quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Liberdade


Liberdade

Farto da prisão

E estar a viver numa ditadura

A dor que fica no coração

E alma entra em loucura

Parece que a arma e a bala

É a única coisa que os ditadores abala

O que se quere

É a liberdade

E aquilo a que se refere

É em cada esquina encontrar a amizade


Dominique Martinho, 7ºF

Internet... Como utilizá-la?

A Internet é um importante meio de comunicação. Aliás, é dos mais importantes! Contudo, há que saber usá-la pois nem tudo o que ela contém é seguro...

Os pais têm um papel importante no que diz respeito à educação, pois são eles que devem ser os primeiros a explicar como deve ser usada a Internet.

Por outro lado, os jovens também têm de ter consciência para saber distinguir entre o que é benéfico e o que não deve ser feito.

Nós (jovens) temos de ter muita atenção. Por exemplo: existe o Windows Live Messenger (msn) que é um programa onde podemos conversar com os nossos amigos. Eu própria utilizo este programa. Porém, devemos ter em atenção quem adicionamos à nossa lista de contactos. Às vezes os jovens "adicionam" pessoas que não conhecem. Em alguns casos as pessoas são iludidas e, por vezes, podem acabar mal. Este é um simples exemplo do uso irresponsável da Internet.

Uma forma responsável, crítica e independente de usar a Internet de forma a que possamos aproveitar tudo o que ela nos oferece é não ir para sites perigosos e ter muita atenção a tudo o que ela contém.

Márcia Luzia, 9ºA
Internet: como usá-la?



"Internet: maior fonte de informação digital, acerca de tudo. " Esta é a definição quase imediata para "Internet".

Pois bem, eu, não consigo passar sem Internet. Porquê? Porque indo a um motor de busca, digito a informação que pretendo obter, e aparecem centenas de "Links"; porque consigo comunicar com colegas, amigos, família de qualquer parte do mundo; porque agora a escola tem uma plataforma, e ao aceder lá, é sempre uma forma mais "informal" e "descontraída" de "estudar", de obter mais informações extra-aula; porque consigo ver vídeos, ouvir músicas, visualizar imagens e tudo mais. É bom? Não. É óptimo!

Mas, como não há bela sem senão, claro está, a Internet também tem os seus "podres". Por exemplo: para apanhar vírus, é do melhor; livre acesso a todo o tipo de conteúdos menos próprios (tal como pornografia); grande violação de direitos de autor, ao efectuar downloads ilegais, e, infelizmente, muitas mais coisas.

Ou seja, para mim, que utilizo a Internet para comunicação, pesquisa, lazer (jogos, videoclips, etc.) não há qualquer tipo de inconveniente, até porque para quem não faça o mesmo que eu, os pais podem sempre mandar bloquear os conteúdos que acharem que não devem ser acessíveis.

Eu defendo a Internet, com "unhas e dentes", pelo simples facto de conseguir fazer tudo e mais alguma coisa, sentada em frente ao monitor.



Filipa Portela, 9ºC
Encontro com um extraterrestre ...

Nem queria acreditar que, num dia normalíssimo como aquele parecia ser, fosse começar assim, com uma situação tão surreal como aquela!

Estava eu a caminho da escola, preparada para mais um dia de aulas aborrecidíssimo, quando me dei de caras com uma criatura verde, viscosa e pequeníssima a andar pelas ruas de Lisboa; soltei um enorme grito de pânico e medo.

- Porque gritas menina? Não te faço mal… apenas sou diferente! – disse-me aquela criatura verde, viscosa e pequeníssima intimidada.

- Oh! Não sei o que te diga, foi grande o choque; afinal não é todos os dias que se vê uma criatura, verde, viscosa e pequeníssima como tu! - respondi-lhe eu chocada com aquela figura.

- Não me chames isso! Chamo-me Twix Stronger, sou viscoso por causa dos produtos estranhos que este planeta fabrica, verde de família e pequeno porque apenas tenho 2 anos… - disse Twix.

- Sim, está bem…Twix! Mas donde vens? - perguntei-lhe já com mais calma.

- Venho de uma galáxia diferente da tua, onde tudo é incrivelmente horrível, os gases tóxicos, a natureza extinta, pequenos humanos em vias de extinção e falta de energia do nosso astro principal, enfim a galáxia de Otopia, onde existem quatro planetas gigantes, um deles Ripertown que é a minha residência actual. - respondeu-me.

