quarta-feira, 1 de junho de 2016

DiNotícias, 2ª Edição (2015/16)

Na 2ª Edição do DiNotícias, n.º 12 (maio de 2016), foram publicados cinco trabalhos escritos decorrentes de atividades desenvolvidas nas aulas de português. Três nas aulas do sétimo ano (turmas A e B) e um a nível do nono ano. Fazemos ainda referência a uma notícia que apareceu na última página sobre resultados da participação num concurso de escrita.
O primeiro trabalho é um texto de opinião. O segundo texto e o terceiro são exemplos de textos jornalísticos, o primeiro uma entrevista e o segundo a reportagem do 4.º Concurso de Palavras Cruzadas. Todos os trabalhos resultam de propostas de atividade feitas em sala de aula. Os dois últimos foram feitos fora da sala de aula.
No último caso, os textos são apreciações críticas - "Um olhar sobre o DiNotícias" -, tratando-se de uma rubrica que tem vindo a ser proposta em sala de aula quer para utilização do jornal escolar como recurso pedagógico quer com treino para a escrita da crítica / apreciação escrita.
Por fim, fazemos referência à última imagem e que é a foto possível dos prémios recebidos pelas alunas que receberam o 1.º e 2.º lugares do respetivo escalão do 2.º Concurso de escrita promovido pelo Festival "Livros a Oeste", promovido pela Câmara Municipal da Lourinhã. Decidimos publicar os textos vencedores. 

Digital versus papel

   Na minha opinião, o papel está a ser substituído por tecnologias de hoje em dia.
   Algumas pessoas ainda utilizam o papel para escrever, ler e até outras coisas, porque estavam habituadas ou porque não utilizam tecnologias.
  
Eu uso muito as tecnologias para ir à internet, escrever textos no word e muito mais, mas na escola e noutros sítios também utilizo o papel para escrever, leio revistas e alguns jornais que a minha avó costuma comprar nos quiosques ou papelarias.
   Quando não existiam tecnologias, as pessoas usavam mais o papel e davam-lhe mais importância e quando elas apareceram, as pessoas aprenderam a usá-las e muitas delas já não passam sem as tecnologias, o que é um pouco mau, pois se os computadores, telemóveis modernos e outros dispositivos desaparecessem por uma razão qualquer, as pessoas que estavam habituadas a esse tipo de ferramentas teriam de voltar ao papel e davam-lhe mais importância.
   Hoje em dia, existem muitas redes sociais onde se podem trocar mensagens com as outras pessoas e dantes, para se comunicar com alguém que estivesse mais longe, mandava-se uma carta e elas depois respondiam.
   As tecnologias também são importantes, porque desenvolveram o mundo e é um meio mais rápido e mais utilizado por as pessoas.
   Concluindo, tanto o papel como as tecnologias, são importantes.
Beatriz Leitão (7B)


Entrevista a Paulo Lima

No âmbito do projeto - Construir um jornal -, proposta de trabalho nas aulas de português das turmas A e B 7ºAno, uma das tarefas era fazer uma entrevista. O nosso grupo, cujo jornal tinha como tema a própria turma (7notíciAs), decidiu fazer a entrevista ao professor de físico-químicas, Professor Paulo Lima, pela particularidade de ter uma banda de música, onde é vocalista. A Banda chama-se Manifesto e atuou recentemente na AMAL (Associação Musical e Artística Lourinhanense).

Há quantos anos é professor?

Sou professor em modo contínuo há cerca de 16 anos, sendo que a primeira experiência foi ainda em acumulação com a Universidade, enquanto estudante… em 1998.

Ser professor era aquilo que sonhava ser quando era criança?

Nem por isso. Só se tornou evidente que esta era uma vocação possível, entre outras, já no 3º ano da faculdade. Na altura, o curso onde se entrava era de Física ou Química e só no 3º ano tínhamos de escolher uma via, sendo a via de ensino uma das alternativas. Quando entrei no curso pretendia obviamente algo relacionado com ciência, mas nunca me tinha ocorrido a docência. No entanto, quando escolhi esta via pareceu-me uma decisão lógica, evidente e inequívoca. Como se esta decisão se tivesse configurado ao longo do meu percurso escolar e académico, sem que eu tivesse consciência disso.



Do que é que mais gosta na sua profissão? E do que é que gosta menos?
Gosto da autonomia, da riqueza proveniente da diversidade das iterações e das relações interpessoais com toda a comunidade educativa e principalmente… gosto da importância e da responsabilidade social desta mais do que profissão.
Gosto menos da burocracia inerente à profissão, da aparente inevitável necessidade de classificar.

O que é que o preocupa mais na escola?

O que mais me preocupa é a desvalorização que a escola tem sofrido numa sociedade que tende para um materialismo crescente e onde a escolarização vai deixando de ser garantia de sucesso profissional.

Quais são os seus hobbies?

A música é o meu hobbie de eleição, como ouvinte e não só. Mas tenho outros hobbies, como o futebol e o cinema (nestes casos apenas como espetador) e a leitura.

Como surgiu o seu gosto pela música?

O meu gosto pela música vem desde os meus 15 ou 16 anos de idade, altura em que conheci algumas das minhas bandas favoritas e em que organizávamos nas Associações de Estudantes concertos, concursos e festivais da chamada Música Moderna Portuguesa. Este período ficou conhecido como o “Boom do rock português”, pois houve uma ‘explosão’ de bandas por todo o lado, muitas delas ainda referências da melhor música portuguesa de hoje. Sublinho que poucas bandas de rock existiam antes deste período e que até esta altura havia um forte preconceito em relação à utilização do português na música rock.

Há quantos anos tem a banda Manifesto e qual é o género musical que toca?

Os Manifesto existem desde 2011 (têm 5 anos), mas antes dos Manifesto tive, de 1992 até 2009, uma outra banda com aquele que também é o baterista dos Manifesto e que foi meu colega de turma no ensino secundário. Os Manifesto são, apenas e só, uma banda de rock.

O que sente quando está a atuar em palco?

Nos primeiros tempos sentia fundamentalmente um misto de nervosismo e adrenalina. Hoje sinto sempre uma pequena ansiedade inicial que ao longo do concerto se vai convertendo numa simples e quase infantil felicidade. A adrenalina hoje vai variando de concerto para concerto, dependendo da interação, da proximidade, da cumplicidade do público.

