terça-feira, 2 de abril de 2013

"Ler, lazer e aprender" / 2º Período (2012/13) - Ponto da situação*

Tempo de leitura autónoma e silenciosa   (média de 15 min. de leitura por dia, numa disciplina)

8ºB - 4:30 min.;
9ºC - 6:15 min.;
9ºD - 5:00 horas.

Professores e turmas envolvidos*

8ºB - 6 professores;
9ºC - 8 professores;
9ºD - 8 professores.


Passaportes de leitura

Os alunos têm de apresentar, no final de cada período, um passaporte da leitura, onde registam o título do livro, autor, editora, número de páginas e datas de início da leitura e fim. 
Foram atualizados:

8ºB - 9 passaportes;
9ºC - 12 passaportes;
9ºD - 12 passaportes.

Mostramos a seguir alguns dos passaportes apresentados neste 2º período:

Maria Carolina Matos, 8ºB
Joana Marques, 8ºB
Tempo para apresentação de leituras 


Cada aluno tem um máximo de dois minutos para apresentar as suas leituras. A marcação do dia da apresentação é sempre feita oito dias antes da primeira semana onde as apresentações ocorrem. Portanto, os alunos têm, no mínimo, uma semana para preparar a sua apresentação.  Em média, por turma, são usadas, cerca de duas horas para as apresentações, divididas em três sessões. Na apresentação, além de identificarem o livro, resumirem o assunto e lerem, justificadamente, um excerto, os alunos devem fazer-se acompanhar de um slide com os elementos identificadores da sua apresentação. Sugeriu-se, também, que os alunos possam apresentar, em substituição do slide ou como complemento da apresentação, um filme de promoção do livro.

Slides das apresentações


Durante as apresentações das leituras que fizeram, os alunos enriqueceram as suas intervenções com a partilha de um slide, construído por eles próprios, com as informações essenciais sobre o livro que apresentaram. A criatividade e originalidade são valorizadas, devendo todos os slides ter, como elementos essenciais, as seguintes informações:

- Identificação do livros;
- Excerto que irá ser lido com respetiva indicação da página donde foi transcrito;
- Identificação do/a aluno/a, autor/a a apresentação.


 
Para visionar podem também clicar aqui

A Mariana Nunes construiu um filme de promoção do livro que apresentou:

 



*Refira-se que, neste post,  apenas se faz referência às turmas em que a professora responsável por este blog lecciona. O projeto de leitura "Ler, lazer e aprender" é realizado noutras turmas do Agrupamento, no 2º e 3º Ciclos.

A Inaudita Guerra da Av. Gago Coutinho - Comentário


No 8ºAno, estivemos a ler, em sala de aula, A Inaudita Guerra da Av. Gago Coutinho, de Mário de Carvalho. Com este trabalho de leitura orientada, pretende-se  promover o interesse, gosto, apetência pela leitura. Claro que está implícita a compreensão cuja concretização passa por elaborar uma ficha de trabalho com a seguinte estrutura: modelo de ficha de leitura.  Desse modelo consta a elaboração de um comentário para o qual foram sugeridos tópicos a referir. 

Publicamos de seguida alguns dos comentários.

Esta história fala sobre a musa Clio que se deixa adormecer enquanto esta a trabalhar com a tapeçaria milenária e, sem querer, amalgama duas datas, as de 4 de Junho de 1148 e a de 29 de Setembro de 1984. Nessa altura, na Avenida Gago Coutinho, os automobilistas e os cidadãos que estavam ali depararam-se com um exército do árabe Ibn-el–Muftar.  Acho que esta parte da história nos quer chamar a atenção que, a mínima coisa que façamos sem estarmos atentos, pode trazer consequências imagináveis, tal como aconteceu a Clio.
Entretanto, Manuel Reis Tobias, um agente da PSP, apercebendo-se do que estava a acontecer, decidiu chamar reforços. 
      Manuel da Silva Lopes, um camionista, avistando toda aquela confusão, saiu do seu camião e decidiu mandar uma pedra para o exército de Ibn-el-Muftar, e esta foi acertar logo num dos soldados mais sossegados do exército e logo de seguida Ibn-el-Muftar deu uma ordem e vinte archeiros lançaram as suas setas. Nesta parte do conto, acho que o camionista só fez isto para chamar a atenção, pois desta vez não era ele que estava a ser o centro das atenções como de costume.
      Recém-chegado à Alameda D. Afonso Henriques, o comissário Nunes ao deparar-se com aquela confusão toda pensou que era a canalha a desafiar a polícia. Ainda tentou deter algumas pessoas mas não consegui, então reagrupou os seus homens na placa relvada. lbn-el-Muftar mostrava-se bastante irritado por todos os rumores e confusões em torno, então em poucos minutos, houve uma revolução da parte dos militares do seu exército. Ele aproximava-se da polícia, estes não se sentiam preparados para enfrentar cargas de cavalaria moura então corriam até à Cervejaria Munique, onde se refugiavam atrás do balcão.
Acho que nesta parte do texto foi um crítica bem realçada pela parte do autor aos polícias de hoje em dia.
O capitão Aurélio trazia instruções para proceder a um reconhecimento sempre com moderação. Afastou os civis e tentou comunicar com lbn-el-Muftar com a ajuda de um trapo braço. Nesta parte gosto de realçar o detalhe do pano que, na minha opinião, o capitão Aurélio queria que lbn-el-Muftar levasse aquilo como um sinal de paz. 
Depois de os dois conseguirem dialogar, Ibn-el-Muftar e o seu exército desaparecem deixando o capitão Soares e os restantes civis sozinhos. 
Nesse momento, a deusa Clio tinha acordado e dado conta do que tinha feito e, rapidamente, desfez a troca de fios.
Ao lbn-Muftar aquele acontecimento não teve grandes consequências mas a polícia e as outras tropas tiveram de explicar o porquê de se encontrarem naquelas circunstâncias. A musa Clio não tinha poderes para alterar o que tinha feito então, para remediar um pouco da situação, apagou a memoria a todos os que tinham estado envolvidos naquela grande confusão, mas, mesmo assim foi privada de ambrósia por quatrocentos anos. Acho que nesta parte do texto foi para nos mostrar mais um vez que todos os nossos atos têm consequências, no caso da musa Clio, ela ainda conseguiu apagar da memoria das pessoas o que tinha acontecido, mas nós não temos a capacidade de fazer isso, qualquer coisa que façamos vai sempre fica marcada. 
Gostei bastante do texto e acho que nos dá uma grande lição de vida, a qual já referi, “tudo o que fazemos vai sempre ter consequências”.
Carolina Bonifácio, 8ºB


