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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Histórias para a família

Na segunda proposta de escrita semanal (8ºAano), pedia-se que os alunos contassem uma história que pudesse ser dita/lida, durante uma reunião familiar. Houve quem contasse histórias e quem recriasse o momento das histórias.
Ouçamos (Textos de alunos dos 8º A e 8º B):


Era uma noite quente de verão, na qual eu e a minha família estávamos a fazer diversas atividades, como ler poesias, cantar e contar histórias. Já todos os meus familiares tinham contado a sua história, menos eu. Foi então que comecei a contar a seguinte história: “Há uns anos atrás, cinco jovens fizeram uma descoberta extremamente importante, mas, ao mesmo tempo, estranha.
Num dia de primavera, a Marta e a Carolina, foram passear pelo campo perto das suas casas. Ao fim de algum tempo, elas decidiram telefonar à Margarida, ao Tiago e ao Francisco, para saberem se eles queriam ir ter com elas. Como a resposta foi afirmativa, a Carolina e a Marta decidiram sentar-se na sombra de uma árvore e descansar um pouco. A Carolina ao virar-se para ver se os seus amigos já estavam ali, viu uma casa, muito pequena e abandonada e disse á Marta:
- Olha, Marta! Vês aquela casa ali, aquela pequenina. Já alguma vez foste lá ver o que era ou se estava abandonada?
- Não, nunca fui lá e, além disso, não quero ir, tenho medo. – disse a Marta, receosa.
- Por favor, Marta! Não me digas que não tens nem uma pontinha de curiosidade de ir lá. Eu cá tenho. Não queres ir até lá?
- Não me parece. Prefiro ficar aqui à espera dos nossos amigos. Mas se quiseres ir até àquela casa, podes ir, eu fico aqui.
- Vá lá, Marta! Vem comigo, por favor!
- Está bem, ganhaste! Eu vou contigo, ainda que, vá contrariada.
De seguida, as duas raparigas foram á casa, e entraram nela. Ficaram chocadas com o que viram. Era uma coleção de antigos artefactos egípcios. Depois, foram para a rua, chamar os seus amigos que já estavam ali. Todos juntos telefonaram para a polícia, a dizer o que tinham descoberto. Por conseguinte, receberam uma recompensa maravilhosa, ou seja, receberam uma quantidade do valor das peças que encontraram.”

Madalena Castro


A Grande Reunião 
            Numa reunião familiar, coube-me a função de animar o pessoal e de tornar aquela noite inesquecível.
            Decidi contar uma linda história, que deixasse todos com o coração mais doce.
            Com efeito, contei a história de um homem chamado André que, em tempos, vivera com os seus pais, numa ilha deserta, no meio do oceano atlântico. Os pais desse homem eram portugueses e tinham ido ali parar porque o navio onde iam naufragara. André nascera na ilha e fora lá que, ao longo dos anos, os seus pais tinham envelhecendo e acabado por morrer.
            Portanto, o André sentia-se muito sozinho, pois na sua vida apenas conhecera os seus pais e os seus amigos macacos. No entanto, ele amava a sua ilha.
            Num certo dia, estava sentado numa pedra, à sombra de uma palmeira, com as folhas bem verdinhas e começou a falar com um macaco:
            - Será que existe algum sítio depois deste mar? Eu não sei, mas irei descobrir!
            Então, esse senhor decidiu construir uma jangada e viajar até encontrar alguém como ele.
            Passaram muitos dias e ele acabou por chegar a uma terra que desconhecia: Portugal. Depois de longas horas de exploração, o André ficou muito contente por estar ali.
            Mais tarde, tornou-se um cidadão português, teve filhos e, quando pôde, voltou à sua ilha.
            Terminei a minha história, bateram palmas e o meu avô disse:
            - Devemos sempre lutar pelo que queremos…
            Concluindo, foi uma noite especial e penso que todos perceberam que devemos sempre ver o lado positivo.
Margarida Pinheiro


A Praia Mágica
Há anos atrás, uma menina de treze anos, que vivia à frente da praia, foi passear durante a noite. A noite estava estrelada e ela foi para o seu local preferido: a praia. Estava ela a caminhar pela areia molhada e fria do outono quando, de repente, ouviu uma voz muito doce e suave.
-Olá.
-Quem és?! – perguntou a menina arrepiada.
-Eu sou uma sereia. O rei Félix quer agradecer-te por todo o bem que fizeste ao nosso mar – respondeu a sereia.
Sem grandes palavras ou gestos, a criatura encantada espalhou um pó por cima da garota. Ela nem se mexeu de tão assustada que estava mas, por outro lado, estava curiosa.
-Segue-me! – ordenou a sereia entrando pelo mar dentro.
A menina obedeceu e espantou-se pelo facto de conseguir respirar na água! O pó dava-lhe essa capacidade maravilhosa.
Passado algum tempo, chegaram aos recifes de coral e a sereia foi apresentando à menina o seu mundo e alguns amigos. Finalmente, chegara a um magnífico palácio de cristal coberto de algas coloridas e cheio de brilho e de lux. Quando  entraram no palácio foram muito bem recebidas.
-Bem-vinda ao nosso reino, criatura terrestre! Estamos-te eternamente gratos pelas tuas boas ações: por retirares o lixo do mar, por trazeres caixotes para as pessoas colocarem o seu lixo e reciclagem… Como agradecimento, damos-te a capacidade de respirares debaixo de água e podes visitar-nos quando quiseres! – informou o rei Félix.
A rapariga ficou muito feliz e, aliás, já nem se sentia com medo! Ainda hoje ela visita este reino aquático e os seus novos amigos.
Inês Cordeiro


Uma Noite Para Não Esquecer
Sorrio sempre que me lembro deste episódio… Sempre que me lembro da lua cheia que estava naquela noite, da aragem quente que corria, das muitas caras sorridentes e felizes, sentadas em círculo na areia à beira-mar…
Nessa noite, eu e todos os meus primos mais novos fizemos o musical “Música no Coração” e correu muitíssimo bem. Enganámo-nos dezenas de vezes, mas toda a família cantou! E enquanto cantávamos parecia que o mar nos acompanhava, enquanto as ondas rebentavam…
Sinceramente, a minha parte preferida foi aquela em que começámos a citar poemas de Sophia de Mello Breyner, que muitos de nós já sabiam de cor e salteado.
De seguida, conversámos… Falámos de dezenas de coisas, falámos do dia-a-dia, das viagens, da praia, das férias…
- Tendo em conta que não estamos juntos muitas vezes, propunha que realizássemos uma viagem! – Naturalmente que esta ideia foi, de imediato, aprovada.
- Acho uma excelente ideia!
Nós, mais novos, ficámos mesmo muito entusiasmados!
- Na minha opinião, Londres seria um destino muito interessante.
- Eu gostava de ir a Berna.
Continuámos a discutir qual das cidades visitar. Desta forma, ficou decidido que iríamos a Londres nas férias de Verão e a Barcelona no Natal.
Para concluir a nossa “reunião” cantámos músicas portuguesas e inglesas, hinos, canções da rádio… E é com muito orgulho que digo que ensinei o meu primo mais novo a cantar o hino português!
Será sem dúvida, uma experiência a repetir!
Leonor Ferreira