1.    Se só pudesse escolher entre ser professor ou músico qual escolheria?

Nenhum de nós é uma coisa só, por isso não consigo conceber um cenário em que tivesse de fazer uma escolha dessas. Se não puder dedicar algumas horas por semana à música, dedico alguns minutos. Se não puder dedicar alguns minutos, dedico alguns segundos J
Escolhi ser professor e em nenhum momento equacionei ser músico, porque nunca me imaginei na música sem ser de forma completamente livre. Além do mais, porque acho que este hobbie torna-me inquestionavelmente melhor professor, acredito que são duas atividades que se complementam.

Quais são os seus projetos futuros?
Os meus projetos futuros passam por dar continuidade ao presente, ou seja, estar sempre à altura da importância e da responsabilidade da profissão que escolhi e continuar na música de forma livre e solidária.


Beatriz Estêvão (7A)
Beatriz Ribeiro (7A)
Camila Canôa (7A)
Catarina Sampaio (7A)


4º Concurso de Palavras Cruzadas DiNotícias
Ao longo da primeira e segunda semanas do 3.º período, e no âmbito das atividades do Projeto “A Hora das Palavras” da disciplina de Português, os alunos do 3.º ciclo do agrupamento D. Lourenço Vicente participaram no 4.º concurso de Palavras Cruzadas.
Esta atividade é dinamizada pelos professores de 3.º ciclo de Português do nosso agrupamento, João Ferreira, Sandra Barbosa, Helena Araújo e Rosalina Simão Nunes. Para participarem os alunos criaram grupos de três a quatro elementos, tendo sido inscritas 58 equipas, num total de 211 alunos. No 7.º ano inscreveram-se 20 equipas, no 8º ano inscreveram-se 23 equipas e no 9.º ano inscreveram-se 15 equipas.

As palavras cruzadas são um quebra-cabeças que estimula o enriquecimento de vocabulário, a compreensão da língua portuguesa e a cultura geral. Para além disso tratando-se de um concurso é uma forma diferente e criativa de aprendermos e aplicarmos os conhecimentos, onde o convívio e o espírito de equipa entre os alunos estão sempre presentes. A prova realiza-se na aula de Português e as equipas têm 45 minutos para a completar, tendo 15 minutos de tolerância.
Nesta 4ª edição deste concurso a classificação final foi a seguinte:
7º ano | 1º Lugar - Equipa formada por: Beatriz Ferreira, Beatriz Leitão, Emília Silva e Filipa Emídio do 7ºB;
8º ano | 1º Lugar - Equipa formada por: Margarida Fernandes, Daniela Vitorino, Inês Fonseca e Lara Marques do 8ºF;
9º ano | 1º Lugar - Equipa formada por: Inês Gomes, Jessica Oliveira, João Lopes e Mariana Ribeiro do 9ºA.
As equipas vencedoras receberão um prémio e todos os alunos participantes um marcador de livros.
Os resultados totais serão publicados no site do Agrupamento.
Esta foi a primeira vez que participei, o que constituiu uma experiência muito estimulante e divertida. Das opiniões que ouvi dos meus colegas e do ambiente que tive a oportunidade de vivenciar durante esta atividade, estou certa de que, independentemente dos resultados, todos os alunos gostaram de participar neste concurso. Fazemos votos de que para o ano se possa realizar a 5ª edição.
Ah, e, já agora, até lá, boas palavras cruzadas para todos. Divirtam-se e cuidem bem da Língua Portuguesa!
                                                                                            Catarina Sampaio (7A)


Na minha opinião, o jornal escolar é importante para dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelos alunos e professores do Agrupamento, ao longo do ano letivo.
O seu conteúdo tem notícias acerca de muitas atividades que são desenvolvidas no Agrupamento durante cada trimestre, como: o desporto escolar, os concursos, os textos dos alunos, palavras cruzadas para fazer com base nos jornais anteriores, etc. Gosto em especial das palavras cruzadas, pois considero uma atividade lúdica interessante.
Há aspetos que poderiam ser melhoradas, por exemplo, seria interessante existir um espaço, no jornal, dedicado às Artes (que se fazem nas várias escolas do Agrupamento) e outro da responsabilidade dos auxiliares, já que eles também fazem parte do nosso Agrupamento.
O jornal “Dinotícias” é cativante e motiva os alunos a participar em atividades nele anunciadas, como por exemplo o Desporto Escolar.
Leio sempre o Editorial, texto escrito em todos os jornais pelo diretor. Gosto da maneira como se dirige a nós (alunos) e da simplicidade da sua escrita.

Maria Arsénio, (9B)


O jornal escolar da minha escola chama-se DiNotícias, acho o título adequado para a região onde vivemos, o jornal é importante para estarmos sempre a par das actividades engraçadas que decorrem no agrupamento.
Penso que a maneira como está organizado é bastante boa, pois a capa e a contracapa estão a cores e o jornal por dentro está a preto e branco, logo aí dá-nos uma motivação porque é um jornal diferente e pelo menos eu nunca vi um jornal assim em qualquer outra escola ou lugar.
Em cada jornal, há um pequeno texto do diretor, o editorial, logo assim que o abrimos e, particularmente, este é um texto interessante principalmente porque termina muitas vezes com questões por descobrir.
De todo o jornal, gosto particularmente dos textos e penso que podia haver ainda mais textos escritos por alunos.
Os títulos dos artigos como se destacam, temos maior motivação para lermos os textos. O jornal tem sempre alguns poemas escritos por alunos e na edição de janeiro saíram poucos. Os poemas são escritos por alunos e neste jornal aquele de que mais gosto é o que fala da “Amizade”, na página treze, escrito pela aluna Carolina Fernandes. É um poema muito curioso!
Maria Vítor, (9A)


