muito celebres.
Por fim queria só referir que essa viagem serviu-lhe não só para peregrinação à “Terra Santa”, mas também para conhecer cultutas novas, gente nova, países novos, um turbilhão de novas aventuras que nunca teria descoberto se não tivesse ido.
Filipa Silva, 7ºA


Este livro fala sobre um Cavaleiro que vivia numa floresta com a sua família na Dinamarca, a frente da sua casa situava-se o pinheiro mais alto da floresta. Num certo natal, o Cavaleiro anuncia à sua família que no natal seguinte não estaria com eles porque iria estar na gruta onde nascera Jesus, em Belém, mas prometeu que no Natal a seguir estaria lá de novo. Todos ficaram muito preocupados, pois as viagens daquele tempo eram muito duras e longas, no entanto ninguém o tentou impedir. O Cavaleiro foi muito corajoso pois, as viagens naquele tempo eram muito perigosas, ele também aparenta ser muito religioso pois estava a arriscar a sua vida para ir a um lugar Santo, coisa que muita gente nesta altura não faz mesmo com as viagens muito mais seguras.
Na noite de natal já estava na gruta onde Jesus nascerá a rezar pelo fim das misérias e das guerras, pela paz e pela alegria do mundo. Pediu ainda a Deus que o fizesse um homem de boa vontade. Dá que pensar esta parte do texto, a maioria das pessoas que se encontrassem num lugar daqueles a primeira coisa que pediam, tenho quase a certeza, era para ficarem ricos e não para que o Deus fizessem deles pessoas melhores ou para que as guerras acabassem.
O Cavaleiro passou por vários lugares, entre eles, Veneza, onde ficou na casa Do Mercador de Veneza, Florença, onde ficou na casa do banqueiro Averardo Flandres, onde ficou na casa do negociante Flamengo. Estes três homens tinham uma coisa em comum, todos queriam que o Cavaleiro se junta-se aos seus negócios, mas o Cavaleiro disse sempre que não pois queria cumprir com a promessa que tinha feito á sua família. O Cavaleiro mostra-se um homem de palavra, pois muitos homens de agora se vissem uma oportunidade de negócio não recusariam e ficariam pouco interessados para com o que tinham prometido.
Carolina Bonifácio, 7ºB

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Campanhas publicitárias - Um trabalho de parceria entre Língua Portuguesa e Música / 2ª Parte

Dissemos aqui que durante o 2º Período iríamos atualizar o post na continuação daquilo que era uma parceria entre a disciplina de Língua Portuguesa e Música.
Afinal, só agora é que podemos proceder a essa atualização, dado que só no 3º Período é que se concretizou o projeto.

Assim, e antes de publicarmos os trabalhos, relembramos o contexto em que esta parceria aconteceu, transcrevendo o primeiro parágrafo do post de 23 de novembro de 2011:

"No princípio do ano letivo, o professor Hugo Mendes, professor de Música, sugeriu que se fizesse uma pareceria entre a disciplina de Música e a de Língua Portuguesa.A estrutura da atividade partilhada seria muito simples de executar: na disciplina de Língua Portuguesa, os alunos trabalhariam o texto publicitário, produzindo, no final, um guião que deveria servir de apoio à construção de um spot publicitário, na disciplina de Música."

Campanha: Rock in Rio
Ana e Catarina, 8ºA





Campanha: Segurança na Internet 
Bogdan, Beatriz, Elena e Diana, 8ºA






Campanha: Skate 
António e Diogo, 8ºA



Campanha: Turismo na Lourinhã
Francisco, Damiana, Caroline  e Gonçalo, 8ºA






Campanha: Canil
Inês, Madalena, Margarida P., 8ºB





Campanha: Mochila
Cristiana A., Ana, 8ºB







Campanha: on Games
Afonso, Hugo e David, 8ºB

terça-feira, 5 de junho de 2012

Fichas biográficas - atividade a rever...

