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sábado, 18 de abril de 2026

As histórias servem para quê? Como começar uma história?

   Foi criada uma atividade de preparação para um exercício de compreensão escrita de textos não literários, portanto um exercício no âmbito do domínio da leitura, em que se pede aos alunos que mostrem perceber a importância de se contarem histórias. Foi feito a partir de uma proposta do manual "Palavra Chave, 8.ºAno" da Porto Editora, página 71.

O suporte físico usado foi o Google Forms. Os alunos tiveram uma semana para desenvolver esta tarefa. Nesse exercício de preparação, disponibilizou-se uma animação sobre a narrativa e uma das questões era: "4 - Conta-me essa história que já estás a "inventar" em 77 palavras [estratégia importada daqui]. Se usares a IA, começa o teu texto por dizeres isso."

Na animação, percebe-se o início de uma "história" entre dois jovens desconhecidos que vão no metro.

Eis alguns dos produtos finais dessa questão:



"   Numa noite fresca e calma de outono, uma rapariga de cabelos ruivos voltava para casa depois das aulas. Sentou-se e pôs-se a ler um livro de romance.

    Quando olhou para a paisagem, viu o reflexo de um rapaz na janela. Ela parou de ler. Ele estava a ler o mesmo livro, e quando virou a cabeça para o vidro, viu o olhar da rapariga. O livro falava de amor, mas ambos não sabiam que o iam sentir."

Simão S.

"...Fui de metro. Quando lá estava olhei para cima e vi um rapaz, (que por coincidência estava a ler o mesmo livro que eu) olhamos um para o outro com um olhar radiante e profundo. Quando sai do metro não o vi, mas quando estava já a entrar em casa ele apareceu e perguntou-me o meu nome, respondi-lhe e, como estava frio, convidei-o a entra e jantar comigo. Ele aceitou, foi uma noite que nunca vou esquecer."

Gabriel V.

"Esta história foi inventada por IA 

Em Eldoria, Kael, um jovem curioso, encontra uma masmorra ancestral. Aí conhece Lyra, uma maga misteriosa, e enfrenta um Guardião de pedra e fogo. Mesmo com medo, Kael empunha uma espada mágica e luta ao seu lado. Juntos vencem e descobrem um Fragmento poderoso. A visão revela seis masmorras restantes e uma ameaça crescente. Decididos, Kael e Lyra partem numa perigosa viagem para salvar o mundo e descobrir o seu verdadeiro destino, no futuro incerto e mágico."

Diogo S.

"O texto é feito por AI

Certo dia, numa estação  lotado, um rapaz e uma rapariga estavam em metros diferentes, absorvidos nos seus livros. Quando os seus olhares cruzaram-se e, num instante, perceberam que estavam a ler o mesmo livro. Sorrisos tímidos surgiram, e o acaso transformou-se em conexão. Quando o comboio parou, trocaram um olhar cúmplice, sabendo que o destino os unira por um livro. Ficaram curiosos, ansiosos por saber mais um sobre o outro e sobre o livro que os unira."

Carolina S.

"Uma menina ía num comboio a ler o seu livro muito interessada, até que ao olhar para a paisagem que estava ao seu redor viu um rapaz a ler o mesmo livro que ela, a rapariga exclamou:

-Está a ler o mesmo livro que eu!

Levantou-se e foi para junto da janela, ficou a olhar para o rapaz, como se o tempo passasse muito mais devagar. O rapaz também olhou, ficaram apaixonados. Mais tarde iriam encontrar-se novamente."

Luísa T.

"Depois de um longo dia, a rapariga foi apanhar o comboio para casa, como o rapaz. Cada um foi num comboio. Quando a rapariga chegou à primeira estação, estava outro comboio no carris ao lado. Ela olhou e viu um rapaz que, por sinal, também estava a olhar para ela. Ambos sorriram e repararam que estavam a ler o mesmo livro. Infelizmente não tiveram tempo de falar, pois os comboios partiram para lados opostos para a próxima estação! "

Maria I. S.

"Todos os dias, ambos fazem a mesma rotina: acordam, vão de metro para a faculdade e, ao fim da tarde, voltam para casa, isto sempre juntos! A amizade destes é tão forte que daqui a uns anos, sabe-se lá!, se serão amigos ou namorados. Têm os mesmos sonhos: casar, ter dois filhos, viajar pelo mundo fora e ter uma casa de sonhos. Os olhares deles cruzam-se todos os dias no metro, porque será? Estarão apaixonados?"