Era uma vez uma bruxa chamada Josefa, que vivia num castelo muito feio com o seu gato Zorbas.
O gato era preto com olhos verdes e tinha o nariz sarapintado de branco.
Certo dia, a bruxa estava a fazer uma poção mágica e, de repente, o gato caiu lá dentro.
A bruxa ficou muito atrapalhada e apressou-se a tirar o gato dali, mas qual não foi o seu espanto quando reparou que o gato saiu todo às cores e muito mal disposto.
A bruxa apressou-se logo a levar o gato ao veterinário.
O médico deu-lhe a sua opinião:
-Minha senhora, o seu gato só tem que tomar um xarope, mas de resto está tudo bem.
-Muito obrigada pela sua disponibilidade – disse a bruxa.
A Josefa voltou para casa um pouco mais animada e aliviada pelo seu gato não estar doente.
Agora tinha entre mãos, a difícil missão de convencer o seu gato a tomar o xarope.
Não foi nada fácil, pois o Zorbas não gostava nada de tomar xaropes.
-Zorbas, tens que tomar o xarope para ficares melhor e, além disso, a tia Gertrudes não vai gostar nada de te ver assim e vai te dar daqueles biscoitos com sabor a mentol – tentou a Josefa.
Logo que ouviu isto, o Zorbas abriu a boca e engoliu o xarope sem mais demoras.
Assim, o gato voltou à sua cor original e nunca mais se sentiu mal!
Maria Inês Oliveira




segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Namoro


A propósito do namoro...

Está um céu limpo, uma brisa leve, um ar quente e um sol brilhante… Passei a entrada e olhei à volta. O parque está praticamente cheio, vêem-se sobretudo casais adolescentes por ali. Procurei o meu namorado e vi-o sentado num dos bancos da entrada, junto ao café.
-Bom dia! – Ele virou-se.
Levantou-se de imediato e abraçou-me. 
-Na verdade estava a pensar em ti há bastante tempo. Pensava que não vinhas. – Ele estendeu-me a mão e caminhámos de mãos dadas pelo trilho definido a verde, ele sabe que o meu favorito passa perto da cascata, algo que sempre me fascinou desde pequena.
-Como vão as coisas lá por casa? – Eu olhei-o com atenção, ele é o único que se apercebe que a relação com a minha família está cada vez pior.
-Os meus pais continuam a discutir cada vez com mais frequência. – Aproximei-me da cascata e passei a mão pelas águas. Ele imitou-me de imediato.
-Está fria! – Eu ri-me da expressão dele e ele devolveu-me um sorriso. De seguida tirou do bolso das calças uma moeda e estendeu-ma. – Atira-a. Tu mereces que todos os desejos se concretizem! Se não todos, apenas um… 
Recolhi a moeda e atirei-a, fechando os olhos e pedindo o meu maior desejo. É secreto, mas só posso dizer que me senti bastante bem quando ele se aproximou de mim e me abraçou. Eu sei que não devia, mas apenas deixei as lágrimas cair… Numa palavra: estou feliz!

Leonor Ferreira, 7ºAno

A aventura da princesa

Num dos testes escritos, no terceiro grupo, pedia-se que os alunos dessem continuidade a uma história:


Era uma vez uma menina muito bela que, numa manhã de Primavera, foi passear para uma floresta próxima de um palácio.
De repente encontrou uma cobra que lhe disse:
- Olá, o que fazes aqui?
A menina ficou atrapalhada e respondeu:
- Ando a passear, não me faças mal.
- Não te preocupes, eu sou vegetariana – retorquiu a cobra.
A menina continuou a andar, até que encontrou um porco a chorar e perguntou-lhe:
- O que se passa?
O porco respondeu:
- Não posso contar, é segredo.
A menina ficou espantada e seguiu caminho.
Pelo caminho encontrou uma casa e bateu à porta. Saíram lá de dentro cinco mulherezinhas, do tamanho de um dedo. A menina perguntou o que elas faziam ali, mas também era segrego.
 De repente, a menina tropeçou numa pedra, bateu com a cabeça numa árvore e desmaiou. Quando acordou, estava num palácio muito feio, onde vivia uma bruxa muito esquisita. 
A menina olhou à sua volta, mas não sabia onde estava, até que a cobra espreitou à janela e chamou-a. Ela chegou lá fora e a cobra ajudou-a a sair dali.
Pelo caminho encontrou o porco que lhe pediu um beijinho. 
Sem perceber porquê, a menina deu-lho e o porco transformou-se num príncipe.
- Ah! – exclamou ela.
- Foi uma bruxa que me transformou em porco. Há cinco mulherezinhas na floresta, que são as criadas dela e estavam a tomar conta de mim para ninguém me beijar, mas elas a esta hora estão sempre a dormir – disse o menino.
Assim, a menina apaixonou-se pelo rapaz, casaram e viveram felizes para sempre.

Maria Inês Oliveira, 7ºAno




terça-feira, 5 de abril de 2011

Um sorriso

O 3º teste escrito do 9º Ano foi feito com base num dos Exames de anos anteriores. A proposta de escrita era:

O texto B apresenta uma reflexão sobre o valor do sorriso. Um sorriso pode ser muito especial.

Redija um texto narrativo em que recorde ou imagine uma situação na qual um sorriso tenha tido um papel fundamental.
Construa a narrativa, desenvolvendo a acção num espaço e num tempo determinados e descrevendo a personagem ou as personagens interveniente(s).
Publicamos, de seguida, dois dos textos que foram escritos durante o teste. O primeiro foi escrito por  Josias Duarte do 9º B e o segundo por Mariana Ferreira do 9ºC
Nova-Zelândia, dia 29 de Dezembro de 2009. Estava eu em Wellington, na famosa capital, alojado num motel situado perto de um rio quase congelado, em que a temperatura poderia ser negativa. Deitado na cama, estava eu a olhar para a fotografia da minha mãe que ainda estava em Portugal, e que por acaso só não me acompanhou a mim, à minha irmã e ao meu pai por uns meros trabalhos domésticos que tinha a fazer.
Todos os dias me punha à janela, sentado de frente à lareira, a pensar no dia em que chegaria a minha mãe. Reflectia também sobre o porquê de ter ido para os confins do mundo, mas tudo tem uma razão e uma consequência. Por vezes, escorria-me uma lágrima de alegria, de felicidade, cheia de emoção. O mais sobrenatural que podemos fazer é pensar, ir buscar boas e más recordações, e eram assim os meus dias, sentado, a sorrir por ela.
Numa noite, já se fazia tarde, ouvi um motor lá fora a trabalhar, seria ela? Era mesmo. Entrou de rompante e surpreendeu-me, inexplicavelmente, fez-me acreditar que existia um elo de ligação entre o seu sorriso e o meu, foi um sorriso com um papel fundamental. Definitivamente que foi.
 Josias Duarte, 9º B


Ele… A primeira conversa!