Como tem sido hábito, costumamos pedir aos alunos que elaborem fichas biográficas, quando são estudados textos integrais. Sugere-se um modelo de ficha e apela-se à criatividade.
Com este trabalho, no 7ºAno, começamos também a exigir maior rigor na utilização das referências. Claro que é um trabalho muito simples de tratamento de dados, mas é um início. Os alunos, por seu lado, costumam aderir muito facilmente à tarefa, havendo quase sempre muitos trabalhos que respeitando as orientações, revelam criatividade e cuidado na apresentação. O trabalho é, habitualmente, considerado fácil. Neste ano, não obtivemos com a atividade os resultados pretendidos. Ainda assim iremos publicar o trabalho da Carolina Bonifácio do 7ºB e teremos, certamente, de refazer a estrutura da atividade nos próximos anos. 

História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar - Comentários

Ao longo dos anos temos vindo a apostar cada vez mais na leitura em voz alta na sala de aula dos textos de leitura integral. A partir desse trabalho, a exploração do texto é feita em permanente interação com os alunos. Pretende-se com esta atividade promover o interesse, gosto, apetência pela leitura (claro que está implícito sempre a compreensão do texto que acaba sempre por acontecer, com esta estratégia de uma forma muito espontânea) e autonomia. 
Para desenvolver este último aspeto, tem de se treinar o registo dos aspetos essenciais do estudo de um texto. Assim, criou-se um modelo de ficha de leitura que se sugere que os alunos sigam, quando elaboram as suas fichas de leitura. 
Desta vez, no 7º Ano (turmas A e B), este trabalho foi feito, pela primeira vez, neste ano letivo, com o conto de Luís Sepúlveda: História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar. Para a elaboração do comentário e uma vez que seria a primeira vez que os alunos fariam um trabalho do género, em sala de aula, apresentou-se a estrutura de um comentário e descreveu-se o processo que deve estar inerente à sua escrita. E para ajudar nesta tarefa, difícil,  mesmo para alunos que já estejam no 7º Ano, sugeriu-se a consulta deste guião
Parece-nos que desta forma, os alunos perceberam que um comentário, uma opinião para ter validada tem de estar sempre fundamentada. 

Publicamos de seguida os comentários do 7ºB, da Carolina Bonifácio e Lara Kwai e do 7ºA,  da Carlota Pina, Francisco Marques, Hugo Henriques, Joana Cruz Silva, Madalena Carvalho.


Este conto fala sobre uma gaivota, chamada Kengah que foi atingida por uma maré negra ao ir apanhar um peixe. Ao desprender-se voou até ao porto de Hamburgo, onde depois acabou por cair numa varanda onde vivia um gato grande, preto e gordo, chamado Zorbas. No primeiro capítulo, adorei a forma como o autor quis realçar um dos maiores problemas do mundo: a poluição. No segundo capítulo, do que mais gostei foi quando o autor sempre que se referia a Zorbas dizia: um gato grande, preto e gordo.
Já no capítulo 4, Kengah disse a Zorbas que ia morrer, mas, que ia pôr um ovo e então pediu-lhe que fizesse três promessas: que ele não comesse o ovo, que cuidasse do ovo até a gaivota nascer e que a ensinasse a voar. No início deste capítulo conhecemos melhor o nosso amigo Zorbas que parecia um pouco arrogante (pois quando Kengah caiu à frente dele a primeira coisa que ele disse foi: não foi uma aterragem muito elegante).
Zorbas prometeu cumprir os últimos desejos da gaivota. A seguir a gaivota morreu. Aqui sim, Zorbas mostrou-se ser um bom gato capaz de ajudar quem precisasse.
Zorbas foi ter com os seus amigos: Secretário, Sabetudo e Colonello, para saber o que iria fazer com o ovo.
Quando chegaram a casa de Zorbas a gaivota já estava morta.
Foi na segunda parte do texto que a gaivotinha nasceu. Zorbas e os seus amigos deram-lhe o nome de Ditosa. Achei o momento em que a Ditosa nasceu um dos mais bonitos do livro.
Zorbas já tinha cumprido 2 promessas agora faltava a última: ensiná-la a voar.
Foi muito difícil ensiná-la a voar, então os gatos decidiram ir falar com um humano para os ajudar.
Numa noite chuvosa, o humano lançou Ditosa, e, finalmente, ela abriu as suas asas, seguiu o seu destino e voou, deixando que Zorbas se sentisse feliz e responsável. Esta parte foi simplesmente linda, a forma como o Zorbas se sentiu ao ver que a sua “filha” estava a voar.
É um livro muito interessante. Especialmente porque me chamou a atenção sobre o ponto de vista do autor em querer de certa forma alertar-nos como estamos a poluir o nosso planeta e como a gaivota ganha afeto pelo gato ao ponto de lhe chamar mamã
A Lição que eu tirei deste texto foi: as coisas não acontecem por acaso, Zorbas tinha 3 missões e ao cumpri-las fez uma grande amizade. 
Carolina Bonifácio, 7ºB




