terça-feira, 5 de abril de 2011

Um sorriso

O 3º teste escrito do 9º Ano foi feito com base num dos Exames de anos anteriores. A proposta de escrita era:

O texto B apresenta uma reflexão sobre o valor do sorriso. Um sorriso pode ser muito especial.

Redija um texto narrativo em que recorde ou imagine uma situação na qual um sorriso tenha tido um papel fundamental.
Construa a narrativa, desenvolvendo a acção num espaço e num tempo determinados e descrevendo a personagem ou as personagens interveniente(s).
Publicamos, de seguida, dois dos textos que foram escritos durante o teste. O primeiro foi escrito por  Josias Duarte do 9º B e o segundo por Mariana Ferreira do 9ºC
Nova-Zelândia, dia 29 de Dezembro de 2009. Estava eu em Wellington, na famosa capital, alojado num motel situado perto de um rio quase congelado, em que a temperatura poderia ser negativa. Deitado na cama, estava eu a olhar para a fotografia da minha mãe que ainda estava em Portugal, e que por acaso só não me acompanhou a mim, à minha irmã e ao meu pai por uns meros trabalhos domésticos que tinha a fazer.
Todos os dias me punha à janela, sentado de frente à lareira, a pensar no dia em que chegaria a minha mãe. Reflectia também sobre o porquê de ter ido para os confins do mundo, mas tudo tem uma razão e uma consequência. Por vezes, escorria-me uma lágrima de alegria, de felicidade, cheia de emoção. O mais sobrenatural que podemos fazer é pensar, ir buscar boas e más recordações, e eram assim os meus dias, sentado, a sorrir por ela.
Numa noite, já se fazia tarde, ouvi um motor lá fora a trabalhar, seria ela? Era mesmo. Entrou de rompante e surpreendeu-me, inexplicavelmente, fez-me acreditar que existia um elo de ligação entre o seu sorriso e o meu, foi um sorriso com um papel fundamental. Definitivamente que foi.
 Josias Duarte, 9º B


Ele… A primeira conversa!


Olá. Eu sou a Mafalda Ferreira e hoje foi o dia mais feliz da minha vida. Nunca imaginei que isto alguma vez me fosse acontecer! O João Costa, o rapaz mais lindo da escola, veio falar comigo, eu que sou uma rapariga simples, gorda e feia. Fiquei tão esquisita. Ele disse-me assim:
- Olá, és a Mafalda, certo? – com aquele olhar azul e aquele sorriso brilhante (quase que ofuscava).
- Sim… - disse eu com figura de “parva” e tímida.
- Acho que este livro é teu, deixaste na aula de Biologia.
- Ah, pois é… Muito obrigada.
- De nada, adeus.
Eu sei que foi uma conversa rápida e simples, mas isso para mim não é importante. Ele falou comigo! IUPI… Agora, sempre que passo por ele, lembro-me daquele sorriso encantador, que, para dizer a verdade, deixa qualquer rapariga caidinha por ele.
Na segunda-feira, eu fiz questão de me sentar ao lado dele, para ver como ele reagia e sabes o que ele fez, querido diário? Agarrou-me e deu-me um beijo. Já sabes qual foi a minha reacção! Ia desmaiando. Ele depois disse:
- Mafalda, tu és única. Nunca conheci uma rapariga como tu. Para ti o mais importante é “curtir” a vida.
Boa noite, querido diário, sei que em ti posso sempre confiar e sei que não contas nada a ninguém! Ah Ah… Vou dormir com o que me aconteceu hoje marcado no meu pensamento, com um sorriso na cara. :D

Mariana Ferreira, 9ºC

quarta-feira, 30 de março de 2011

Poesia, poeta e poema - 2010/11

Quando estudamos o texto poético no 7º Ano, porpomos um trabalho que procura, por um lado, sensibilizar para as várias linguagens possíveis de comunicação, por outro para a linguagem poética em particular.
Pretende-se, a partir dum processo quase lúdico, que os alunos comecem a reflectir sobre a construção do próprio texto poético e dos actores do mesmo.
Aqui disponibilizamos a proposta que foi feita às duas turmas do 7º Ano (A e B).
Publicamos ainda alguns dos produtos finais.