Este conto começa com Clio, a deusa da história, adormecendo de tanto cansaço. Com este descuido, ela amalgama duas datas, as de 4 de Junho de 1148 e a de 29 de Setembro de 1984. Numa dessas datas (29 de Setembro) encontrava-se muitos automobilistas na avenida gago Coutinho e na outra data (4 de Junho) encontrava-se um exército de árabes. Quando os dois se juntaram houve muita agitação, preocupação e confusão.
Entretanto, Manuel Reis Tobias, um agente da PSP, apercebendo-se do que estava a acontecer, decidiu chamar reforços.
Manuel da Silva Lopes, um camionista, avistando toda aquela confusão, saiu do seu camião e decidiu mandar uma pedra para o exército de Ibn-el-Muftar, e logo de seguida Ibn-el-Muftar deu uma ordem e vinte archeiros lançaram as suas setas.
Esta é uma das razões pelas quais leva os árabes a atacaram as pessoas. Acho também que o camionista só queria ser o centro das atenções.
lbn-el-Muftar mostrava-se bastante irritado por todos os rumores e confusões em torno, e, então, em poucos minutos houve uma revolução da parte dos militares do seu exército. Ele aproximava-se da polícia, estes não se sentiam preparados para enfrentar cargas de cavalaria moura então corriam até à Cervejaria Munique, onde se refugiavam atrás do balcão.
Nesta parte do conto houve uma crítica, muito bem colocada, aos polícias de hoje em dia.
Para lbn-Muftar aquele acontecimento não teve grandes consequências, porque até se livrou de uma batalha com os guerreiros de lixbuna, mas para a polícia e para as outras tropas já não foi assim, eles tiveram que explicar o que estavam a fazer ali e o tinha causado aquele caus.
A musa Clio não tinha poderes para alterar o que tinha feito então, para remediar um pouco da situação, apagou a memória a todos os que tinham estado envolvidos naquela grande confusão, mas, mesmo assim foi privada de ambrósia por quatrocentos anos. 
Esta parte do conto, mostra-nos que tudo o que nós fazemos tem consequências e que às vezes não temos a sorte de remediar parte dos nossos descuidos.
Como a musa Clio desfez o acontecimento, ninguém se lembrou do que tinha acontecido, por isso é que é a inaudita guerra da avenida Gago Coutinho.
Em resumo, gostei bastante do conto e acho que nos faz pensar em muitas coisas, como nas pequenas acções que podem parecer insignificantes para nós, mas que podem levar a grandes conflitos.
Inês Almeida (8ºB)


O conto “A inaudita Guerra da avenida Gago Coutinho ” começa, quando Clio, musa da História, adormece enquanto fazia a tapeçaria, pondo dois fios da tapeçaria da história, entrelaçados que une as datas de 4 de Junho 1148 e de 29 de Setembro de 1984.
Para distinguir as duas épocas, o vocabulário que se refere ao séc. XII e aquele que se refere ao séc. XX são diferentes 
“Viu-se de repente o exército envolvido por milhares de carros de metal, de cores faiscantes, no meio de um fragor estrondoso - que veio substituir o suave pipilar dos pássaros e o doce zunido dos moscardos - e flanqueado por paredes descomunais que por toda a parte se erguiam, cobertas de janelas brilhantes.” – Expressão do séc. XX
“…em toda aquela área, um estridente rumor de motores desmultiplicados, travões aplicados a fundo, e uma sarabanda de buzinas ensurdecedora. Tudo isto de mistura com retinir de metais, relinchos de cavalos e imprecações guturais em alta grita.” – Expressão do séc. XII
Os automobilistas de Lisboa apanharam um grande susto ao verem a tropa de Ibn-elMuftar formada por árabes.
Já os árabes viam-se envolvidos por milhões de “coisas” que nunca tinham visto. 
O recurso à adjetivação, ao pormenor das descrições e a figuras de estilo como: enumeração, onomatopeias e hipérbole são outros dos recursos utilizados pelo autor para nos fazer imaginar a desordem (confusão) da situação.
Existem algumas personagens, como, por exemplo: Clio, a musa da História, ou seja, aquela que está a fazer o tapete e adormece; Ali-bem-Yussuf, o ; El-Muftar; Comissário Nunes; Capitão Soares; Coronel Rolão. Ou seja, estas personagens acabam por ser as mais faladas ao longo do texto. Depois temos o exército, os automobilistas e o Manuel da Silva Lopes. 
O narrador, situando-se fora da narrativa – narrativa na 3ª pessoa -, conta-nos como o narrador observa os acontecimentos através de uma focalização subjetiva.
Estamos perante uma narrativa fechada, pois o conflito é solucionado e são dadas a conhecer ao leitor as consequências para cada um dos grupos.
No final, a musa da história acorda e tenta emendar o seu grande erro e acaba por conseguir apagar a memória dos homens mas não onde estavam e o que estavam lá a fazer e estes mesmos têm de tentar arranjar uma desculpa para em processo marcial.
A musa da história foi privada de ambrósia por quatrocentos anos.
O título “A inaudita Guerra da avenida Gago Coutinho ” tem este título, pois maior parte da guerra entra os lisboetas e os árabes ocorre na avenida Gago Coutinho. 
O adjetivo “Inaudita” que se encontra no título significa que aquela guerra na Avenida Gago Coutinho foi rara/ extraordinária/incrível, pois não devia ter acontecido.
Este texto tem como objetivo de demonstrar que as consequências da nossa mente e são refletidos no que estamos a fazer, ou seja, quando a cabeça não tem juízo o corpo e que paga.
Joana Marques (8ºB)


