quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

"Ler, lazer e aprender" / 1º Período (2012/13) - Ponto da situação


Tempo de leitura autónoma e silenciosa   (média de 15 min. de leitura por dia, numa disciplina)

8ºB - 3:45 min.;
9ºC - 5 horas;
9ºD - 4 horas.

Professores e turmas envolvidos*

8ºB - 6 professores;
9ºC - 8 professores;
9ºD - 8 professores.


*Refira-se que, neste post,  apenas se faz referência às turmas e professores em que a professora responsável por este blog lecciona. O projeto de leitura "Ler, lazer e aprender" é realizado noutras turmas do Agrupamento, no 2º e 3º Ciclos.

Passaportes de leitura


Os alunos têm de apresentar, no final de cada período, um passaporte da leitura, onde registam o título do livro, autor, editora, número de páginas e datas de início da leitura e fim.


Tempo para apresentação de leituras 


Cada aluno tem um máximo de dois minutos para apresentar as suas leituras. A marcação do dia da apresentação é sempre feita oito dias antes da primeira semana onde as apresentações ocorrem. Portanto, os alunos têm, no mínimo, uma semana para preparar a sua apresentação.  Em média, por turma, são usadas, cerca de duas horas para as apresentações, divididas em três sessões. Na apresentação, além de identificarem o livro, resumirem o assunto e lerem, justificadamente, um excerto, os alunos devem fazer-se acompanhar de um slide com os elementos identificadores da sua apresentação. Sugeriu-se, também, que os alunos possam apresentar, em substituição do slide ou como complemento da apresentação, um filme de promoção do livro.


Slides das apresentações


Durante as apresentações das leituras que fizeram, os alunos enriqueceram as suas intervenções com a partilha de um slide, construído por eles próprios, com as informações essenciais sobre o livro que apresentaram. A criatividade e originalidade são valorizadas, devendo todos os slides ter, como essenciais as seguintes informações:
- Identificação do livros;
- Excerto que irá ser lido com respetiva indicação da página donde foi transcrito;
- Identificação do/a aluno/a, autor/a a apresentação.




NOTA: Atualização do post com a publicação dos slides de apresentação e passaportes da leitura no dia 24 de fevereiro de 2013.

DiNotícias, 1ª Edição (2012/13)


Na 1ª Edição do DiNotícias deste ano letivo, o n.º 4 da publicação, foi publicada a relfexão da Carolina Bonifácio do 8ºB sobre o regresso às aulas. Publicamos aqui o texto na íntegra. Na foto ao lado, podem ver o aspeto do artigo, no jornal, na página 12, secção Pontos de Vista.





O meu primeiro dia de aulas
O meu primeiro dia de aulas foi muito agitado, no bom sentido… Devo confessar que estava um pouco nervosa, apesar de não ter muitas razão para isso.
Mal entrei na escola avistei logo que não queria: o rapaz de quem eu gostava… mantive a calma e continuei a andar até ver a Margarida, mal os nossos olhares se cruzaram, devo admitir, que a nossa reação foi um abraço tipo os dos filmes, o que fez com que toda gente ficasse a olhar para nós .
Fomos as duas  para a sala e ai é que foi: 26 pessoas de olhos posto em nós. Dissemos as duas bom dia, acenamos as pessoas que conhecíamos e procuramos rapidamente um lugar… A aula passou a voar, o que foi de admirar, pois as aulas de matemática não são assim muito divertidas, mas na verdade aquela até foi.
Nos intervalos, foi o delírio, todas as minhas amigas tinham novidades das férias para me contar e, infelizmente, eu não consegui ouvi-las a todas.
 Embora, houvesse muitas novidades, o assunto mais falado entre nós era o facto de termos uma turma gigante, cheia de pessoas que não conhecíamos, mas que tínhamos a certeza que mais tarde viríamos a conhecer.
Concluindo, gostei muito de reencontrar novamente os meus amigos e de conhecer um pouco a nova turma que me pareceu muito interessante!
Carolina Bonifácio 8ºB

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

"A Aia", de Eça de Queirós - Comentários

No estudo do conto "A Aia" de Eça de Queirós, pediu-se ao alunos que elaborassem uma ficha de leitura do mesmo. Da estrutura da ficha de leitura proposta, os alunos devem fazer um comentário. Esse trabalho é orientado através de uma lista de tópicos que poderão / deverão ser usados pelos alunos.

Publicamos alguns desses trabalhos:

O conto “A Aia” começa pela morte do rei, logo no segundo parágrafo. A partir daí, passamos a ter o conhecimento de um inimigo da família real, o irmão bastardo do rei, no quarto parágrafo. Também ficamos a saber, com a leitura do quinto parágrafo, que existem dois bebés no palácio: o príncipe e um escravo.
A aia mata-se, de modo a poder ir tomar conta do seu filho; o príncipe fica a salvo, graças à brilhante ideia da aia, de trocar o escravo e o príncipe de berços; o tio bastardo morre esmagado, ao fugir do palácio. Com a apresentação de todos estes pontos, pode concluir-se que a delimitação da ação é fechada. Tudo fica resolvido e a história tem um fim bem definido.
Existem algumas personagens (como por exemplo: o homem que leva o príncipe quando o castelo está a ser assaltado, o cavaleiro que anuncia a morte do rei e o velho que sugere a recompensa para a escrava) no texto que não são suficientemente importantes no decorrer da história para serem aqui descritas. Ou seja, estas personagens são apenas figurantes. O rei acaba por ser uma personagem secundária: tudo gira em volta da sua morte, mas ele não participa diretamente na ação. Existem personagens mais importantes (mas ainda não principais) como: a rainha, o pequeno escravo, o príncipe e o tio. Na minha opinião, a personagem principal é a aia. Em primeiro lugar, porque o título do conto é “A Aia”. Como é a aia que salva o príncipe, isso confere-lhe uma grande importância em toda esta narrativa.
Toda a ação decorre no castelo de um reino, onde habita a família real. Quanto ao meio social, este é um meio de riqueza, pois é descrita a corte real.
Em nenhuma parte é especificado o tempo histórico da história. Mas sabe-se que esta se desenrola num tempo passado, em que ainda existiam escravos, guerras entre reis e reinos e tesouros bastante valiosos. No texto, existem várias provas disso, como é exemplo: “Era uma vez um rei… que partira a batalhar por terras distantes…”, “Mas este era um escravozinho, filho da bela e robusta escrava que amamentava o príncipe.” e “… que ela fosse levada ao tesouro real, e escolhesse de entre essas riquezas, que eram as maiores da Índia…”.
O narrador é não participante, e é também subjetivo pois faz alguns comentários a certas situações. Uma frase que o comprova é: “Ai! a presa agora era aquela criancinha, rei de mama, senhor de tantas províncias, e que dormia no seu berço com o seu guizo de ouro fechado na mão!”.
A aia, ao sujeitar o seu filho à morte, teve uma atitude corajosa e talvez surpreendente, porque não se está à espera que uma mãe entregue o seu filho apenas para proteger o filho de outra pessoa. Quanto à morte da aia, também foi um desfecho inesperado para a história, pois ao aparecer a oportunidade de ficar com diversas riquezas da família real, a escrava só queria saber do seu querido e amado filho. Um título que eu acho que também se encaixaria nesta história era “Um Amor Eterno”, porque a ama quer continuar a cuidar do seu filho no tempo depois da vida (eternidade).
Madalena Castro, 9ºC