- Interessante, mas se não for indiscrição, o que vens cá fazer? – perguntei-lhe curiosa e cheia de entusiasmo.

- Vim para encontrar paz e felicidade que preciso, mas ando perdido e não consigo encontrar o planeta Terra; o planeta de outra galáxia mais próxima da minha onde existe vida! - esclareceu-me Twix.

- Mas, tu estás no planeta Terra! Talvez não seja o que procuravas, mas este é o planeta que embora actualmente tenha muitos problemas comparáveis com os da tua galáxia, há alguns anos existia essa paz e felicidade que precisavas… – declarei eu com toda a honestidade.

E foi assim que se desenrolou aquele emocionante encontro, que, embora curto, me fez pensar, que o planeta Terra tenho de ajudar para extraterrestres tristes como aquele possam um dia cá voltar.



Inês Félix, 7ºF


Guitarra


Quem te consegue tocar?

Boa música criar

Quem consegue fazer bom som?

Quem tem esse dom?

De te tocar

Deixa-me fazer

meu dedo deslizar

e entender

se tua corda hei-de beliscar

harmonia criar

só consigo amar

esse teu som

talvez seja eu

que tenha tal dom

de te conseguir tocar

criar som que é meu

saber tocar não é um dom

é arte de quem consegue

criar bom som

Dominique Martinho, 7ºF
Caminho a percorrer

Caminho por um túnel completamente escuro, sozinha. Quero pedir ajuda e, então, grito! Não vejo ninguém! Começo a perceber que o meu grito não saiu do meu interior. Começo a ficar com medo de cair e de me magoar, porque se cair não tenho ninguém que me ajude. Paro de caminhar e vejo dois caminhos...não sei qual escolher pois tenho medo de errar! Finalmente, decido ir por um! Começo a ver uma luz ao fundo. Será que veio para me dar o caminho certo a percorrer? Ou será alguém para me ajudar?

Joana Bartolomeu, 9º A

Encontro com um extraterrestre

- Olá!doc

Não era nada normal vir da escola e encontrar um ser azul com talvez 1 metro de altura, antenas, um olho muito brilhante e "cusco", com dentes cor-de-laranja e a sorrir à minha frente! Por isso dei um berro!

- Não tenhas medo!doc. Eu sou o BLS MI e venho do planetis PNATE de uma galáxia distante.doc.

- Olá... Eu sou na Helena e moro aqui. Nunca te vi por cá nem ninguém da tua família.

É normal!doc. É a primeira vez que cá venho.doc

- Porque é que estás sempre a dizer "doc"? - perguntei-lhe começando a achá-lo engraçado.

- É uma marca de fala do nosso planeta, o Porque Nos Acham Tão Esquisitos.doc

- Isso não faz muito sentido...

- Faz, sim senhor!doc - pareceu "chateado" com o que eu tinha dito.

- Que estranho este planeta!doc

Na continuaçao, ele começou a olhar para o relógio quando disse:

- Tenho de me despachar porque a minha mãe quer-me em "horsa" em 3999.doc

- O que é "horsa"?- perguntei-lhe

- É aquilo em que se vive.doc Mas eu queria era um curumelozóide.doc

- O que é isso? - perguntei-lhe admirada.

- É o ingrediente especial nas sopas de passagem de estação Bica. doc

- Que estação é essa?

- Há tantas... Há a Roca, Sita, Bucaloca, Taneia, Puxicula, ...

- Ok, já chega - interrompi-o

Por fim, fomos há procura do tal ingrediente ( embora não soubesse qual).

Após alguma procura, ele encontrou o que precisava.

- Já tenho tudo de que preciso, por isso xalu!doc doc doc

- Adeus!

E desapareceu.

Foi a aventura mais emocionante que já tive.



Helena Ferreira, 7º F

Duas pequenas grandes diferenças escolares

Parecendo que não, ir à escola, não é o mesmo que estar realmente na escola, visto que, muitos vão à escola mas é mesmo só para escapar às faltas e não fazem nenhum, ou por outro lado, fazer até fazem, só que fazem asneiras. O estar realmente na escola implica estar lá, por inteiro, ter lá a cabeça, pronta a aprender.