Besouro
- Já estou atrasada! Mãe, onde está a minha camisa preta? – perguntou Ema.
- Mas será possível?! Nunca sabes de nada... és uma desarrumada! Está em cima da tua cama! – gritou a mãe, cansada de repetir sempre o mesmo.
- Já a encontrei! Obrigada mãe. Constança, já estás pronta?
- Quase mana, falta só vestir o casaco.
Ema de catorze anos e Constança de nove são irmãs. Ema sempre foi uma rapariga muito educada mas à medida que o tempo foi passando, o desinteresse pela escola tem vindo a aumentar. Já, Constança é uma excelente aluna, quer sempre mostrar o quanto boa aluna é tem bastante interesse em obter os melhores resultados. Constança, tem uma maturidade muita acima dos meninos e meninas da idade dela. Foram para a escola.
- Mais um dia nesta triste escola. – reclamava Ema, como era o habitual.
- Se continuares a pensar assim, com esse desinteresse todo, vais obter resultados muito inferiores àquilo que consegues obter quando te esforças. – diz Constança à sua irmã.
No final do dia, ao jantar, surgiu um diálogo entre a mãe e a Ema.
- Hoje, a diretora de turma informou que dia 27 de Janeiro iremos realizar os exames psicotécnicos. Preciso que assine aqui.
- Está bem! Já tens uma vaga ideia daquilo que pertendes ser ou as áreas que queres ter no próximo ano?
Ema encolheu os ombros... Na realidade, não pensava normalmente no futuro. Cada dia, deveria ser vivido com a máxima intensidade tal como se fosse o último. Afinal, que tempo lhe dava a escola para se concentrar no que haveria de ser um dia? A mãe, preocupada e desiludida, continuou as suas tarefas e não disse mais nada.
No dia seguinte, Ema acordou mais bem disposta que o habitual e nem ela própria percebia o porquê. Depois de um pequeno almoço a correr, as irmãs despediram-se da mãe e seguiram para a escola.
Atravessaram um belo jardim, situado perto de casa, quando vindo do meio do nada surgiu um besouro que mais parecia um furacão. O olho direito de Ema serviu de aeroporto para uma aterragem inesperada. Ema sentiu  uma enorme dor e a irmã contactou de imediato a mãe que levou Ema para o hospital.
- Aquele bicho só poderia estar a fugir da escola... Não vejo outra explicação! Tal era o pavor que nem viu para onde ia! – exclamou Ema.
Após algumas horas de espera  e a realização de alguns exames, a mãe foi informada de que a filha deveria ficar internada para salvaguardar qualquer problema que pudesse surgir nas horas seguintes.
Ema não ficou descontente. Afinal, iria faltar às aulas sendo um maravilhoso presente. Contudo, essa alegria desvaneceu-se quando constatou que o seu parceiro de quarto era um idoso com ar carrancudo. Ao observá-lo pensou se o melhor seria estar sossegada e não referir qualquer palavra ou, pelo contrário, iniciar um diálogo para descomprimir um pouco daquela situação constrangedora.
Na verdade, não foi necessário iniciar a conversa. O seu parceiro de quarto observou-a fixamente e perguntou-lhe num tom algo arrogante:
- O que vês?
Pensativa e hesitante saltou da boca de Ema uma só palavra:
- Nada...
- Exatamente... nada!
Ela, sem saber uma vez mais o que dizer, manteve-se calada... O nada pode ser muito. Perante, o seu silêncio o idoso continuou:
- Apesar de seres uma adolescente, acredito que já estejas a construir caminhos que te possam ajudar a conquistar os teus sonhos. Sabes... eu não o fiz e por isso... não há frutos sem sementes. O esforço e a magia de querer alcançar os objetivos não estavam presentes na minha cabeça.
Mais tarde, é que me apercebi do que eu poderia ter feito e concretizado mas..., enfim, agora já é tarde de mais. Quando olho para o espelho vejo o reflexo de um vazio, de uma alma sem memórias, de uma pessoa triste, doente, fria e só. No que me tornei...
De repente, Ema sentiu-se inundada por uma enorme tristeza mas, ao mesmo tempo, por uma luz interior que lhe transmitia uma força até então desconhecida.
Pousou delicadamente a sua mão na do idoso e referiu:
- O nada pode ser muito! No que se tornou? Tornou-se num exemplo! Simplesmente porque o seu exemplo não pode servir de exemplo à história que quero escrever.
O idoso sorriu e fechou os olhos. Ema sentiu que naquele preciso momento devia algo à vida e que a vida não poderia ser posta de parte. Há pessoas, palavras, gestos... que levamos eternamente na bagagem porque merecem lá estar e porque nos ajudam a construir os tais caminhos que, por vezes, só um simples e minúsculo ser como um besouro conseguirão explicar.
Cíntia Guerra (9B),
3.º lugar no Concurso de escrita "Livros a Oeste", 
escalão | 3.º ciclo, 2.ª edição

