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domingo, 20 de março de 2011

José Saramago - Ficha biográfica

A propósito do estudo do Conto da Ilha Desconhecida, foi sugerido que os alunos elaborassem a ficha biográfica do seu autor: José Saramago.
Publicamos alguns dos trabalhos:











Patrícia Fernandes, Cheila Ministro e Inês Henriques, 9ºD




















Ecaterina Ciobanu, 9ºC


sábado, 19 de março de 2011

Passaporte da leitura - 2010/11

A propósito do Projecto de Leitura "Ler, lazer e Aprender", os alunos vão construíndo o passaporte da leitura, registo que contém a identificação dos livros que lêem e o tempo em que os lêem.
Divulgamos de seguida vários passaportes construídos ao longo do ano. Antes porem publicamos um print screen  das palavras com que a Andreia Ricardo iniciou, no 3º Período, o seu passaporte da leitura:









Identificação - 2010/11

No princípio do Ano Lectivo, sugere-se que os alunos contruam um documento de identificação. Esse trabalho ser enriquecido ao longo do ano.
Ficam os registos da Leonor Ferreira do 7º A, Margarida Pinheiro do 7º B e Mariana Nunes, também do 7ºB, apresentados no 1º Período.

Leonor Ferreira, 7ºA


Mariana Nunes, 7ºB


Margarida Pinheiro, 7ºB



Nota
Caso seja possível publicar outros trabalhos de identificação realizados neste ano lectivo (2010/11), iremos usar este post.


Dar continuidade ao texto...

«Lá fora, a noite estava semeada de milhões de estrelas, planetas, cometas, asteróides nos seus voos loucos, constelações de todos os tamanhos e das mais diferentes formas. Olhou por cima do ombro direito, pela vigia lateral, procurando absurdamente uma luz branca que julgava ter visto algures, mas não se lembrava quando, nem sequer era capaz de dizer se a tinha visto, de facto, ou se apenas a tinha imaginado em sonhos. E mais uma vez, repetiu baixinho e para si própria a pergunta que tantas vezes fazia, quando estava assim sentada à noite na nave, e via o Universo inteiro à sua volta: “Haverá alguém por aí à escuta? Alguém que nos veja e que nos guie?”»
Miguel Sousa Tavares, O Planeta Branco



No entanto, de uma coisa tinha a certeza; sabia que não estava completamente sozinha, sabia decerto que mais alguém lá estava!Não se quis precipitar ao ponto de não ver ninguém e de se desiludir consigo mesmo. Talvez tenha medo de um mundo parelelo ao nosso,talvez...não queira enfrentar aquilo que lhe passa pela cabeça, ou será apenas fruto da sua imaginação Hipoteticamente, não poderia. Todavia, sendo ela uma pessoa muito prespicaz mas ao mesmo tempo insegura, questionava-se muito acerca do que a rodeava e queria saber o porquê de tudo ser como é. Contudo, numa noite em que estrelas cintilavam mais que outras, em que cometas se espalhavam pelo ar asfixiado pela falta de gravidade, ela terá sido surpreendida por um jovem turista vindo de um planeta dista. Um jovem bem parecido, alto, com uma tremenda inteligência e capacidade de fala, tipo dicionário ambulante. Dados estes pormenores, surgiu uma conversa sem fim, com muitas perguntas e muito poucas respostas, claro. E, entretanto, ela avistou uma coisa, a tal luz branca de que procurara tanto para achar neste gigante palheiro, coberto de estrelas e dos mais impressionantes fenómenos do nosso universo. O turista disse: O planeta Branco é um paradoxo da verdade, tanto é real como surreal, só existe se nele acreditarmos.
Josias Duarte, 9ºB