quinta-feira, 24 de março de 2011

Ter objetivos


Nada melhor do que dar o nosso próprio exemplo, certo? Então é isso que vou fazer. Para começar, este é o meu objectivo (para já): passar de ano e ir para a Escola Secundária da Lourinhã. Seguidamente será a universidade, mas isso já é outro assunto.
Ora bem, porque não meter logo no meu objectivo “casar, construir e criar uma família e um emprego com estabilidade” ?  Isto porque é o que a maioria das pessoas diz… A meu ver, considero que isto são “objectivos a mais”. Ou seja: nós não somos bruxos, não sabemos o que vai acontecer no futuro. Por isso, porque estar já a pensar numa coisa tão distante? Aliás, para conseguirmos ter uma casa, temos de ter um emprego. E para arranjar um emprego, é preciso estudar. Sem estudos, não há emprego, se não há emprego não há dinheiro, se não há dinheiro não podemos construir uma casa para a nossa família. Por isso, temos de apostar em nós, e agora. Porque se não for agora, não vai ser daqui a dez anos.
Para mim, é necessário definirmos os nossos objectivos aos poucos e poucos, para os irmos alcançando e sentirmo-nos vitoriosos (eu acho que isso é muito importante porque nos dá força e vontade para tentarmos alcançar os próximos objectivos). Para eu alcançar o meu objectivo, vou aplicar-me muito. Isto é, vou estudar muito, fazer todos os trabalhos de casa, participar na aula, tomar atenção, etc.
Porque, sem esforço, não conseguimos chegar aos nossos objectivos.
Patrícia Cruz, 9ºC


Empenho e informação
Como todos os alunos do nono ano ou anos inferiores, têm como objectivo passar o ano, ou seja, subir mais um “degrau” na sua vida. Pelo menos, é o que eu penso e o que eu quero para mim!
Para que uma pessoa consiga chegar aos seus objectivos, tem que ter acesso a informação suficiente, isto é, no caso dos alunos, têm que ter a matéria necessária para estudarem, no caso dos historiadores, precisam de datas, de informações importantes, entre outros, … Mas, não é só preciso informação, também temos que nos esforçar para completarmos algo que nos falta. Se só tivermos informação e não tivermos interesse em aprofundá-la, não nos irá servir de nada.
Eu falo de mim, se só conseguisse ter informação (matérias estudadas anteriormente) nunca iria conseguir passar de ano, porque a informação não é tudo, também precisamos de ter empenho. Então, todas as pessoas podem perguntar:
- Para conseguir triunfar, preciso de informação e também de empenho?
É evidente que sim, porque como eu disse em cima, precisamos de tudo para subir e superar os nossos objectivos, para passar para o outro lado da linha. Quanto mais informação e empenho, melhor!
Mariana Ferreira, 9ºC


“Água mole em pedra dura tanto bate ate que fura”
Tal como o próprio título indica, quanto mais nos esforçamos por alcançar objectivos que tenhamos em mente, maior a probabilidade de os conseguirmos alcançar é. Em primeiro lugar, queria mostrar um exemplo bastante bom de como quanto mais batalhamos melhor alcançamos os nossos objectivos. É na escola! Na escola há os alunos que lá vão passear e há os que lá vão estudar, pensado no melhor para o seu futuro, como no meu caso. Penso eu! No caso dos que levam a escola a sério e estudam bastante, se tudo lhes correr bem, a batalham tanto para conseguirem o futuro dos seus sonhos que certamente lá chegarão! No caso dos que andam a passear pela escola, esses nem sempre têm um futuro de sonho, muitas vezes até nem sonhos têm! E como estava a dizer, muito provavelmente o sonho deles não vai ser tão risonho como os que realmente se esforçam e trabalham para que o seu futuro seja melhor. Para esse caso só acho que se devam tentar esforçar por encontrar um objectivo que valha realmente a pena lutar, e logo verão que quanto mais lutarem por ele, mais provável é conseguirem alcançá-lo. Aqui apenas referi o contexto do estudo, mas há outras áreas como o amor e o trabalho que também têm objectivos que se batalhar por eles vai ver que os conseguirá alcançar!
Hugo Henriques, 9ºC