A deusa Clio, deusa da História, aquela que tece um tapete de milhares de anos, contando a história da humanidade, com todos os pormenores dela. Cansada de um fardo tão grande, adormece! E cria um nó no tempo: duas datas completamente distintas cruzam-se, 4 de Junho de 1148, e 29 de setembro de 1984. 
Achei muito interessante a ação que leva a desenrolar esta história, pois o texto relaciona uma deusa com mouros do século XII e população do século XX.
Os automobilistas, nessa manhã, na Avenida Gago Coutinho em direção ao Areeiro, depararam-se com um exército de mouros que cavalgava em rumo a Lixbuna para atacar a cidade. 
Os civis ficaram muito assustados, pensando que se tratava de gravações para um anúncio ou um filme, enquanto a mourama pensava que estava no inferno, com aqueles edifícios, viaturas… O lugar-tenente de Ibn-el-Muftar (o chefe das tropas), Ali-ben-Yussuf começou logo a orar.
Esta situação é muito importante, pois consegue-se distinguir facilmente a diferença entre a mente, do séc. XII e XX. Os mouros não sabiam explicar, e eram muito ligados à religião, (como alguns locais do mundo na atualidade), então a razão mais óbvia seria, que aquilo era um castigo de Alá. Estariam no inferno ou enfeitiçados. 
A parte em que se fala da maneira como os mouros viam o cenário, mais precisamente a Avenida Gago Coutinho, é muito descritiva, e acho que da forma que é enumerada é muito precisa e leva o leitor a perceber ainda mais a razão por que as tropas pensavam que era o inferno. 
Os mouros ficaram irrequietos devido ao cenário, mas não pensaram em atacar pois os civis não pareciam armados. 
Manuel Reis Tobias, agente de segunda classe da PSP, que naquela manhã vigiava o trafego, tratou logo de mandar uma mensagem pelo intercomunicador da sua mota para o posto, avisando do que estava a ocorrer. Com uma chamada para o ministro e surgiu a confirmação de que aquela confusão seria uma manifestação não autorizada.
Poucos minutos depois encontrava-se a polícia de intervenção no parque de estacionamento do Areeiro.
Nesta altura, já os condutores tinham evacuado os seus carros. Até que um condutor de um camião que transportava cerveja, Manuel da Silva Lopes, que muitas vezes se encontrava em problemas nas estradas, decide mandar um calhau miúdo, e que por acaso acerta em Mamud Beshewer.
Imediatamente, Ibn-Muftar dá ordem de fogo para vinte archeiros. Todos os civis de abrigaram.
O comissário Nunes, à frente dos pelotões da polícia de choque, começa a “varrer” todos os civis, uns para o Bairro dos Atores e outros para a Praça do Areeiro.
Ibn-Muftar ao vendo os pelotões decide atacar, mas estes fogem para trás do balcão da Cervejaria Munique.
A tropa do Ralis e a Escola de Prática de Administração Militar, que iam em direção ao local da confusão, ficaram presas no trânsito de camiões TIR.
O capitão Aurélio Soares deixou as viaturas na Avenida Estado Unidos, e foi dar de caras com as tropas mouras, acenando um lenço branco, que fez com que Muftar não dê-se ordem para atacar. 
Conseguiram cumprimentar-se, o capitão e o chefe mouro:
“-Salam aleikum.”
“-Aleikum Salam”
Achei muito engraçado este desenrolar da história, pois as personagens utilizadas foram criadas com um nome completo (Manuel Reis Tobias, Manuel da Silva Lopes, Arélio Soares, comissário Nunes, Mamud Beshewer…), aparecimento do nome das ruas, praças, cervejarias… ao longo do decorrer da ação. 
Tem o seu lado cómico, porque todos os esforços feitos pelos Homens do século mais recente foram completamente furados, nenhum plano atingiu o seu objetivo, apesar das tecnologias, instruções, treino… E também a situação em que os mouros decidiram atacar os policiais de intervenção, e terem fugido para trás do balcão da Cervejaria, é cómica.
Dá-nos a entender que os mouros ao ver o comissário Nunes a acenar um trapo branco, apesar de não existir na sua altura aquele gesto, subentenderam que não era sinal de ataque. 
A deusa acorda, e, ao ver aquele terrível nó, desembaraçou-o. Tudo voltou ao normal. Mas ninguém se tinha esquecido do que ali acontecera naquela manhã. Clio não podia fazer com que aquelas partes da história voltassem à estaca zero, mas existia uma maneira de fazer esquecer aquela confusão. Borrifou todas as pessoas presentes com água do rio Letes. 
No momento de mais tensão é quando a confusão, o confronto de séculos, termina.
Apesar de ninguém se lembrar do que se passara, o caus continuava instalado, os pelotões da polícia, aquele trânsito… Nenhum Homem conseguia explicar o que se tinha passado.
Menos prejudicial, foi para Ibn-el-Muftar que desistiu de conquistar Lixbuna e partir noutra direção.
A deusa da História foi privada de ambrósia durante quatrocentos anos.
Este texto narra uma história muito descritiva, e com pouco mas existente diálogo. O vocabulário é rico, e variado. Pois algum é referente ao século XII (Lixbuna, Salam aleikum…) e outro ao século XX (automobilistas…).
Na minha opinião, é uma história irrealista, mas com elementos realistas (nome de ruas, pessoas…). O narrador não está presente.
No título, “A inaudita guerra na Avenida Gago Coutinho”, o adjetivo “inaudita” significa que nunca foi ouvida, que não se soube que aconteceu. No título esta palavra tem como função criar uma mensagem de que esta “guerra” realmente aconteceu, mas que ninguém soube da sua ocorrência.
Lara Kwai (8ºB)