       O conto “A Aia” é um texto narrativo que se divide em três partes bem distintas: introdução (1º e 2º parágrafos), desenvolvimento (do 3º ao 17º parágrafo) e conclusão (do 18º ao 20º parágrafo). A narrativa é fechada, pois a ação é solucionada até ao pormenor e dão-nos a conhecer o que aconteceu a cada uma das personagens principais e secundárias.
A personagem principal deste conto é a Aia. Ela era bela, robusta, corajosa, leal e cristã. A rainha, o rei, o seu irmão bastardo, o príncipe e o escravo são personagens secundárias. A rainha estava solitária, triste, chorosa e desventurosa. O rei era moço, formoso, rico, valente e alegre. O irmão bastardo do rei, tio do pequeno príncipe, tinha uma face escura, era temeroso, corrupto, agressivo e cruel. O príncipe tinha o cabelo louro, fino e era frágil. O escravo possuía cabelo negro, crespo, vivia seguro, era simples e livre. Os olhos de ambas as crianças brilhavam como pedras preciosas.
A ação decorre num palácio situado num reino abundante em cidades e searas. As  câmaras (onde o príncipe e o escravo dormiam e a dos tesouros) são os locais centrais desse castelo. O espaço social desta história é um palácio habitado pela rainha, por senhores, pelas aias, pelos homens de armas e outros servos.
Ao longo do conto, são apresentadas várias marcas do tempo cronológico, como por exemplo: “A Lua cheia… começava a minguar” (l. 5 e 6), “Ora uma noite, noite de silêncio e de escuridão” (l. 83) e “…a luz da madrugada, já clara e rósea…” (l. 152).
Nesta história, não existem datas específicas que nos facilitem a localização da mesma no tempo histórico. Como é referido no 15º parágrafo do texto, existiam grandes riquezas da Índia na câmara dos tesouros do palácio real. Podemos assim supor que esta narrativa decorreu durante a época dos Descobrimentos.
Quanto à presença, o narrador é não participante, pois utiliza verbos como “vira”, “apareceu”, “chorou”, “seria” e “era”, ou seja, narra na 3ª pessoa. A sua posição é subjetiva, porque o narrador narra os acontecimentos, declarando ou sugerindo o seu ponto de vista, tal como podemos confirmar com a seguinte frase do texto: “Todavia também ela tremia pelo seu principezinho!” (l. 50).
No meu ponto de vista, a atitude da Aia foi muito corajosa e surpreendente. Ela mostrou que adorava a família real, não por aquilo que possuía, mas sim por aquilo que era por dentro, o que, hoje em dia, é raro acontecer. A escrava era uma verdadeira católica, pois não é qualquer pessoa que, sabendo que não existem provas de que a vida continua no céu, abdica da sua vida, muito menos de a dum filho, a fim de salvar alguém.
Este texto poderia ser designado “A Salvação de um Reino”, porque a Aia salvou o pequeno príncipe; o futuro rei de um reino abundante em cidades e searas.
Inês Cordeiro, 9ºC


O conto “A Aia” baseia-se na história de uma escrava, a personagem principal, que faria qualquer coisa pelo bem do seu reino. A aia acredita que existe vida depois da morte, por isso, quando o seu senhor morre, ela chora a sua morte, mas além disso acredita que o vai servir noutro mundo. Desta forma, as outras personagens da história são: o seu filho, um simples e livre escravozinho; o rico principezinho, de quem a aia tomava conta; o rei que morrera numa batalha; a rainha, que chorou desalmadamente a morte do pai do seu filho; o irmão bastardo do rei, que iria fazer de tudo para conseguir a realeza, ou seja, era o grande inimigo do príncipe que agora não tinha o seu pai para o defender. As personagens referidas anteriormente são personagens secundárias, isto é, não têm tanta importância na história como a aia.
Tudo isto se passa num palácio de um reino abundante em cidades e searas. Palácio esse que passou a ser reinado por uma mulher entre mulheres, o que fez com que faltasse disciplina viril. Deste modo, ao ler este conto, ficamos a saber qual era o ambiente na corte, isto é o espaço social. Assim, a corte é constituída pelos seus reis, príncipes, aias e guardas. Os reis são muitas vezes invejados, daí se causarem várias guerras pelo seu poder.
Quando a aia salva o principezinho de cair nas mãos do seu temeroso tio sacrificando a vida do seu próprio filho, sugeriram que “ela fosse levada ao tesouro real, e escolhesse de entre essas riquezas, que eram as maiores da Índia, todas as que o seu desejo apetecesse…”. Segundo esta frase do texto, podemos concluir que o conto decorre ao longo da época das descobertas. Contudo, no texto existe referência a cavaleiros, tochas, métodos de batalha mais antiquados como o uso de flechas, entre outros o que faz com que possamos deduzir que o texto se passou na Idade Média, isto é, o tempo histórico deste conto. Quanto ao tempo cronológico, não existem datas apresentadas no texto, mas existem marcas do tempo, como por exemplo: “nesse céu fresco de madrugada”, “ora uma noite, noite de silêncio e de escuridão”, “noite de Verão” e “a Lua cheia que o vira marchar… começava a minguar”.
O narrador d”A Aia” tem uma posição subjetiva, pois defende uma opinião face ao que conta, leva-se em conta com as emoções e os sentimentos envolvidos na história e faz pequenos comentários, como o seguinte: “Ai! a presa agora era aquela criancinha, rei de mama, senhor de tantas províncias, e que dormia no seu berço com o seu guizo de ouro fechado na mão!”. Desta forma, demonstra uma pequena preocupação com o futuro do pequeno príncipe. O narrador também demonstra as suas preferências através da utilização de recursos estilísticos, como por exemplo: “Quantas vezes, com ele pendurado do peito, pensava na sua fragilidade, na sua longa infância, nos anos lentos que correriam antes que ele fosse ao menos do tamanho de uma espada…” (metáfora). No entanto, o narrador é não participante, porque não participa na história e limita-se apenas a narrá-la.
No final do conto, a Aia pegara num punhal e cravara no seu coração, pois iria ter com o seu filho ao céu. Assim, podemos concluir que o conto é uma narrativa fechada, pois se conhece o definitivo fim da história e o destino das personagens. A história ficou solucionada.
O conto divide-se em três partes, conforme a sua estrutura: a introdução, nos dois primeiros parágrafos; o desenvolvimento, do terceiro parágrafo ao 16º parágrafo; a conclusão, nos três últimos parágrafos. Deste modo, as partes essenciais da ação foram nos parágrafos do desenvolvimento, pois é quando a ação de desenrola.
Para concluir, achei a atitude da aia de uma grande coragem e amor. A aia renunciou ao seu prémio para ir ter com o seu verdadeiro tesouro, o seu filho, ao Céu. Para mim, a aia agiu de uma forma que poucas pessoas o fariam, pois não iriam perder aquela imensidão de ouro e tesouros por nada deste mundo. Visto que a pobre escrava era tão verdadeira e no meio de tanta tristeza por não ter o seu filho, mesmo salvando o seu rei, acho que agiu de acordo com o seu coração, mesmo não tendo sido o que eu inicialmente esperava na conclusão do conto. Desta forma, achava que este conto poderia ter como título “O amor pelo próximo”, pois transmite uma forte mensagem de amor.
Margarida Pinheiro, 9ºC


Neste conto, a introdução localiza-se entre o primeiro e o terceiro parágrafo, o desenvolvimento desenrola-se entre o quarto e o décimo sexto parágrafo e a conclusão corresponde aos últimos quatro parágrafos.  A ação é fechada porque é solucionada até ao pormenor.
Na história, cada personagem tem a sua importância, por isso: a Aia é a principal; o rei, a rainha, o tio bastardo, o príncipe e o escravozinho são as secundárias e o mensageiro, o capitão das guardas, a legião de archeiros, a horda, a multidão e os guerreiros que lutaram contra o rei são os figurantes.
O espaço físico onde se deslocam as personagens é o palácio e o espaço social é a corte (pertencem à nobreza).
A ação é passada de noite (tempo cronológico), tal como está descrito na expressão da primeira linha do nono parágrafo “Ora uma noite, noite de silêncio e de escuridão”.
O tempo histórico é a Idade Média, uma vez que o conto fala da vida na corte, do rei e de batalhas.
O narrador é não participante, pois o discurso é feito na terceira pessoa. Quanto à sua posição, pode ser classificado como subjetivo, uma vez que, nas três últimas linhas do quarto parágrafo, ele declara a sua posição em relação aos acontecimentos.
Na minha opinião, a Aia teve uma atitude nobre, ao abdicar da vida do seu filho para salvar o principezinho, pois só uma pessoa com um grande coração e bondade é capaz de fazer o que ela fez.
Em conclusão, considero que o conto tem o título indicado, pois representa a personagem que teve a atitude mais importante da história (A Aia). Assim sendo, não escolheria outro para o substituir.
Maria Inês Oliveira, 9ºD