Objectivos do futuro
Todos nós temos objectivos na vida. Se não temos, deveríamos ter. Isto é, com que objectivo vive alguém, que não tem objectivos? Que não possui um sonho que queira concretizar? Não me parece adequado.
Mas, embora ter um objectivo seja importante, não é tarefa fácil. Ou se tem muita sorte na vida (algo extraordinariamente raro), ou se agarra em nós próprios e se faz pelo que se tem em mente. A este propósito, eu penso que o melhor ponto de partida é, sobretudo, a força de vontade. Porque “quem corre por gosto, não cansa”.
Porém, não é o bastante. Há ainda um determinado número de experiências pelas quais se tem de passar. Experiências que nos ajudem a crescer e a formar uma personalidade. Como, por exemplo, a escola. É na escola que nasce o talento, a responsabilidade, o empenho… Enfim, tudo coisas essenciais para o sucesso.
E existe outro factor importante: A paciência. Muitas vezes deparamo-nos com dificuldades e situações que não são do nosso agrado. Como uma disciplina escolar muito chata. Mas se não há como escapar-lhe, o melhor é ter calma e adaptarmo-nos a ela. Ignorar os obstáculos temporariamente, vai fazê-los piorar mais tarde. Portanto, devemos saber dar a volta por cima!

Certamente que isto não acaba aqui. Há ainda muito pano para mangas nesta matéria. Mas eis porque é difícil alcançar um objectivo. É um trabalho difícil, e só os valentes lá conseguem chegar.

Ecaterina Ciobanu, 9ºC


Os objectivos e o Futuro
Para começar, eu penso muito no Futuro e quais são os objectivos que tenho que alcançar, num primeiro momento, não me parecem fáceis, só que eu também acho que tudo é possível, basta querermos. Isto é, se quero bastante algo, terei que lutar para conseguir tê-lo, com, por exemplo: - eu neste momento estou no 9º e é um ano que para mim está a ser muito difícil por diversas coisas, mas mesmo assim o meu objectivo é passar para o 10º e isso é o que eu tenho de conseguir!
Eu penso que terei que lutar muito para conseguir passar de ano, apesar das dificuldades todas que tenho. Esse é o meu objectivo para o futuro. Como ainda terei que decidir este ano qual o curso que seguirei, nada será fácil… Mas temos que lutar para conseguir alcançar a nossa meta, neste caso a minha meta este ano será passar para o 10º. 
Como é possível conseguir tudo o que quero? Esta deverá ser a pergunta que bastantes pessoas fazem a si próprias, é como eu digo lutando; não se pode desistir nunca.
A nossa vida será sempre assim, lutando pelos nossos objectivos sem nunca desistir deles.
Andreia Ricardo, 9ºC


Em primeiro lugar, se uma pessoa se esforçar por ter alguma coisa que queira, (por exemplo ter um emprego numa empresa prestigiada e ganhar um bom salário, ou ter uma casa de luxo, ou fazer a viajem dos seus sonhos)! Mas para conseguir isso é só precioso ter ambição?
- A minha resposta é não, a ambição pode ajudar, mas se não tivermos pessoas que nos suportem quando falhamos em alguma coisa da vida e nos ajudem a recuperar o ânimo ou então os conhecimentos suficiente numa determinada área, nunca vamos poder subir na vida e conseguir o que queremos.
Isto é, vamos sempre precisar de muita força de vontade para termos as coisas que queremos, mas depois quando conseguirmos atingir os nossos objectivos, temos de conseguir ficar por lá, senão todo o nosso esforço não vai valer a pena...
Pelo contrário, se não nos esforçarmos nunca vamos obter o objectivo que queremos alcançar, por isso é melhor que se uma pessoa quiser algo, faça por merecê-la e não fique à espera que consiga o que queira sem fazer esforço.
Em conclusão, esforcem-se para conseguirem o que querem e não se deixem ir a baixo se uma vez não conseguirem o que querem, que de certeza vão conseguir alcançar os seus objectivos se tentarem novamente.
Bruno Ferreira, 9ºC

terça-feira, 22 de março de 2011

Poemas visuais - 2010/11

Quando estudámos o texto poético (7º Ano), procurámos  sensibilizar para a importância da forma. Assim, e após a visualização de vários poemas visuais, fizemos um wordstorming com a participação de todos os alunos das turmas a fim de ser escolhido um tema. No caso do 7º B, as palavras que resultaram dessa actividade foram: transpiração e jogso. No 7º A, a palavra final foi: cão.
Deixamos aqui alguns dos trabalhos:

Maria Inês Oliveira, 7ºA


Gonçalo Marques, 7ºA

Inês Cordeiro, 7ºB
Susana Martins, 7ºB
 Madalena Castro, 7ºB
Margarida Almeida, 7ºB


















Mariana Nunes, 7ºB

Nadine Santos, 7ºB

Sílvia Alves, 7ºB

















Soraia Costa, 7ºB

domingo, 20 de março de 2011

José Saramago - Ficha biográfica

A propósito do estudo do Conto da Ilha Desconhecida, foi sugerido que os alunos elaborassem a ficha biográfica do seu autor: José Saramago.
Publicamos alguns dos trabalhos:











Patrícia Fernandes, Cheila Ministro e Inês Henriques, 9ºD




















Ecaterina Ciobanu, 9ºC


sábado, 19 de março de 2011

Passaporte da leitura - 2010/11

A propósito do Projecto de Leitura "Ler, lazer e Aprender", os alunos vão construíndo o passaporte da leitura, registo que contém a identificação dos livros que lêem e o tempo em que os lêem.
Divulgamos de seguida vários passaportes construídos ao longo do ano. Antes porem publicamos um print screen  das palavras com que a Andreia Ricardo iniciou, no 3º Período, o seu passaporte da leitura:









Identificação - 2010/11

No princípio do Ano Lectivo, sugere-se que os alunos contruam um documento de identificação. Esse trabalho ser enriquecido ao longo do ano.
Ficam os registos da Leonor Ferreira do 7º A, Margarida Pinheiro do 7º B e Mariana Nunes, também do 7ºB, apresentados no 1º Período.

Leonor Ferreira, 7ºA


Mariana Nunes, 7ºB


Margarida Pinheiro, 7ºB



Nota
Caso seja possível publicar outros trabalhos de identificação realizados neste ano lectivo (2010/11), iremos usar este post.


Dar continuidade ao texto...

«Lá fora, a noite estava semeada de milhões de estrelas, planetas, cometas, asteróides nos seus voos loucos, constelações de todos os tamanhos e das mais diferentes formas. Olhou por cima do ombro direito, pela vigia lateral, procurando absurdamente uma luz branca que julgava ter visto algures, mas não se lembrava quando, nem sequer era capaz de dizer se a tinha visto, de facto, ou se apenas a tinha imaginado em sonhos. E mais uma vez, repetiu baixinho e para si própria a pergunta que tantas vezes fazia, quando estava assim sentada à noite na nave, e via o Universo inteiro à sua volta: “Haverá alguém por aí à escuta? Alguém que nos veja e que nos guie?”»
Miguel Sousa Tavares, O Planeta Branco



No entanto, de uma coisa tinha a certeza; sabia que não estava completamente sozinha, sabia decerto que mais alguém lá estava!Não se quis precipitar ao ponto de não ver ninguém e de se desiludir consigo mesmo. Talvez tenha medo de um mundo parelelo ao nosso,talvez...não queira enfrentar aquilo que lhe passa pela cabeça, ou será apenas fruto da sua imaginação Hipoteticamente, não poderia. Todavia, sendo ela uma pessoa muito prespicaz mas ao mesmo tempo insegura, questionava-se muito acerca do que a rodeava e queria saber o porquê de tudo ser como é. Contudo, numa noite em que estrelas cintilavam mais que outras, em que cometas se espalhavam pelo ar asfixiado pela falta de gravidade, ela terá sido surpreendida por um jovem turista vindo de um planeta dista. Um jovem bem parecido, alto, com uma tremenda inteligência e capacidade de fala, tipo dicionário ambulante. Dados estes pormenores, surgiu uma conversa sem fim, com muitas perguntas e muito poucas respostas, claro. E, entretanto, ela avistou uma coisa, a tal luz branca de que procurara tanto para achar neste gigante palheiro, coberto de estrelas e dos mais impressionantes fenómenos do nosso universo. O turista disse: O planeta Branco é um paradoxo da verdade, tanto é real como surreal, só existe se nele acreditarmos.
Josias Duarte, 9ºB