Olá. Eu sou a Mafalda Ferreira e hoje foi o dia mais feliz da minha vida. Nunca imaginei que isto alguma vez me fosse acontecer! O João Costa, o rapaz mais lindo da escola, veio falar comigo, eu que sou uma rapariga simples, gorda e feia. Fiquei tão esquisita. Ele disse-me assim:
- Olá, és a Mafalda, certo? – com aquele olhar azul e aquele sorriso brilhante (quase que ofuscava).
- Sim… - disse eu com figura de “parva” e tímida.
- Acho que este livro é teu, deixaste na aula de Biologia.
- Ah, pois é… Muito obrigada.
- De nada, adeus.
Eu sei que foi uma conversa rápida e simples, mas isso para mim não é importante. Ele falou comigo! IUPI… Agora, sempre que passo por ele, lembro-me daquele sorriso encantador, que, para dizer a verdade, deixa qualquer rapariga caidinha por ele.
Na segunda-feira, eu fiz questão de me sentar ao lado dele, para ver como ele reagia e sabes o que ele fez, querido diário? Agarrou-me e deu-me um beijo. Já sabes qual foi a minha reacção! Ia desmaiando. Ele depois disse:
- Mafalda, tu és única. Nunca conheci uma rapariga como tu. Para ti o mais importante é “curtir” a vida.
Boa noite, querido diário, sei que em ti posso sempre confiar e sei que não contas nada a ninguém! Ah Ah… Vou dormir com o que me aconteceu hoje marcado no meu pensamento, com um sorriso na cara. :D

Mariana Ferreira, 9ºC

sábado, 19 de março de 2011

Dar continuidade ao texto...

«Lá fora, a noite estava semeada de milhões de estrelas, planetas, cometas, asteróides nos seus voos loucos, constelações de todos os tamanhos e das mais diferentes formas. Olhou por cima do ombro direito, pela vigia lateral, procurando absurdamente uma luz branca que julgava ter visto algures, mas não se lembrava quando, nem sequer era capaz de dizer se a tinha visto, de facto, ou se apenas a tinha imaginado em sonhos. E mais uma vez, repetiu baixinho e para si própria a pergunta que tantas vezes fazia, quando estava assim sentada à noite na nave, e via o Universo inteiro à sua volta: “Haverá alguém por aí à escuta? Alguém que nos veja e que nos guie?”»
Miguel Sousa Tavares, O Planeta Branco



No entanto, de uma coisa tinha a certeza; sabia que não estava completamente sozinha, sabia decerto que mais alguém lá estava!Não se quis precipitar ao ponto de não ver ninguém e de se desiludir consigo mesmo. Talvez tenha medo de um mundo parelelo ao nosso,talvez...não queira enfrentar aquilo que lhe passa pela cabeça, ou será apenas fruto da sua imaginação Hipoteticamente, não poderia. Todavia, sendo ela uma pessoa muito prespicaz mas ao mesmo tempo insegura, questionava-se muito acerca do que a rodeava e queria saber o porquê de tudo ser como é. Contudo, numa noite em que estrelas cintilavam mais que outras, em que cometas se espalhavam pelo ar asfixiado pela falta de gravidade, ela terá sido surpreendida por um jovem turista vindo de um planeta dista. Um jovem bem parecido, alto, com uma tremenda inteligência e capacidade de fala, tipo dicionário ambulante. Dados estes pormenores, surgiu uma conversa sem fim, com muitas perguntas e muito poucas respostas, claro. E, entretanto, ela avistou uma coisa, a tal luz branca de que procurara tanto para achar neste gigante palheiro, coberto de estrelas e dos mais impressionantes fenómenos do nosso universo. O turista disse: O planeta Branco é um paradoxo da verdade, tanto é real como surreal, só existe se nele acreditarmos.
Josias Duarte, 9ºB

Fico ali por algum tempo a pensar, quando de repente oiço um barulho fora do normal, melhor dizendo, oiço algo a bater na minha nave, e murmuro com algum medo:
- O que será ? - murmuro - Quem é ?...
Fui de vagar, espreitar pela janela da minha nave, estava um ser estranho lá fora, que eu nunca tinha visto, mas que me pareceu simpático, alegre e divertido. Era verde, com um olho, e três patas.
Pensei que não seria nada de mais se fosses abrir a porta, e lá foi eu…
- Olá ! - exclamei eu.
- Olá, tenho reparado que andas por aqui pelo espaço, o que te traz aqui ? - respondeu ele.
- Falas português ? - exclamei eu, espantada - Queres entrar ?  - disse eu, para não responder à perguntar, que me tinha feito anteriormente.
Acenou-me com a cabeça que sim. Deixei-o entrar, e acompanhei-o até á sala, disse para entrar no sofá que ia só buscar uma bebida. Mas a meio do caminho pensei : "Será que ele bebe alguma coisa ?" , mas não me importei com isso e foi buscar algumas bebidas.
Quando cheguei à sala ele estava a ver televisão, ou seja, ele sabia o que era um televisão. Então perguntei-lhe se queria beber algo, eu trazia um sumo, e ele respondeu-me:
 - Sim, pode ser um pouco desse sumo que tens aí na mão !
Por um lado era estranho estar a falar com um estranho verde, mas por outro era algo interessante…
Alexandra Mendes, 9ºC

E nisto, acordou. Os olhos tentaram focar por detrás das pálpebras, mas sentia-os ligeiramente a arder pelo facto de ter chorado. Cheirava-lhe a relva cortada e sentia os braços arrepiados pelo vento. Apoiou-se nos cotovelos, e, apreendendo onde estava, resmungou: “Raios!”. Adormecera outra vez ao relento, por baixo das estrelas, no jardim de casa.
Voltou a deitar o corpo sobre a relva densa, observando mais um dia de verão madrugar. Vasculhou rapidamente por entre as memórias e logo ficou arrependida de o ter feito; descobriu que eram muito mais duras do que aquilo que imaginava. Os olhos arderam-lhe novamente e ela cerrou-os com força para impedir que as lágrimas reinassem como na véspera. Porém, como que com personalidade própria, elas saíram indiferentes e voltaram a inundar rosto, pescoço, cabelos…
Rendida pela força daquelas gotinhas de água, deixou a mente retornar às memórias e respirou lenta e pesadamente. Lembrou-se de cada grito, de cada gesto e de cada palavra dura como se visse tudo em câmara lenta. Aliás, a nitidez com que se lembrava de tudo aterrorizou-a. E assim, uma por uma, as lágrimas continuaram a escorrer.
Depois, passado o que pareciam horas, soltou um último lamento, enxugou os olhos às costas da mão, e levantou-se. Ao mesmo tempo que caminhava para dentro de casa, entoou baixinho algo que lhe parecia estranhamente familiar: “Haverá alguém por aí à escuta? Alguém que nos veja e que nos guie?”.
Ecaterina Ciobanu, 8ºC