As Cores da Minha Música
Que terra era aquela? Já não me lembro do nome, era uma terra diferente de todas as outras, tinha um nome inglês qualquer, mas não pertencia a Inglaterra, era uma terra de sonho, mas já não existe.
Naquela terra, nada parecia ser real… Era tão colorida, cheia de flores de várias espécies, árvores e vastos campos verdes. Mal punhas lá os pés ouvias o som das tuas músicas preferidas, misturadas com o som dos passarinhos a cantar.
Que terra agradável! Quem me dera poder estar lá sempre que quisesse. Mas a mãe diz que é perigoso, diz que não deveria andar naquelas terras, diz que sou muito nova para as perceber, para perceber as pessoas e o seu espírito. Mas a mãe é que não percebe, não sabe o que eu já sei e naquela terra colorida, para sempre ficarei…
Por muito que procurasse, não conseguia encontrar o problema de que a mãe tanto falava, sobre aquela terra.
Todos os dias lá ia e todos os dias voltava…
A mãe estava sempre a ver as notícias, preocupada com a poluição no mundo, e com os desastres naturais que poderiam vir a acontecer e, todos os dias, me voltava a dizer para parar de ir àquela terra. Mas porquê? Porque é que eu iria parar de ir a um local que me fazia feliz? Onde toda a gente era simpática e todos mostravam amor uns pelos outros?! Não percebia do que é que a mãe me estava a avisar, mas também não me queria explicar.
Um dia, voltei e estava a mãe a dançar sozinha na sala, com a televisão acesa no canal do noticiário. Que estranho, a mãe estar feliz a ver o noticiário… Ela costumava estar preocupada, mas por alguma razão, a mãe estava feliz. Perguntei-lhe o que é que se tinha passado e ela disse-me que há umas semanas a trás previram uma grande tempestade perigosa e forte como nunca antes, mas que agora tinham encontrado uma solução. Fiquei bastante feliz, apesar do mundo não ser o meu local preferido e ter a possibilidade de me esconder na minha terra especial, eu não queria ver ninguém a morrer, pois ninguém sabia da existência desta terra fantástica, a não ser eu e a mãe, por isso, estava feliz! Ora boa! Uma solução para a tempestade! Mas qual seria a solução? Perguntei à mãe, mas ela não me quis dizer. Estaria a mãe a esconder algo de mim?
Dia após dia fui notando aquela terra especial, cada vez menos colorida,  as pessoas mais tristes, cada vez menos passarinhos a cantar e, já não ouvia o som da música. O que estava a acontecer? Tentei perceber mas ninguém me soube explicar.
Cada vez que voltava a casa, já não estava feliz como antes, voltava triste, a ver a minha terra preferida a perder a sua magia, sem saber o que o estava a provocar.
Até que um dia voltei lá, com esperança de ajudar, mas a terra já não existia. Agora era um espaço branco sem portas, sem janelas, com linhas por pintar. Já não havia ninguém, já não havia amor naquela terra, já não havia nada!
Regressei a casa a chorar, como se o mundo estivesse a acabar, como se já não houvesse razão para viver. Entrei na sala, mas a mãe não estava lá. Ouvi uma voz a chamar por mim… Vinha do jardim. Lá cheguei e, lá estava a mãe com um sorriso na face, sentada numa cadeira, com o seu melhor vestido. A mãe recebeu-me de braços abertos, sem me perguntar porque estava eu a chorar. Começou a falar de como o dia estava belo e como estava feliz. Porque é que a mãe falaria disso, antes de perguntar a razão pela qual eu estava triste? A mãe nunca foi assim. A mãe nunca falou do quanto feliz estava. A mãe estava provavelmente a esconder algo de mim, parecia estar a disfarçar algo. Perguntei-lhe novamente o que se estava a passar, mas antes da mãe responder, a campainha tocou. Acompanhei-a à porta, onde esperava um polícia alto, com um envelope na mão. O polícia abriu a boca para dizer o pior que eu esperava ouvir. “Queremos agradecer pela sua grande ajuda, para encontrar a solução para a tremenda tempestade que aí vinha. Todos nós temos um grande ‘obrigado’ a dizer-lhe, pois sem si nunca teríamos o conhecimento da tal terra chamada “Pepperland” e nunca teríamos conseguido direcionar a tempestade para lá, o que nos salvou a todos. Por isso, muito obrigado! Esta é a sua recompensa.”
A mãe olhou para mim, com ar de quem queria pedir desculpa, mas pedir desculpa não ia mudar nada. Fui a correr para o meu quarto. Lágrimas escorriam pela minha face, já não sabia para onde fugir, já não sabia em que pensar. A minha música apagou-se. A minha querida terra, vejam o que lhe fizeram! Esta terra podia nos salvar a todos! (Se calhar salvou, um dia saberei). E agora? Como é que a vou pintar de novo?
Rita Mesquita (9B),
2.º lugar no Concurso de escrita "Livros a Oeste", 
escalão | 3.º ciclo, 2.ª edição






segunda-feira, 16 de maio de 2016

O Consílio dos deuses - Texto expositivo

Partindo da leitura do episódio O Consílio dos deuses, pediu-se aos alunos que fizessem um texto expositivo. Tratou-se de uma atividade orientada.
Publicamos alguns dos produtos finais.


O episódio que é relatado é o consílio dos Deuses e realizou-se porque Júpiter quis anunciar que os portugueses iam chegar a Índia.
Neste consílio, há duas personagens que defendem pontos de vista diferentes, uma defende a chegada dos portugueses à Índia, e quem os defende é Vénus e a personagem que está contra é Baco que não quer que os portugueses lá cheguem, Vénus defende os portugueses porque gosta dos romanos e os portugueses são descendentes deles e vai passar a ser adorada na Índia se eles lá chegarem e Baco pelo motivo contrário que não quer que lá cheguem porque será esquecido.
Este Consílio foi importante porque definiu a história dos portugueses e a sua grande glória por terem sido os primeiros a descobrirem novas terras.
Luís Silva 9B

O consílio dos deuses realizou-se para os deuses decidirem qual o destino dos portugueses.
Baco era contra porque temia ver esquecidos os seus feitos no oriente, mas Vénus estava a favor de que os portugueses que deviam chegar a Índia visto que ela comparava os portugueses com os romanos por serem guerreiros e terem sangue lusitano.
No decorrer da conversa, Marte diz estar do lado de Vénus mas não se sabe se é por ter uma “paixoneta” por Vénus ou porque ele era o deus da guerra.
Este episódio era importante para a glorificação e engrandecimento dos portugueses porque se os deuses não ajudassem os portugueses os portugueses não iriam chegar a Índia e também não haveria Os Lusíadas para contar os feitos de Portugal. 
Rafaela Martins 9B


sábado, 14 de maio de 2016

Marcadores (2015/16) - 5

Publicamos, hoje mais marcadores. 
Podem, também, clicando em Marcadores  2015/16, ver todos os que já foram feitos neste ano.
  • do 7A, Catarina Sampaio e Leonor Santos.
  • do 7B, Beatriz Ferreira, Beatriz Leitão e Filipa Emídio.





quinta-feira, 12 de maio de 2016

quarta-feira, 11 de maio de 2016

A Estrela, de Virgílio Ferreira - Continuação

No quarto teste escrito do 7A e 7B, no Grupo IV (Escrita) pedia-se que os alunos continuassem o texto B. Este era um excerto do conto "A Estrela" de Virgílio Ferreira e que terminava da seguinte forma: “Subiu devagar, que aquilo tremia muito, e empoleirou-se por fim nos ferros cruzados dos quatro ventos.”