O conto “A Aia” é uma narrativa fechada, porque todas as ações são solucionadas até ao pormenor.
As partes essenciais desta história encontram-se no primeiro parágrafo (introdução) que nos diz que o rei parte para a batalha, é também derrotado e acaba por morrer; a partir do quinto parágrafo (desenvolvimento), com o aparecimento do tio malvado que manda atacar o palácio e onde ainda acontece a troca de berços; e ainda nos últimos três parágrafos (conclusão), quando a aia, por amor ao filho crava o punhal no coração.
As personagens são seis, sendo elas: o rei, o tio, a rainha, o príncipe, o escravo e a aia.
O rei era um jovem moço e valente, adorado pelo reino que batalhava por terras, deixando o trono, a rainha e o seu filho recém-nascido sozinhos. O tio é uma personagem cruel, ambiciosa e temerosa que surge com o objetivo de alcançar o reino para poder governá-lo. A rainha é uma majestade chorosa, triste e angustiada, quando sabe que o rei morreu na batalha, quando pensa que o seu filho foi levado a mando do tio e ainda grata quando sabe que a aia o salvou. O príncipe é o bebé herdeiro ao trono, com cabelo louro e olhos reluzentes, protegido principalmente pela aia e por sua mãe. O escravo, também recém-nascido, tem cabelo negro e tal como o príncipe, olhos reluzentes, é um bebé simples e seguro.
Por fim, a aia, a corajosa mãe que sacrifica o próprio filho para proteger o herdeiro ao trono a que sempre foi fiel. Sofredora, dedicada, decidida e perspicaz, assim a podemos descrever.
As personagens principais são: a aia, o escravo e o principezinho, todas as outras são secundárias.
As principais ações deste conto passam-se num grande reino “abundante em cidades e searas”, mas a morte do rei passa-se na batalha onde é derrotado (espaço físico). Todas as ações decorrem numa família real (espaço social).
Não são referidas datas no texto, mas existem algumas expressões como “lua cheia”, “noite de silêncio” e “uma noite”, que nos fazem pensar que os acontecimentos mais importantes aconteceram durante a noite. No entanto, é de madrugada que a aia decide ir ter com o filho, suicidando-se. Se quisermos classificar este conto em tempo histórico, podemos dizer que aconteceu em tempo medieval, graças à existência de batalhas e reinos.
O narrador é um narrador não participante, ou seja, não entra nas ações narradas. A posição que assume é subjetiva, porque apesar de não entrar nas ações que narra, é parcial.
Na minha opinião, a atitude da aia foi surpreendente. Não foi apenas uma aia daquele trono, foi uma mulher fiel, que sacrificou a vida do próprio filho para proteger o principezinho. Acima de tudo era uma pessoa muito decidida e com uma grande coragem para fazer o que Eça de Queirós nos conta.
“A mulher que sacrificou um filho por um reino”, seria este o título que eu sugeria para este conto, pelas razões referidas anteriormente.
Damiana Mateus, 9ºD



NOTA: Atualização do post com a publicação de dois comentários.




segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Proposta de escrita livre


Neste ano, no trabalho de propostas de escrita formais, dicidiu-se alterar a estrutura da atividade. Habitualmente, eram feitas três propostas por período. A fim de motivar a criatividade, promover a autocorreção e proporcionar oportunidades a quem ainda não fizera propostas de escrita, a terceira proposta de escrita formal passa a ter, neste ano letivo, as seguintes características, consoante a situação de cada aluno:

  • Alunos que não fizeram qualquer proposta - Devem escolher uma das propostas feitas nas anteriores semanas;
  • Alunos que fizeram apenas uma das propostas - Têm a oportunidade de fazer a outra proposta;
  • Alunos que fizeram as duas propostas e obtiveram dois resultados inferiores a Satisfaz Bastante - Escolhem uma das propostas e melhoram-na, de acordo com a classificação / correção.
  • Alunos que fizeram as duas propostas e obtiveram um resultado inferior a Satisfaz Bastante - Melhoram-na, de acordo com a classificação / correção.
  • Alunos que fizeram as duas propostas e obtiveram um resultado igual ou superior a Satisfaz Bastante - Podem elaborar um texto à sua vontade, tendo apenas que respeitar os limites, quanto ao número de palavras. Deve indicar o tipo de texto e tema pretendidos. Trata-se de um trabalho facultativo.

Publicamos alguns dos textos livres.


Simplesmente tu
Quando te vejo, a minha barriga enche-se de pequenas borboletas, borboletas que não param quietas, e que fazem com que eu core. Quando me sorris, deixas-me triste, sim, triste, porque sei que esse sorriso transporta apenas simpatia e não amor. Quando te vejo a jogar basket, perco-me nos teus rápidos movimentos, porque eles demonstram confiança e ambição de ganhar. Quando perdes algum jogo, vejo que ficas desiludido, mas para mim isso é um orgulho, porque mostra que querias ganhar e que tens amor ao que fazes e isso define uma pessoa. Quando os nossos olhares se cruzam, eu fico nas nuvens e só desço a terra quando a minha consciência decide lembrar-me que tu não gostas de mim e nunca vais gostar. Quando estamos a conversar, acredita que não presto atenção a nada do que dizes, pelo menos não da maneira como faço à professora de História, mas porque me perco na tua sinceridade, na tua maneira de ser, no teu brilho dos olhos quando falas de basket e no teu sorriso maroto quando falas nas traquinices que fizeste nas aulas e que rezas para que o teu pai não descubra. Quando te vejo triste, a primeira “coisa” que me vem à cabeça é: “Será por causa dela?”. Sim, porque eu sei que nessa cabecinha existe “uma ela”, por mais que me custe. Passo os dias tristes por saber isso. Posso sorrir, mas não quer dizer que esteja feliz.

Carolina Bonifácio (8ºB)



Uma história sem ideias
Era uma vez uma rapariga chamada Catarina, que tinha como trabalho escrever uma história. Ela queria escrever uma história fantástica, divertida e maravilhosa, mas ela tinha um problema: a Catarina não tinha ideias nenhumas! 
Pensou, pensou e não se lembrou de nada para escrever, passados minutos, Catarina já se tinha lembrado de alguns assuntos para escrever, mas não queria usar nenhum deles por achar que não eram suficientemente bons!
Então, a Catarina decidiu ir dar uma volta pela praia, para encontrar inspiração. 
Quando lá chegou, a praia estava cheia de pessoas, todas diferentes, mas com uma coisa em comum, eram todas um pouco barulhentas. Como a Catarina queria silêncio para pensar, dirigiu-se para uma gruta e, lá, ela encontrou uma amiga.
- Olá, que andas a fazer por aqui? – Perguntou a Rute, a sua amiga.
- Se queres mesmo saber, eu tenho que escrever uma história. O problema é que não tenho ideias, sobre as quais escrever. – Respondeu-lhe Catarina. 
- A inspiração está sempre à tua volta, só precisas de estar atenta – Dizendo isto, a Rute foi-se embora.
A Catarina, seguiu o conselho de Rute e, quando ia para casa, olhou atentamente para tudo o que via. 
Quando chegou a casa ainda não sabia sobre o que iria escrever. Até que ela se apercebeu de que podia fazer uma composição sobre tudo o que lhe tinha acontecido, naquele dia, até àquele momento. E decidiu dar o título de “ Uma história sem ideias” a seu texto.
Inês Almeida (8ºB)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Frases natalícias

Há cerca de três anos que, no nosso Agrupamento, os professores de português (2º e 3º ciclos), propõem aos alunos a seguinte atividade: uma breve reflexão sobre o Natal, partindo de frases de escritores. Do conjunto de todas as reflexões, por turma, cada professor deve escolher as duas "melhores" frases que depois serão espalhadas pelas escolas. 