Fico ali por algum tempo a pensar, quando de repente oiço um barulho fora do normal, melhor dizendo, oiço algo a bater na minha nave, e murmuro com algum medo:
- O que será ? - murmuro - Quem é ?...
Fui de vagar, espreitar pela janela da minha nave, estava um ser estranho lá fora, que eu nunca tinha visto, mas que me pareceu simpático, alegre e divertido. Era verde, com um olho, e três patas.
Pensei que não seria nada de mais se fosses abrir a porta, e lá foi eu…
- Olá ! - exclamei eu.
- Olá, tenho reparado que andas por aqui pelo espaço, o que te traz aqui ? - respondeu ele.
- Falas português ? - exclamei eu, espantada - Queres entrar ?  - disse eu, para não responder à perguntar, que me tinha feito anteriormente.
Acenou-me com a cabeça que sim. Deixei-o entrar, e acompanhei-o até á sala, disse para entrar no sofá que ia só buscar uma bebida. Mas a meio do caminho pensei : "Será que ele bebe alguma coisa ?" , mas não me importei com isso e foi buscar algumas bebidas.
Quando cheguei à sala ele estava a ver televisão, ou seja, ele sabia o que era um televisão. Então perguntei-lhe se queria beber algo, eu trazia um sumo, e ele respondeu-me:
 - Sim, pode ser um pouco desse sumo que tens aí na mão !
Por um lado era estranho estar a falar com um estranho verde, mas por outro era algo interessante…
Alexandra Mendes, 9ºC

E nisto, acordou. Os olhos tentaram focar por detrás das pálpebras, mas sentia-os ligeiramente a arder pelo facto de ter chorado. Cheirava-lhe a relva cortada e sentia os braços arrepiados pelo vento. Apoiou-se nos cotovelos, e, apreendendo onde estava, resmungou: “Raios!”. Adormecera outra vez ao relento, por baixo das estrelas, no jardim de casa.
Voltou a deitar o corpo sobre a relva densa, observando mais um dia de verão madrugar. Vasculhou rapidamente por entre as memórias e logo ficou arrependida de o ter feito; descobriu que eram muito mais duras do que aquilo que imaginava. Os olhos arderam-lhe novamente e ela cerrou-os com força para impedir que as lágrimas reinassem como na véspera. Porém, como que com personalidade própria, elas saíram indiferentes e voltaram a inundar rosto, pescoço, cabelos…
Rendida pela força daquelas gotinhas de água, deixou a mente retornar às memórias e respirou lenta e pesadamente. Lembrou-se de cada grito, de cada gesto e de cada palavra dura como se visse tudo em câmara lenta. Aliás, a nitidez com que se lembrava de tudo aterrorizou-a. E assim, uma por uma, as lágrimas continuaram a escorrer.
Depois, passado o que pareciam horas, soltou um último lamento, enxugou os olhos às costas da mão, e levantou-se. Ao mesmo tempo que caminhava para dentro de casa, entoou baixinho algo que lhe parecia estranhamente familiar: “Haverá alguém por aí à escuta? Alguém que nos veja e que nos guie?”.
Ecaterina Ciobanu, 8ºC

Depois de olhar o espaço escuro e brilhante, Seabra voltou para dentro da sua nave. Instalou-se na sua cama, e, como regularmente fazia, começou a escrever no seu diário “décimo dia no planeta desconhecido… Até agora não aconteceu nada. Será que não existe mais nada neste planeta sem ser rochas e areia? Gostaria de fazer alguma descoberta, descobrir algo que nunca foi descoberto! Se continuo sem descobrir nada, em breve terei de partir para a Terra. Pode ser que amanhã aconteça algo de interessante…” após ter acabado de escrever tudo o que queria escrever, deixou-se levar pelo sono.
Com a intenção de descobrir algo novo, Seabra acordou passado umas horas e partiu à descoberta. No início, nada de novo: areia, rochas, areia, rochas, rochas e areia!!
Foi então que Seabra reparou numas pegadas esquisitas marcadas na areia e sempre na mesma direcção. Pensou imediatamente em segui-las, mas por outro lado sentiu uma pontada de medo. “Quem será? Melhor, o que será?” – questionou-se. Mas deixou-se levar pela adrenalina do descobrimento e seguiu as pegadas, até que chegou a um acampamento.. Ao mesmo tempo que levava a mão à boca, soltou um grande suspiro que fez com que todos os extraterrestres olhassem para ela.
Seabra ficou parada, e por segundos pensou em morrer logo. Mas depois um dos extraterrestres veio até ela e convidou-a a sentar-se.
No dia seguinte, Seabra convenceu alguns dos extraterrestres a visitar o planeta Terra e concluiu assim a sua investigação sobre o “Planeta Amarelo”.