O conto começa por falar sobre um bando de gaivotas que voava sobre o Rio Elba, em direção à convenção ATLÂNTICO que se iria realizar. Entre esta estava Kengah. Com a autorização das gaivotas que guiavam o voo, algumas gaivotas lançaram-se para apanhar arenques. Kengah ficou presa numa enorme de petróleo infelizmente lançada pelo Homem. Estas frases em que Kengah sofreu muito até conseguir se salvar, relatam um pouco de certa forma a realidade. Para mim foi das partes mais tristes deste conto, porque foi o que levou á morte de Kengah. Mas na realidade muitos seres vivos morrem pelos erros que o ser humano tem feito ao longo da sua evolução, que essa tem vindo a destruir vidas e até espécies! Zorbas um gato que iria fazer promessas que mudaria o destino de uma vida que vivia no Porto de Hamburgo que é uma cidade estado localizada no norte da Alemanha, nas margens do Rio Elba, sendo um dos maiores portos do mundo!
Mais à frente ficamos a saber que Kengah estava grávida de uma gaivotinha, e que Zorbas tera feito três promessas: não comer o ovo, cuidar dele até que ele nasça e ensina-lo a voar. Gostei desta parte porque destaca a cumplicidade e lealdade que os animais de estimação.
Zorbas quando soube desta triste história procurou logo encontrar ajuda para salvar Kengah, pediu ajuda a muitos gatos do porto: Colonello, Secretário, Sabetudo. Mas quando voltou já era tarde demais porque Kengah já tinha morrido, mas tinha chegado a por o ovo! Todos ficaram tristes com a sua morte.
Depois deste triste acontecimento Zorbas queria-se concentrar no ovo. Ficou durante muito tempo a cuidar dela (neste momento do conto já tinha feito uma das promessas que tera prometido). Numa tarde em que o gato estava na sua varanda com o ovo a apanhar sol, nasce a gaivotinha! Na minha opinião é muito engraçada a maneira como o gato se afeiçoou perante o papel de “MÃE”. 
Zorbas a certa altura teve dificuldade em ensinar a Ditosa (nome que os gatos deram à gaivotinha) a voar. Pediram a outro gato chamado Barlavenco, que era um gato “marinheiro” e muito dado ao meio marinho, se sabia alguma técnica, mas não os conseguiu a ajudar. Até nessa altura surge o MAIOR problema, não tinham ninguém que os ajudasse a ensinar a gaivota a voar. 
O gato viu-se obrigado a pedir aos seus assessores para quebrar o tabu, que consistia numa promessa que era, nenhum gato do porto podia miar na lingua dos humanos, com eles. Confirmaram que ele podia quebrar o tabu. Na minha opinião esta parte do conto é muito sincera e verdadeira. A razão pelo qual o tabu existia era porque a maioria dos humanos não são capazes de aceitar com algo que para nós não é NORMAL e HABITUAL.
Os gatos tinham de fazer uma escolha acertada mas difícil, tinham de encontrar o humano com um perfil perfeito para os ajudar. Ficou decidido que quem os iria ajudar era o dono de Bubilina, um poeta e pela descrição de Zorbas ele “voava com as palavras”. O humano aceitou ajudar-los.
Numa noite Zorbas, Ditosa e o humano subiram à torre de S. Miguel. A gaivotinha estava receosa de voar, mas quando chegou o momento ela conseguiu! Zorbas ficou muito orgulhoso e realizado por ter conseguido realizar a sua promessa.
Este conto para mim de certa forma alertou-me ainda mais pelas terríveis formas como os humanos tratam o planeta terra, ao poluírem e matar muitos seres vivos.
A lição “que só voa quem se atreve a faze-lo” é muito destacada neste conto.
Lara Kwai, 7ºB