Para escolher as melhores frases, faz-se uma seleção prévia de cinco frases que melhor correspondam à ideia proposta e, formalmente, estejam corretas. Depois, os alunos de cada turma escolhem, atribuindo a cada uma dessas frases uma pontuação. Neste ano, estamos a usar o inquérito online para proceder a essa escolha.
Esperemos que resulte!
No fim de cada inquérito, há um espaço para o nome e turma, uma vez que só serão validados para o efeito os pontos dos alunos de cada turma.
Já estão disponíveis os inquéritos para o 9º C e 9º D.
Os inquéritos estarão online até às 17:00 de domingo, dia 9 de dezembro.

Foram selecionadas as seguintes frases:



  • Neste Natal, todas as pessoas deveriam ficar felizes só por dar e não receber nada em troca a não ser gratidão. - Inês Almeida (8ºB);

  • Neste Natal, gostaria de estar, novamente, junto de toda a família. Gostaria que estivéssemos sentados à mesa a comer e a conversar entre todos. Gostaria ainda que todas as pessoas tivessem um Natal igual ao meu. - Beatriz Ferreira (8ºB);

  • Neste Natal, todas as pessoas se irão unir como se fossem só uma, celebrando a época de alegria. - Mariana Nunes (9ºC);

  • Neste Natal, gostaria que todas as pessoas nos oferecessem um sorriso, um pingo de alegria. Que todas vejam nos seus corações uma pequena luz de felicidade. - Viktoriya Vashchynska (9ºC);

  • Neste Natal, gostaria que as luzes de Natal se ligassem e iluminassem, não só nas casas e nas ruas, mas também no coração de todos! Quero que todos possam aproveitar a magia do Natal. - Lara Trindade  (9ºD).

  • Neste Natal, gostaria que o mundo se iluminasse com a luz de uma nova esperança. Gonçalo Marques  (9ºD).

Post atualizado a 12.12.12

sábado, 1 de dezembro de 2012

Histórias da "minha" infância



No primeiro teste escrito do 9ºAno (turmas C e D), no Grupo III, para avaliação da Escrita, pedimos aos alunos que, recordam-se de episódios da infância que lhes tivessem deixado recordações, escrevessem um  texto narrativo, em que contassem ou um episódio real que tivesse acontecido na sua infância ou um episódio imaginado que tivesse ocorrido na infância de uma personagem por eles imaginada.
O texto deveria ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.


Da minha infância restam muitas memórias. Algumas estão tão presentes que até podia pensar que aconteceram ontem. A que vos vou contar aqui é uma memória de um episódio real, que aconteceu quando eu tinha 4 anos.

Então a minha história é assim:

“Era um lindo dia de sol em Nova Iorque e eu estava a passear com os meus pais, dentro do meu carrinho de bebé. Já estava planeado irmos ao maior arranha-céus da cidade, o Empire State Building. Se eu soubesse por que razão íamos lá, preferia não ter ido. Mas se não tivesse ido, não estaria agora a contar-vos esta história.

Chegámos ao topo do edifício de vi os meus pais a vestirem uns fatos estranhos e ainda fiquei mais admirada quando a minha mãe me vestiu um fato parecido com o dela. Passados alguns minutos, observei o meu pai a pôr uma mochila às costas e a subir até uma plataforma muito perto da extremidade do telhado. Fiquei assustada e quase que ia desmaiando quando foi a minha vez de saltar da dita plataforma em direcção a um insuflável que se encontrava no chão. 

Quando cheguei ao insuflável já estava inconsciente e, pelo que os meus pais me contaram posteriormente, tive de ir ao hospital e fiquei lá internada durante duas semanas.

Não morri mas estava quase a morrer.”

E foi assim a minha experiência radical.
Madalena Castro (9ºC)



Quando eu era mais nova, tinha uma paixão pelo Universo. Tudo o que estava relacionado com estrelas, planetas e cometas fascinava-me. Eu queria viajar pelo espaço e ter amigos que habitassem na Lua. Um dia, decidi que iria entrar num foguetão e voar sem limites. Saí de casa, dirigi-me ao aeroporto de Lisboa e, muito discretamente, entrei num avião que ia para os EUA. Era lá que se encontrava o foguetão que partiria para a Lua no dia seguinte (tinha visto na televisão).Finalmente, cheguei ao meu destino. Tudo parecia mágico! Encontrei uma placa que indicava a direção para onde partiria o foguetão. Felizmente, não era longe e consegui lá chegar a pé. Aproveitei para descansar um pouco, adormeci e, quando acordei, já era o grande dia!O meu sonho estava prestes a concretizar-se. Avistei o transporte que me levaria à Lua. Era fenomenal! No momento em que ia pousar o pé no foguetão, alguém me agarrou e perguntou-me o que estava ali a fazer. Tive de lhe dar várias informações. Já sabia o que me esperava: eu ia voltar para casa e ficar com um sonho por concretizar. 
Inês Cordeiro, 9ºC

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Oficina de escrita - 1 / 8ºB (2012/13)

1ª Oficina de escrita / 8ºB

OBJETIVO

Escolher uma das propostas:

PROPOSTA A


Escolham um dos cartoons e escrevam um texto, respeitando a seguinte estrutura:
1º Parágrafo
  • Identificar o autor (devem consultar o manual, pp 35 e 36) e o tema do cartoon;

2º Parágrafo
  • Descrever a imagem escolhida;

3º Parágrafo
  • Referir a sua intenção crítica;

4º Parágrafo
  • Apresentar a sua opinião sobre a eficácia da mensagem. 



PROPOSTA B




PRAZO DE ENTREGA

  • Se fizerem o trabalho em suporte papel devem entregá-lo até ao dia 7 de dezembro, na sala de aula.
  • Se optarem por realizar o trabalho em suporte digital, podem enviar até ao dia 10 de dezembro para a caixa de comentários ou para o email (até às 23:55).


Proposta adaptada do manual Diálogos 8 
(Porto Editora), página 37




"O poema" de Manuel Alegre - leituras


Sobre o poema que a seguir transcrevemos de Manuel Alegre, no teste escrito do 9º Ano (turmas C e D) pedimos que os alunos fizessem um texto onde apresentassem a sua leitura do texto. Foram dados tópicos orientadores para o desenvolvimento do trabalho.

O poema
O poema vai e vem. E se demora
não quer dizer que seja demorado
mas que tem como tudo a sua hora
e como tudo é sempre inesperado.

Por muito que se espere não se espera.
Por mais que se construa é acaso e sorte.
Às vezes quando vem já foi ou era.
Porque assim é a vida. E assim a morte.

Por isso mesmo quando distraído
ninguém como o poeta é tão atento.
Ele sabe que de súbito há um sentido.
Vem como o vento. E passa como o vento.

7-7-2005, Manuel Alegre, Doze Naus, Dom Quixote

Publicamos algumas das respostas:


O título deste poema é “O poema”. O nome do seu autor é Manuel Alegre e o seu tema é a construção de poemas e sobre os poetas.

Neste texto, o autor diz que um poema não é escrito quando apetece a um poeta. É preciso ser-se atento quando essa “vontade” chega. É usada a figura de estilo chamada antítese de modo a provar que a poesia é um mundo de sentimentos contrários. Exemplos de uso da antítese são: “vida/ morte”, “distraído/ atento” e “vai/vem”. Para além do que já disse anteriormente, a antítese, tal como qualquer outra figura de estilo, serve para enriquecer o texto.

O poeta é quem “fabrica” os poemas e, para isso, ele precisa de se inspirar (o que muitas vezes não é fácil) e às vezes não estão à espera de inspiração e esta aparece. A vida de um poeta é uma verdadeira montanha-russa. Num dia têm a inspiração em alta e no outro não tem inspiração.