Depois de olhar o espaço escuro e brilhante, Seabra voltou para dentro da sua nave. Instalou-se na sua cama, e, como regularmente fazia, começou a escrever no seu diário “décimo dia no planeta desconhecido… Até agora não aconteceu nada. Será que não existe mais nada neste planeta sem ser rochas e areia? Gostaria de fazer alguma descoberta, descobrir algo que nunca foi descoberto! Se continuo sem descobrir nada, em breve terei de partir para a Terra. Pode ser que amanhã aconteça algo de interessante…” após ter acabado de escrever tudo o que queria escrever, deixou-se levar pelo sono.
Com a intenção de descobrir algo novo, Seabra acordou passado umas horas e partiu à descoberta. No início, nada de novo: areia, rochas, areia, rochas, rochas e areia!!
Foi então que Seabra reparou numas pegadas esquisitas marcadas na areia e sempre na mesma direcção. Pensou imediatamente em segui-las, mas por outro lado sentiu uma pontada de medo. “Quem será? Melhor, o que será?” – questionou-se. Mas deixou-se levar pela adrenalina do descobrimento e seguiu as pegadas, até que chegou a um acampamento.. Ao mesmo tempo que levava a mão à boca, soltou um grande suspiro que fez com que todos os extraterrestres olhassem para ela.
Seabra ficou parada, e por segundos pensou em morrer logo. Mas depois um dos extraterrestres veio até ela e convidou-a a sentar-se.
No dia seguinte, Seabra convenceu alguns dos extraterrestres a visitar o planeta Terra e concluiu assim a sua investigação sobre o “Planeta Amarelo”.

Patrícia Cruz, 9º C

domingo, 24 de maio de 2009

Um restaurante diferente...

A 21 de Junho de 2008, fiz anos…
Os meus amigos levaram-me a almoçar a um restaurante muito colorido que abriu em Torres Vedras. Tinham-nos dito que este tinha um conceito diferente de restaurante, a começar por ter um chefe de sala.
Correu tudo mal…
Primeiro, atrasei-me. Havia muito trânsito e chegámos tão atrasados ao restaurante, que perdermos a marcação da mesa. Depois, como era a inauguração deste, havia mais gente do que mesas e cadeiras... Finalmente, passada meia hora, o chefe de sala arranjou sítio onde nos sentar e fizemos o pedido – lasanha. Enquanto as cozinheiras confeccionavam o almoço, o chefe de sala entrava e saía da cozinha. De vez em quando, ouvíamos uns gritos vindos do interior desta. Numa das vezes, ouviu-se um grito mais alto e, de seguida, uma data de loiça a cair no chão.

Passava cerca de meia hora desde o nosso pedido… chamei o empregado e disse-lhe “Se demoram muito mais tempo a preparar o almoço e se esses gritos na cozinha não pararem, juro que nos vamos embora”. O empregado apressou-se a acalmar-me e foi à cozinha ver o que se passava. Nunca mais voltava...
Finda outra meia hora, decidi levantar-me e ver o que se passava naquela cozinha… Ao entrar, vi o empregado com um avental, a cozinhar! As cozinheiras estavam zangadas e deixaram-no ali, sozinho, a fazer todo o serviço, no restaurante.

Assim, o imprevisto final foi ajudá-lo nos almoços (para todos os clientes)!

Sara Félix
8ºE
O MALDITO RESTAURANTE CHINÊS

Há três dias, no dia 26 de Setembro de 2008, foi o meu aniversário. Para o comemorar, os meus amigos levaram-me a um restaurante chinês onde nunca tinha ido.
Mal entrámos, apareceu logo uma simpática empregada que me sentou numa mesa ao pé da janela.
Para começar, veio um pássaro contra a janela. Assustei-me! Quando o pássaro bateu contra o vidro, levantei-me mesmo no preciso momento em que a empregada trazia a comida. O resultado foi óbvio: os pratos no chão, vazios, pois a comida estava agarrada ao meu corpo…
Não fiquei muito zangada. Fui à casa de banho e limpei-me.
Mas, quando voltei, a Amélia já lá não estava… Tinha tido uma emergência familiar – a sua filha ficara doente.
Restavam 4 amigas.
Veio o jantar. Comemos descansadas.
Depois de terminada a refeição, pedimos uns bolinhos da sorte.
Comemos, mas eram tão saborosos que pedimos outros.
Não chegámos, no entanto, a comer o segundo bolinho… A empregada, sem nos dizer nada, tinha posto vinho nos bolinhos com o objectivo de “relaxarmos”. Mas eu sou alérgica ao vinho, e, quando bebo, fico “vermelha que nem um tomate” e incho muito. Com os sintomas à vista, fui parar ao hospital.
Prometi a mim mesma nunca mais voltar a comer num restaurante chinês!
E passei o resto do maldito aniversário no hospital.

Helena Ferreira
8ºE
Continuando um texto...

“ Despertado pelos primeiros raios de Sol Nascente, Robinson voltou a descer para a praia de onde partira na véspera.”
Nem queria acreditar no que tinha vivido no dia anterior.
Ontem, uma sexta-feira, enquanto passeava na praia, Robinson viu uma baleia enorme (nunca vira nada tão grande) na costa. Como sabia fazer mergulho agarrou no equipamento e mergulhou oceano fora. Logo que entrou na água, viu a baleia. Esta parecia que o atraía com a sua voz de sereia. Dava a entender que queria que a seguisse. E ele seguiu-a.
Já não sabendo onde estava, Robinson começou a ver um mundo a “fervilhar” de vida. Um mundo onde as pequenas criaturas falavam umas com as outras, os peixes cozinhavam algas no forno (este era um vulcão submarino) e os tubarões brincavam com as focas. A baleia disse-lhe:
- Bem-vindo ao Mundo Encantado da Vida Selvagem!
Robinson estava espantado. Continuou a andar e rapidamente travou amizades com os camarões. Na continuação, viu uma lula a chorar:
- Porque choras? - perguntou.
- Não sei onde está o meu filho… - respondeu a lula.
- Queres que te ajude a procurá-lo?
-Isso seria óptimo.
Primeiro, procuraram em todas as grutas de Coral. Também perguntaram a todos os seres marinhos que encontraram se tinham visto uma pequena lula. Ninguém a tinha visto. Por último, procuraram na temida Cidade das Algas Perdidas. Normalmente, todos os animais daquela zona se perdiam naquela cidade. Depois de procurarem num café abandonado, encontraram o filho da lula. A lula, grata, deu-lhe uma concha como recordação. Entretanto, a baleia apareceu e conduziu-o até à praia. Robinson nem teve tempo para se despedir dos seus novos amigos. De manhã, estava tudo normal. Apenas “olhou de raspão” e viu a linda cauda da baleia a desaparecer na vastidão do oceano…