Fico ali por algum tempo a pensar, quando de repente oiço um barulho fora do normal, melhor dizendo, oiço algo a bater na minha nave, e murmuro com algum medo:
- O que será ? - murmuro - Quem é ?...
Fui de vagar, espreitar pela janela da minha nave, estava um ser estranho lá fora, que eu nunca tinha visto, mas que me pareceu simpático, alegre e divertido. Era verde, com um olho, e três patas.
Pensei que não seria nada de mais se fosses abrir a porta, e lá foi eu…
- Olá ! - exclamei eu.
- Olá, tenho reparado que andas por aqui pelo espaço, o que te traz aqui ? - respondeu ele.
- Falas português ? - exclamei eu, espantada - Queres entrar ?  - disse eu, para não responder à perguntar, que me tinha feito anteriormente.
Acenou-me com a cabeça que sim. Deixei-o entrar, e acompanhei-o até á sala, disse para entrar no sofá que ia só buscar uma bebida. Mas a meio do caminho pensei : "Será que ele bebe alguma coisa ?" , mas não me importei com isso e foi buscar algumas bebidas.
Quando cheguei à sala ele estava a ver televisão, ou seja, ele sabia o que era um televisão. Então perguntei-lhe se queria beber algo, eu trazia um sumo, e ele respondeu-me:
 - Sim, pode ser um pouco desse sumo que tens aí na mão !
Por um lado era estranho estar a falar com um estranho verde, mas por outro era algo interessante…
Alexandra Mendes, 9ºC

E nisto, acordou. Os olhos tentaram focar por detrás das pálpebras, mas sentia-os ligeiramente a arder pelo facto de ter chorado. Cheirava-lhe a relva cortada e sentia os braços arrepiados pelo vento. Apoiou-se nos cotovelos, e, apreendendo onde estava, resmungou: “Raios!”. Adormecera outra vez ao relento, por baixo das estrelas, no jardim de casa.
Voltou a deitar o corpo sobre a relva densa, observando mais um dia de verão madrugar. Vasculhou rapidamente por entre as memórias e logo ficou arrependida de o ter feito; descobriu que eram muito mais duras do que aquilo que imaginava. Os olhos arderam-lhe novamente e ela cerrou-os com força para impedir que as lágrimas reinassem como na véspera. Porém, como que com personalidade própria, elas saíram indiferentes e voltaram a inundar rosto, pescoço, cabelos…
Rendida pela força daquelas gotinhas de água, deixou a mente retornar às memórias e respirou lenta e pesadamente. Lembrou-se de cada grito, de cada gesto e de cada palavra dura como se visse tudo em câmara lenta. Aliás, a nitidez com que se lembrava de tudo aterrorizou-a. E assim, uma por uma, as lágrimas continuaram a escorrer.
Depois, passado o que pareciam horas, soltou um último lamento, enxugou os olhos às costas da mão, e levantou-se. Ao mesmo tempo que caminhava para dentro de casa, entoou baixinho algo que lhe parecia estranhamente familiar: “Haverá alguém por aí à escuta? Alguém que nos veja e que nos guie?”.
Ecaterina Ciobanu, 8ºC

Depois de olhar o espaço escuro e brilhante, Seabra voltou para dentro da sua nave. Instalou-se na sua cama, e, como regularmente fazia, começou a escrever no seu diário “décimo dia no planeta desconhecido… Até agora não aconteceu nada. Será que não existe mais nada neste planeta sem ser rochas e areia? Gostaria de fazer alguma descoberta, descobrir algo que nunca foi descoberto! Se continuo sem descobrir nada, em breve terei de partir para a Terra. Pode ser que amanhã aconteça algo de interessante…” após ter acabado de escrever tudo o que queria escrever, deixou-se levar pelo sono.
Com a intenção de descobrir algo novo, Seabra acordou passado umas horas e partiu à descoberta. No início, nada de novo: areia, rochas, areia, rochas, rochas e areia!!
Foi então que Seabra reparou numas pegadas esquisitas marcadas na areia e sempre na mesma direcção. Pensou imediatamente em segui-las, mas por outro lado sentiu uma pontada de medo. “Quem será? Melhor, o que será?” – questionou-se. Mas deixou-se levar pela adrenalina do descobrimento e seguiu as pegadas, até que chegou a um acampamento.. Ao mesmo tempo que levava a mão à boca, soltou um grande suspiro que fez com que todos os extraterrestres olhassem para ela.
Seabra ficou parada, e por segundos pensou em morrer logo. Mas depois um dos extraterrestres veio até ela e convidou-a a sentar-se.
No dia seguinte, Seabra convenceu alguns dos extraterrestres a visitar o planeta Terra e concluiu assim a sua investigação sobre o “Planeta Amarelo”.