Para dar um exemplo, ir ao supermercado, não é a mesma coisa que estar num supermercado. Seguindo a lógica, ir ao supermercado é apenas ir lá, fazer o que há para fazer e depois sair. Estar no supermercado é, por exemplo, um empregado, que está lá, mesmo, bastante tempo.

Muitas vezes, os que vão à escola, são os que são conhecidos por ir passear os livros, os “baldas”, regra quase geral: repetentes!

A maioria usa mesmo o termo “vou à escola”, e até dá a impressa de que: “vou até à escola” ou “também vou à escola”, enquanto que, se for dito: “vou para a escola”, já dá a ideia de que vai lá estar, vai cumprir come deve ser o seu dever.

Enfim, é pena que os que “ vão à escola” não se apercebam que estar na escola é algo fundamental e benéfico, essencialmente para o seu futuro!

Filipa Portela, 9ºC


Doctor House

"Doctor House"... o programa mais mediático da televisão, que gerou uma grande polémica. A série retrata um hospital particular, cuja equipa de cirurgiões, comandada pelo doutor House, que se dedica nomeadamente a doenças raras.

Na minha opinião, este programa que (supostamente se devia igualar à verdade), não o faz e transforma a medicina numa brincadeira.

O facto de se fazerem exames a uma pessoa que levam mais de uma semana a serem feitos, naquele programa resume-se a umas horas.

Os cirurgiões da “equipa maravilha” fazem baixar os batimentos cardíacos a um paciente e, depois, reanimam-no, para virem a descobrir que o único problema que o doente tinha era apenas uma alergia de pele.

Ridículo, não? Mas esta será sempre a equipa maravilha.

Em suma, eu escolhi falar negativamente deste programa de televisão porque é um programa que retrata a realidade de uma maneira abstracta, que na realidade não é assim.

Não existe nenhum médico maravilha, como o doutor House, que trata dos seus pacientes como que magia e influencia os espectadores a pensarem que pode ser real.

Paula Moreira, 9ºC
Discriminação

Sabemos perfeitamente que existem as mais diversas formas de discriminação, embora no meu ponto de vista todos devemos ser tratados da mesma forma independentemente da raça, religião, sexo, grupo étario ou estrato social.

Com o passar dos tempos algumas destas formas de discriminação foram-se tornando cada vez menos frequentes.

Não consigo entender como em alguns países pessoas negras não podiam andar no mesmo autocarro, não podiam frequentar os mesmos estabelecimentos…que as pessoas brancas. Na verdade, estes comportamentos já não se verificam na maior parte dos países, mas muito há ainda a fazer.

No que se refere à discriminação de sexo continuamos a verificar que as mulheres têm muito menos oportunidade, por exemplo, de emprego, que os homens. Será que as mulheres são menos inteligentes, menos dinâmicas que os homens? No que respeita a isso a opinião é só uma: - Não! Portanto não se consegue entender qual a razão de existirem tão poucas mulheres em certos postos de emprego.

Relativamente à discriminação social acho que continua a ser algo que vimos todos os dias em todos os locais. É muito complicado quando, por exemplo, vimos numa escola professores, funcionários e alunos a tratarem de um forma diferente um aluno que pertence a um estrato social inferior.

Portanto, chegamos à conclusão que no que se refere à discriminação muita coisa já se alterou mas há ainda muito a fazer para conseguir uma sociedade melhor e justa.

Rita Silva, 9ºC
Por uma boa causa

Finalmente chegou o dia, a partir de hoje existirá o que sempre sonhei, as mulheres com cancro vão ser apoiadas e tratadas como pessoas normais.

Em seguida, entrámos na enorme sala, as luzes ligaram-se (cores lindas, os panos magníficos, as roupas espectaculares) os sorrisos, das pessoas, eram mágicos ao ver aquele cenário.

Porém, só tínhamos hora e meia para nos prepararmos para o grande desfile; e ainda faltava a maquilhagem e vestir as magnificas modelos.

O sorriso delas era tão belo, mas notava-se o medo de algo não correr bem.

Assim, espreitei por um pequeno buraquinho, entre as belas cortinas, e fiquei de boca aberta ao ver a sala completamente cheia de pessoas que tinham vindo para ver o desfile, no entanto não lhes disse nada, pois elas iriam ficar mais nervosas.

Começou o desfile, tudo estava a correr bem, via no olhar das pessoas o ânimo e o divertimento.