Esta parte da história passa-se antes de Kengha conhecer Zorbas. Kengha e as gaivotas voavam no mar do Norte. Kengha gostava de observar os barcos e as bandeiras. Voa e grasnava com as suas companheiras enquanto mergulhava e comia arenques. Estava previsto irem até ao estreito de Calais e ao canal da Mancha, onde se reuniriam com outros bandos de gaivotas e dariam inicio a uma grande convenção das gaivotas dos mares Báltico, do Norte e Atlântico. As gaivotas como habitualmente voavam calmamente até que de repente foram apanhadas por uma maré negra! Um petroleiro tinha lançado ao mar petróleo que se ia alastrando numa área cada vez maior.
 As gaivotas agitaram-se e Kengha teve a pouca sorte de ser apanhada pela onda de petróleo quando tentava apanhar um arenque, ficando coberta por aquela massa pegajosa e preta que não a deixava movimentar-se. Ao fim de várias tentativas conseguiu finalmente levantar voou até que caiu na varanda do Zorbas, o gato. Ai Kengha pôs um ovo, e sentindo-se a morrer pediu ao gato que lhe jurasse que não o comeria, que cuidava dele e que depois da gaivota nascer a ensinasse a voar.
Hamburgo é uma cidade costeira, que tem um dos maiores portos da Europa e está situada na Alemanha.
É uma cidade muito industrializada, mas também muito bonita com belos monumentos entre os quais se salienta a Igreja de S. Miguel. Hamburgo vai ser a cidade onde toda a história se vai desenrolar. Zorbas promete inúmeras vezes a gaivota, logo nos primeiros capítulos que sempre cuidara do ovo e que ensinaria a gaivotinha a voar. O que nem sempre foi fácil uma vez que Zorbas precisou de muitas ajudas, pois ele é um gato e ela é uma gaivota, por isso foi muito difícil um gato ajudar uma gaivota a voar.
Zorbas teve muitos ajudantes, o Collonelo, o Sabetudo, o Secretário, a Bubulina, o dono da Bubulina entre outros. Mas também teve quem lhe dificultasse a vida como as ratazanas que queriam comer a gaivotinha ou os gatos arrogantes e desprezíveis que tinham o mesmo objetivo.
Os quatro gatos deram um nome a gaivotinha, chamaram-lhe Ditosa. 
Ensinar a gaivota a voar foi uma tarefa árdua, os gatos tiveram de fazer muitas pesquisas, sobre como é que as gaivotas voavam, qual as melhores condições para os fazer e como ensinar alguém a voar. Ao início a gaivota não queria voar e disse que era uma inútil e que não valia a pena, mas depois com a ajuda do humano, na torre da Igreja de S. Miguel e com toda a fé e carinho de Zorbas a Ditosa conseguiu levantar voou.
Já mais na parte final da história há alguns comportamentos caricatos e ao mesmo tempo sentidos e com sentido.
A parte em que Zorbas fala com o humano, em que ele quebra o tabu, e lhe explica toda a sua situação é uma das partes mais importantes da história, na minha opinião, pois mostra a dificuldade de comunicação e de entendimento entre as espécies de seres vivos. Zorbas também sabia que a atitude de querer ir falar com um humano podia ser o seu fim, pois o humano podia reagir mal e fazer como a alguns animais, como os golfinhos, prende-lo só por ser diferente e falar a língua dos humanos.
Logo no inicio da história também é muito vincada a solidariedade entre Zorbas e os seus amigos, que rapidamente se apressaram a ajudar o amigo.
Todas as pessoas sabem que atirar lixo para o mar e para o chão não se deve fazer, mas neste texto essa ideia esta muito explícita, logo no início quando Kengha ficou presa na maré negra devido à descarga de petróleo feita pelo petroleiro.
No final da história Ditosa, o humano e Zorbas percebem o que afinal de contas é mais importante na história, que quando se quer muito uma coisa e quando nós esforçamos por conseguir essa coisa, conseguimos sempre alcança-la. Principalmente Ditosa que conseguiu, depois de tanto esforço, voar.
Carlota Pina, 7ºA