Clio, a musa da História estava encarregue de tecer a tapeçaria que criava a história, e por causa do seu enfadonho trabalho, adormeceu por instantes. Os dedos de Clio, de tão habituados que estavam de fazer o seu trabalho, mesmo depois de esta adormecer, continuaram a tecer, embaraçando-se assim duas datas: 4 de Junho de 1148 e 29 de Setembro de 1984.
No dia 29 de Setembro, os automobilistas que estavam na Avenida Gago Coutinho, com direção para o Areeiro, assustaram-se quando lhes aparece um exército berbere pelo caminho. As tropas de Ibn-elMuftar apareceram na Avenida Gago Coutinho, porque na data de 4 de Junho de 1148 estavam-se a preparar para invadir Lixbuna (Lisboa).
O texto todo tem uma grande variedade de vocabulário, originário tanto do século XX, como do século XII, com o objetivo de conseguir envolver os leitores no século em destaque (acho eu). Muitas palavras menos conhecidas têm a ver com a cultura muçulmana, como o inferno corânico, ou jiins encabriolados. Nos tempos que correm essas palavras são ditas como «estanhas», a nosso ver, nunca imaginaríamos que jiins encabriolados significaria: espíritos e demónios da crença árabe.
Quando as duas datas se cruzaram, e depois de os mouros estarem entre os automobilistas, a confusão instalou-se: os cidadãos atiravam palpites, como os de que estariam no meio de filmagens de um filme ou de um reclame. Já os árabes ponderavam se teriam caído no inferno corânico; se teriam feito algum desagrado a Alá; se estavam a ser vítimas de algum feitiço cristão; ou ainda se se tratava de alguma partida de espíritos ou demónios.
A história está muito bem construída, recorrendo a diálogos entre as personagens, como o do comissário Nunes para os seus homens; a narrações e a descrições. O narrador desta história, como é um narrador presente, mas não participante, sabe, melhor do que ninguém os pensamentos das personagens, mostrando-nos uma perspectiva diferente, podendo dar ao leitor uma maneira de perceber melhor o que cada personagem sente e pensa. Dando-nos, também, descrições muito pormenorizadas, baseado nesse conhecimento das personagens. 
Entre os intervenientes na ação destacam-se: Ibn-elMuftar, o líder dos mouros; Manuel da Silva Lopes, que na minha opinião, foi bastante importante para todo o desenvolvimento da história, a partir desse ponto, apesar de ele só ter atirado uma pequena pedra, foi o bastante para desencadear uma série de acontecimentos; a prova que um pequeno gesto, por mais insignificante que seja, pode ter grandes consequências; o agente da PSP Manuel Reis Tobias, pois foi quem conseguiu manter a cabeça fria e comunicar para o posto de comando o acontecimento, não entrando em “pânico” perante o aparecimento de um exército de mais de dez mil árabes no meio de uma importante avenida; o comissário Nunes, quem comandou as tropas da polícia de intervenção pelo Areeiro; o capitão Aurélio Soares, que foi mandado para o meio da situação para fazer um reconhecimento do acontecimento e que conseguiu comunicar com Ibn-elMuftar; e a personagem principal, (a meu ver), a deusa Clio, que pode não ter interagido muito na história, mas se formos a ver, sem ela não teríamos esta esquisita situação, nem a solução para a desfazer.
Clio, depois de se ter apercebido da situação tentou remediá-la, começando por, em primeiro lugar, desfazer o nó que as duas datas tinham criado; e, em segundo lugar, por apagar a memória dos intervenientes, já que era impossível voltar atrás no tempo. Para Ibn-elMuftar, o acontecimento não tinha sido muito grave, pois aproveitou e seguiu caminho para outras paragens; no entanto, foi mais difícil para o comissário Nunes e ao capitão Soares terem de explicar porque é que estava o exército da força de intervenção na praça do Areeiro, e porque é que os homens do comissário Nunes estavam a fazer atrás do balcão da Cervejaria Munique.
Após a compreensão e a releitura do texto, o adjetivo “inaudita” é bem usado, porque a Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho nunca foi «ouvida», ninguém se lembra ou ouviu falar em tal acontecimento no dia 29 de Setembro de 1984, na avenida Gago Coutinho.
Maria Carolina Matos (8ºB)



segunda-feira, 1 de abril de 2013

Exame de Português (91) - 2012/13

Registamos, neste post, o sumário das informações sobre o exame nacional de português, fazendo ligação  para os documentos completos.

quinta-feira, 7 de março de 2013

História do teatro

A propósito do estudo do texto dramático, nas turmas do 9ºC e D, na atividade sobre a história do teatro, uma das tarefas era a elaboração de um recurso a partir da leitura de um texto do manual.

Publicamos três dos recursos produzidos:
  • Trabalho elaborado por Damiana Mateus, Lara Trindade, Leonor Ferreira e Madalena Geraldes (9ºD).
Trabalho elaborado por Ana Carolina Ferreira, Beatriz Lopes, Catarina Baptista, Laura Maçarico e Maria Inês Oliveira  (9ºD).


Trabalho elaborado por Inês Cordeiro, Madalena Castro, Margarida Pinheiro e Margarida Almeida (9ºC).

segunda-feira, 4 de março de 2013

Sobre a pobreza...


Na 4ª proposta de escrita do 8ºB, pedia-se que os alunos, partindo de um diálogo entre dois amigos que  sobre as pessoas que têm de pedir para sobreviver,  redigissem um texto de opinião sobre essa temática.

Publicamos alguns dos textos.


A pobreza nos dias de hoje já é tão comum!
Cada vez há mais pobreza e de modo como isto está a permanecer, com tanto desemprego, miséria, falta de dinheiro…
Eu acho que quem está na pobreza vai ficar ainda mais e quem é rico vai ficar mais rico, até tudo isto ficar desequilibrado!
A pobreza não é apenas ser sem abrigo, é também não conseguir pagar as suas contas, os alimentos, roupas e tudo o que é necessário para uma vida normal!
Por consequência desta instabilidade social as coisas não vão melhorar tão depressa como esperamos, e hoje em dia isto já não devia existir tanta pobreza, pois com tantos arranha-céus como é possível não haver um espaço para um sem abrigo?! Simplesmente não cabe na cabeça de ninguém, principalmente na minha!
Aquelas tribos que vivem em cabanas e alimentam-se daquilo que colhem durante o dia conseguem sobreviver e nós que temos tudo de “mão beijada”, alimentos, casa… e não conseguimos igualar isto, mas porquê?!
Eu acho que se não resolvermos esta situação o mais rapidamente possível, a pobreza vai começar a aumentar cada vez mais, e quem sabe se um dia também não iremos necessitar de alguma coisa. Portanto o melhor é começar já a resolver esta situação porque se não formos nós a melhorar quem será?!
Joana Marques (8ºB)
Pobreza
Ser pobre deve ser triste. Deve ser triste querer comer e não poder, querer dar de comer aos filhos e não ter nada para lhes dar. Deve ser triste uma pessoa querer-se vestir e não ter mais roupa para usar. Deve ser difícil viver à custa da esmola dos outros, porque, ao final do dia, de certeza que não são uns míseros tostões que dão para sustentar uma família.
Ninguém consegue comprar comida com cinco euros no bolso, muito menos consegue ter uma casa. Eu não me conseguia imaginar a viver nestas condições. Eu não seria capaz de passar um dia sem tomar banho, eu não era capaz de dormir ao relento, sem uma almofada confortável ou sem lençóis para me cobrirem.
Só de pensar como vivem aquelas pessoas que não têm condições mínimas de vida, dá-me vontade de querer ajudá-las, tentar dar-lhes uma vida estável. Para isso não era preciso dar a essas pessoas uma casa, um carro, uma vida de luxo. Porque elas só com um prato de sopa à noite e uns lençóis quentes ficavam satisfeitas.
Na minha opinião, acho que, quando as pessoas mendigam, não o fazem por ser "o costume", fazem-no porque já não têm mais a quem recorrer, e tenho a certeza que preferiam não ter de o fazer. Essas pessoas contam com a bondade dos outros para sobreviverem. Ainda têm esperança de virem a ter uma boa vida.
Inês Baltazar (8ºB)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Jogos Florais da Lourinhã - um desafio