Na verdade, estava a correr muito melhor do que tínhamos previsto!

No fim, apareceu um cartaz por surpresa e que dizia “Somos iguais a todos vós, apenas tivemos um problema de saúde, aceitem-nos como somos!”.

Concluindo, todos aplaudiram, gostaram muito do desfile e todos foram tratados sem discriminação.

Joana Bartolomeu, 9ºA
Diabo


Tu que gostas de destruir

Pessoas desunir

Inimigos criar

Não destruas o que é nosso

Destrói o que é vosso

Reino do Inferno

Más acções criar

com essa teu olhar severo

sê sereno

tens chifres de boi

seu autêntico jumento

devias dormir ao relento

não no calor do Inferno

com teu servo fraterno

deixai-nos em paz

vai-te satanás


Dominique Martinho, 7ºF
Um conto de Verão



Naquele Verão, em que caminhava há beira-mar a puxar pela minha imaginação, lembrei-me de uma história que se podia tornar canção …

Estava um dia de Sol, como todos os dias desta estação, e como habitual peguei na toalha de praia e fui deitar-me no chão, à espera do sono ou de um grande escaldão.

Olhei em frente, e vi duas gaivotas que voavam, voavam com muita força e emoção, não sei se estava a ter um grave problema de audição, mas consegui ouvir palavras, assim, em vão! “Vamos voar até cima, até aquele avião, vamos dizer-lhe o tempo de amanhã, que a previsão está uma grande confusão” – disse uma das gaivotas a outra, e eu pensei em pânico: “Tempo? Ter com o avião? Mas que grande baralhação!”; e subitamente… “Olha, olha aquela rapariga! Cala o bico e vamos atrás do avião.”- disse a outra gaivota. Dei um salto de admiração e fui atrás das gaivotas, que fugiam atrás do avião. Desisti e as gaivotas pelo que vi também o fizeram com grande desilusão.

Fui para casa e contei tudo ao meu pai. Ele não acreditou e disse que era invenção.

Passado três semanas voltei àquela praia, com vontade de encontrar as mesmas gaivotas que vi voar. Tinha sensação que muita coisa estava por revelar, como é que as gaivotas estavam comigo a falar e como é que eu as ouvira.

Vagueei, vagueei até vir parar a imaginar esta história, aqui a molhar os pés na água a gelar. Olhei para cima, e por detrás do raiar do Sol, vi duas gaivotas a sobrevoar o mar, chamei-as com sensação que estas eram as que eu andava a esperar. “Gaivotas!” gritei, com toda a força que tinha, e juntas regressaram á beirinha, na areia molhada pela água salgada, fui devagar, passo a passo para não as assustar e logo, logo as ouvi resmungar: “Oh, menina, o que te faz procurar-nos?”- disse uma, “ Andaste a escutar conversas que não soubeste interpretar?”. Fiquei perplexa, sem saber o que dizer. “ Só queria saber, se não estava mesmo a imaginar!” – respondi.

Conversámos muito, brincámos e jurámos segredos, partilhámos segredos para nunca contar a ninguém o deslize das gaivotas que cometeram ao falar tão alto, aos ouvidos de uma menina do mar.

Passei o resto das férias a namorar aquelas gaivotas que adoram conversar, embirrar e resmungar.

O Verão é estação de muita emoção, onde tudo pode ser invenção, mas de boa imaginação e bom coração, cheio de paixão e gaivotas que voam e nos dão alegria de viver e a alegria de escrever uma canção de Verão.



Inês Félix, 7º F
Os amigos sabem ajudar
Conto de Verão



Não podia ser! Tinha mesmo soado o toque de saída para as férias.

Ouviu-se um barulho tremendo dos alunos a saírem. E, sem excepção, saiu um grupo de amigos: a Joana, o Pedro, a Raquel, o André e a Nádia.

Já ao portão da escola, os amigos começaram a falar:

- Não acredito que estejamos de férias! - exclamou a Raquel.

- E o que vão fazer? - perguntou o Pedro.

- Eu vou ficar por cá, a aproveitar o calor do Algarve e a água quente do mar. - respondeu o André.

- E tu, Nádia? - perguntou a Joana.

Nádia era a mais tímida do grupo, e até da escola... Parecia que era obrigada a ficar calada e a não poder fazer coisas simples. Parecia que tinha um segredo entalado na sua mente.

