segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Proposta de escrita livre


Neste ano, no trabalho de propostas de escrita formais, dicidiu-se alterar a estrutura da atividade. Habitualmente, eram feitas três propostas por período. A fim de motivar a criatividade, promover a autocorreção e proporcionar oportunidades a quem ainda não fizera propostas de escrita, a terceira proposta de escrita formal passa a ter, neste ano letivo, as seguintes características, consoante a situação de cada aluno:

  • Alunos que não fizeram qualquer proposta - Devem escolher uma das propostas feitas nas anteriores semanas;
  • Alunos que fizeram apenas uma das propostas - Têm a oportunidade de fazer a outra proposta;
  • Alunos que fizeram as duas propostas e obtiveram dois resultados inferiores a Satisfaz Bastante - Escolhem uma das propostas e melhoram-na, de acordo com a classificação / correção.
  • Alunos que fizeram as duas propostas e obtiveram um resultado inferior a Satisfaz Bastante - Melhoram-na, de acordo com a classificação / correção.
  • Alunos que fizeram as duas propostas e obtiveram um resultado igual ou superior a Satisfaz Bastante - Podem elaborar um texto à sua vontade, tendo apenas que respeitar os limites, quanto ao número de palavras. Deve indicar o tipo de texto e tema pretendidos. Trata-se de um trabalho facultativo.

Publicamos alguns dos textos livres.


Simplesmente tu
Quando te vejo, a minha barriga enche-se de pequenas borboletas, borboletas que não param quietas, e que fazem com que eu core. Quando me sorris, deixas-me triste, sim, triste, porque sei que esse sorriso transporta apenas simpatia e não amor. Quando te vejo a jogar basket, perco-me nos teus rápidos movimentos, porque eles demonstram confiança e ambição de ganhar. Quando perdes algum jogo, vejo que ficas desiludido, mas para mim isso é um orgulho, porque mostra que querias ganhar e que tens amor ao que fazes e isso define uma pessoa. Quando os nossos olhares se cruzam, eu fico nas nuvens e só desço a terra quando a minha consciência decide lembrar-me que tu não gostas de mim e nunca vais gostar. Quando estamos a conversar, acredita que não presto atenção a nada do que dizes, pelo menos não da maneira como faço à professora de História, mas porque me perco na tua sinceridade, na tua maneira de ser, no teu brilho dos olhos quando falas de basket e no teu sorriso maroto quando falas nas traquinices que fizeste nas aulas e que rezas para que o teu pai não descubra. Quando te vejo triste, a primeira “coisa” que me vem à cabeça é: “Será por causa dela?”. Sim, porque eu sei que nessa cabecinha existe “uma ela”, por mais que me custe. Passo os dias tristes por saber isso. Posso sorrir, mas não quer dizer que esteja feliz.

Carolina Bonifácio (8ºB)



Uma história sem ideias
Era uma vez uma rapariga chamada Catarina, que tinha como trabalho escrever uma história. Ela queria escrever uma história fantástica, divertida e maravilhosa, mas ela tinha um problema: a Catarina não tinha ideias nenhumas! 
Pensou, pensou e não se lembrou de nada para escrever, passados minutos, Catarina já se tinha lembrado de alguns assuntos para escrever, mas não queria usar nenhum deles por achar que não eram suficientemente bons!
Então, a Catarina decidiu ir dar uma volta pela praia, para encontrar inspiração. 
Quando lá chegou, a praia estava cheia de pessoas, todas diferentes, mas com uma coisa em comum, eram todas um pouco barulhentas. Como a Catarina queria silêncio para pensar, dirigiu-se para uma gruta e, lá, ela encontrou uma amiga.
- Olá, que andas a fazer por aqui? – Perguntou a Rute, a sua amiga.
- Se queres mesmo saber, eu tenho que escrever uma história. O problema é que não tenho ideias, sobre as quais escrever. – Respondeu-lhe Catarina. 
- A inspiração está sempre à tua volta, só precisas de estar atenta – Dizendo isto, a Rute foi-se embora.
A Catarina, seguiu o conselho de Rute e, quando ia para casa, olhou atentamente para tudo o que via. 
Quando chegou a casa ainda não sabia sobre o que iria escrever. Até que ela se apercebeu de que podia fazer uma composição sobre tudo o que lhe tinha acontecido, naquele dia, até àquele momento. E decidiu dar o título de “ Uma história sem ideias” a seu texto.
Inês Almeida (8ºB)

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