O livro fala de uma gaivota, Kengah, que vai a uma convenção de gaivotas. Nessa viagem é apanhada por uma maré negra, o que, na minha opinião, mostra que cada vez mais existe poluição dos mares. Ela ao ser apanhada vai para Hamburgo e encontra um gato, que faz umas promessas, o que eu acho que é um pouco humor irónico um gato não comer uma gaivotinha. Daí a história nasce. Os amigos desse gato sempre o apoiaram e ajudaram a cumprir as promessas, uma união que é muito importante na história. Na minha opinião todos os animais, racionais e irracionais, deviam ter uma união assim, mas pronto. No meio da história ensinam muitas lições e uma das que eu acho mais importante, nem sei se queriam dizer aquilo mas pronto, é quando a gaivotinha diz que não quer voar e quer ser uma gato. Depois o gato faz um discurso (que eu não vou dizer aqui) e acho que a mensagem que ele queria transmitir é que todos devemos aceitar quem somos, que somos todos diferentes e ninguém é melhor que alguém. Depois outra coisa que me impressionou foi o gato ir falar com o humano. A reação do humano não foi prendê-lo e mandá-lo para um laboratório mas sim ajudá-lo a fazer com que a gaivotinha voasse. E é esse tipo de relação que acho que todos devem ter, sejam humanos, sejam animais. Os humanos devem ajudar os animais, visto que têm uma “mente superior” aos animais, e não mete-los em jaulas para os porem no circo ou assim. Na base acho que o livro passou muitas mensagens importantes e gostei muito de o ler e apreciá-lo, ouvindo não só a minha interpretação do livro mas também a dos meus colegas.
Francisco Marques, 7ºA



Esta história surpreendeu-me… pela positiva desde a primeira até á ultima página.
Esta história começa com o voo de Kengah e das outras gaivotas pelos mares do norte com o objetivo de irem ter á esperada convenção das gaivotas dos mares Báltico, do norte e do atlântico. Apesar do papel de Kengah ser um dos mais pequenos, eu acho que foi um dos mais importantes.
Se não fosse Kengah, o ovo não teria ido ter ás mãos de Zorbas, os outros personagens (Colonelo, Sabe-Tudo….) não teriam ganho vida e dar “frutos” a esta bela e magnifica história.
Esta personagem foi uma desastrosa perda, quando foi apanhada pela “Maré Negra”.
O cenário realiza-se em Hamburgo, uma cidade magnífica situada no norte da Alemanha, nas margens do rio Elba.
A parte que eu mais gostei foi, quando a pequena gaivotinha após inúmeras tentativas consegue voar e se sente concretizada. Eu gostei realmente
desta parte do livro pois, é a prova que se nunca desistirmos conseguimos alcançar os nossos sonhos!
No que toca às personagens, penso que cada uma teve um papel importantíssimo na história sendo cada uma única á sua maneira. Um dos personagens que eu achei interessante foi o poeta.
Porque ele era sensível e na sua opinião torna o mundo num lugar melhor com as suas palavras, com a sua escrita e não se preocupa com os que os outros dizem, simplesmente é ele. Para não referir que foi um papel importante na vida da gaivotinha, pois é o poeta que ajuda a gaivotinha a voar.
Não consigo fazer grandes referências a este livro, mas consigo com certeza dizer que ao início pensei que não passaria de um livro parvo para crianças.
Fez-me abrir os olhos, ensinou-me que a leitura não tem idades e que as amizades não se escolhem!
Hugo Henriques, 7ºA