Patrícia Cruz, 9º C

Em defesa das florestas e espaços verdes

A Natureza está em perigo
Temos de agir!
Quem não se lembra de ter brincado às escondidas num jardim cheio de plantas e arbustos? Quem nunca construiu uma cabana nos ramos de uma árvore? Que belas recordações. Infelizmente, tudo isto está posto em causa actualmente porque o Homem não sabe preservar a pouca Natureza que ainda o rodeia! Se alguém tiver dúvidas, basta olhar para o nosso concelho. Apesar de vivermos no campo, a Natureza está em muito mau estado! Não vemos muitas árvores e estas estão muito desprezadas como se não fossem bem vindas, os espaços verdes são raros e mal aproveitados, e as plantas da região não são valorizadas.
Temos de fazer alguma coisa antes que seja tarde de mais para as gerações futuras! Temos de reconstruir aquilo que a geração dos nossos pais destruiu! Mãos à obra!
Podemos começar por organizar equipas para plantar árvores e voltarmos a ter florestas no nosso concelho. Desta forma contribuímos para a melhoria da qualidade do ar. Devemos também dar valor aos espaços verdes que temos utilizando-os com respeito e promovendo a construção de mais alguns onde pequenos e grandes possam descansar e esquecer o stress do dia-a-dia. Quanto às plantas originárias da região, parece-me que seria a ocasião de promover encontros entre gerações para perguntar aos mais velhos como era a Lourinhã da sua infância e plantar de novo todas as plantas que hoje em dia já não nos rodeiam.


Gustavo Cópio, 8ºC


Actue enquanto não é tarde
Para começar, imagine-se numa cidade, em que tudo o que esteja à sua volta seja poluição; Pense em arranha-céus, carros a deitar fumo de escape, barulho ensurdecedor, pessoas sob stress… Tudo isto, sem uma única réstia de espaço verde. Em seguida, imagine um vasto campo coberto de flores. Acrescente algumas árvores majestosas, enchendo o espaço à volta. Ouça o roçar do vento nas folhas e o chilrear dos pássaros, voando livremente. Por fim, compare-os, e diga: Qual dos dois prefere?
Pois é. E lembre-se de que quem fomentou isto tudo, fomos nós. Todos e cada um de nós actuou diariamente da forma mais egocêntrica e construiu aquilo a que chama de “civilização” sem sequer parar para pensar no resto. Esta é a realidade, pura e dura.
Porém, apesar de tudo isto, ainda há uma oportunidade de se redimir. Está a ser-lhe dada a última possibilidade que tem para fazer as coisas bem. Agarre-a! Invista na natureza. Ponha o egoísmo atrás das costas e defenda aquilo que lhe dá vida! Proteja os espaços verdes que restam, e, do mesmo modo, volte a criar os que outrora existiam.
Vai ver como lhe aquece a alma saber que ajudou tão nobre causa.


Ecaterina Ciobanu, 9ºC

A propósito das sensações, quando se vêem espectáculos

Para começar, penso que o último concerto que fui ver foi dos Santa Maria, em Peniche. Além disso, nunca fui a muitos concertos, apensa uns 5 ou 6 durante a minha vida inteira, prefiro ir a algum bar, ou ás “festinhas da aldeia” . O concerto até foi engraçado, tinha uma apresentação super engraçada, bastantes luzes efeitos, isto é, ao princípio tinha uma excelente apresentação, todas as pessoas cantavam, dançavam, super giro… As bailarinas dançavam super bem e conseguiam com que as pessoas dançassem todas! E como sempre, os concertos fazem intervalos, para os cantores, os bailarinos e o pessoal do staff poder descansar um bocadinho. A meu ver , naquele concerto o pessoal do staff não chegou a descansar , porque na altura do intervalo, a cantora saiu do palco para beber qualquer coisa, e houve uma multidão de pessoas que se chegou ao pé do palco, gerou-se uma tremenda confusão. Ouviam-se os rapazes do staff dizer: - Não se aproximem, por favor não se aproximem! Foi uma cena horrível, mas as pessoas até obedeceram e ficou tudo mais calmo. Depois quando voltou a hora de voltarem todos ao palco, parecia uma peça de teatro triste, muito pouca iluminação, quase que não dava para as pessoas verem o baterista e os guitarristas, apensa se via a cantora e as bailarinas. Não sei se foi pelo facto do acontecimento do intervalo, porque depois ao longo da segunda parte começou tudo a voltar ao normal e as pessoas começaram a gostar. Eu não sou muito apreciadora daquela banda, mas até foi interessante e gostei.