- Eu vou ficar por cá, com o meu pai e com... - fez uma pausa - a minha madrasta. - disse a Nádia.

- Qual é o mal? - perguntou o Pedro.

- Nada, é só que eu queria era passar o Verão com a minha mãe.

Conversaram mais um pouco.

- Amanhã, como é o 1º dia de férias, querem ir comer um crepe ao café do Sr. Alberto? - perguntou a Joana.

Joana era a mais detestemida dos 5. Já tinha passado por situações muito más, por isso era a mais valente. Também custumava resolver e ajudar nos problemas dos outros.

Estes aceitaram e combináram encontrar-se às 17horas no café do Sr. Alberto.

No dia seguinte, às 17h, lá estavam os 5 amigos. A Raquel e a Joana já tinham ido à praia as duas, naquele dia, por isso apareceram juntas. Os outros vieram sozinhos. Mas quem não apareceu foi a Nádia.

A Raquel mandou-lhe um SMS para saber onde é que ela estava ou se não tinha esquecido do encontro.

Mas a Nádia, que até gostava do seu telemóvel e não o largava, não respondeu.

Pensando que se tinha esquecido, os outros comeram os crepes do costume (chocolate) e depois foram dar uma volta pela praia.

- Aquela não é a Nádia? - perguntou o André.

- Parece. E aliás, está ali a madrasta dela. - acrescentou o Pedro.

- Vamos perguntar-lhe porque não veio ao café. - disse a Joana.

Quando chegaram ao pé dela, ela assustou-se:

- Malta, o que estão aqui a fazer?

- Estávamos a passear depois de comermos uns deliciosos crepes...

- Desculpem, mas esqueci-me completamente do que combinámos.

- Não faz mal. Queres ir dar uma volta pela praia? - perguntou a Raquel.

- NÃO! - respondeu a madrasta da Nádia sem hesitar. E parecia muito decidida.

E foi-se embora com a Nádia.

Estes foram, a seguir, para casa da Joana.

Quando chegaram:

- O episódio de hoje na praia foi muito esquisito. - disse a Raquel.

Seguidamente, a campainha tocou.

A Joana foi abrir a porta.

Estava a Nádia a chorar. Entrou e contou-lhes a situaçao, porque chorava e porque não tinha ido ao encontro. Tudo por causa da madrasta. A Nádia também explicou que o pai não lhe ligava nenhuma, deste modo, não poderia reparar no comportamento da sua mulher.

Falaram mais um pouco e combinaram que, no dia seguinte, iriam esclarecer as coisas com os pais da Nádia.

Assim como prometido, no dia seguinte, foram falar com o pai dela e este esclareceu à madrasta de que não tinha o direito de tratar a filha dessa maneira.

A madrasta, de tão furiosa, fugiu de casa e nunca mais a viram.

E a Nádia pôde desfrutar de umas férias em paz e sossego. E até ficou menos tímida.

A amizade foi mais forte que o medo.



Helena Ferreira, 7º F
Chamam-lhe caçador de sorrisos

"Caçador de sorrisos", assim o designam. um homem de 57 anos, cabelo grisalho, magro estadtura média e vestimenta de quem vive sem dificuldades. ajuda crianças e idosos. crianças que estão internadas, com doenças graves, como cancro e leucemia.

Doenças que deixam as crianças arrasadas, crianças a quem o sorriso desapareceu. Ele, o caçador de sorrisos, ajuda-as, volta a pôr-lhes o sorriso na cara, com apenas sentido de humor e brincadeiras. Ninguém sabe onde vive, nem se tem família.

Sabe-se apenas que faz parte de uma fundação que ajuda hospitais e lar de idosos. A vida desse homem passa por, ajudar o próximo sem qualquer pagamento. Faz milagres... É simplesmente espectacular o que ele faz, com as crianças e idosos. O mundo precisa de mais gente assim. Este caçador de sorrisos é uma pessoa misteriosa. No entanto, não diz que não a alguém que necessite de ajuda. Conseguimos perceber que as crianças do hospital, e os idosos do lar, estão muito mais alegres, e com mais auto-estima desde a presença dele. Assim, perguntamo-nos será que ele fez algo de mal ao mundo e está a tentar redimir-se? Pois, não sabemos. Parece uma pessoa humilde e bondosa, que gosta de ajudar. Hoje em dia, poucas pessoas ajudam sem nada em troca. Ora, sabemos que é um "caçador de sorrisos", nada mais, mas para quem ajuda o mundo nada mais precisamos de saber!