Lara S.

"Usando IA: Num metro cheio, a rapariga lia tranquila, alheia ao movimento à sua volta. Atrás dela, um rapaz também mergulhado no seu livro. À frente, outro rapaz não tirava os olhos dela, intrigado. Nenhum falava, mas os olhares cruzavam-se em silêncio. Quando o metro parou, ela levantou-se e, por um instante, os três ficaram ligados por um momento simples, onde curiosidade, atenção e pequenos gestos começavam a criar uma história inesperada. Tudo parecia diferente para todos."

Eduardo M.

"Uma rapariga está sentada no metro, a ler um livro vermelho enquanto a viagem segue. Em outro assento, um rapaz observa-a com um livro nas mãos, curioso por perceber que é o mesmo. Ele pensa em puxar conversa, mas hesita. No reflexo da janela, os dois parecem mais próximos do que realmente estão. Quando o metro abranda, ele ganha coragem e pergunta se ela está a gostar da história. Ela sorri, e assim começa uma conversa inesperada."

Leonor I.

"Usei IA para escrever este texto. A rapariga entrou no metro com pressa, escondendo um livro antigo na mochila, enquanto o rapaz a observava em silêncio, reconhecendo nela alguém do passado que julgava perdido. Quando os olhares se cruzaram, perceberam que partilhavam um segredo esquecido, capaz de mudar tudo. Na próxima estação, decidiram falar, iniciando uma nova história inesperada e juntos enfrentariam memórias, dúvidas e medos, descobrindo lentamente quem realmente eram um para o outro no futuro próximo."

Gabriel D.

"A rapariga entrou no metro com pressa e começou a ler. Do outro lado, um rapaz fazia o mesmo, a ler um livro. Quando os olhos se cruzaram, sentiram uma ligação, como se já se conhecessem há algum tempo. Nos dias seguintes, passaram a apanhar o mesmo metro de propósito, e trocaram sorrisos. Até que um dia, ele ganhou coragem, aproximou-se e iniciou conversa. E assim começou uma bonita história de amizade e talvez amor verdadeiro."

Raquel P.

"Ele já estava no metro, sentado num banco diferente, com um ar triste, a pensar no clube do livro. Ela entrou, cansada, e sentou-se, abrindo o livro que ele precisava. Hesitante, ele aproximou-se e pediu se lhe podia emprestar o livro para a reunião. Ela sorriu, inclinou o livro na direção dele e, durante algumas paragens, ficaram lado a lado, a partilhar o momento, silenciosos, cada um a pensar na mesma história que os ligava."

Ava T.

"Um dia, eu estava a sair da escola, tinha sido um dia terrível! Tivera imensos testes super difíceis… Enfim, quando estava a voltar para casa, no metro, um rapaz não parava de me fixar, parecia que me estava a desenhar ou algo desse tipo. Quando ele estava a sair do metro, fui atrás dele para saber mais. Ele andava rápido, e era muito discreto, usava roupa preta e uns óculos azuis tal como os seus olhos..."

Madalena R.

"No metro, uma rapariga estava a ler um livro para passar o tempo. À sua frente, um rapaz olhava para ela, curioso, pois reconheceu o livro que ela tinha nas mãos. Apesar de não se conhecerem, houve um momento em que os seus olhares se cruzaram. Nesse instante, criou-se uma ligação especial. Quando o metro parou, surgiu a oportunidade de falarem. Talvez fosse ali o início de uma nova amizade ou algo mais"

Nair G.

"Naquele dia, ao apanhar o comboio, comecei a ler um livro para que a viagem fosse mais rápida. Desviei o olhar do livro, por momentos, e  vi um rapaz com um livro igual ao meu. Sorri e decidi conversar com ele, pedindo-lhe a opinião do livro que estamos a ler. Ele achou divertido que cada um de nós desse a sua opinião. Ambos estávamos bastante interessados pela história que o livro narrava,  Nós tentámos inventar o final."

Simão S.

"Havia um rapaz e uma rapariga que estavam num autocarro ou num comboio e que estavam a ler um livro; depois olham um para o outro e quiseram ser amigos. Foram ao café, à esplanada, ao centro comercial, fizeram compras e apresentaram-se aos pais; os estes gostaram da amizade deles. Os pais do rapaz convidaram os pais da rapariga para brincarem na casa do rapaz e ficaram melhores amigos. "

Gabriel S.