Madalena Castro (9ºC)

O título do texto é “O Poema”, foi escrito por Manuel Alegre e o seu tema é o processo de criação poética. No início do texto, é referido que um poema é sempre algo inesperado. Seguidamente, é transmitido que os poemas são escritos ao acaso e com sorte. No fim, o autor conta-nos que todos os poemas têm um sentido. Ao longo do poema, o autor utiliza várias vezes o recurso à antítese, ou seja, a exposição de ideias opostas. Um exemplo de antítese é “O poema vai e vem”. O poeta tem um papel muito importante no surgimento do poema. O poeta está sempre atento do tema do seu texto.
Inês Cordeiro (9ºC)


Proteger a natureza - um apelo


No segundo trabalho de escrita formal dirigido ao 9ºAno (turmas C e D) pedimos que refletissem sobre a necessidade de defesa das florestas e de  todos os espaços verdes que promovam a Natureza. Para isso, os alunos deviam redigir um texto que pudesse ser publicado no jornal escolar.

Partilhamos os trabalhos da Madalena Castro (9ºC), Maria Inês Oliveira (9ºD), Margarida Almeida (9ºC), Margarida Pinheiro (9ºC) e Inês Cordeiro  (9ºC):


Quando olhamos à nossa volta, podemos ver que estamos rodeados pela natureza. Mas afinal o que é a natureza? Parece-me que se pode dizer que a natureza é, de facto, tudo o que está à nossa volta. É os pássaros que cantam alegremente, as árvores (até mesmo aquelas que parecem fracas e a morrer), a fruta e a água que consumimos diariamente as belas flores que gostamos de ver nos nossos jardins. Pelo contrário, o que é contra a natureza é a poluição, a desflorestação e o facto de as pessoas não reciclarem o lixo.

Visto que, atualmente, quase ninguém se preocupa com o ambiente, este está a mudar. E o problema é que não é para melhor! Algumas espécies estão a extinguir-se, os humanos estão cada vez mais com problemas do foro respiratório e os habitats estão a ser destruídos. É mesmo necessário tomar medidas drásticas para que tudo isto pare.

Se tudo se mantiver assim por muito mais tempo, o planeta vai acabar por ficar sem “pulmões”, ou seja, vai ficar sem as florestas que lhe garantem oxigénio e vai acabar por ficar muito pobre em termos de biodiversidade.

Concluindo, é preciso que o Homem comece a mudar os seus hábitos, pois só assim a Terra voltará à sua plenitude.

Numa última palavra: preserve o planeta, porque ele é a sua casa.
Madalena Castro (9ºC)



Quando olhamos à nossa volta, podemos ver que estamos rodeados pela natureza. Mas afinal o que é a natureza? Parece-me que se pode dizer que a natureza é, de facto, tudo o que está à nossa volta. É os pássaros que cantam alegremente, as árvores (até mesmo aquelas que parecem fracas e a morrer), a fruta e a água que consumimos diariamente as belas flores que gostamos de ver nos nossos jardins. Pelo contrário, o que é contra a natureza é a poluição, a desflorestação e o facto de as pessoas não reciclarem o lixo.

Visto que, atualmente, quase ninguém se preocupa com o ambiente, este está a mudar. E o problema é que não é para melhor! Algumas espécies estão a extinguir-se, os humanos estão cada vez mais com problemas do foro respiratório e os habitats estão a ser destruídos. É mesmo necessário tomar medidas drásticas para que tudo isto pare.

Se tudo se mantiver assim por muito mais tempo, o planeta vai acabar por ficar sem “pulmões”, ou seja, vai ficar sem as florestas que lhe garantem oxigénio e vai acabar por ficar muito pobre em termos de biodiversidade.

Concluindo, é preciso que o Homem comece a mudar os seus hábitos, pois só assim a Terra voltará à sua plenitude.

Numa última palavra: preserve o planeta, porque ele é a sua casa.



Hoje em dia, os espaços verdes estão cada vez mais esquecidos, principalmente nas cidades. As pessoas andam muito atarefadas com a sua vida e não têm tempo para valorizar a Natureza (centram-se nos seus interesses pessoais e esquecem-se do mundo à sua volta).

Com o aumento da poluição, as florestas acabam por se tornarem locais pouco cuidados e o ser humano, por vezes, não tem consciência da importância que elas têm na qualidade do ar.

Os espaços verdes, atualmente, são um dos principais fatores de embelezamento das cidades, visto que elas estão cada vez mais sobrecarregadas de edifícios e grandes construções.

Na verdade, estes espaços têm uma importância fundamental na qualidade de vida das populações. Tornam as pessoas mais saudáveis quer a nível físico, quer a nível psicológico, permitindo a todos beneficiarem de uma vida feliz ao ar livre, como por exemplo: andar de bicicleta, correr, passear...

Considerando tudo isto, o que poderá o ser humano fazer?

Certamente terá que mudar de atitude e perceber que os espaços verdes são muito importantes, não só para as cidades, mas também para o mundo!

Maria Inês Oliveira (9ºD)

A proteção das florestas e dos espaços verdes

Certamente que já leram ou ouviram falar muito sobre este assunto, mas acho que nunca é demais voltar a alertar para o comportamento da população para com a Natureza. 
Hoje em dia, existe mais publicidade a apelar para a sua perseveração do que antigamente. Contudo, são poucos os que se importam ou realmente agem.
É frustrante para os que trabalham nesta área, ver todos os seus trabalhos e esforços, simplesmente ignorados…
Nós, população, se gostamos daquelas “maravilhosas” fotografias de cascatas ou montanhas, então, temos de aprender a não esquecer como tratar o que gostamos. Vou dar um exemplo: nós, se gostamos muito de algo ou de alguém, tratamo-lo com carinho e cuidado, e, se gostamos de relaxar e passar as férias em espaços verdes, porque não tratá-los bem também? 
Um simples gesto como apagar bem uma fogueira/cigarro ou não mandar o lixo para o chão, já é um ponto a favor na sua protecção. 
Concluindo, temos de começar a agir e a pensar mais no assunto, não só no momento, mas sempre! Devemos alertar os outros e tentar sensibilizá-los.
O futuro da Natureza depende de nós, e nós dela! 
Margarida Almeida, 9ºC



Amiga Natureza

A natureza é, sem dúvida, a melhor amiga do Homem, pois não conseguiríamos viver sem ela. Contudo, este conceito está a tornar-se cada vez mais ultrapassado, principalmente para nós, jovens!

Deste modo, porque não proteger todos os espaços verdes e florestas que nos rodeiam? Aquele plástico que deitaste fora no jardim, pode ter servido de alimento para um esquilo “fofo” que acabou por morrer. E aquela árvore onde costumavas brincar e esconderes-te da tua mãe quando ela ralhava contigo, teve o azar de ser cortada para fazer o papel que colocaste no lixo sem dar uso… Porque a natureza não é só “mato”, ela também é composta por seres vivos, isto é, uma grande família.

De facto, a natureza tem vindo a perder-se. Por isso, o ser humano tem o direito e o dever de preservar os espaços verdes, evitando determinados comportamentos incorretos, como, por exemplo: deitar lixo para o chão, maltratar animais ou plantas, desperdiçar bens fornecidos pela mãe natureza…

Concluindo, devemos ajudar a natureza, assim como ela nos ajuda. Todos gostamos de dar um passeio pelo parque, sentir o ar puro e apreciar a natureza, melhor dizendo, mesmo sem querermos a natureza fará sempre parte da nossa vida, de nós próprios!
Margarida Pinheiro, 9ºC


Promover a Natureza
É claro que a tua professora de Ciências já te ensinou a importância da Natureza nas nossas vidas. São as plantas que dão origem ao oxigénio que tu consomes! As árvores são também importantes para a construção de móveis, casas e papel. As florestas são o habitat de imensos animais. Sendo assim, deves preservar a mãe Natureza.

Atualmente, as pessoas poluem o ambiente cada vez mais: fazem fogueiras nas florestas, colocam lixo e beatas na relva, as fábricas depositam resíduos industriais em espaços verdes… Já exerceste algum destes atos? Não te preocupes, ainda tens tempo de contribuir para a proteção da Natureza!