Inês Rodrigues, 9ºA

Lourinhã, 29 de Janeiro de 2008

Samuel!

Primeiro, conto-te como estou furiosa!

Estava à espera de receber uma cartinha na minha nova caixa do correio, na Polónia, e até agora nada!

Sabes?! Eu até pedi ao Sr. Constantino (o “reparador” cá do bairro) para mudar a caixa do correio, porque estava à espera da carta de um amigo de longa data!

Assim recuso-me a escrever!

Para que é que eu me hei-de dar ao trabalho de escrever para alguém que, afinal de contas, não dá sinal de vida?!

Olha lá, por acaso não tenho a morada trocada? É que no outro dia, também troquei a minha morada com o meu amigo Pai Natal. Se calhar troquei as moradas !…

Bem, deixando-me de brincadeiras, espero que para a próxima seja correspondida.

Gostava (já agora) de te lançar um desafio…

O que achas de fazermos um jogo semanal? Do género: um envia uma carta com o tema e o outro 8durante a semana), pesquisa o máximo de informação possível! Ou, então, podemos fazer um jogo de enigmas, em que um envia um código ou adivinha e na semana seguinte, o outro envia a resposta na carta.

O que achas?

Espero pela tua resposta e (se gostaste da minha ideia), envia-me uma adivinha (enigma ou tema), para a semana.

Beijinhos, espero que não me desapontes.

Sara Félix, 7º E

Ventosa, 14 de Janeiro de 2008-03-01



Querida Bárbara,



Então, como foram as tuas férias de Natal? Boas, espero, porque as minhas foram óptimas! Fiz coisas de que sentia bastantes saudades; (como dormir às horas que entender e ficar o dia inteiro encostada à televisão a ver novelas e desenhos animados) e foi realmente bom sentir que tinha de novo liberdade para gerir tudo na minha vida: os horários, as refeições, as emoções eram bastante claras e tudo o que fazia não dependia de rigorosamente nada!

Na primeira semana de férias passei muito tempo no computador, a ler e-mails e a falar com os amigos na Internet; li livros, escrevi os meus românticos poemas, comi muito e dormi muito, também.

No Natal, estive em família, como habitual em todas as famílias de Portugal, todos os anos… fiz grandes quantidades de doces e bolos e a minha avó e mãe prepararam bacalhau para a consoada. Abrimos as prendas ás 11:45 horas, (pois a minha ansiedade estava constantemente a aumentar), adorei-as, as três melhores prendas foram sem quaisquer duvidas: um telemóvel novo, um jogo para a PlayStation 2 (Singstar – Pop Hits, que se baseia principalmente em musica e a sua interpretação) e finalmente a grande e esperada viola (que vai servir de muito para a nossa banda conjunta). E claro que não recebi tudo o que desejava, pois a vida deixava de ter piada por todos os nossos sonhos já estarem concretizados, prefiro assim a vida, torna-se mais interessante, apesar de sofrida.

Estive quase o resto das férias a aproveitar e a observar de perto as minhas prendas, nada de as deixar sozinhas com a minha queridíssima família invejosa! Principalmente o meu irmão que não gosta que mexa nas coisas dele mas quer sempre mexer nas minhas…

Chegou o dia 31 de Dezembro de 2007, um dia triste para mim, porque me estava a despedir para sempre de um dos melhores anos da minha vida. Talvez tivesse medo do que se seguiria, que o ano novo viesse a tornar-me diferente e houvesse desilusões. Só sei que receava seriamente que este ano seria mau, péssimo ou mesmo horrível.

Enfim, apesar de tudo isso fiz uma grande despedida de 2007, esqueci as amarguras e lamentações e, junto da família, festejei em grande euforia. A minha prima e eu, as grandes loucas da família e arredores, imagina lá o que fomos fazer! Pegámos no meu cobertor e fomos dormir para a minha rede que estava no quintal até ao nascer do Sol. Ficamos lá acordadas a conversar sobre a vida, enquanto tremíamos e rangíamos os dentes. Depois das sete horas desmonta-mos o nosso quarto ao relento e fomos para um bem mais confortável, o meu quentíssimo e aconchegado quarto. Dormi-mos até à 1 horas da tarde e o resto do dia passei-o a ver filmes, deitada na cama com a minha mãe e o meu irmão.