A Beatriz Leitão do 7ºB continuou a história da seguinte forma:

 O Pedro ficou contente, pois a estrela estava mesmo à frente dele e parecia estar a sorrir-lhe. Ele esticou-se e ficou em bicos de pés, até que conseguiu tocar na estrela de que ele tanto gostava.  A estrela encolheu-se nas mãos do miúdo e disse-lhe:
   - Obrigada por vires ter comigo, mas agora desce daí porque te podes magoar.
Passado um bocadinho, o Pedro já estava de novo em frente da torre.
   - Não imaginava que conseguias falar! Como é que te sentes quando estás no céu? – perguntou o Pedro ao mesmo tempo que reparava em todos os pormenores daquela maravilhosa estrela. A estrela pensou um pouco e depois respondeu:
   - Eu sou uma estrela e essa é a minha vida, por isso já estou habituada.
   O Pedro ficou a ouvir todas as histórias que a estrela lhe contou. No fim daquela longa conversa, muito interessante, a estrela começou a brilhar muito e o Pedro perguntou:
   - Porque é que estás a brilhar tanto?
   A estrela respondeu-lhe:
   - Temos de nos despedir, se não me largares eu desapareço para sempre.
   O Pedro, um pouco assustado, despediu-se da estrela, largou-a e ficou a vê-la a ir embora.
   O sol estava quase a nascer, e, por isso, o Pedro voltou para casa e todos os dias à noite via a estrela no céu.
Beatriz Leitão (7B)

terça-feira, 26 de abril de 2016

Dia Mundial do Livro - Pensamentos soltos sobre o livro

No âmbito da comemoração d'O Dia Mundial do Livro, comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de abril o Departamento de Português do AEDLV está a  dinamizar várias atividades ao longo da semana para assinalar esta efeméride.

Em reunião de Departamento, ficou decidido que cada professor junto das suas turmas iria dinamizar uma das seguintes atividades (ou várias...): 
  • Capa do Livro imaginário; 
  • Partilha de leituras; 
  • "Em busca dos livros do PNL"; 
  • Livro de Primavera: construção de um livro da turma com histórias e/ou poemas;  
  • Pensamentos soltos sobre o livro e/ou leitura; 
  • Bookcrossing.
Nas turmas A e B do sétimo e nono anos, optou-se pela atividade Pensamentos soltos sobre o livro com uma pequena adaptação já que o registo físico não foi feito pela afixação dos pensamentos através da escrita. Decidiu-se pelo registo áudio de uma "conversa" em sala de aula.

Publicamos de seguida os áudios.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

"Ladino" - Comentário

Nas turmas do 7ºAno, foi feita a leitura orientada de "Ladinode Miguel Torga. Nas turmas A e B, no fim da exploração do texto, feita em sala de aula, pediu--se que os alunos fizessem um comentário orientado, seguindo uma proposta do próprio manual utilizado. 
Publicamos alguns dos comentários:


Ladino, o Pardal Manhoso
O texto que eu vou comentar é de um pardal que se chama Ladino.
A descrição psicológica de Ladino é o pardal ser muito manhoso. As outras personagens não gostavam de Ladino, porque era um pardal muito manhoso e só sabia fazer partidas. As personagens ficavam irritadas com a maneira de ser de Ladino.
Ladino foi o “único” da sua espécie a sobreviver, pois quando era pequeno ficava dentro do ninho a dormir enquanto os outros iam voar.
A mensagem deixada pelo conto é que às vezes as pessoas manhosas podem durar muito mais tempo. Ou então menos tempo... O Ladino durou mais...
Filipa Emídio (7B)

   
O texto que vou comentar chama-se “Ladino” e é um texto interessante e engraçado.
Ladino é um pássaro que não queria sair do seu ninho, porque achava que estava lá bem. Este pássaro era muito manhoso e solteiro. Andava com todas, novas, velhas, casadas ou até solteiras, mas nunca assumia o seu papel de pai.
Ele era um pardal grande, matulão e feio. Era também muito egoísta, malandro e não se importava com nada nem ninguém como se ele fosse o único naquele mundo.
Quando alguém precisava de ajuda, ele não ajudava e, por isso, ninguém gostava dele. Tinha estratégias para sobreviver às dificuldades e uma delas era defender-se bem dos obstáculos da sua vida.
A mensagem deixada por este conto é mostrar às pessoas que não devem ser como este pardal, porque, no futuro, podem ficar sem ninguém devido ao comportamento egoísta e manhoso.
Beatriz Leitão (7B)

terça-feira, 1 de março de 2016

DiNotícias, 1ª Edição (2015/16)

Na 1ª Edição do DiNotícias deste ano letivo, foram publicados dois textos elaborados nas aulas de português. O primeiro é uma crónica feita a partir da leitura de provérbios. Foi uma atividade proposta em turma do nono ano. No caso do segundo texto, também numa turma do nono ano, foi escolhida uma crónica desta vez sobre a utilização das novas formas de comunicação e a comunicação ela própria entre as pessoas. O primeiro artigo pode ser lido na página 2,  e o segundo na página 2. Ambos os textos foram publicados na secção dos "Pontos de Vista". 
Publicamos, de seguida, imagem da publicação e ambos os textos para facilitar a sua leitura.

A minha infância foi toda ela muito divertida e livre, mas, por vezes, com alguns percalços.
Ainda me lembro, com seis anos, de ir para os anos da minha avó, que se realizavam sempre em casa dela. Era aquele dia em que a família se reunia toda.
A minha animação por pensar que iria estar com os meus primos, tios e etc era tanta!…Só que, depois, chegava lá, distribuía beijos por todos e ficava num canto sozinha, com o meu tablet, a jogar.
As pessoas reparavam na minha ausência e iam ver onde eu me encontrava, perguntavam-me se estava tudo bem e a minha resposta era sempre a mesma, “- Sim, está tudo bem, estou só a brincar um pouco”.
Durante todo esse dia, acabava por me isolar de todos, a jogar.
Ainda hoje sou muito dependente do telemóvel, quando estou sem ele fico muito stressada, atrapalhada…
Agora já com esta idade olho para trás e arrependo-me de ter ficado ali a jogar, se fosse hoje, iria conviver com as pessoas e de certeza que me divertiria muito mais.
A minha preocupação agora, quando estou nesses jantares é “puxar” os mais pequeninos, assim em vez de estarem agarrados a tecnologias, eles estarem mais com a família…

Carolina Vicente (9B)

Julgar pelas aparências e pela fama

Eu era só mais um gaiato naquela aldeia que estava quase a completar os dez anos. Faltava pouco mais de um mês. Nesta idade são normais as asneiras, as traquinices, as brincadeiras, quem é que nunca fez algo de menos certo? Pois.
Era um rapaz que, apesar de tudo, adorava o mundo, queria sempre explorar aquilo que diziam que não podia fazer, só mesmo para provocar.