Sugere-se que os alunos participem nos Jogos Florais da Lourinhã, promovidos pelo T'amal - Teatro da Associação Musical e Artística Lourinhanense

Acedam aqui ao regulamento, destacando para já  ,neste post, as regras de participação:



3 - REGRAS DE PARTICIPAÇÃO

3.1 – Cada trabalho, apresentado a concurso, deverá ser enviado/entregue em envelope fechado, contendo dentro:

a) Cinco (5) exemplares, cada um deles contendo uma folha de rosto onde é mencionada a modalidade a concurso e o pseudónimo do autor;

b) Envelope fechado, contendo no rosto o pseudónimo do concorrente e no interior, os dados pessoais do autor (nome completo, data de nascimento, morada e telefone).

3.2 – Os trabalhos a concurso deverão ser entregues pessoalmente ou enviados por correio até ao dia 28 de Março de 2013 (data dos CTT), para a seguinte morada:

Jogos Florais da Lourinhã

T’AMAL - Teatro da Associação Musical e

Artística Lourinhanense

Praça José Máximo da Costa - nº 5

2530-850 Lourinhã

Leiam aqui um pouco sobre a história dos jogos florais.




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

10º Miniteste - Conteúdos (9ºC e D)

Para o 10º miniteste devem rever os seguintes conteúdos:

  • Conjugação verbal, MG, p. 15-16;
  • funções sintáticas, MG, p. 25-28 e material de apoio disponibilizado nas aulas;
  • Voz ativa / voz passiva, MG, p. 18;
  • Orações coordenadas e subordinadas, MG, p. 24.

Devem consultar a
s páginas da minigramática indicadas e/ou outras gramáticas. 

3ª Oficina de escrita (9ºC e D) - Publicidade de uma campanha de solidariedade

No fim do post, publicámos, a 4 de abril, alguns dos recursos produzidos.





Contexto
A publicidade desempenha um papel muito importante nas nossas sociedades, pela influência que tem nos nossos comportamentos. Esta influência pode ser muito positiva, sobretudo no caso da publicidade institucional. O desafio que se propõe é organizar uma campanha de solidariedade. 

PROPOSTA

Processo
  • Identificar um problema na âmbito do contexto apresentado (Pode ser um problema de degradação ambiental, de exclusão ou de violência, por exemplo);
  • Elaborar um guião que contenha a descrição da construção do projeto;
  • Construir um recurso (final) que pode ser um vídeo, áudio ou cartaz publicitários;
  • Trabalhar em grupo de 2 a 4 elementos.
Prazos
Sala de aula - 8 de março;
Por mail - 11 de março.

Recursos

NOTAS:
  • Pensem em possíveis soluções para esse problema: sensibilizar a comunidade para a necessidade de respeitar os espaços públicos e/ou organizar uma jornada de limpeza e reabilitação dos espaços degradados; incentivar à inclusão, ao respeito e à tolerância e/ou apelar ao voluntariado na mediação de conflitos e na organização de atividades comunitárias (workshops, torneios de futebol...) que favoreçam a inclusão, entre outros exemplos.
  • O vídeo ou audio tem de ter uma duração suficiente para passarem a ideia, mas não deve alongar-se demasiado.


Proposta elaborada a partir de material 
disponibilizado pela Escola Virtual

RESULTADOS
Publicamos, de seguida, alguns dos recursos:

Título: Não faz Bullyng. Faz amigos!
Autores: Beatriz Lopes, Ana Carolina Ferreira, Catarina Baptista e Maria Inês (9ºD)

Título: É necessário tratar dos nossos avós
Autores: Elena Tepordei e Viktoriya Vashchynska (9ºC)

Título: A solução passa por ti
Autores: Mafalda Francisco e Mariana Baptista (9ºD)

Título: Campanha de Solidariedade: O suicídio
Autores: Margarida Pinheiro e Inês Cordeiro (9ºC)
Autores: Valentyna Myronets e Afonso Marques (9ºC)


4ª Oficina de escrita (8ºB) - Paródia a conto tradicional


Podem entregar o texto na sala de aula ou publicar na caixa de comentários* deste post.

Nota: No trabalho têm de indicar, além do nome do conto tradicional que escolherem parodiar, a situação inicial que vão alterar.

Prazos
Sala de aula - 1 de março;
Caixa de comentários - 3 de março.

Recursos

*OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Caso não queiram que seja publicado, devem referir esse aspeto no vosso comentário.

Proposta de escrita do manual 
( COSTA, Fernanda e MAGALHÃES, Vera - 
Diálogos, Língua Portuguesa 8ºAno, Porto Editora, pág. 60).





quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

9º Miniteste - Conteúdos (9ºC e D)

Para o 9º miniteste devem rever os seguintes conteúdos:


  • funções sintáticas, MG, p. 25-28 e material de apoio disponibilizado nas aulas;
  • Voz ativa / voz passiva, MG. p. 18;
  • relação entre palavras, MG. p. 6;
  • pronominalização, MG. p.19;
  • ortografia.

Devem consultar a
s páginas da minigramática indicadas e/ou outras gramáticas. 

Oficina de escrita / 2 (9ºC e D) : Teste intermédio (2012/13)



Realizou-se, hoje, o teste intermédio de Português: Versão 1 / Versão 2.
Podem aceder aqui aos critérios de classificação.

Reflitam sobre a  realização desta prova.
Publiquem a Vossa reflexão até ao dia 24 de fevereiro, na caixa de comentários ou entreguem-na, na sala de aula, no dia 22 de fevereiro.

TÓPICOS DE ORIENTAÇÃO
  • Foi difícil?
  • Sentem que estavam preparados?
  • O teste tinha uma estrutura muito diferente dos testes que costumam fazer? 
  • Como é que se preparam para o teste? 
  • Como controlaram o tempo? 
  • Usaram folha de rascunho?
  • Qual foi o grupo que fizeram com mais facilidade? Porquê?
  • Qual a pergunta mais fácil? E a mais difícil?
  • Que grupo demorou mais tempo?
  • O que fizeram, quando não conseguiram responder logo a uma questão?
  • Outros aspetos.


OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Caso não queiram que seja publicado, devem referir esse aspeto no vosso comentário.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Gil Vicente - Nota biográfica (9ºC e D)


Partindo da leitura do texto da página 82 do manual, devem redigir uma nota biográfica sobre Gil Vicente e publicá-la na caixa de comentários.

O prazo termina:

  • para o 9ºC, no dia 05/02/13*.
  • para o 9ºD, no dia 08/02/13*.



*Os alunos podem entregar o trabalho em sala de aula, nos mesmos dias.










OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Caso não queiram que seja publicado, devem referir esse aspeto no vosso comentário.







O Caçador de sorrisos


Na 4ª proposta de escrita (9ºC e D) pedia-se que os alunos fizessem uma reportagem subordinada ao ao seguinte título: "O Caçador de sorrisos".

Publicamos alguns dos trabalhos:


“Chamem-lhe caçador de sorrisos”
Chegámos à época natalícia no hospital Dona Estefânia. Onde encontrámos um grupo de pessoas que  todos os anos se disponibilizam a transformarem-se em palhaços.
Qual é a sua finalidade? Visitar todas as crianças que, por motivos de doença, se encontram internadas, proporcionam-lhes um dia especial. E tentar-lhes arrancar o que mais bonito há, os seus sorrisos.
Nesta missão voluntária, os doutores palhaços, têm como prioridade o bem estar das crianças. Fazendo-as suportar melhorar a dor da doença e os seus tratamentos. Para que isso aconteça trabalham de improviso e tentam desdramatizar dos procedimentos hospitalares, dando muita importância ao humor…
Ao inicio da vista, muitas crianças ficam um pouco tímidas porque não estavam à espera.
Várias atividades são realizadas, todas elas são específicas para cada  criança com o seu tipo de doença.
“Para ser um bom Doutor Palhaço, não basta criar momentos de alegria, você tem de ser a alegria. É a alegria que vem do coração, é a alegria em movimento.” Este é o lema de trabalho deste grupo de pessoas. Todos eles trabalham para ver a alegria e o sorriso destas crianças, que se encontram num desespero enorme. Para concluir, estas crianças não sabem quando irão voltar para as suas casas e para junto da sua família.
Sílvia Alves (9ºC)


 “Chamam-lhe Caçador de Sorrisos”
Conheci o “Caçador de Sorrisos” numa visita que fiz ao hospital D. Estefânia, em Lisboa.
Na altura, fiquei intrigada com aquele personagem. Era impossível ficar indiferente ao seu sorriso. Transmitia-nos paz e muito sossego, um bem-estar inexplicável!
Após a recolha de alguns elementos, decidi entrevista-lo, pois a ação que desenvolvia junto das crianças hospitalizadas, era comentada noutras unidades hospitalares.
Chegou pontualmente à hora que havíamos acordado.
A sua simplicidade e simpatia eram contagiantes… Explicou-me o motivo pelo qual, após vinte anos a desempenhar as funções de auxiliar de ação educativa, decidiu dar alegria as crianças fragilizadas devido a graves problemas de saúde. Alguns anos antes, tinha sido ele que necessitara que alguém o encorajasse e animasse enquanto o seu filho estava hospitalizado com uma doença grave.
Relatou-me o episódio mais marcante nesta sua nova tarefa. Tratava-se de uma criança de cinco anos a quem havia sido diagnosticado cancro na medula, tendo apenas três meses de vida.
Por várias vezes, tinha tentado interagir com aquela criança, mas sem sucesso.
A dada altura, decidiu remexer o quarto dessa menina, sem lhe dirigir uma única palavra. Aquela permaneceu em silêncio alguns minutos, e depois perguntou:
- O que é que procuras?
E ele retorquiu:
- O teu sorriso.
De repente, aquela carinha tristonha iluminou-se com um sorriso encantador.
São histórias como esta que continuam a fazê-lo sorrir.
Mariana Baptista (9ºD) 

  Chamam-lhe “Caçador de Sorrisos”


Hoje em dia, as pessoas tentam inovar cada vez mais a nossa sociedade. Como tal, mais uma tecnologia foi inventada, desta vez, na área da saúde.
Um grupo de estudantes da Faculdade de Medicina do Porto teve a excelente ideia de criar uma nova máquina – o “caçador de sorrisos”. Esta aparenta ser um sofá, no entanto, tem uma característica única: possui uma base com penas que fazem cócegas onde se colocam pés descalços.
O “caçador de sorrisos” já curou várias pessoas com problemas psíquicos, isto é, pessoas que não se sentem felizes e que sofrem de depressão! Foram postos à prova 5 indivíduos com esta doença e, durante todos os dias do mês de outubro, cada um deles utilizou esta inovação. É evidente que estas 5 pessoas soltaram grandes gargalhadas e, como já está comprovado, rir faz bem à saúde (daí elas terem sido curadas).
Paulo Soares, administrador do Instituto Nacional de Saúde, comentou sobre o “caçador de sorrisos”: “São estes avanços nas Ciências que me fascinam! É óbvio que estes estudantes vão ser recompensados.” E assim foi. O Instituto Nacional de Saúde cedeu 80 mil euros à Faculdade de Medicina do Porto pelo seu esforço e dedicação no projeto desta nova tecnologia.
Os psiquiatras acreditam que esta máquina vai ser bastante utilizada no futuro e que milhares de pessoas vão voltar a ter uma vida normal graças ao famoso “caçador de sorrisos”.

Inês Cordeiro (9ºC)

História com humor

Na 3ª proposta de escrita (9ºC e D) pedia-se que os alunos contassem uma história divertida.


