terça-feira, 1 de março de 2016

DiNotícias, 1ª Edição (2015/16)

Na 1ª Edição do DiNotícias deste ano letivo, foram publicados dois textos elaborados nas aulas de português. O primeiro é uma crónica feita a partir da leitura de provérbios. Foi uma atividade proposta em turma do nono ano. No caso do segundo texto, também numa turma do nono ano, foi escolhida uma crónica desta vez sobre a utilização das novas formas de comunicação e a comunicação ela própria entre as pessoas. O primeiro artigo pode ser lido na página 2,  e o segundo na página 2. Ambos os textos foram publicados na secção dos "Pontos de Vista". 
Publicamos, de seguida, imagem da publicação e ambos os textos para facilitar a sua leitura.

A minha infância foi toda ela muito divertida e livre, mas, por vezes, com alguns percalços.
Ainda me lembro, com seis anos, de ir para os anos da minha avó, que se realizavam sempre em casa dela. Era aquele dia em que a família se reunia toda.
A minha animação por pensar que iria estar com os meus primos, tios e etc era tanta!…Só que, depois, chegava lá, distribuía beijos por todos e ficava num canto sozinha, com o meu tablet, a jogar.
As pessoas reparavam na minha ausência e iam ver onde eu me encontrava, perguntavam-me se estava tudo bem e a minha resposta era sempre a mesma, “- Sim, está tudo bem, estou só a brincar um pouco”.
Durante todo esse dia, acabava por me isolar de todos, a jogar.
Ainda hoje sou muito dependente do telemóvel, quando estou sem ele fico muito stressada, atrapalhada…
Agora já com esta idade olho para trás e arrependo-me de ter ficado ali a jogar, se fosse hoje, iria conviver com as pessoas e de certeza que me divertiria muito mais.
A minha preocupação agora, quando estou nesses jantares é “puxar” os mais pequeninos, assim em vez de estarem agarrados a tecnologias, eles estarem mais com a família…

Carolina Vicente (9B)

Julgar pelas aparências e pela fama

Eu era só mais um gaiato naquela aldeia que estava quase a completar os dez anos. Faltava pouco mais de um mês. Nesta idade são normais as asneiras, as traquinices, as brincadeiras, quem é que nunca fez algo de menos certo? Pois.
Era um rapaz que, apesar de tudo, adorava o mundo, queria sempre explorar aquilo que diziam que não podia fazer, só mesmo para provocar.

Bem, ao pé de minha casa, não muito longe, havia um cão dentro de uma espécie de armazém. Os meus pais sempre me alertaram para não chegar perto do cão, pois tinha fama de mau.
O certo é que, como pessoa do contra que sou, tive que ir espreitar e ver, claro. Fui lá dentro, a luz não era muita, a única iluminação que havia era a que vinha da rua, ou dos buracos do teto.
Confesso que o sítio era tenebroso, mas era criança e não tinha consciência de nada.
Realmente, havia um cão lá dentro, era preto e não muito grande. Aproximei-me, e, na verdade, ele não me fez nada, deixou-me tocar-lhe à vontade, não mordeu, não ladrou, não fez rigorosamente nada. Quando cheguei a casa perguntei à minha mãe porque que diziam que o cão era mau, ao qual ela me respondeu, - " Filho, é um pitbull, a raça mais perigosa " e eu pensei cá para mim, “Ele não me fez nada nem quando lhe dei um abraço à volta do pescoço, portanto, mau não devia ser”. Hoje em dia, procuro saber sobre isso e cada vez mais me apercebo que os animais são um retrato do dono, e que se forem educados para não fazerem mal, assim o farão.
Acho que as pessoas julgam muito pela raça e pela fama que as raças têm.

Ricardo Antunes 9º B


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