quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Confúncio e a amizade - Texto argumentativo

Na 3ª Oficina de escrita do 9ºB, partindo de uma frase de Confúcio pedia-se que os alunos escrevessem um texto argumentativo sobre a amizade / os amigos.
Publicamos, de seguida, os trabalhos de duas alunas:

Na minha opinião o conceito de “amigos” é um conceito um pouco relativo, exatamente pelo facto que Confúcio aqui chama à atenção. Nestes tempos, começa a ser mais comum as pessoas referirem-se a amigos, aqueles que lhes são próximos e fiéis, e não aqueles que só se diz alguma coisa nas épocas festivas ou os que só conhecemos de vista.
Confúcio diz que só passando pelo pior é que vemos quem são os nossos verdadeiros amigos e aí eu concordo perfeitamente. Um exemplo engraçado que agora me surgiu para conseguir argumentar que é no sucesso que se vê a quantidade de amigos é quando uma pessoa ganha o Euromilhões. Se essa felicidade calhar a alguém de certeza que aparecerão amigos daqui, dali, da creche, do infantário, de todo o lado! Nem é que seja por mal, as pessoas aproximar-se-iam naturalmente por causa do dinheiro. Agora pegando no oposto: se alguém entrar na falência, sem dinheiro, sem casa, sem condições, aí sim, se vê os amigos que se tem. Nessa situação, que infelizmente se está a tornar tão comum é que se vê quem são os nossos amigos, quem tem um ombro para nos apoiar e quem estará sempre no nosso lado, no melhor e no pior.
Finalizando, só lendo esta frase, acho que se pode considerar Confúcio como um homem sábio que deve ter sentido na pele o que passou para papel. Nestas situações aplica-se a frase popular: “Os amigos escolhem-se a dedo”.

Maria Carolina Matos  (9ºB)

Esta citação de Confúcio retrata uma forma de pensar em relação ao mundo e às pessoas que nos rodeiam todos os dias, que infelizmente ( a meu ver) nem todos apresentam. “Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade”. 
Passar pelo sucesso, e verificar a quantidade porquê? Na minha opinião, passar pelo sucesso para a dar a conhecer, dar a perceber quem realmente somos, a nossa personalidade, como lidamos com as situações. Também para conhecer o exterior (social/ amigos), aprender com os outros, viver momentos de alegria e bem-estar com quem apreciamos e confiamos os nossos amigos. Evidentemente que estará sempre alguém dito “amigo” que se irá aproveitar de certos acontecimentos, irá haver aquela pessoa que se aproximará simplesmente por interesse e ambição própria, por tiranismo. Quando se trata em sucesso escolar, no trabalho, em promoções enfim vitórias estarão sempre presentes os “bons e os maus” (a quantidade). 
Porquê passar pela desgraça e verificar a qualidade? Porque realmente os que sempre ficam são aqueles que apoiam, que nas alturas mais constrangedoras e negativas são as colunas que suportam e as forças que ajudam a erguer (a qualidade). Também a qualidade daqueles que ficam poderá não ser a melhor pois alguns aproveitam-se do nosso fracasso, assim diz a expressão “negócio dos abutres pois são decompositores, alimentam-se do “não vivo”. Tomo como exemplo os acontecimentos do quotidiano de qualquer um, famílias que se roubam entre si por heranças e grupos de trabalho mal sucedidos, em que alguns “fogem enquanto podem”.
Lara Kwai (9ºB)