Helena Ferreira
8ºE

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Náufrago

“Despertado pelos primeiros raios de Sol nascente, Robinson voltou a descer para a praia de onde partira na véspera.”
Mal se viu lá, na praia, decidiu descalçar as meias e mergulhar na água salgada.
Enquanto mergulhava e nadava, o Sol ia subindo. Quando atingiu o ponto sul, Robinson saiu da água, calçou as duas meias numa mão e “arrancou” de uma rocha uns mexilhões e algumas lapas. Estas últimas tinham umas estranhas escamas cortantes e, por isso, calçou as duas meias (para não se cortar).
Fez uma pequena fogueira e cozinhou o que tinha ‘pescado’.
Estava a comer, quando, ao longe, avistou uma pequena jangada. Nadou até ela e trouxe-a para a praia. “À primeira vista, não me servirá para nada” – Pensou, enquanto coçava a sua cabeça queimada pelo sol, sem se lembrar que a podia arranjar e voltar, mas, mesmo assim, como, se se encontrava numa praia deserta?
Resolveu, com a jangada, o seu telhado arranjar. Podia dormir até mais tarde sem ser acordado pelos raios do sol…
Os dias seguintes foram sem acção. Apenas após uma semana Robinson voltou a encontrar algo que flutuasse na água… Desta vez não era nenhuma jangada, mas algo que só apenas os olhos mais treinados conseguiam ver (pois não tinha muito volume): um mapa! “Boa! Já arranjei cortinas! O malvado do sol nunca mais me acordará de manhã!” – pensou, novamente, não pondo a hipótese de sair da praia.
Arranjou a sua casa e achou-se realmente um génio, já que nunca outro náufrago se lembraria de tais ideias.
Ficou por ali mais uns quantos anos, até que faleceu.

Sara Félix, 8ºE
Robinson, rapaz sonhador


Robinson era um rapaz sonhador que sonhava, um dia, poder ter amigos, pois a sua única companhia era o mar.
Foi deixado pela sua mãe, quando era bebé numa alcofa em frente a uma igreja.
Aí, foi recebido pelas freiras que o tratavam mal apenas porque era feio.
Então, teve de fugir…
Partiu, num dia de sol, em busca de um lar que o amasse e acariciasse, mas não teve muita sorte.
Num daqueles dias que se punha a olhar para o mar, ouviu uma voz muito fininha vinda do fundo do mar, que lhe dizia:
- Em que tanto pensas tu?
Robinson pensava que era fruto da sua imaginação, mas viu algo que o cativou: mesmo ali à sua frente estava uma sereia.De seguida, perguntou-lhe se aquela voz que tinha ouvido há pouco era a sua e se não estava apenas a ter um sonho. Ela respondeu-lhe:
- É claro que sou eu! Sabes que podes sempre desabafar comigo as vezes que quiseres, que estarei sempre aqui pronta para te ouvir. Eu sei tudo acerca de ti – disse ela.
A partir daí tornaram-se grandes amigos e tinham longas conversas.
Passados alguns dias a sereia andava a sentir-se mal, e era óbvio que a tinham envenenado, e se não se conseguisse tratar ia acabar por morrer…
Mas como Robinson conhecia muito bem as algas, sabia perfeitamente quais as certas para a curar.
Finalmente, Robinson conseguiu curá-la, e ela ficou mais amiga que nunca.
A partir daí nunca mais se separaram.

Inês Antunes,8ºE

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Ida a Minsk


Depois de acabar o ano lectivo, a minha avó fez uma coisa inesperada: ofereceu-me 3 bilhetes para uma viagem a Minsk.

Estava tão feliz!

Logo que recebi a notícia, o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi contar aos meus amigos o sucedido.

- Nem sabem o que me aconteceu!

- O quê? – respondeu o Joel que já lá tinha ido e por isso não partilhava o mesmo interesse que eu.

- A minha avó ofereceu-me uma viagem a Minsk, na Bielorrússia.

- Que fixe! Quando vais?

- Já para a semana! – exclamei com tanta fúria que nem conseguia parar quieta.

No dia seguinte, a minha avó disse-me que tinha de escolher quem ia comigo. É claro que escolhi a minha avó e o meu irmão, o Alex.

Comecei a fazer as malas, mas só me apetecia levar a máquina fotográfica. O resto não importava.

De seguida, a minha avó disse-me que íamos de comboio. Melhor ainda!

Agora, nem acredito que já passei pontes, campos verdes e cidades de Espanha. Também vi uma águia a planar pelo céu azul.

E neste preciso momento, estou a passar por um fundo túnel nos Pirenéus, e lembrei-me que me esqueci do computador portátil… Paciência, o que interessa é que vou para Minsk!



Helena Ferreira, 8ºE

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Estou de rastos...


Estou de rastos… Ontem houve uma festa e coube-me a mim entreter as pessoas. Tinha de cativá-las, por isso lembrei-me de contar uma história.

- “Era uma vez uma menina que ia todos os dias para a escola e passava sempre por uma quinta.

Nessa quinta, todos os dias, a menina passava por um lindo cavalo branco que fugia dela…

Um dia, a menina ia a passar e o cavalo não fugiu!

No entanto, saltou a cerca e começou a falar com ela:

- Ajudas-me a sair daqui?

- Tu falas!

- Sim, e preciso da tua ajuda para encontrar um homem que me transformou em cavalo.

- Tu eras humano?

- Sim!

- Como é que ficaste cavalo?

- É que tal como tu, todos os dias eu passava por uma casa sombria, a cantar e aos pulos. Um dia, saiu de lá um homem que me transformou em cavalo. E agora, quero reencontrá-lo para nunca mais voltar a dormir num estábulo.

- Podes contar comigo!

E partiram os dois em busca do homem.

Encontraram a casa e bateram à porta, contudo apareceu o vizinho e disse que tinha uma “coisa” para eles:

- Se aparecer aí um cavalo

Dá-lhe este chá de pêlo

Este vai ter de bebê-lo

E transformar-se-á, outra vez, no Paulo.

O cavalo bebeu o chá, que sabia muito mal, e de seguida, transformou-se em homem outra vez!

E com tudo isto, passámos um agradável serão.