"Um amor de inverno, onde duas almas se apaixonaram por causa de um interesse comum, os livros. Conheceram-se numa biblioteca, partilharam as suas histórias, nas está na altura de deixar partir. Agora, uma última vez, o rapaz olha para ela com amor nos olhos, amor esse que ambos sabem que não desaparecerá tão cedo."

Inês C.

"Usei IA para criar esta história. Numa manhã tranquila, uma rapariga entrou no metro e começou a ler. À sua frente, um rapaz fazia o mesmo. Sem se conhecerem, partilhavam o olhares discretos. Um dia, o livro dela caiu, e ele ajudou. Assim começou uma amizade inesperada que transformou simples viagens em momentos especiais e inesquecíveis. Com o tempo, perceberam que tinham sonhos parecidos e decidiram continuar juntos aquela viagem bonita."

Antony P.


sexta-feira, 3 de abril de 2020

Ensino a distância em turmas do 7.º e 8.º Anos consegue-se numa semana? NÃO.


É possível o ensino a distância em turmas do 7.º e 8.º Anos? É.

Consegue-se numa semana. NÃO.

Esta proposta de atividade decorreu desde janeiro. Terminou no dia 20 de março como estava previsto.

Inserida numa proposta de trabalho autónomo na qual os alunos escolhiam as tarefas a desenvolver, esta atividade foi uma das mais participadas. Era também a única que na altura exigia que os alunos utilizassem a plataforma Moodle para comunicar. Havia outras que pressupunham a utilização do espaço para recolher informações.

Todo o processo iniciou com a inscrição dos alunos na disciplina no início do ano. Cada aluno fez a sua própria inscrição.

Ao longo do 1.º período, foram sugeridas aos alunos algumas tarefas que necessitavam da frequência da disciplina de português na plataforma Moodle. Assim, procedeu-se à ambientação, etapa tão importante no processo de adaptação ao ensino a distância.

Brevemente serão publicados textos resultantes desta proposta de atividade. 

quinta-feira, 11 de abril de 2019

3.º DESAFIO - Histórias em 77 palavras (1)

Do desenho pedagógico proposto nas aulas de PORTUGUÊS| 3D faz parte um atividade desenvolvida no ambiente da disciplina eportuguês (plataforma Moodle do Aedlv) que tem como objetivos promover:

- a utilização das TIC;
- a escrita;
- a criatividade;
- autonomia.

Desta atividade decorre a recolha de elementos de avaliação não só no domínio da escrita e TIC como também nas atitudes e valores já que, não se tratando de uma atividade com um tempo específico de realização em sala de aula, os alunos terão de dedicar tempo de estudo / trabalho autónomo para a desenvolver. Assim, é possível aferir do seu interesse, empenho e autonomia.


No presente ano letivo, já foram propostas quatro atividades designadas de Desafios MOODLE | 2018/19.
Fórum

Apresentamos, hoje, o terceiro desafio.

3.º DESAFIO - Histórias em 77 palavras (1)


Foi pedido aos alunos que escrevessem uma pequena história de 77 palavras onde apareçam as seguintes palavras: fogo | pena | sorriso. A proposta foi feita tendo como referências o blog das histórias em 77 palavras e o facto da professora ter frequentado durante o 1.º período uma formação online da responsabilidade da autor do blog mencionado Margarida Fonseca, promovida pelo Associação Educativa para o Desenvolvimento da Criatividade

Houve onze participações que passamos a apresentar:

1.ª
Era uma vez uma menina que passeava pela rua com um lindo sorriso. Por cima dela passou um pássaro que ela nunca tinha visto com penas lindas parecidas com fogo. De repente o pássaro caiu devido à rajada de vento repentina. A rapariga com pena dele foi a correr ajudá-lo. Quando o pegou sentiu uma sensação a filtrar-se pelo seu sangue. Desde esse dia ela sentia um sentimento estranho dentro de si e nela descobriu a magia . (Lara Santos e Matilde Carvalheira)
2.ª 
Existe uma vontade de nos expressar, mais concretamente uma vontade de libertar. Libertar a fúria que se suspende dentro de todos com uma chama impossível de ver, mas quando se liberta apenas pega fogo a tudo aquilo que encontra. Libertar a nossa alegria, um sorriso, é a melhor maneira de demonstrar a felicidade, sendo que pode ter mais veneno do que uma cobra. Libertar o animal que temos dentro de nós. Eu tenho uma pena, e tu?  (Maria João Ferreira)
3.ª