Jéssica Martins Pataco, 9ºB



Tudo começou no dia 2 de Junho de 2010. Era de noite e ia haver Espectáculo! O Sarau da Leitura.
Eu e os meus colegas íamos entrar, por isso, como é normal, estávamos muito entusiasmados e divertidos. Então, tudo mudou, quando uma pessoa chegou ao pé de nós e nos disse:
- Meninos, preparem-se, vão entrar a seguir.
Quando percebemos que íamos entrar, sentíamos uma espécie de “formigueiro na barriga”, é óbvio que era o nervosismo, mas mesmo assim, eu acho que também era medo. “E porquê, medo, não existe nada assustador? – podia pensar uma pessoa.” Era medo de errar, de estarmos tão nervosos que nesse momento o mundo parava. De facto, era horrível!
Quando entrámos, a primeira coisa que fiz foi varrer a sala com o olhar, ver as filas cheias e além disso, ver a cara de satisfação das pessoas, com um sorriso de orelha a orelha.
Na saída, sentíamo-nos tão bem que nem parecíamos as mesmas pessoas. A única coisa que queríamos fazer era saltar novamente para o palco e dar “show”.
Portanto, foi único, um dia que vai ficar marcado nas nossas vidas, pelo menos na minha vida, de certeza.


Mariana Ferreira, 9ºC

quinta-feira, 17 de março de 2011

“A origem” - uma leitura

“A origem” (Inception) é um filme que relata a vida de Cobb, um ladrão talentoso, capaz de roubar informações através da própria fonte – A mente das pessoas. Deste modo, ele é um fugitivo à polícia, o que faz com que esteja separado dos seus dois filhos. Mas eis que lhe é dada a oportunidade de se redimir. Cobb tem de fazer um último trabalho, que lhe pode devolver a família: Implantando uma ideia na mente de alguém, em vez de a roubar.
A meu ver, este filme é genial, porque põe à prova a nossa capacidade de pensar. Isto é, para percebermos o desenrolar dos acontecimentos, é preciso estarmos com atenção a todos os detalhes. Não é um filme simples e eu fico feliz com isso. Além disso, achei o argumento muito inovador. Afinal de contas, o local do crime passou a ser a própria mente das personagens, onde sucedia todo o tipo de fenómenos que no mundo real seriam impossíveis de ver. À medida que o filme passava, sentia-me cada vez mais absorvida pela a história. A tensão das cenas, as fugas, as explosões e até os tiros fizeram deste filme, o melhor que eu já tive oportunidade de ver.
Resumidamente, penso que apesar de este ser um filme de espionagem, tem muita história para contar, e portanto vale a pena vê-lo. Confesso que nunca pensei gostar tanto de um filme deste género!


Ecaterina Ciobanu 9ºC

quarta-feira, 16 de março de 2011

Notícias fictícias







A Inaudita Guerra da Av. Gago Ccoutinho de Mário de Carvalho e os textos jornalísticos - proposta de actividade.
André Soares e Gustavo Cópio (8ºC)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Despedidas em Belém

Durante o estudo d'Os Lusíadas, os alunos, organizados em grupos, tinham de estudar os vários episódios e depois apresentar esse trabalho à turma.
O Alexandre, a Inês, a Iolanda e a Margarida do 9º D produziram este vídeo a propósito das Despedidas em Belém.


Slides de Apresentação de leituras

Com alguns dos slides das apresentações das leituras (atividade desenvolvida no âmbito do Projecto de Leitura "Ler, lazer e Aprender") foi feito este trabalho que teve ainda a participação da Ecaterina e Sara do 8º E na leitura dos excertos.