Helena Ferreira, 8ºE


sábado, 29 de novembro de 2008



Naquela tarde
- I

Naquela tarde, os telhados ficaram plenos de um manto branco. Tinha nevado. Eu sabia perfeitamente que o famoso Pai Natal não existia, até ao momento em que vi uma 'coisa' gorda e vermelha, com uma espécie de algodão doce muito compridoooo colado à cara (era barba, mais tarde vim-me a aperceber disso), a dar um enorme salto para dentro de umas das chaminés, a chaminé da casa da Rita.

Quando, de repente, olhei para o telhado, pareceu-me ver o trenó do Pai Natal, com 7 renas para o puxar, tendo como principal, a rena Rodolfo, a ganhar balanço através da neve e.. upa! O trenó desvaneceu-se pelo céu a dentro.

Resolvi, então, investigar. Fui a casa da Ritinha e da Leonor, bati à porta e consegui ouvir a Bomboca a ladrar. Abriram a porta,como se nada fosse, e disseram-me "-Boa noite!", com um 'sorrisão'.

Fui um pouco mal educada, pois desatei a correr pelo Hall em direcção à sala de estar e vi o Pai Natal sentado, a descansar, em frente à lareira, enquanto comia bolachas e bebia um enorme copo de leite quentinho. Com um olhar sarcástico disse:"-Então não me apresentam o vosso novo amigo?" e levei-as até à sala, e , com grande desgosto meu, o suposto Pai Natal que lá deveria estar, encolheu e transformou-se num boneco de porcelana, muito pálido. Estava preparada para me ir embora com um 'sorriso amarelo' e a pedir imensas desculpas por ter entrado sem pedir licença. Olhei mais uma vez para o Pai Natal, para verificar se era mesmo um boneco, e ele, então, piscou-me o olho.

Mariana Costa, 8ºD

Naquela tarde - II

Naquela tarde, os telhados ficaram plenos de um manto branco. Tinha nevado. Eu... como vivia naquela zona há pouco tempo, e vindo de uma terra de muito calor, fui para a rua muito satisfeito, para me divertir, pois nunca tinha visto neve na vida.

Achei fascinante, a única coisa que me entristeceu, foi não ter visto ninguém a brincar: fazer bonecos de neve, deslizar...
No entanto, mesmo sozinho, fiz um grande boneco à porta de minha casa, para a guardar e, de seguida, peguei num saco de plástico grande e preto e fui deslizar para uma montanha, não muito alta, ao pé da vila onde vivia.

Cheguei lá a cima e fiquei muito espantado, porque verifiquei que quase toda a gente da vila lá estava (ou mesmo toda!) a fazer muitas brincadeiras.
Eu Desde que vivia ali já tinha conhecido algumas crianças, então, com o meu saco de plástico fui escorregar.

Estive na brincadeira até à uma da tarde. Nessa altura começou a ir embora muita gente e eu também fui. Cada pessoa foi para a sua casa almoçar. Depois de almoço retomaram as mesmas actividades que de manhã, e estas se estenderam - se pela tarde fora. Por volta das sete da tarde voltou tudo para o calor da lareira de suas casas.

Diogo Costa, 8º D

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Uma noite assustadora de Verão

Numa quente noite de Verão, acampava com familiares e amigos, numa floresta onde diziam haver seres mitológicos e fantasiados.

Criámos um jogo, em que alguém começava uma história, depois outra continuava, até que todos os que formavam a roda tivessem contado uma parte da história.

O mais velho da roda (que tinha 18 anos) começou a história:

- Numa noite, um jovem decidiu explorar uma floresta… como esta! Estava muito escuro e ele apenas trazia uma lanterna a pilhas. Embrenhou-se pela floresta a dentro e… perdeu-se. – Levantou-se, caminhou para o centro da roda e acercou-se da fogueira que parecia querer apagar-se. – Estava com medo e jurava que nunca mais tentaria algo do género. Continuou a caminhar… A floresta estava silenciosa… Apenas se ouvia o estalar de raminhos debaixo dos seus pés. – Daquela roda, não se ouvia um único som, apenas o crepitar da fogueira, que parecia estar a aumentar a história. Acocorou-se da fogueira. Agora, falava cada vez mais depressa – o rapaz ouvia um uivar e, algo o agarrou e puxou-o para uma árvore… Chegou à conclusão de que eram as raízes das árvores que o “acorrentavam”. – Dito isto, todos se agarravam uns aos outros, amedrontados. O Rui estava a contar a história toda, mas eles nem davam conta… só tinham presente na sua mente que a história que contava era muito semelhante àquela noite… – concluindo: nunca mais apareceu – Disse, baixando a voz.


Sara Félix, 8º E
Em Busca do sítio perfeito

Havia um menino chamado Serafim, numa Vila muito pequena nomeada Vila da Alegria. Serafim acabara de fazer 12 anos, sempre vividos ali, naquela minúscula vila cujo nome não fazia sentido, pois, segundo o menino, aquela vila nunca era alegre, pelo contrário, era sempre muito aborrecida. O único pensamento que as pessoas tinham era trabalharem horas sem fim nos seus preciosos campos agrícolas.

Certo dia, Serafim fartou-se daquele lugar sem graça, decidindo assim partir em busca do lugar perfeito para si. A única coisa que levara consigo fora uma antiga caixinha de madeira oferecida pelo seu avô, que, mais tarde, acabara por falecer. Sempre que o rapazinho abria a caixa, uma musiquinha suave começava a tocar.

Portanto, num dia de madrugada, pôs-se a pé e começou a caminhar para fora da vila, ao sabor do ventinho da manhã.

Serafim caminhou muito, encontrando lugares possíveis e imaginários, mas ainda nunca o perfeito para si.

Até que, entretanto, quando Serafim já estava praticamente sem esperanças, afinal surpreendeu-se. Finalmente tinha encontrado o seu paraíso!

Aqueça cidadezinha era fantástica! Todos os Cidadãos eram simpáticos, bem-educados e muito inteligentes. Havia parques lindíssimos, escolas de meninos da sua idade e até de jovens mais velhos. A palavra «escola» na sua vila não existia, mas aqui era sinónimo de inteligência.

Será que Serafim ficaria naquele país para sempre? Sim! Serafim ficou ali a viver, ia à escola e até tinha encontrado uma família!

Ecaterina Ciobanu, 7º E
UM EXTRA TERRESTRE DO PLANETA ALFABETO!



Um dia, estava eu a sair de casa em direcção à escola, quando ouvi um estranho ruído por detrás de um arbusto.

“Será que é aquele matulão que me quer roubar o dinheiro do almoço?”, pensei eu, ficando com uma pontinha de medo.

Hirto de pânico, fiquei ali, a ver se algo me acontecia.

Deixei então, de ouvir o estranho ruído e desta vez pensei: “Agora tenho a certeza de que ouvi! Não foi nenhuma alucinação!”