As gaivotas seguiriam até ao estreito de Calais e ao canal da Mancha até chegarem aos céus da Biscaia onde seria a grande convenção das gaivotas dos mares Báltico do Norte e Atlântico. Graças aos barcos petroleiros, Kengah morreu porque foi atingida por uma onda de petróleo que fez com que as suas asas colassem e não conseguisse voar. Hamburgo é uma cidade no Norte da Alemanha e tem um dos maiores portos do mundo. Kengah reconheceu a torre de S. Miguel, uma grande peça da arte barroca. Hamburgo é o local onde se vai desenrolar toda a ação. No capítulo “O fim do voo”,  Zorbas promete a Kengah proteger o ovo e ensinar a voar a gaivotinha e, para cumprir o prometido foi pedir auxílio.
Nos capítulos “Em busca de conselho”, “Um lugar curioso” e “Um gato que sabe tudo” Zorbas pede ajuda a Sabetudo, Colonello e Secretário mas também encontra inimigos os gatos provocadores e as ratazanas. No processo de aprendizagem de Ditosa para voar, ela, nas suas primeiras tentativas, caiu e, então, os gatos pediram ajuda a um humano, o poeta, que levou Ditosa para a torre de S. Miguel.  Aí, ela conseguiu voar.
E foi escolhido o poeta porque este escreve palavras belas que alegram ou entristecem, mas que produzem sempre prazer e suscitam o desejo de continuar a ouvir e é ele que ajuda Ditosa a voar. Zorbas teve de quebrar o tabu, que era miar na língua dos humanos, para cumprir o prometido.
As gaivotas andam sempre em bandos nunca sozinhas. Elas têm um grande sentido de organização, pois tinham a viagem toda planeada. O gatos ajudaram a gaivota, ou seja, são solidários. Os gatos cumprem o prometido sem voltar atrás.
A enciclopédia de Sabetudo dá-lhe uma grande cultura.
Respeitaram a gaivota e era diferente deles, e ajudaram-na mesmo sendo diferente.
Nós, humanos, não damos conta que estamos a matar os outros seres vivos e a nós mesmos poluindo o ambiente e, só quando já não houver volta a dar, é que nos vamos aperceber do mal que fizemos. Ou seja, na minha opinião, não temos nenhum respeito pelos animais, nem por nós, não sabemos respeitar a diferença.
Deste livro tira-se uma  grande lição e que se deviam tomar por exemplo:  saber ser solidário e respeitar a diferença.
Era bom que esta história fosse real…
Joana Cruz Silva, 7ºA