Patrícia Cruz, 9º C

Em defesa das florestas e espaços verdes

A Natureza está em perigo
Temos de agir!
Quem não se lembra de ter brincado às escondidas num jardim cheio de plantas e arbustos? Quem nunca construiu uma cabana nos ramos de uma árvore? Que belas recordações. Infelizmente, tudo isto está posto em causa actualmente porque o Homem não sabe preservar a pouca Natureza que ainda o rodeia! Se alguém tiver dúvidas, basta olhar para o nosso concelho. Apesar de vivermos no campo, a Natureza está em muito mau estado! Não vemos muitas árvores e estas estão muito desprezadas como se não fossem bem vindas, os espaços verdes são raros e mal aproveitados, e as plantas da região não são valorizadas.
Temos de fazer alguma coisa antes que seja tarde de mais para as gerações futuras! Temos de reconstruir aquilo que a geração dos nossos pais destruiu! Mãos à obra!
Podemos começar por organizar equipas para plantar árvores e voltarmos a ter florestas no nosso concelho. Desta forma contribuímos para a melhoria da qualidade do ar. Devemos também dar valor aos espaços verdes que temos utilizando-os com respeito e promovendo a construção de mais alguns onde pequenos e grandes possam descansar e esquecer o stress do dia-a-dia. Quanto às plantas originárias da região, parece-me que seria a ocasião de promover encontros entre gerações para perguntar aos mais velhos como era a Lourinhã da sua infância e plantar de novo todas as plantas que hoje em dia já não nos rodeiam.


Gustavo Cópio, 8ºC


Actue enquanto não é tarde
Para começar, imagine-se numa cidade, em que tudo o que esteja à sua volta seja poluição; Pense em arranha-céus, carros a deitar fumo de escape, barulho ensurdecedor, pessoas sob stress… Tudo isto, sem uma única réstia de espaço verde. Em seguida, imagine um vasto campo coberto de flores. Acrescente algumas árvores majestosas, enchendo o espaço à volta. Ouça o roçar do vento nas folhas e o chilrear dos pássaros, voando livremente. Por fim, compare-os, e diga: Qual dos dois prefere?
Pois é. E lembre-se de que quem fomentou isto tudo, fomos nós. Todos e cada um de nós actuou diariamente da forma mais egocêntrica e construiu aquilo a que chama de “civilização” sem sequer parar para pensar no resto. Esta é a realidade, pura e dura.
Porém, apesar de tudo isto, ainda há uma oportunidade de se redimir. Está a ser-lhe dada a última possibilidade que tem para fazer as coisas bem. Agarre-a! Invista na natureza. Ponha o egoísmo atrás das costas e defenda aquilo que lhe dá vida! Proteja os espaços verdes que restam, e, do mesmo modo, volte a criar os que outrora existiam.
Vai ver como lhe aquece a alma saber que ajudou tão nobre causa.