Quando fizeres um piquenique com a tua família e amigos ou, simplesmente, quando visitares uma floresta, não permitas que sujem o local onde te encontras. Se tal acontecer, pega no lixo e coloca-o num contentor (no caso de não existir nenhum por perto, guarda-o num saco de plástico e, mais tarde, mete-o num balde do lixo). Existem locais apropriados para fazer fogueiras, portanto, alerta os teus familiares se eles decidirem acender lume num espaço inadequado. Nunca te esqueças que essas fogueiras podem provocar graves incêndios, tal como as beatas que são colocadas em espaços verdes. Deste modo, não deixes que as pessoas fumem nesses lugares.

Quando alguém desrespeitar o ambiente, informa-o da importância da Natureza e da necessidade de preservá-la. Deves proteger o mundo em que vives, deves proteger o ambiente!
Inês Cordeiro, 9ºC


Filmes que marcaram


As propostas de escrita semanais e formais do 9º Ano (turmas C e D), começaram, neste ano, com a sugestão aos alunos de fazerem uma crítica a um filme que tivessem visto que os tivesse marcado de forma positiva ou negativa. 

Deixamos aqui as críticas das alunas Mariana Baptista (9ºD), Madalena Castro (9ºC), Maria Inês Oliveira ( 9ºD), Inês Cordeiro (9ºC) e Margarida Pinheiro (9ºC) e Maria Inês Oliveira ( 9ºD):

É o prevalecer do bem sobre o mal que me entusiasma!


Havia algum tempo que aguardava pela estreia do filme “007-Skyfall”.
Desde sempre, gostei de filmes de ação e espionagem e os filmes do 0007 representam bem essas temáticas. O filme retrata mais uma história do famoso espião inglês conhecido por James Bond, a qual, como sempre, nos deixa “presos" ao ecrã.
Ainda que tenha visionado vários filmes dessa saga, sempre que estreiam, conseguem surpreender-me pela positiva. De facto, neste filme, o protagonista, apesar da sua idade, continua a combater o mal e os vilões. É o prevalecer do bem sobre o mal que me entusiasma! É claro que a investigação e os meios utilizados para a descoberta da verdade também não me são indiferentes.
É do meu agrado este género de filmes porque acho interessante o mundo secreto da espionagem e toda a sua envolvência…
Afinal, quem é que não se identifica com os filmes do 007? Já fizeram parte da geração dos meus avós, dos meus pais e agora da minha.
Neste filme, em particular, para além do enredo, gostei da escolha onde a ação decorreu devido às suas belas paisagens e a adaptação da música.
Em síntese, não hei de perder o próximo capítulo da saga.

P.S.: Recomendo este filme a toda a gente.
Mariana Baptista (9ºD)



Uma das minhas atividades favoritas é ver filmes. No entanto, não gosto de todos os géneros nem de todos os temas que os filmes abordam.

Acho que posso dizer que os meus géneros preferidos são: o suspense, a comédia e as biografias musicais (isto é, filmes que falem sobre pessoas e bandas influentes no mundo da música). E qual será o filme de que eu mais gostei? Pois bem, um dos filmes que me marcou pela positiva foi o “Iron Maiden – Flight 666”. É um documentário que acompanha uma das minhas bandas preferidas, os Iron Maidenn, ao longo dos 45 dias que andaram a viajar pelo mundo, dando concertos em mais de 20 cidades. A meu ver, qualquer fã fica completamente deliciado ao ver como é a vida dos elementos da banda fora dos concertos!

É claro que o filmes não mostra o dia a dia completo da banda, mas dá bem para ter uma ideia, o facto que me levou a escolher este filme como o melhor foi a existência de um “realismo” que não é habitual, ou seja, toda a banda fala de como eram e de como continuam a ser, mesmo já sendo famosos.

Quase tudo o que eu queria saber sobre os Iron Maiden está neste filme, o que foi outro factor decisivo na minha escolha.
Madalena Castro (9ºC)


O filme que eu mais gostei de ver chama-se “Nanny Macphee e o Toque de Magia”.

Retrata a história de uma jovem mãe que tenta desesperadamente gerir a sua quinta familiar, enquanto o seu marido está longe na guerra.

Então Nanny McPhee chega e descobre que os filhos de Mrs. Green travam uma guerra contra dois primos mimados vindos da cidade, que se mudaram para a quinta. Para resolver este problema, ela usa a sua magia e ensina às crianças cinco novas lições. Assim, elas aprendem a lidar com as diferenças e acabam por se tornarem amigas, construindo uma vida mais feliz. 

Mas porque é que este filme me marcou tanto?

Este filme marcou-me por ser muito divertido e por demonstrar que apesar de sermos ricos, também podemos ser humildes (afinal o dinheiro não é tudo). 

Atualmente esta situação já não acontece tanto, mas antigamente, enquanto os maridos iam para a guerra, muitas mulheres ficavam sozinhas a tratar da casa e dos filhos.

Na minha opinião, este filme é muito interessante, pois para além de ter uma história muito rica, tem paisagens fantásticas, mostrando a vida simples do campo e a relação saudável com os animais. 

Por fim, podemos concluir que a união faz a força. Se os primos da cidade não se tivessem juntado com os primos do campo, não conseguiriam superar os obstáculos e resolver os problemas que no fundo... eram de todos!
Maria Inês Oliveira, 9ºD


Os Jogos da Fome
Há dois meses atrás, vi um filme espantoso: “Os Jogos da Fome”. Uma nação do futuro governa doze Distritos. Todos os anos, cada Distrito tem de escolher um rapaz e uma rapariga adolescentes (os tributos) para entrar nos Jogos da Fome. Esses jogos consistiam num espetáculo em que apenas um tributo poderia chegar ao fim com vida, isto é, os adolescentes deveriam combater uns com os outros até à morte.

As personagens, o seu vestuário e as paisagens do filme eram invulgares, o que fez despertar a minha atenção.

No Distrito 12, os tributos eram escolhidos à sorte. A pequena e frágil Primrose foi a rapariga selecionada. Pela sua salvação, ela tinha uma irmã inteligente e forte que se ofereceu para participar nos Jogos da Fome, a Katniss – a personagem principal. Este foi um verdadeiro ato de coragem e de amor que me surpreendeu imenso.

Neste filme, encontrei muitas parecenças com a sociedade de hoje em dia. Durante os Jogos da Fome, formaram-se vários grupos em que a grande maioria queria ser melhor do que os restantes. Além disso, os participantes desses grupos eram falsos uns com os outros. Todos eles tinham o objetivo de retirar os restantes tributos do jogo, excluindo primeiro os seus inimigos e, seguidamente, os seus aliados.

“Os Jogos da Fome” foi um dos melhores filmes que já vi e é evidente que irei ler o seu livro!
Inês Cordeiro, 9ºC


Um filme marcante 
Até hoje, de todos os filmes que já vi, o que mais me marcou positivamente foi “A Órfã”. Vi este filme porque várias pessoas mo recomendaram e, segundo o que diziam, a sua história parecia bastante interessante. Na altura, também optei por este filme, pois procurava algo diferente dos habituais contos de fadas… Em primeiro lugar, gostei imenso d’A Órfã” devido à mensagem que me transmitiu: as aparências iludem, melhor dizendo, as pessoas nem sempre são o que parecem! Digo isto devido ao facto da personagem principal do filme, a Esther, uma menina que aparenta ser muito adorável e que é adotada, manipular todos os membros da sua família, chegando mesmo a matar. Contudo, Esther esconde vários segredos, por exemplo: ela tem uma doença que a faz parecer mais nova, mas, na verdade, tem 33 anos e só está em interessada em conquistar o seu pai adotivo, como já tentou fazer em muitas outras famílias.

Além disso, o filme marcou-me porque me mostrou que as pessoas podem sempre ter segundas oportunidades, mas porquê? Segundo o que percebi, porque todos passamos por momentos menos bons. Ficamos meio sem rumo. Fazemos verdadeiros disparates, como no filme, a “mãe” de Esther perdeu uma filha, então ficava sempre a beber álcool. Porém, temos oportunidade de nos corrigimos (ou pelo menos tentar). Para terminar, acho que nunca me vou esquecer deste filme que para mim é especial por ser diferente de todos os outros.
Margarida Pinheiro, 9ºC

Despertado pelos primeiros raios de Sol...