- Está aí alguém? – Perguntei a medo.

Não obtive resposta.

Enfureci-me, então, mas com receio de ser apanhado (pelo tal matulão), resolvi continuar o meu caminho.

Tinha decidido: se mais alguma vez eu ouvisse aquele ruído, ia espreitar o que estava atrás do arbusto, mesmo que fosse o patife (matulão), que eu julgava estar naquele sítio.

Avancei e, mal tinha dado um passinho, ouvi de novo o ruído, mas agora parecia-se mais com um «psst!»

Cheio de medo, lá fui eu, espreitar por entre os arbustos.

Fiquei perplexo a olhar para o que se me deparava em frente.

Não podia acreditar!

Um Extra-Terrestre?? O que é estaria ali a fazer? Estaria perdido da Nave-Mãe?

Mas confesso… A primeira coisa que me veio à cabeça fora a de eu poder ganhar milhões de euros, com aquele ser, que (afinal de contas), era algo de outro mundo!

Tentei “meter” conversa com ele, primeiro em inglês, porque (pensava eu), o inglês é a língua falada em todo o Universo:

- Can you speak english? – Perguntei eu, com uma prenuncia que até “acordava um morto” (ou seja, a prenuncia era má!).

Sem resposta, ia tentar em espanhol, quando ele me atropelou e falou:

- Não te esforces!

- Falas português?! – Perguntei, admirado.

- Claro! – Respondeu. – Querias que eu falasse quer língua? «Chinomarquês»? «Intergalático»?

- Desculpa!

Entretanto, com tanto fascínio, tinha-me esquecido completamente da escola. Quando me lembrei, olhei para o relógio de pulso e exclamei:

- Ena pá! Já é tão tarde! Vou ter falta no primeiro tempo de Língua Portuguesa! A stôra Rosa vai ficar fula!!!

- O quê? – Perguntou admirado o E.T.

- Ah! – Exclamei eu, novamente. – Tenho de ir para a escola!

- O que é isso da escola? – Perguntou, de novo, o E.T.

- A escola é um edifício, onde todas as pessoas podem aprender. Estão lá professores que te ensinam a matéria e tiram-te todas as dúvidas que tenhas. – Expliquei eu. Tinha ficado com a leve sensação de que o E.T. não tinha entendido nada do que eu tinha dito.

- Tiram? – Perguntou com os olhos muito brilhantes.

- Claro!

Nesta altura, já eu apenas pensava na escola, mas, também, tinha receio que o E.T. se fosse embora. Bem, de qualquer maneira, sempre podia deixar o meu número de telefone! – Pensei.

- Eu vou contigo para a escola. – Respondeu ele prontamente, sem me deixar pensar.

Não estava à espera de tal coisa, mas a ideia de levar um E.T. para a escola, agradava-me. Só havia um pequeno problema: o E.T. era muito grande para o tamanho da minha mochila e eu não iria levá-lo de mão dada, para a escola.

- Deixa lá, eu transformo-me num cubinho e enfio-me dentro da tua mochila.

E assim, num ápice, transformou-se num cubo e enfiou-se dentro da minha mochila.

Continuei o meu caminho, todo sorridente. Não me tinha encontrado com aquele matulão e ainda tinha um ser do outro mundo dentro da minha mochila! Parecia estar numa cena do filme do 007!

Já na escola (cheguei uma hora atrasado), sentei-me no lugar que estava vago e respondi ao interrogatório da professora, sem nunca me descair.

Estava agora a passar o sumário, quando algo dentro da minha mochila se move.

Tinha agora, a sensação de que a minha mochila estava mais pesada (pois tinha a mochila nas costas da cadeira). Foi então que reparei que o E.T. se estava a “desdobrar”.

Fiquei branco como a cal. Não podia dizer que tinha um Extra-Terrestre na minha mochila, pois ninguém acreditaria. Pedi, então, licença à professora para ir à casa de banho e sem “ele” ter reparado, levei a mochila comigo. Na casa da banho, tive uma conversa com o E.T. e só aí percebi a sua intenção: ele queria via à escola, pois queria que os meus professores lhe tirassem uma dúvida. Queria saber onde poderia encontrar uma nave, para voltar para junto da mãe.

Expliquei-lhe que não podia ser assim e que depois das aulas iria com ele à procura da sua Nave-Mãe.

Voltei para a sala de aula, mas desta vez, levava o Extra –Terrestre (que tinha descoberto chamar-se Anúbis), pela mão. Toda a turma e a professora ficaram atónitos, como se pode calcular, ao olharem para mim de mão dada com um ser tão invulgar, o Anúbis.

Depois de alguns momentos de silêncio, seguiram-se uns eufóricos esclarecimentos e ficou acordado que toda a turma ajudaria o pobre do Anúbis a voltar para a sua casa, que afinal era o planeta Alfabeto, onde todos os seus habitantes tinham o nome começado pela letra A!



Sara Félix, 7ºE
Precocemente fora da Validade


Levantou-se, eram cinco da manhã. Não conseguira dormir, e resolveu então ir tomar o seu duche matinal. Vestiu-se arranjou-se, com direito a maquilhagem e tudo!

Tomou o pequeno-almoço, e rumou, a caminho do expresso que a levaria a um dia bestial.

Chegou por volta das sete horas, mas teve de esperar vinte longos minutos.

Por fim arrancou, já acompanhada de quatro amigas. Instaladas no último banco do autocarro, foram contando as ultimas novidades (já havia dois dias que não se viam!) e acertando os últimos pormenores (apesar de já estarem delineados há pelo menos um mês).

No meio de gargalhadas afogadas em ansiedade, as cinco amigas chegaram por fim ao seu destino. Saíram numa correria, direitinhas ao posto de venda de bilhetes do metro. Cada qual com o seu bilhete, passaram pelas máquinas, e desceram (voaram) as escadas na divisória do metro em que queriam viajar.

Entraram e sentaram-se nos bancos do metro (sim, porque às oito e meia da manhã de Domingo, há lugares vagos). No, meio da conversa, uma delas, deu por falta do seu bilhete:

_ Alguém viu o meu bilhete? Não o encontro! – Disse ela muito alarmada.

Começaram todas a procurar, nos bolsos, nas malas (já se sabe como são as malas das mulheres) e nada!

_ Ora bolas! E agora?! Que faço?! – Já a ficar aflita.

Uma outra amiga olhou por cima da amiga, e viu uma placa onde podia ler-se: “Circular sem o porte de título válido, é punível por lei”.

_ Cuidado! Ainda vais presa miúda! – Disse a que leu a placa para a que não tinha bilhete.

Riram-se as cinco durante duas estações.