Ecaterina Ciobanu, 9ºC

A propósito das sensações, quando se vêem espectáculos

Para começar, penso que o último concerto que fui ver foi dos Santa Maria, em Peniche. Além disso, nunca fui a muitos concertos, apensa uns 5 ou 6 durante a minha vida inteira, prefiro ir a algum bar, ou ás “festinhas da aldeia” . O concerto até foi engraçado, tinha uma apresentação super engraçada, bastantes luzes efeitos, isto é, ao princípio tinha uma excelente apresentação, todas as pessoas cantavam, dançavam, super giro… As bailarinas dançavam super bem e conseguiam com que as pessoas dançassem todas! E como sempre, os concertos fazem intervalos, para os cantores, os bailarinos e o pessoal do staff poder descansar um bocadinho. A meu ver , naquele concerto o pessoal do staff não chegou a descansar , porque na altura do intervalo, a cantora saiu do palco para beber qualquer coisa, e houve uma multidão de pessoas que se chegou ao pé do palco, gerou-se uma tremenda confusão. Ouviam-se os rapazes do staff dizer: - Não se aproximem, por favor não se aproximem! Foi uma cena horrível, mas as pessoas até obedeceram e ficou tudo mais calmo. Depois quando voltou a hora de voltarem todos ao palco, parecia uma peça de teatro triste, muito pouca iluminação, quase que não dava para as pessoas verem o baterista e os guitarristas, apensa se via a cantora e as bailarinas. Não sei se foi pelo facto do acontecimento do intervalo, porque depois ao longo da segunda parte começou tudo a voltar ao normal e as pessoas começaram a gostar. Eu não sou muito apreciadora daquela banda, mas até foi interessante e gostei.


Jéssica Martins Pataco, 9ºB



Tudo começou no dia 2 de Junho de 2010. Era de noite e ia haver Espectáculo! O Sarau da Leitura.
Eu e os meus colegas íamos entrar, por isso, como é normal, estávamos muito entusiasmados e divertidos. Então, tudo mudou, quando uma pessoa chegou ao pé de nós e nos disse:
- Meninos, preparem-se, vão entrar a seguir.
Quando percebemos que íamos entrar, sentíamos uma espécie de “formigueiro na barriga”, é óbvio que era o nervosismo, mas mesmo assim, eu acho que também era medo. “E porquê, medo, não existe nada assustador? – podia pensar uma pessoa.” Era medo de errar, de estarmos tão nervosos que nesse momento o mundo parava. De facto, era horrível!
Quando entrámos, a primeira coisa que fiz foi varrer a sala com o olhar, ver as filas cheias e além disso, ver a cara de satisfação das pessoas, com um sorriso de orelha a orelha.
Na saída, sentíamo-nos tão bem que nem parecíamos as mesmas pessoas. A única coisa que queríamos fazer era saltar novamente para o palco e dar “show”.
Portanto, foi único, um dia que vai ficar marcado nas nossas vidas, pelo menos na minha vida, de certeza.


Mariana Ferreira, 9ºC

quinta-feira, 17 de março de 2011

“A origem” - uma leitura

“A origem” (Inception) é um filme que relata a vida de Cobb, um ladrão talentoso, capaz de roubar informações através da própria fonte – A mente das pessoas. Deste modo, ele é um fugitivo à polícia, o que faz com que esteja separado dos seus dois filhos. Mas eis que lhe é dada a oportunidade de se redimir. Cobb tem de fazer um último trabalho, que lhe pode devolver a família: Implantando uma ideia na mente de alguém, em vez de a roubar.
A meu ver, este filme é genial, porque põe à prova a nossa capacidade de pensar. Isto é, para percebermos o desenrolar dos acontecimentos, é preciso estarmos com atenção a todos os detalhes. Não é um filme simples e eu fico feliz com isso. Além disso, achei o argumento muito inovador. Afinal de contas, o local do crime passou a ser a própria mente das personagens, onde sucedia todo o tipo de fenómenos que no mundo real seriam impossíveis de ver. À medida que o filme passava, sentia-me cada vez mais absorvida pela a história. A tensão das cenas, as fugas, as explosões e até os tiros fizeram deste filme, o melhor que eu já tive oportunidade de ver.
Resumidamente, penso que apesar de este ser um filme de espionagem, tem muita história para contar, e portanto vale a pena vê-lo. Confesso que nunca pensei gostar tanto de um filme deste género!


Ecaterina Ciobanu 9ºC