Na segunda proposta de escrita formal, feita ao 8ºB, pedia-se que, a partir de uma frase retirada do conto  Sexta-Feira ou a Vida Selvagem, de Michel Tournier...., os alunos construíssem uma história, desenvolvendo-a segundo a sua imaginação.

Acho que vale a pena partilhar os trabalhos da Carolina Bonifácio e Andriana Terpodei.

A frase a partir da qual tinha que construir era história era: “Despertado pelos primeiros raios de Sol nascente, Robinson voltou a descer para a praia de onde partira na véspera.”




(...)Na verdade estava com esperança que viesse alguém para o ajudar, pois encontrava-se preso numa ilha. Sentado na areia a ouvir o som das ondas a bater contra os grandes rochedos, avistou um barco com marinheiros. Sentiu uma forte adrenalina e um monte de emoções. Naturalmente que seria difícil de o verem, pois estavam longe. Pensou para si mesmo: - Será que grite ou não vale a pena? 
Passaram uns minutos e Robinson relembrou a sua chegada à praia. Há anos atrás, tinha decidido fazer uma viagem com a sua família para descobrir um pouco do mundo. A viagem acabou por correr mal, pois ele perderao controlo do barco devido à tempestade. A mulher e os dois filhos acabaram por morrer afogados… Robinson com a sua resistência e coragem conseguiu nadar até à ilha e acabou por sobreviver.
Começou a gritar: Socorro! Socorro! Preciso de ajuda! Com esperança de ser avistado, começou a gritar ainda mais alto, mas teve azar. O barco continuou a sua viagem sem parar. Desta forma, Robinson percebeu que teria de continuar a sua vida como tinha sido até àquele dia.
Andriana Terpodei, 8ºB


                                                                                                                            

A Promessa cumprida
 
 (...) Olhava para o mar. Estava triste, era o último dia que iria passar naquela terra. “As férias perfeitas não duram para sempre, não é?” – pensava. Mas não era abandonar o hotel de 5 estrelas ou deixar de ter alguém que lhe desse o pequeno-almoço na cama que fazia com que ele ficasse triste e desanimado por ter de voltar a casa, na verdade, até estava a ficar um pouco farto de ter toda a gente a fazer-lhe tudo.
O que o deixava triste era saber que, provavelmente, nunca mais ia ver aquele lindo sorriso, ouvir aquela voz, penetrar aqueles olhos verdes ou afastar os lindos cabelos daquele rosto.
Leonor era o seu nome, uma encantadora rapariga que morava naquela terra. Haviam-se conhecido há um mês atrás, quando Robinson chegara à Califórnia para ter as melhores férias da sua vida, como dizia o seu pai. Agora, Robinson compreendeu que ele tinha toda a razão, estas eram, definitivamente, as melhores férias da sua vida…
Sentiu alguém a tocar-lhe nas costas. Era ela.
- Leonor, eu…
- Não digas nada, apenas promete que não me vais esquecer – disse Leonor, suavemente.
- Eu prometo.
Não houve tempo para dizer mais nada, Leonor deu-lhe um beijo apaixonado e partiu com olhos cheios de lágrimas.
Os anos passaram, mas a promessa foi cumprida, pois neste eles estão lado a lado numa igreja a começar o primeiro dia do resto das suas vidas.
Carolina Bonifácio, 8ºB

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O regresso às aulas



E já começou o ano e já começaram as propostas de escrita e já começaram a aparecer trabalhos que sentimos ser "preciso", quase obrigatório, partilhar. 
Na primeira proposta feita à turma do 8º Ano (8ºB), pedimos aos alunos que refletissem sobre o início do ano letivo. Queríamos saber das emoções, sensações desse retornar à escola, uma vez mais.
Depois de lidos e avaliados, achámos que os textos da Inês, Joana e Carolina tinham, também de ser lidos por todos. Elas concordaram. 
Ei-los:

Antes das aulas começaram, eu achava que este ano iria ser um pouco mais difícil do que os outros anos, porque iria ter os exames intermédios! A não ser isso, pensava que iria ser igual aos outros.
No meu primeiro dia de aulas, tal como nos outros anos, senti-me feliz pelas aulas começarem e poder rever amigos que não via há algum tempo, por outro lado também estava ansiosa e nervosa porque não sabia quem mais iria encontrar!
No início da escola estava ainda um pouco preocupada com as aulas: Como é que iria ser? Iria ser muito difícil? O que é que iria aprender e quais seriam os professores? 
É claro que nos dias seguintes também me senti assim. Apesar disso, á medida que ia conhecendo os meus colegas (que pareciam bastante simpáticos) e professores, ia--me sentindo menos nervosa e mais descontraída. Normalmente sou bastante extrovertida, mas quando não conheço as pessoas sou mais tímida…
Depois destes primeiros dias, comecei a habituar-me aos professores novos, meus aos colegas e ao horário. 

Inês Dinis Almeida, 8ºB

Trin…! Já começo a ouvir o despertador logo às 07:20h da manhã, isso significa, que a escola começou! – pensei eu.
De seguida, vestir, tomar o pequeno-almoço, lavar os dentes e mal entro no carro as borboletas na barriga começam a aparecer, a ansiedade, o nervosismo, vem tudo ao mesmo tempo.
Em anos anteriores, revelei mais ansiedade, porque mal vejo o professor novo a entrar na sala de aula, começo logo a ficar em pânico a não saber o que fazer. Mas este ano não fiz tal, controlei-me e até acho que deu um bom resultado, pelo menos não entrei em pânico.
Desde que me lembro, o caminho de casa-escola no primeiro dia de aulas é sempre a pensar:
Como serão os colegas novos? Os professores novos serão bonzinhos? E será que este ano vai correr bem, sendo a turma enorme?
A pensar, a pensar, quando olhei pela janela do carro, já estou ao pé da escola e aí sim é que os nervos surgiram à flor da pele!
Quando entrei na escola, vi logo alguns amigos e ao cumprimentá-los senti-me mais descontraída e confiante com a presença deles, dizendo a verdade, eles acalmaram-me.
Com o decorrer do dia os nervos e a ansiedade desapareceram e fiquei logo mais entusiasmada com o início do ano letivo.
Numa palavra, até acho que o primeiro dia deste ano letivo foi bastante agradável e adorei o cheirinho a livros novos.
Joana Marques, 8ºB

O texto da Carolina Bonifácio (8ºB) foi enviado para o DiNotícias e foi publicado na 1ª Edição de 2012/13.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Quero ser poeta... - comentário

Comentem o texto, procurando explicar a decisão do autor sobre a "profissão" que irá escolher.

Devem enviar o vosso comentário:

  • 9º C - até ao dia 30 de outubro ou entregar, na sala de aula, nesse mesmo dia;
  • 9º D - até ao dia 31 de outubro ou entregar, na sala de aula, nesse mesmo dia.

Eça de Queirós - nota biográfica










Partindo da leitura do texto da página 27 do manual, redigir uma nota biográfica e publicá-la na caixa de comentários.

O prazo termina:

  • para o 9ºC, no dia 15/10/12*.
  • para o 9ºD, no dia 17/10/12*.



*Os alunos podem entregar o trabalho em sala de aula. Nesse caso, o prazo termina a 12/10/12, para o 9ºC e 17/10/12, para o 9ºD.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Inquéritos / Aulas de Língua Portuguesa (2011/12)


Cá estamos, uma vez mais, para partilhar o resultado dos inquéritos sobre o trabalho desenvolvido nas aulas de Língua Portuguesa. Neste caso, participaram os alunos dos 7º A, 7ºB, 8ºA e 8ºB. Numas das últimas aulas, foi pedida a colaboração dos alunos no preenchimento de um inquérito que tem como objetivo avaliar o trabalho desenvolvido ao longo do ano, nas aulas, bem como sugerir alterações, outras práticas e atividades. 
O Inquérito é anónimo. Nos últimos anos, tem-se optado pelo inquérito online, com o recurso ao googledocs.   Todo o processo é mais fácil de analisar e os alunos têm maior privacidade. Ainda assim, alguns alunos identificam-se nos comentários. 