Bem, ao pé de minha casa, não muito longe, havia um cão dentro de uma espécie de armazém. Os meus pais sempre me alertaram para não chegar perto do cão, pois tinha fama de mau.
O certo é que, como pessoa do contra que sou, tive que ir espreitar e ver, claro. Fui lá dentro, a luz não era muita, a única iluminação que havia era a que vinha da rua, ou dos buracos do teto.
Confesso que o sítio era tenebroso, mas era criança e não tinha consciência de nada.
Realmente, havia um cão lá dentro, era preto e não muito grande. Aproximei-me, e, na verdade, ele não me fez nada, deixou-me tocar-lhe à vontade, não mordeu, não ladrou, não fez rigorosamente nada. Quando cheguei a casa perguntei à minha mãe porque que diziam que o cão era mau, ao qual ela me respondeu, - " Filho, é um pitbull, a raça mais perigosa " e eu pensei cá para mim, “Ele não me fez nada nem quando lhe dei um abraço à volta do pescoço, portanto, mau não devia ser”. Hoje em dia, procuro saber sobre isso e cada vez mais me apercebo que os animais são um retrato do dono, e que se forem educados para não fazerem mal, assim o farão.
Acho que as pessoas julgam muito pela raça e pela fama que as raças têm.

Ricardo Antunes 9º B


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O Cavaleiro da Dinamarca - comentários

Nas turmas do 7ºAno, foi feita a leitura orientada de O Cavaleiro da Dinamarca de Sophia Mello Breyner. Nas turmas A e B, no fim da exploração do texto, feita em sala de aula, pediu-se que os alunos fizessem um comentário orientado. 

Publicamos, de seguida, alguns desses comentários:

A história do cavaleiro da Dinamarca começa na Dinamarca, no dia de Natal, em que a personagem principal, o cavaleiro, diz à família que vai em peregrinação a Jerusalém e que voltará não no próximo, mas no Natal seguinte e esta história fala da viagem do cavaleiro nesses dois Natais.
O cavaleiro era bastante corajoso, pois viajara por várias cidades, sempre sem esquecer a sua promessa. Era fiel, confiante e também muito curioso, principalmente acerca de histórias, como, por exemplo, a história de Giotto e a de Vanina, a menina que era obrigada a casar com um velho, enquanto amava outro homem Guidobaldo e que fugiu com ele.
Finalmente, o cavaleiro, já de regresso, seguiu para o porto de Génova para ir para casa, quando lá chegou, apercebeu-se de que o barco já tinha partido, mas o cavaleiro não queria quebrar a sua promessa, então, seguiu a pé.
Eu gostaria de participar numa aventura como esta, pois, como o cavaleiro, eu ia aprender muito. O narrador desta história não participa nesta. A descrição de  que eu mais gostei foi a de Veneza, pela beleza desta e a narração de que eu mais gostei foi a das histórias, porque as histórias contam verdades.
 Beatriz Guerra (7A) 

Esta história inicia-se na época natalícia e acabará noutro Natal dois anos depois. A personagem principal, o Cavaleiro da Dinamarca, na noite de Natal, anuncia à sua família que vai fazer uma peregrinação à terra santa, Jerusalém, porque gostava de passar o Natal na gruta onde Cristo nascera e onde rezaram os pastores, os Reis magos e os anjos.
O Cavaleiro era um homem muito decidido a fazer aquela peregrinação que, por sua vez, era muito difícil devido a naquele tempo as viagens serem muito difíceis, longas e perigosas, e definitivamente ir da Dinamarca à Palestina era uma tremenda aventura, o que fazia sobressair duas das características que se destacavam no Cavaleiro que eram o "faro" para aventuras e a coragem.
Durante a longa viagem do cavaleiro, são contadas várias histórias pelas pessoas que o cavaleiro ia conhecendo, como, por exemplo, a de Vanina e a de Pêro Dias. Aquela de que pessoalmente mais gostei foi a de Pêro Dias que fala de um navegador na época dos descobrimentos que numa ilha desconhecida tenta fazer contacto com um negro e que acaba trespassado por uma espada tal como o negro.
No final da sua viagem o Cavaleiro encontra-se perdido na floresta da Dinamarca. Quando ele estava prestes a desistir viu uma árvore iluminada, mas não era uma árvore qualquer era a árvore da sua casa iluminada por anjos. Graças a esse "milagre" o Cavaleiro pôde voltar a casa são e salvo na noite de Natal.
Esta é uma história de uma viagem emocionante que qualquer um gostaria de fazer, incluindo eu, porque pode trazer muita cultura e mudar a vida de alguém.
Nesta história os narradores são participativos e não participativos. 
Pedro Pires (7B)

Marcadores (2015/16) - 4

Publicamos, hoje mais marcadores. 
Podem, também, clicando em Marcadores  2015/16, ver todos os que já forma feitos neste ano.

  • do 7A, Sofia Oliveira.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A importância de um sorriso

Pedia-se que escrevessem uma história onde um sorriso tivesse sido relevante.

O Luís Silva (9B) não contou bem uma história... Partiu de uma situação por si vivida e sem muitos pormenores, deu relevância à importância de um sorriso. Vale a pena, achamos, ler as suas palavras 


Às vezes ponho-me a pensar se devo ou não devo sorrir de coisas que têm piada mas não têm lógica e chego a uma conclusão: Se estiver entre amigos não interessa porque nos rimos mas sim se nos divertimos.
Há uns meses, estava com amigos na brincadeira, até que um disse uma frase sem lógica e sem graça. Todos se calaram. Eu comecei a rir-me e, a pouco e pouco, já estava todo o grupo a rir-se de novo.
Acho que o meu amigo, por dentro, pensou “ Que sorte que eu tive! “ porque não tinha mesmo piada o que ele tinha dito e eu só me ri apenas para que ele não se sentisse mal com ele mesmo. Ele já por si era envergonhado e tímido...
Às vezes, é preciso este espírito de grupo para que todos se sintam bem e não se sintam de fora ou excluídos e se sintam integrados, pelo menos é esta a forma que eu tenho de pensar e de viver e assim eu também me sinto bem comigo mesmo. 
Luís Silva (9B)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Marcadores (2015/16) - 2|3

Publicamos, hoje mais marcadores. Podem, também, clicando em Marcadores  2015/16, ver todos os que já forma feitos neste ano.