Nos últimos dias de férias admito que já sentia bastantes saudades da minha antiga rotina. Não a de acordar cedo todos os dias, mas a de conviver com os amigos, os grandes amigos que é algo de que sinto sempre necessidade. Preparei as coisas para o recomeço das aulas, e não sei se o tinha feito mais vezes durante as férias.

Entretanto começaram as aulas, e já passaram duas semanas e eu já estou aborrecida, por ter de estudar forçadamente para obter as notas que ambiciono.



Beijinhos,

Inês Félix



PS: Se por acaso um dia tiveres um breve encontro com a minha mãe, nada de contares que dormi ao relento com a minha prima, se não ela mata-nos às duas, o meu pai ralha-me e o meu irmão goza com a minha cara…

Olha, ia-me esquecendo, se tiveres e-mail, escreve-o na carta que me enviares, pois terei todo o gosto de conversar contigo nas horas vagas!

Inês Félix, 7º F


sábado, 1 de novembro de 2008

Amizade

A amizade pode simbolizar-se” de diferentes maneiras

Vou apenas falar do símbolo: mão, pois acho que este se reporta a épocas ancestrais e tem infinitos significados.

Duas mãos que se apertam, independentemente da cor, é o sinal da amizade, porque um aperto de mão transmite o calor de duas vidas que se encontram, ou seja, estender a mão é também o sinal de “união”.

Se pensarmos em termos de História, na Idade Média, os guerreiros usavam luvas para segurarem as armas. Retirar a luva e estender a mão direita, a da espada, significava ter intenção pacífica. A mão esquerda segurava o escudo para proteger o coração. Assim, a amizade consiste em dispensarmos a espada e o escudo, e entregarmo-nos, inteiramente, à pessoa que se encontra à nossa frente, ficando assim desprotegidos, com o coração a descoberto e as mãos sem armas, ou seja, coração e mão abertos, significa sermos pessoa de paz (paz/amizade)…

A verdadeira amizade, obviamente, requer muito mais do que um aperto de mão, mas este, já por si, significa um desejo de aproximação.

A amizade é simultaneamente uma oferta e um pedido, uma troca, um diálogo e uma forma de comunicação, que significa união em comunhão com a outra pessoa.

A amizade é a comunicação por excelência… Embora comunicar seja muitas vezes difícil.

Estarmos rodeados de muitos meios de comunicação, nada disto se equivale ao valor e calor da amizade, porque muitas vezes, no meio de tudo isto, estamos sozinhos…

Sara Félix, 12 anos

Formas de preservar o mar

O mar é um bem muito precioso e nós, por vezes, não o tratamos com o devido respeito. Muitas vezes lançamos para o mar lixo, produtos tóxicos e até petróleo! Essas substâncias são altamente poluentes! Ao ter esse tipo de atitudes fazemos com que muitas algas e plantas aquáticas sejam destruídas, já para não falar na extinção de espécies de peixes que são indispensáveis à nossa alimentação.

Se não existisse o mar também não existiriam seres vivos! Por isso, devemos ter consciência de que tudo o que fizermos ao mar também fazemos a nós próprios, logo, não podemos tratá-lo mal (a não ser que não gostemos de nós próprios).

É tão bom chegar a uma praia e ver aquele mar tão lindo onde podemos nadar, pescar e até praticar desportos radicais!

É óptimo ouvir o som das ondas a bater na areia...

Em suma, o mar é das "coisas" mais belas que temos, por isso, devemos saber tratar bem dele!

Márcia Luzia, 14 anos

Acabou

Tenho tudo para o fazer

Não me tentes impedir

Deixa-me acabar com isto

Acabar com o sofrimento

Acabar contigo

Acabar com tudo

Não me basta um olhar

Tenho que usar aquilo que menos quero

Não quero magoar

Quero matar

Acabar

Não me peças tempo

Isso eu não tenho

Não o posso desperdiçar

Não me peças uma oportunidade

Não me voltes a prender

Se tu não fazes nada

Eu faço-o por ti

Solta-me

E não me voltes a prender

Deixa-me ir

Se não for agora eu um dia vou

E tudo vai acabar


Rita Silva, 14 anos