Num universo de 82 alunos, responderam ao inquérito 65 alunos.
Publicamos de seguida, o resumo das respostas:










sábado, 1 de setembro de 2012

O poder do amor


No último teste escrito do 8º Ano, foi feita  seguinte proposta de escrita:

 O texto A refere um mito sobre o amor e aquilo que somos capazes de fazer por ele.
 Escreva um texto narrativo imaginando uma situação que demonstre o poder do amor. Na sua narrativa, deve localizar a ação no espaço e no tempo e descrever as personagens.

A Damiana contou-nos esta história:

Catarina tinha acabado o décimo segundo ano e estava prestes a ir para uma Universidade na América tirar o curso que sempre quisera: Direito. Desde pequena que sempre quisera viver fora do seu país e o seu objetivo era mesmo conseguir ter uma boa vida longe da sua terra Natal.
Pedro, um rapaz corajoso e inteligente, seguiria um curso de engenharia na capital. Estava tudo programado, a universidade, a casa que iria habitar durante aqueles três ou quatro anos, até já tinha falado com os pais para se mudar definitivamente. 
Catarina e Pedro eram namorados e a hora do pesadelo estava a chegar. Os três anos de secundária já se tinham passado, os testes e exames estavam feitos, agora só faltava esperar pelos resultados e ter a certeza que teriam lugar na próxima etapa onde queriam e como queriam. 
Passado uma semana de ansiedade da parte de todos, finalmente, saíram as notas e tanto o Pedro como a Catarina tinham entrado onde queriam, o Pedro em Lisboa como já estava programado e a Catarina na américa como sempre sonhou. 
Eram três anos de namoro, três anos de muito amor e paixão, três anos de experiências nunca vividas e inesquecíveis, e agora? O que aconteceria daqui para a frente? 
Catarina esteve uma semana fora, foi visitar a Universidade, aproveitou para ver apartamentos para alugar… Pedro percebeu que não conseguia viver sem ela, só aquela semana parecia ter sido dois anos. 
Falaram, ainda colocaram a hipótese de Catarina ficar em Portugal, mas Pedro sabia que aquele era o sonho da mulher da sua vida e por isso falou com a família e resolveu ir com ela. 
Foram os dois e, passados cinco anos, estão a estagiar tanto um como o outro, com os cursos quase no final e, principalmente, estão felizes.
Assim se vê o poder do amor e o que certas pessoas fazem por este sentimento tão bonito e especial.
Damiana Mateus, 8ºA

quinta-feira, 28 de junho de 2012

DiNotícias, junho/2012

Na 3ª edição do DiNotícias (2011/12), foram publicados alguns trabalhos / textos decorrentes de atividades desenvolvidas no âmbito das aulas de português. 
Assim, na pág. 2 foi publicado o artigo da autoria de João Carlos Ferreira, encarregado de educação da aluna Leonor Ferreira (8ºA) a propósito da sua participação na atividade "Convidámos... à conversa com", no âmbito do projeto de leitura "Ler, lazer e aprender". 

Logo na página seguinte, na rubrica "Acontece", foi publicada uma reportagem da autoria de Carolina Bonifácio do 7ºB e que reproduzimos de seguida, sobre dois momentos de aprendizagem que envolver o teatro:


Aprender com o teatro

Numa conversa com Sara Félix, ex-aluna da escola EB Dr. João das REgras, neste momento a frequentar o 11º na Escola Secundária da Lourinhã, ocorreu a ideia de criar dois sketchs, no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa:  um dirigido ao 7º e o outro ao 8º Ano. A Sara aceitou o desafio e com a Andreia Nunes (colega e amiga da Sara) elaboraram dois guiões com o propósito de os virem a interpretar mais tarde.
O sketch do 8º ano foi sobre distinguir o texto dramático do teatro, aconteceu no dia 2 de maio na Biblioteca. O público era comporto pelos alunos do 8ºA e 8ºB. O sketch tinha duas personagens: a Jaquina (interpretada pela Sara) e a Rufina (interpretada pela Andreia). A Rufina era a atriz principal de uma companhia de teatro e foi-lhe pedido que decorasse um texto dramático mas ela nem sabia o que era isso, então, a Jaquina, ao longo do sketch, explica-lhe os vários “constituintes” do texto dramático. Correu muito bem, os alunos gostaram muito da explicação das colegas, ficaram com as dúvidas esclarecidas e de certo modo com a boca cansada de tanto rir, pois, elas tornaram a sua atuação muito divertida.
Já o sketch do 7º ano foi sobre a História do teatro. Previsto inicialmente para ser também realizado na Biblioteca, acabou por ter lugar na sala 6,  no dia 16 de maio. Os alunos (Turmas A e B do 7ºAno) tinham de elaborar um trabalho, na disciplina de Língua Portuguesa) sobre a História do teatro, então, foi uma boa altura para se inspirarem no trabalho das colegas. O sketch tinha, novamente, duas personagens: a Rufina (interpretada pela Andreia) e o Teatro (interpretado pela Sara). Ao longo do sketch, o Teatro contava a sua história e a Rufina fazia comentários divertidos, mas que muitas vezes acabavam por aborrecer o Teatro.
De uma forma geral, os alunos mostraram-se tímidos e menos participativos do que os do 8º ano, mas gostaram, porque novamente a Andreia e a Sara tornaram o texto divertido. Para a maioria dos alunos esta atividade foi uma experiência enriquecedora, divertida, interessante e feita com muito profissionalismo! 
A irmã da Andreia, Fátima Nunes, esteve presente durante as duas apresentações a filmar e a dar apoio às atrizes.

Seguramente, podemos afirmar que a maioria dos alunos gostou e quer repetir a experiência. Esperemos que a Sara e Andreia estejam novamente disponíveis.

Carolina Bonifácio, 7ºB  


Foi também publicada uma breve notícia (pág. 4) referente à Menção Honrosa obtida pela aluno Inês Cordeiro do 8ºB a propósito da sua participação
no Concurso "uma Aventura Literária 2012".

Mais à frente, já na página 16, também na rubrica "Acontece", podemos ler a reportagem da Leonor Ferreira do 8ºA a propósito da 1ª Tertúlia sobre a leitura que teve lugar na Biblioteca da EB Dr. João das Regras. 

Logo a seguir, na página 17, foi publicado o texto de opinião da Damiana Mateus sobre as diferenças entre "ir" e "estar" na escola. Publicamos de seguida:

As grandes diferenças entre “ir” e “estar” na escola
   
Quando, às vezes, digo a alguém que gosto da escola perguntam-me sempre: “Como é que tu gostas da escola?´!”. Eu gosto de estar na escola com os meus amigos, na conversa, na descontração e, muitas vezes, na brincadeira, mas há uma grande diferença entre estar na escola e ir à escola. Porque há muita gente que vai à escola só para ir às aulas e isso não tem graça nenhuma. Na minha opinião, a escola é um sítio para aprender, para ir às aulas, no entanto, a escola não é só isso, a escola tem de ter animação, tem de se tornar um espaço agradável para estar porque, afinal, é como se fosse a nossa segunda casa, nós passamos muito tempo na escola e é muito melhor passar todo esse tempo num sitio que gostamos do que num sitio que não gostamos.


Infelizmente, são poucos os alunos que pensam assim.

Depois há aqueles alunos que só andam na escola porque são obrigados e acabam muitas vezes por prejudicar os outros com atitudes menos boas.

O meu conselho é que, em primeiro lugar, temos que nos mentalizar que cá estamos para aprender e que somos o futuro do país e depois distinguir os locais e as atitudes que se podem ter, porque podemo-nos divertir muito na escola, mas dentro das salas de aulas é para trabalhar.


                                                             Damiana Mateus 8ºA