Os diários de 2009/10

No oitavo ano, estuda-se o Diário: a sua estrutura, a sua funcionalidades. Depois pede-se que, durante cerca de duas semanas, os alunos escrevam o seu Diário, fictício, de preferência.
Proposta de atividade.


Alguns exemplos produzidos no ano lectivo de 2009/10:












Trabalho da autoria de Ecaterina Cionabu, 8º E


Trabalho da autoria de Adriana Martinho, 8º


Trabalho da autoria de Irina Duarte, 8ºD











quinta-feira, 3 de março de 2011

Sumários digitais

Ainda em actualização...



Sumários de Mariana Costa, 9ºD (2009/10)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A cor da liberdade

No ano passado lectivo (2009/10) ainda trabalhei com os alunos na Plataforma Moodle, usando-a quer como meio fácil de disponibilização de materiais, como, e essencialmente, no apoio ao desenvolvimento de competências como, por exemplo, a compreensão. E claro que saber compreender é ler e a leitura pode traduzir-se em associações de ideias.
Num dos fóruns abertos, ao longo do ano, dedicava-se a motivar os alunos precisamente a fazer um exercício de associação de ideias. Estimula-se essa reflexão e, depois, pela escrita (portanto também se desemvolvia a competência da escrita) construía-se um produto.
Hoje, publicamos um vídeo que já está online quase há um ano - A cor da liberdade - e que foi construído da forma que acabámos de descrever. Primeiro, pretendia-se saber se os alunos associavam a liberdade a alguma cor e, numa segunda fase, identificada a cor, se sabiam justificar essa associação.
A música era, também sugerida pelos alunos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ponto da situação...

Há quase um ano que este espaço não é actualizado. Mas é mesmo para acreditar que tudo tem a ver com uma questão de falta de tempo. Ainda do ano passado há muitos trabalhos a publicar. E deste ano já temos outros tantos!
Vamos tentar reiniciar esse trabalho de forma mais rotineira.
Veremos se o tempo deixa.
Até breve.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Slides de apoio à apresentação de leituras

No âmbito do Projecto de Leitura do nosso Agrupamento - "Ler, lazer e aprender" - os alunos apresentam os livros que vão lendo. A acompanhar esses momentos, devem apresentar um slide feito pelos próprios sobre o livro que apresentam.
Aqui deixamos alguns exemplos que podem, também, ser visto aqui e aqui.


Miguel Henriques, 9ºD
Marcelo Santos, 9ºD
Jorge Pereira, 9ºD
Diogo Costa, 9ºD
Daniela Franco, 9ºD
Carina Santos, 9ºD
Artur Simões, 9ºD
Rodrigo Costa, 8ºE
Ecaterina Ciobanu, 8ºE
Andreia Luís, 8ºE

Slides de conteúdos gramaticais

Durante as aulas de Língua Portuguesa, no decorrer do processo de aprendizagem, os alunos têm produzido alguns materiais. Aqui ficam alguns exemplos. Podem também ser vistos aqui.

















Sumários (digitais)

Sumários - Inês Félix_9ºD

Passaporte da leitura

Passaporte da Lietura - Carolina_8ºD

Passaporte da Leitura - Cátia_8ºD

Passaporte LeituraEcaterina_8ºE

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Identificação / 1º Período / 9ºD

Divulgação com trabalhos de Identificação (continuação), desenvolvidos no âmbito do Projecto "Quem sou, quem somos".
DESCRIÇÃO: durante o 1º Período, foi pedido aos alunos que associassem a três cores a sentimentos, estados de espírito, sensações...
E o resultado, no 9º D, foi:





Identificação / 1º Período / 8ºE

Divulgação de trabalhos de Identificação (continuação), desenvolvidos no âmbito do Projecto "Quem sou, quem somos".
DESCRIÇÃO: durante o 1º Período, foi pedido aos alunos que associassem a três cores a sentimentos, estados de espírito, sensações...
E o resultado, no 8º E, foi:




















Identificação / 1º Período / 8ºD

Divulgação com trabalhos de Identificação (continuação), desenvolvidos no âmbito do Projecto "Quem sou, quem somos".
DESCRIÇÃO: durante o 1º Período, foi pedido aos alunos que associassem a três cores a sentimentos, estados de espírito, sensações...
E o resultado, no 8º D, foi:



Identificação__Cores_Carolina Morgado_8ºD