  • do 7A, Marta Domingues, Beatriz Ribeiro  e Camila Pereira.



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Os primeiros marcadores do ano (2015/16)


Propusemos  a atividade de construção de marcadores de acordo com os livros que vão lendo, no início do 2º Período.  É uma atividade que sugerimos no 7º Ano e costuma ter adesão por parte dos alunos. Trata-se de uma atividade decorrente do Projeto de leitura "Ler, lazer e aprender". 


Ao contrário do ano passado, foi rápida a adesão à proposta da atividade. Ao fim de duas semanas apenas, já há marcadores. A Beatriz Leitão e o Daniel Silva do 7B foram os primeiros a apresentar os seus marcadores. Esperamos pelos restantes.


  • do 7ºB, Beatriz Leitão e Daniel Silva.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Máquina de fazer frases

Na quarta oficina de escrita, pediu-se aos alunos (7ºA e 7ºB) que construíssem um conto, usando uma "Máquina de fazer frases". 
Publicamos alguns dos textos.


Um Natal muito feliz!
Na sala da Dona Esmeralda um relógio de cuco esmagou uma porta carunchosa e nem pediu perdão. No entanto, como se aproximava a Época de Natal da qual o relógio gostava tanto, não quis ficar de costas voltadas à sua melhor amiga, a porta carunchosa.
Era época de muita alegria e agitação na casa da Dona Esmeralda, então, o relógio teve uma grande ideia para pedir desculpa à sua carinhosa amiga. Reuniu todas as mobílias para organizar o grande plano:
- Meus amigos, e até mesmo família, eu e a minha amiga porta carunchosa tivemos uma grande discussão, e, por isso, nestas vésperas de Natal, quero fazer-lhe um pedido de desculpas muito caloroso. O plano é: vamos pôr uma carta a dizer que este ano não vamos poder passar o Natal junto dela. Mas, na noite de Natal, vamos apagar as luzes da árvore de Natal e da sala, escondemo-nos e, depois, em coro, vamos dizer Desculpa! Por isso, conto com a vossa ajuda!
-É uma boa ideia. - Disse o sofá.
Então, assim foi, pediram desculpas e passaram um dos melhores Natais que o relógio Cuco tinha vivido.
Catarina Sampaio (7A)

O Oceano dos dois atuns
         No meio do oceano Atlântico, um atum cansado pintou uma carta de amor com infinita paciência.
            Os outros atuns que estavam espantados por o seu amigo estar a fazer alguma coisa até acharam estranho e começaram aos pulos dentro de água.
            Eu estava ao lado de um tubarão que não parava de rir aos altos berros e decidi ir ter com o atum para ver o que ele estava a fazer.
            O atum, quando me viu, sorriu e abanou a cabeça com tanta força que ia quase saindo fora da água, até que eu lhe disse:
            -Para com isso, ainda te salta a cabeça!
            Ele parou e respondeu:
            -Não sai nada, está bem presa, não te preocupes.
            O tubarão, cada vez se ria mais, e eu já estava a ficar um bocadinho farta porque ele fazia muito barulho.
            Passados alguns minutos, o atum foi ter com um atum-fêmea e deu-lhe um envelope com um coração cor-de-rosa brilhante.
            Toda a gente ficou espantada.
            O atum-fêmea abriu o envelope e lá dentro estava uma carta de amor,
            Todos os peixes daquele oceano ficaram alegres e o oceano passou-se a chamar “Oceano dos dois atuns”.
Beatriz Leitão (7B)

A velhota
    Na praia, ao nascer do sol, um pirata cego devorou uma livro de receitas, e desatou a fugir. Ninguém percebeu o porquê de um pirata ter roubado um livro de receitas a uma velhota, devorá-lo e fugir.
    A velhota era meio cega, meio surda, meio careca, mas corria e andava muito depressa, como se tivesse 30 anos, todos admiravam isso nela e pensavam como é uma velhota de 80 anos andava tão depressa e sem ajuda de bengala.
    -Desculpem, esqueci-me de me apresentar, eu sou a Camila, e estou a contar-vos esta história. Continuando:
    Uma senhora disse-lhe:
    -Então, Maria Fernanda, não vai fazer queixa!?
    -Queixa do quê? - Perguntava a velhota confusa.
    -Então, um pirata rouba-lhe um livro e devora-o e não quer fazer nada?
    -Está a falar do quê?
    -Do que acabou de acontecer - dizia a senhora a ficar também confusa.
    -A velhota, quero dizer, hum... Maria Fernanda era mesmo cega, e então não sabia do que estava a senhora a falar!- Disse eu (o narrador).
    -Está a chamar cega a quem?- disse a Maria Fernanda.
    -Você foi roubada sem se aperceber!- disse eu.
    Então, a velhota desatou a correr rapidamente a tentar recuperar o seu livro.
Camila Pereira (7A)

As raparigas fugitivas
No fim de uma rua deserta, um grupo de amigas pintou uma porta carunchosa sem ajuda de ninguém. Passados alguns minutos, apareceu um guarda ao pé das amigas, e elas, com medo, começaram a correr, só que o guarda conseguiu apanhá-las e levou-as para a esquadra, e quem é que as amigas viram ? Uma vaca esfomeada a devorar um professor distraído com cara de poucos amigos e a vaca, assim que as viu, desatou a fugir com o professor na boca.
O guarda começou a correr para apanhar a vaca só que a vaca deu uma patada a um guarda que caiu no chão aos gritos, as amigas fugiram e foram para ao pé da porta e continuaram a pintar, fizeram tudo o que queriam, e desenharam uma vaca a correr com o professor na boca e um guarda no chão a gritar.
No outro dia, as amigas voltaram ao mesmo sítio, e num poste estava uma fotografia de três raparigas e dizia:
“Procura-se. Quem as encontrar é favor telefonar.”
Quando elas olharam bem para a fotografia e viram que eram elas começaram a fugir. E nunca mais apareceram naquela aldeia. 
Filipa Emídio (7B)


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O que pensamos sobre "A Aia"

Após o estudo do conto "A Aia" de Eça Queirós, os alunos tiveram oportunidade de fazer um comentário.