As gaivotas iam para uma convenção dos mares báltico, Norte e Atlântico entre todas as gaivotas estava Kengah.
No plano de voo estava previsto irem até ao estreito de calais, onde se encontrariam com outras gaivotas e voariam até aos céus de biscaia, mas uma maré negra apanhou kengah e isso custou-lhe uma vida, a sua única vida.
Kengah conseguiu escapar-se da maré negra em Hamburgo e ao reconhecer a igreja de S.Miguel, já nos seus últimos tempo de vida Kengah grasnou.
No capítulo 4 intitulado “O fim de um voo” o gato prometeu à gaivota tratar do ovo, ensinar a filha a voar e não comer o ovo. Estas promessas fizeram com que Zorbas resultasse numa espécie de mãe. Zorbas teve ajudas como Sabetudo, Colonello, o secretário de Colonello e Barlavento e inimigos como os gatos maus e as ratazanas.
A gaivotinha demorou muito tempo para aprender voar, no início não queria mas depois queria muito, teve que tentar muitas vezes e começou a perder a esperança mas com a ajuda de um humano e de Zorbas finalmente conseguiu.
O poeta era um humano sensível, por vezes um bocado aluado e distraído, mas foi capaz de ajudar a gaivota a voar.
As gaivotas têm um “acordo” que não podem assistir à morte das outras nem podem tentar ir ajudar
Neste livro os gatos e as gaivotas dão-se bem e têm verdadeiro amor uns pelos outros, apesar de alguns como o chimpanzé tentarem destruir isso não conseguiu
 O humano voava com as palavras, tinha alegria no que fazia e conseguia pôr Zorbas a voar sem estar a voar.
Também trata aqui de uma verdade na nossa atualidade o facto da poluição e do que pode fazer aos animais que não têm culpa nenhuma dos nossos atos.
Os humanos humilham os animais ao ponto de os fazer vestirem roupas e desfilarem, isto não é justo para os animais.
Se a gaivota não tivesse tentado e tentado e tentado não tinha conseguido, é uma grande lição de vida, temos que insistir e persistir para um dia lá chegar.
Gostei muito deste livro, ensina-nos a nunca desistir e mesmo que não sejamos os melhores para desempenhar uma atividade tentar sempre fazê-la com um sorriso na cara.
Madalena Carvalho, 7ºA


O c

sábado, 2 de junho de 2012

A história do teatro em imagens

Mantivemos, neste ano, a mesma proposta do ano passado, quando foi trabalhado o texto dramático no 7º Ano. 

Porque se considera pertinente que os alunos tenham  uma perspetiva  diacrónica da arte dramática  propôs-se a seguinte atividade: leitura e exploração de um texto onde é feita uma breve descrição da história do teatro. A tarefa seguinte é elaboração de um recurso onde, conjugando imagem com legendas os alunos sintetizem as ideias essenciais do texto. O trabalho pode ser feito individualmente ou a pares.

Publicamos, de seguida, alguns trabalhos:




Carolina Bonifácio e Lara Kwai do 7ºB




Vera Lucas do 7ºB



Carlota Pina e Joana Cruz do 7ºA

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A melhor Carta 2012

De novo a propósito destes dois desafios,vimos divulgar os dois trabalhos que foram enviados, isto porque já estão disponíveis no site da ANACOM os resultados.


Participaram neste concurso dois alunos do grupo de alunos com os quais trabalhamos neste ano letivo: a Carlota Pina do 7º A e António Carvalho do 8ºA. Publicamos, de seguida, as cartas.

Carlota Pina (7ºA)
António Carvalho (8ºA)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Marcadores da(s) semana(s) (de 07 a 25 de maio)


Nestas três semanas, apresentaram marcadores:

  • do 7ºB, a Carolina Bonifácio, Lara Kwai e Soraia Santos;
  • do 7ºA, a Carlota Pina e o Diogo Alves
  • do 8ºB, Inês Cordeiro e Sílvia Alves.



Para ver a exposição completa, respeitante ao terceiro período (2011/12), ver aqui.





quinta-feira, 24 de maio de 2012

Entretanto, uma aventura...

Entretanto, no dia 23 de maio, recebemos um envelope da Caminho. Neste, havia um certificado, um livro e uma carta. Na carta lemos que a Inês Cordeiro do 8ºB fora distinguida com uma Menção Honrosa no concurso «Uma Aventura Literária...2012».

Além do certificado, foi ainda enviado à Inês um dos livros da coleção "Uma aventura..."


Parabéns à Inês!

Publicamos, em baixo, o texto criado pela Inês Cordeiro (8ºB)

Os restantes textos que foram enviados para concurso estão publicados no post anterior.






Inês Cordeiro (8ºB)