Amor Impossível
Há muito tempo Sol estava apaixonado pela Lua mas estes nunca se haviam visto. O Sol então quando passou pela China pediu a um pintor para que fizesse o seu retrato, o pintor com pena aceitou e pintou o retrato do Sol com um grande sorriso de fogo. Depois de terminar a pintura, o pintor mostrou à Lua o retrato do Sol. e assim a Lua ficou ainda mais apaixonada pelo seu adorado Sol.  (Maura Marinho e Tomás Batista)

4.ª


Era uma vez uma menina chamada Floribella. Ela vivia numa floresta, muito bonita cheia de flores, magia... e toda a gente era bondosa, menos...

- Só mais uma pena azul de galinha e estará pronto! - Já dizia a bruxa a sorrir  - Muito bem, Robin, lindo menino, adoro quando tu cospes fogo azul é realmente muito lindo. - Dizia Floribella para seu dragão mágico!
Nesse exato momento, assim que Floribella se afasta de Robin, tudo acontece... (Tamára Correia)
5.ª
Havia uma menina que ao passear na praia reparou que havia uma pena de pássaro na areia, levo-a para casa e mostrou-a ao pai. O pai muito admirado respondeu:
- Não sabia que eras tão interessada nestes assuntos, antes quando eu fazia coleção de penas tu dizias logo "Fogo pai ,não mexas nisso". A rapariga depois de ouvir este discurso do pai mandou um sorriso e disse:
- Eu sei, pai, mas eu já cresci e tenho de aproveitar o que a natureza nos dá. (Cristiana Santos)

6.ª

Era uma vez uma menina que era tão bem disposta que todos os dias acordava de manhã com um enorme sorriso de orelha a orelha, e isso tinha um motivo. Essa menina tinha um amigo que se chamava Jasmim, que era um pássaro. E um dia de primavera Jasmim lhe oferecera uma pena. A partir desse dia a menina passou a sorrir sempre que via o pássaro. Mas infelizmente o seu ninho pegou fogo e Jasmim morreu. (Pedro Fernandes, João Fonseca e Guilherme Marques)

7.ª

Estávamos reunidos em Viseu. Todos tinham um sorriso mais ou menos sentido. O rosto da Luísa mostrava pena pela ausência da Laura. A hora tardia aguçava o apetite, e as iguarias recém-chegadas à mesa permaneciam pouco tempo nas travessas e terrinas de porcelana que a avó Amélia usava só nestas ocasiões. O que parecia não ter fim eram as conversas do tio Artur. O fogo da saudade de outros tempos consumia-o, a ele e a nós também. (Salvador Borges)

8.ª

Durante uma noite de verão tão quente como o fogo havia uma rapariga muito solitária com apenas um amigo, o seu amigo imaginário, um pássaro com lindas penas mas ele era diferente, no meio de varias penas azuis tinha uma única pena branca por isso ele sentia-se rejeitado, mas ele adorava-o, eles estavam sempre felizes, faziam companhia um ao outro e foi ele que lhe colocou um sorriso no rosto. (Carolina Marques e Daniela Ferreira)

9.ª

Era noite de Natal, e vi a árvore cheia de presentes. Lancei um grande sorriso a todos. À meia-noite fomos abrir os presentes, e vi todos a receber muitos presentes e todos os que desejavam, mas quando chegou a minha altura, abri todos os presentes o mais rápido que consegui até encontrar o que queria. No final, vi que ninguém me tinha dado o presente que queria e disse:
Fogo! Não recebi o queria…
Tive mesmo pena(Inês Arsénio)

10.ª
O mistério do encanto do fogo, da sua energia, se é vida pode ser igualmente morte, dá prazer olhar para a lareira acesa, com o carvão incandescente. Sente-se a sedução, a sensação de medo, respeito e adoração, sentimentos que deslumbram, fascinam...É mágico, algo que nos deixa com um grande sorriso e que dá pena quando se extingue, porque se está com vivacidade é forte mas se não se alimenta desfaz-se em cinzas, um elemento feroz...enigmático...(João Carvalho)

NOTA: Alguns dos desafios não respeitam na totalidade as orientações. Os alunos já foram informados disso e poderão proceder às alterações quando quiserem até ao final do ano letivo. Optou-se por publicar os textos tal e qual foram publicados no espaço para o efeito sem que as alterações tivessem sido feitas.