Tudo começou por volta das 16:35, uma sexta-feira, durante o verão de 1969.
A seca da aula de matemática tinha acabado e só tinha boleia para casa por volta das 18 horas, pois vivia longe para ir a pé.
Felizmente, tinha uns amigos (as) que também não tinham boleia.
Então, combinámos, como estava uma tarde muito quente, ir a correr até à praia.
Durante o caminho, todos sabemos como é. Há sempre alguém que se mete no meio da estrada a ver se os carros param, passa-se o pé ao da frente… tanta brincadeira.
Chegámos à praia da Areia Branca. Estava vazia, a praia era nossa!
Como todos sabem, as meninas gostam sempre de ficar a bronzearem-se. Então, por consequência, deixámo-las adormecer e devagar devagarinho agarrámos nas toalhas com elas lá deitadas e mandámo-las para a água. Deve ter sido a melhor maneira de acordarem numa tarde de verão tão quente!... 
Ficámos na água até o sol se esconder por de trás da linha do horizonte. Elas saíram da água mais cedo e levaram-nos a roupa, pois nós estávamos de roupa interior. Era de noite e só havia as luzes da rua. Andámos pela praia feitos malucos à procura da roupa. Foi uma boa vingança!
No fim de tudo, fomos para casa e nunca mais esquecemos a tarde que tivemos…

 Afonso Marques (9ºC)

Um nome com sonoridade

Em várias ocasiões e por diversas vezes, muitas pessoas abordam-me dizendo:
- “A menina tem um lindo nome!” Mariana Inês tem uma ótima sonoridade.
De facto, grande parte das pessoas considera que “Inês” é um nome próprio mas, no meu caso, não o é. Trata-se do apelido da minha família materna. O mesmo já provocou alguns equívocos, tal como ocorreu com o meu tio materno João Inês, aquando da sua estadia no quartel para cumprir o serviço militar obrigatório.
Uma certa manhã, estando o meu tio e os restantes militares na formatura, o seu superior, em voz alta, disse:
- “Menina Inês, um passo à frente.”
De seguida, o meu tio, em tom grave, disse:
- “Presente, meu sargento.”
Foi com bastante admiração e espanto que o seu superior ficou, ao ver avançar o meu tio e não uma mulher.
Os restantes militares, ao se aperceberem que o seu superior tinha cometido um erro, e apesar de estarem em formatura, desataram às gargalhadas sobre o sucedido.
Este foi um dos muitos equívocos que o meu apelido tem gerado, nas pessoas, sendo este, no meu entender, o mais hilariante.

Mariana Baptista (9ºD)


Há anos atrás, eu e os meus pais fomos convidados para uma festa de aniversário de um amigo.
Quando lá chegámos, já lá estavam algumas pessoas e a mesa estava composta com doces e salgados.
Entretanto, todas as crianças foram brincar para o quarto dos brinquedos enquanto os adultos conversavam uns com os outros.
A certa altura, os adultos perguntaram:
- Meninos, querem vir cantar os parabéns?
Assim que ouviram isto, todos correram com grande agitação para a sala.
O bolo de aniversário era de forma redonda e tinha trinta e cinco velas pequeninas (o número de anos que o aniversariante fazia). 
Depois de estarem acesas e todos cantarmos os parabéns, aconteceu uma situação divertida, pois quanto mais o aniversariante tentava apagar as velas, mais elas acendiam. 
Por estarem muito perto umas das outras, começaram a incendiar o bolo, deixando-o até um pouco chamuscado.
Todos tentavam apagar o bolo, mas foi complicado, pois ao mesmo tempo, tínhamos muita vontade de rir, o que ainda atrapalhava mais a situação.
Por fim, lá conseguimos apagar o bolo e resolver o problema. Atualmente, ainda relembramos este aniversário como um episódio engraçado.   
Foi uma festa divertida!
Maria Inês Oliveira (9ºD)

O Dia das Mentiras
Na semana passada, foi dia 1 de abril, o dia das mentiras! Como não tinha nada para fazer, aproveitei e fui com a minha melhor amiga Helena a um jardim maravilhoso perto das nossas casas.
Deitadas na relva, preguei a primeira partida do dia:
- Helena, olha ali um pássaro morto a voar!
Como já era de esperar, a minha amiga caiu na esparrela. Depois de umas breves risadas, fomos comprar um gelado; o meu era de framboesas e o da Helena era de melancia. Estávamos a caminhar pelo jardim e, é claro, as minhas partidas mal tinham começado:
- Está ali o Chocolate! – Chocolate é a alcunha do rapaz de quem a minha amiga gosta (na realidade, chama-se Rúben).
A Helena começou a procurá-lo com o olhar que nem uma louca e distraiu-se. Foi contra um poste e o gelado dela caiu em cima das suas calças!
Como se não bastasse, inventei que ela tinha uma aranha nas costas. A Helena odeia estes bichos e gritou tanto que a minha mãe (que estava em casa) a deve ter ouvido!
Enquanto atravessávamos uma ponte de madeira, avisei a Helena de que ela se iria partir. Desta vez, ela não acreditou em mim, seguiu em frente, a madeira quebrou-se e caiu dentro do lago!
Concluindo, este foi sem dúvida o dia mais divertido da minha vida e o dia mais embaraçoso da Helena!

Inês Cordeiro (9ºC)

Um convite atrevido

Na 3ª proposta de escrita do 8º B, sugere-se que os alunos escrevam uma carta a um amigo a "fazerem-se" convidados para o fim de semana na casa do amigo. Devem sugerir o programa a desenvolver durante o fim de semana.

Vejamos o que alguns escreveram:



Miragaia,5 de Janeiro de 2013
Olá, Isa
Espero que esteja tudo bem contigo.

Estou cheia de saudades tuas, pois já não nos vemos há bastante tempo, mais propriamente desde o campo aventura. Enfim...  Já soube, pelo facebook que fazes anos para o próximo fim de semana, por isso, tomei a liberdade de comprar um bilhete de avião para ir ter contigo aí a Londres.
Já tenho tudo planeado. Na sexta feira, à tarde, vou para o aeroporto e devo chegar aí mais ou menos às 2 e meia da manhã; depois os teus pais vão-me buscar e levam-me para a vossa casa; e no outro dia tu fazes anos !!!Yupi...Estou tão feliz por passar o teu aniversário contigo. Acho que é a melhor prenda , que eu te podia dar. Podia-mos ir às compras, ver rapazes giros e esvaziar a Clair`s, o que me dizes ?
Só tenho medo de uma coisa: Achas que os meus pais me deixam ir para aí sozinha???Espero bem que sim. 
Bom, como vamos estar juntas para a semana, não vale a pena falar mais.