Tinham chagado à estação em trocavam de linha, e bilhete nem vê-lo! Levantaram-se e havia uma mancha amarela no banco. O que era? Pois claro, o bilhete! Forneceu mais umas escadas de gargalhadas ruidosas.

Entraram no outro metro e seguiram viagem, Saíram, e voltaram a trocar tudo normalmente.

Chegaram à estação final, o lugar para onde queria, mesmo ir. Escadas rolantes com elas. Máquinas no topo. Saiu uma numa máquina do lado direito, e outra ao lado, numa máquina do lado esquerdo. As duas a seguir imitaram. Se eram cinco, faltava passar uma. Pois bem, passou o bilhete, e as portas não abriram. Voltou a passar e nada. Tentou na máquina ao lado. O mesmo sucedeu. Uma vez, e outra, e outra, sempre sem sucesso. Já atrapalhada, gritou para as amigas:

_ Não consigo sair! Isto está estragado! Ajudem-me!

As amigas viram que de facto era verdade, e foram ter com um segurança que estava ali a observar a cena com um ar divertido.

_Bom dia, desculpe, mas a nossa amiga não consegue passar o bilhete dela, as portas não abrem! – Disse uma delas, mas nenhuma entendeu o sorriso parvo na cara do segurança, que respondeu:

_ A vossa amiga que passe três máquinas ao lado, a partir daí estão todas abertas! – Com isto mandou uma gargalhada.

_ O…Obrigada – Disse outra corada até às unhas dos pés.

_ Sempre às ordens – disse-lhes o homem ainda a rir.

Foram ter com a amiga e disseram-lhe. Acabaram por se rir o resto do dia com esta cena.

O mais curioso nesta história, é que o bilhete que não passava na máquina, era o mesmo bilhete que tinha desaparecido.

Filipa Portela, 9ºC
Mundo mágico

Era uma vez uma menina muito bela que, numa manhã de Primavera, foi passear para uma floresta próxima do seu palácio.

Levava uma chave, feita de folhas de carvalho. Era uma chave verde, que passara de geração em geração, e que abria uma porta – a porta para a floresta das fadas.

Como era uma chave mágica (e um mundo mágico que esta “abria”), nunca se soube onde se situava essa tal porta.

Durante o seu passeio pelo jardim, perdeu essa chave e todo o palácio ficou num alvoroço!

Como o jardim era muito extenso, decidiu que pediria ajuda a uma bruxa, sua conhecida.

A bruxa, tinha viajado para fora do continente e, por esse motivo, chamou um feiticeiro, que era conhecido por saber todo o vasto mundo das fadas.

Quando o feiticeiro chegou ao palácio, fez uma poção no seu caldeirão, espalhou essa mistura por todo o jardim e assim se encontrou a chave, bem como a entrada para o mundo desconhecido (o mundo das fadas)!

Sara Félix, 7º E
Encontro com um extraterrestre ...

Nem queria acreditar que, num dia normalíssimo como aquele parecia ser, fosse começar assim, com uma situação tão surreal como aquela!

Estava eu a caminho da escola, preparada para mais um dia de aulas aborrecidíssimo, quando me dei de caras com uma criatura verde, viscosa e pequeníssima a andar pelas ruas de Lisboa; soltei um enorme grito de pânico e medo.

- Porque gritas menina? Não te faço mal… apenas sou diferente! – disse-me aquela criatura verde, viscosa e pequeníssima intimidada.

- Oh! Não sei o que te diga, foi grande o choque; afinal não é todos os dias que se vê uma criatura, verde, viscosa e pequeníssima como tu! - respondi-lhe eu chocada com aquela figura.

- Não me chames isso! Chamo-me Twix Stronger, sou viscoso por causa dos produtos estranhos que este planeta fabrica, verde de família e pequeno porque apenas tenho 2 anos… - disse Twix.

- Sim, está bem…Twix! Mas donde vens? - perguntei-lhe já com mais calma.

- Venho de uma galáxia diferente da tua, onde tudo é incrivelmente horrível, os gases tóxicos, a natureza extinta, pequenos humanos em vias de extinção e falta de energia do nosso astro principal, enfim a galáxia de Otopia, onde existem quatro planetas gigantes, um deles Ripertown que é a minha residência actual. - respondeu-me.

- Interessante, mas se não for indiscrição, o que vens cá fazer? – perguntei-lhe curiosa e cheia de entusiasmo.

- Vim para encontrar paz e felicidade que preciso, mas ando perdido e não consigo encontrar o planeta Terra; o planeta de outra galáxia mais próxima da minha onde existe vida! - esclareceu-me Twix.

- Mas, tu estás no planeta Terra! Talvez não seja o que procuravas, mas este é o planeta que embora actualmente tenha muitos problemas comparáveis com os da tua galáxia, há alguns anos existia essa paz e felicidade que precisavas… – declarei eu com toda a honestidade.

E foi assim que se desenrolou aquele emocionante encontro, que, embora curto, me fez pensar, que o planeta Terra tenho de ajudar para extraterrestres tristes como aquele possam um dia cá voltar.



Inês Félix, 7ºF


Encontro com um extraterrestre

- Olá!doc

Não era nada normal vir da escola e encontrar um ser azul com talvez 1 metro de altura, antenas, um olho muito brilhante e "cusco", com dentes cor-de-laranja e a sorrir à minha frente! Por isso dei um berro!

- Não tenhas medo!doc. Eu sou o BLS MI e venho do planetis PNATE de uma galáxia distante.doc.

- Olá... Eu sou na Helena e moro aqui. Nunca te vi por cá nem ninguém da tua família.

É normal!doc. É a primeira vez que cá venho.doc

- Porque é que estás sempre a dizer "doc"? - perguntei-lhe começando a achá-lo engraçado.

- É uma marca de fala do nosso planeta, o Porque Nos Acham Tão Esquisitos.doc

- Isso não faz muito sentido...

- Faz, sim senhor!doc - pareceu "chateado" com o que eu tinha dito.

- Que estranho este planeta!doc

Na continuaçao, ele começou a olhar para o relógio quando disse:

- Tenho de me despachar porque a minha mãe quer-me em "horsa" em 3999.doc

- O que é "horsa"?- perguntei-lhe

- É aquilo em que se vive.doc Mas eu queria era um curumelozóide.doc

- O que é isso? - perguntei-lhe admirada.

- É o ingrediente especial nas sopas de passagem de estação Bica. doc

- Que estação é essa?

- Há tantas... Há a Roca, Sita, Bucaloca, Taneia, Puxicula, ...

- Ok, já chega - interrompi-o

Por fim, fomos há procura do tal ingrediente ( embora não soubesse qual).

Após alguma procura, ele encontrou o que precisava.

- Já tenho tudo de que preciso, por isso xalu!doc doc doc

- Adeus!

E desapareceu.

Foi a aventura mais emocionante que já tive.



Helena Ferreira, 7º F