Publicamos, para já, o comentário da Carolina Fontes do 9ºA.

O conto de Eça de Queirós, “A Aia” , conta-nos a história de uma senhora que tomava conta do seu filho e do filho da rainha num castelo. Mas, um dia, o tio do príncipe quis roubar o herdeiro do trono para ser ele o novo rei, no entanto, a aia não deixou. Trocou os dois bebés e o tio rude levou o filho da aia por engano. A aia, desolada por ter perdido o seu filho, por fim, matou-se para que pudesse estar com ele na outra vida.

No geral, gostei do conto, está bem estruturado, tem uma linguagem simples e acho que a mexe com os sentimentos dos leitores.
Foi uma ato de muita lealdade que a aia teve para com a rainha e reino, pois preferiu perder o seu filho, a deixar que matassem o príncipe. Teve de ter muita coragem para ter essa atitude, pois custa-me imaginar o sofrimento de uma mão que perde o filho!...
Por outro lado, não sei se a atitude da aia foi a mais correta. Eu, no seu lugar, talvez não o fizesse. Um filho é sempre um filho e, na minha opinião, devemos proteger, cuidar, defender… o nosso filho.
No final, a aia demonstrou o seu amor pelo filho ao decidir ir ter com ele, acabando mesmo com a sua própria vida.
Trata-se uma história dramática com muita mistura de sentimentos que nos faz pensar que atitude iríamos ter, no tal momento, em que nem temos tempo suficiente para pensar nas consequências…
Carolina Fontes (9A)


[Imagens encontradas
 através da pesquisa no Google]

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Os verdadeiros amigos

Na terceira oficina de escrita do 9º Ano (turmas A e B), pedia-se que os alunos, partindo de uma frase de Confúcio sobre a amizade, apresentassem o seu ponto de vista, recorrendo, no mínimo a dois argumentos que deveriam ser devidamente exemplificados.


 Segundo Confúcio, ‘’Para conhecermos melhor os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso verificamos a quantidade e na desgraça a qualidade’’. Concordo com esta afirmação, pois há amigos que nos apoiam no sucesso mas, na desgraça, só os verdadeiros amigos estão lá para nos apoiar.
Há vários tipos de amigos: os que estão connosco para o bem ou para o mal, mas aqueles que ficam connosco em ambas as situações, esses são aqueles que devemos guardar para o resto da vida e não aqueles que estão só quando lhes convém.
Nas situações mais difíceis de vida, seja o que for, nessas alturas, vemos quem são os poucos amigos com quem podemos contar. Por exemplo, a minha avó está doente e eu tenho vários amigos, porém só contei esse acontecimento a um, o único em quem posso confiar!
Como podemos descobrir os amigos verdadeiros? Não é fácil, mas também não é difícil saber! Há algumas formas para saber isso: - No bem e no mal, quem fica contigo?- Quem se preocupa contigo, seja em que situação for? - Quem te apoia sempre, em tudo? Essa pessoa em que estás a pensar é um amigo verdadeiro, se ela está disposta a permanecer ao teu lado e ajudar-te no bem e no mal, então guarda-a para sempre!

Maria Arsénio (9B)

Confúcio disse, e com razão, que para conhecermos as pessoas que nos rodeiam tínhamos que conhecer os dois lados da história: o bom, e o mau!
Referiu também que quando estamos a viver uma fase melhor na vida aparecem sempre aqueles falsos amigos que se fazem passar por grandes pessoas/amigos, contudo, o interesse desses  "amigos", se é que podes chamar assim..., é o dinheiro, é poderem-se aproveitar da nossa boa fase para nos enganar.
Mas quando a dita boa fase acaba, vê-se ou apercebe-se que aquela ideia que tínhamos sobre eles não era a certa. Afinal,  as pessoas acabam sempre por se revelar. Mas também é nessas alturas que damos conta que nem sempre os nossos " melhores amigos " são aquilo que idolatrávamos, e que, embora não falando muito, as pessoas que nos parecem mais distantes são aquelas que nas piores alturas estão lá para nos apoiar. 
Agora pergunto-me, o que leva as pessoas a serem tão intriguistas, mesquinhas, e interesseiras? Acho cada vez mais que as pessoas só olham e se preocupam com o que é seu, e que se estiverem bem o mal dos outros não os afeta.
E esse tipo de coisas mói-me um pouco a cabeça porque não consigo entender o que passa na cabeça dessas pessoas sendo que estamos no século XXI, logo a mentalidade e a forma de pensar deveria estar mais evoluída. As pessoas aproximam-se umas das outras para ficarem bem vistas na sociedade e isso, irrita-me!
Mas, pronto, isto sou eu e as minhas ideias.
Ricardo Antunes (9B)


Segundo Confúcio, “Para conhecerem os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.”. Pois eu tenho uma opinião parecida, mas ao mesmo tempo totalmente diferente porque: se os amigos forem amigos, podemos contar com eles para tudo, pois todos os outros não são amigos, mas sim interesseiros. 
Dito isto será que é assim tão difícil diferenciar os amigos verdadeiros? 
A minha resposta a esta pergunta é, sim, é, pois os interesseiros só se aproximam nos bons momentos, só se aproximam pelos bens materiais, só se aproximam quando estão só;…
Amigo é aquele que não nos deixa ficar mal, quando estamos em baixo e nos levanta a moral, fazendo-nos acreditar que é possível sairmos dos maus momentos e quando temos sucesso estão lá e ficam contentes por nós.
Eu, pessoalmente, considero que tenho bons amigos e mais importante que isso verdadeiros, porque quando tenho objetivos que não estou a conseguir realizar dizem-me: “-Não desistas, vais conseguir, e se não conseguires já, consegues mais tarde.” e isso, parecendo que não, levanta-me a moral. 
Luís Silva (9B)

[Imagens encontradas
 através da pesquisa no Google]