Beijos e sorrisos
Inês dos Santos Baltazar

 Inês Baltazar (8ºB)

Lourinhã, 14 de Agosto de 1969
Olá, Carolina!
                                                                                 
Como é que vão as coisas por essas bandas? Há um bom tempo que não te chateio! Como é que estás?! E o teu irmão, ainda continua muito giro, como sempre?
Eu mando-te esta carta, não só para saber como estás, mas também para te propor um fim de semana inesquecível. Como eu ir ai à tua casa, ou tu à minha… mas já está decidido, eu vou à tua, porque tenho andado aqui com umas doidices para fazermos.
Em primeiro lugar, quando chegasses, contava-te, logo as novidades todas (romances, casa nova, as notas…) , depois, podia ir ver a tua aula de slackline que pelo o que me tens dito é pura adrenalina e até podia experimentar! De seguida íamos até novos territórios, sabes do que estou a falar, não precisas que explique a grande confusão que causámos no ano passado! Em seguida, queria ir conhecer a tua nova amiga Inês.
Para acabar em grande, vamos treinar slide, mountain boarding, canoagem, windsurf e aproveitávamos e dávamos um mergulhinho. Ai tenho tantas coisas para fazermos!
Acho que conseguimos fazer isto tudo no sábado e, à noite, podíamos ver uns filmes.
No domingo, fazíamos tudo o que tu quisesses e assim era um dia para cada uma fazer, mostrar e propor tudo aquilo que tínhamos para pôr em dia!

Grandes beijinhos, da tua memorável amiga
Joana

PS: Diz ao teu irmão que lhe mando um beijinho.


Joana Marques (8ºB)

Londres, 21 de Agosto de 2013
Olá, Joana!   
    
Como estás? Sei que não tens andado muito bem desde que tu e o Francisco acabaram e é, também, por isso, que eu te queria fazer uma grande proposta. Pensei que podíamos passar um fim de semana juntas na tua casa, eu ia de comboio e chegava ai num instante! O que me dizes? Eu já tenho tudo mais ou menos planeado na minha cabeça...
No sábado, logo de manhã, íamos andar no teu cavalo, depois, pedíamos ao teu tio para andarmos na moto 4 dele, para o almoço fazíamos um piquenique e mais à tarde andávamos de bicicleta perto da casa do borracho do João. (Já agora, ele têm perguntado por mim?) No fim da tarde, íamos para o telhado da tua avó contar segredos e à noite víamos um filme que eu te queria mostrar há  bastante tempo…
No domingo, de manhã, íamos nadar naquele rio perto da tua casa e, à tarde, fazíamos o que tu quisesses. Vá, Joana, não podes recusar! Desde que vim morar para este fim do mundo que não estamos mais de duas horas juntas! Eu já tenho saudades das nossas tardes na terrinha!

Beijinhos, da tua “irmã”

Carolina 

PS: Como eu já te conheço melhor que tu própria, e sei que vais aceitar, pede á tua mãe que faça bitoque para o jantar de sexta, é que eu devo chegar com fome.

Carolina Bonifácio (8ºB)

Imagine que participou numa expedição...

No 2º teste escrito do 9ºC e D, a proposta de escrita era a seguinte:


Imagine que participou numa expedição a um vulcão com uma equipa de cientistas.
Escreva uma carta, bem estruturada, em que relate a um amigo o que aconteceu durante a expedição e onde conte um episódio assustador que também tenha acontecido durante a expedição.
Respeite os aspetos formais de uma carta.
Assine a carta com a expressão: «O teu amigo vulcanólogo» ou «A tua amiga vulcanóloga».

Vejamos a carta da Maria Inês Oliveira (9ºD):


Olá Mara!

Estou a escrever-te esta carta para te contar como foi a minha expedição ao vulcão.
Eu e a minha equipa de cientistas explorámos o vulcão e retirámos amostras das rochas e da lava.
Foi também um pouco assustador, pois enquanto estávamos a fazer a nossa pesquisa, o vulcão libertou alguma lava e nós tivemos que fugir. Felizmente não aconteceu nada, uma vez que conseguimos refugiar-nos numa gruta.
Depois, quando a erupção acabou, voltámos lá para observar e ainda conseguimos tirar algumas fotografias, que eu coloquei num álbum. É uma recordação.
No dia seguinte, fomos ao laboratório de lá, para analisar os materiais que tínhamos conseguido.
Descobrimos que, no passado, existiram ali dinossauros.
Também fizemos várias experiências e analisámos as fotografias.
Ainda não temos resultados nem conclusões muito concretas, pois teremos de voltar para Portugal, para fazermos análises mais precisas.
Espero que esteja tudo bem contigo e quando nos voltarmos a encontrar eu explico-te melhor tudo o que se passou e conto-te todas as novidades.
Gostei muito desta experiência.

Com grandes cumprimentos e saudades que tenho tuas.

A tua amiga vulcanóloga.


3ª Oficina de escrita (8ºB) - Texto de opinião


Podem entregar o texto na sala de aula ou publicar na caixa de comentários* deste post.

Prazos
Sala de aula - 8 de Fevereiro;
Caixa de comentários - 10 de Fevereiro.

*Caso não queiram que seja publicado, devem referir esse aspeto no vosso comentário.

Proposta de escrita do manual 
( COSTA, Fernanda e MAGALHÃES, Vera - 
Diálogos, Língua Portuguesa 8ºAno, Porto Editora, pág. 34). 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

8º Miniteste - Conteúdos (9ºC e D)

Para o 8º miniteste devem rever os seguintes conteúdos:
  • pronominalização, MG, p. 19;
  • Frase simples / Frase complexa, MG. p. 24;
  • Orações coordenadas, MG. p. 24.

Devem consultar a
s páginas da minigramática indicadas

No caso de dúvidas, podem enviá-las pela caixa de comentários e / ou mail.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

1ª Oficina de escrita (9ºC e D) - Reflexão sobre o conto "A Aia", de Eça de Queirós

QUESTÃO
Pode o dever de lealdade levar alguém a sacrificar a vida do seu próprio filho para salvar o seu senhor?


Num texto que não deve ultrapassar as 100 palavras, reflitam sobre esta questão suscitada pela leitura do conto "A Aia" de Eça de Queirós.



COMO RESPONDER
Podem publicar a vossa reflexão na caixa dos comentários até ao dia 3 de fevereiro ou entregar na sala de aula, no dia 1 de fevereiro.

2ª Oficina de escrita (8ºB) - Carta de reclamação



Podem entregar a carta na sala de aula ou enviar por mail.
Prazos
Sala de aula - 1 de Fevereiro;
Por mail - 3 de Fevereiro.

Proposta de escrita do manual 
( COSTA, Fernanda e MAGALHÃES, Vera - 
Diálogos, Língua Portuguesa 8ºAno, Porto Editora, pág. 48). 

7º Miniteste - Conteúdos (9ºC e D)

Para o 7º ministeste devem rever o seguinte conteúdo:

  • Voz ativa e passiva, MG, p. 18.

Devem consultar a página da minigramática indicada. 

No caso de dúvidas, podem enviá-las pela caixa de comentários e / ou mail.