quarta-feira, 21 de maio de 2014

Jovem desaparece misteriosamente

Na 6ª Oficina de escrita do 9ºB, sugeria-se que, a partir de vários elementos disponibilizados, os alunos escrevessem um texto narrativo com cerca de 180 palavras, em que relatassem as possíveis aventuras vividas por um jovem, durante 24 horas.

Publicamos alguns dos trabalhos:

Eram sete da manhã quando o Peter saiu de casa, ninguém sabia que ele decidira ir acampar perto uma zona muito popular, onde dizem que já houve avistamentos de ovnis.
                Não avisou nem família, nem amigos e foi embora de madrugada, chegou ao local dos avistamentos e acampou. De noite enquanto dormia, ouviu uns barulhos esquisitos no ar, levantou-se e começou a olhar em redor quando viu, uma nave extraterrestre enorme, tinha aterrado num espaço a cerca de 30 metros dele. Começou a correr para lá, quando chegou à nave, procurou a porta em todo o lado e não encontrou.
De repente, a porta abre-se no topo e sai um homem lá de dentro, o Peter espantado por ver um humano a sair de uma nave espacial, quase desmaiou, mas conseguiu correr para um arbusto e esconder-se. Correu para a nave mal o homem desapareceu entre as árvores, trepa para o topo da nave e abre a porta, entra lá dentro.
Depois de se esconder lá dentro, senta-se à espera que alguém aparecesse, quando o homem que ele viu sair, entra na nave, e inicia o protocolo de voo, ele repara que afinal os ovnis, são naves americanas.
Quando reparam nele, passaram por um rio e deixaram-no cair. Quando chegou a casa todo molhado, de manhã, enviou logo a noticio para os jornais.
A notícia apareceu na segunda página do jornal, visto que na primeira apareceu o desaparecimento dele, Peter.
David Anunciação (9ºB)

Eram nove horas. Fui ao café da Dona Leonor para beber o meu habitual cafezinho matinal. Enquanto esperava , sentei-me a desfolhar o jornal. No meio dele, estava a minha cara , e um titulo que dizia: " Jovem desaparece misteriosamente por 24 horas" .
Fiquei extremamente assustada e fugi. Fui para casa e liguei a televisão. Em todos os noticiários, era a única noticia que passava, mas passado um pouco eu acalmei-me. Estava ali e estava vivinha da silva. Como ninguém sabia de mim decidi, que não ia trabalhar naquele dia. Ninguém ia achar estranho, para além do mais ninguém sabia de mim. 
Sentei-me no sofá e decidi o que ia fazer naquele dia. Arrumações parecia divinal!  Comecei por limpar o chão, o pó e depois decidi que ia arrumar um dos  armários, onde estavam todas as minhas memórias antigas. Fiquei com uma sensação de preenchimento quando percebi que aquilo eram álbuns e mais álbuns da minha infância.  Sentei-me no sofá e foi assim que passei o resto do meu dia. Sentada no sofá entre bolachas, chocolates quentes, chás e boas memórias. 
Inês Baltazar (9ºB)

Jovem desaparece durante 24 horas
Numa manhã, um jovem, ao ler o jornal, repara que este tem a data do dia seguinte e tem a notícia do seu desaparecimento durante 24 horas…
O meu primeiro instinto era ler/devorar a página do jornal. Mas pensando duas vezes… como eu sempre faço (muito bem, quase sempre!), achei que não o deveria fazer. Para quê? De que valia estar a lê-lo enquanto podia viver aquela experiência de 24 horas com a sensação de aventura, novo, inesperado, com uma reviravolta pelo meio. Portanto levantei-me e simplesmente vivi.
Primeiro, fui para casa, não parava de pensar naquele jornal… Era estranho, não era? Se EU apareci no jornal, porque dei como desaparecido, é porque de facto hoje irei desperecer “da vista” de toda a gente da minha terra. Então aproveitei esta estranha situação. Não sabia para onde queria ir… portanto agarrei na minha mochila, enfiei um par de calções e uma t-shirt, alguns mantimentos, as minhas poupanças e uma manta. Escolhi Lisboa.
Passadas três horas no autocarro, passando por paragens desertas, cheguei à capital. Apreciei o movimento dos cenários que misturavam o presente com o passado. Fui andado até à Avenida do Brasil, procurava um sítio para dormir, encontrei na Rua Jorge Colaço. Depois, fui de metro até ao Rossio procurava um café barato mas com bom aspeto, finalmente encontrei-o. Almoçado, decidi ir visitar o Elevador de Santa Justa na Baixa. Era antigo e no topo, a cidade não tinha limites. Para satisfazer a minha curiosidade, decidi visitar as Ruínas Romanas, também na Baixa, estas só abrem uma vez por ano! Que sorte! Depois de um longo passeio pela zona, apanhei o elétrico na Praça da Figueira rumo a Belém, onde pude e provar os famosos Pastéis de Belém.
A noite caia, decidi voltar para o meu alojamento. Hoje voltei e, agora, sim, leio a notícia.
Lara Kwai Silva (9ºB)

Júlio via a Terra, o Sistema Solar, a Via Láctea, cada vez mais longe, a afastarem-se a uma velocidade estonteante!
Estavam de volta dele 2 criaturas alienígenas, de estatura muito grande. O Presidente Blubbul e a sua filha Jnnerl. Fora esta que ordenara a captura de um humano para poder brincar.
Quando chegaram a Koolll, o planeta dos aliens, Júlio foi levado para o quarto de princesa onde foi posto numa casa de brincar.
Os humanos eram o animal de estimação, o brinquedo preferido de Jnnerl. Por isso é que tinha ordenado que lhe trouxessem outro, agora menino para fazer par com o primeiro que lá tinha.
O tempo que Júlio passou naquele planeta nem foi de todo mau. Tirando o facto de ser “prisioneiro” da princesinha mimada, podia passear por Koolll quando Jnnerl não precisava dele, com a sua parceira Emília, a outra mascote da filha do rei.
Ao fim de 10 anos foi-lhes concedido o desejo de voltar para casa.
Depois da viagem Júlio foi para casa onde estava a sua mãe com um ar de «Ai, meu menino, que explicação é que tens para isto!?» e com um jornal do dia seguinte ao seu rapto a dizer que Júlio estava desaparecido há 24 horas.
Júlio pensara que o tempo que estivera fora não ia interferir com o tempo na Terra. Era como se não se tivesse passado tempo nenhum. Afinal estava errado, 1 dia se tinha passado.
Maria Carolina Matos (9ºB)





terça-feira, 20 de maio de 2014

Os nossos heróis

No 5º Teste escrito do 9º B, no Grupo IV, propôs-se que os alunos escrevessem um texto, que pudesse ser divulgado no jornal de uma biblioteca escolar, e no qual referissem as características que considerassem mais importantes num herói. Tinham de justificar a opinião e apresentar, com base na experiência de leitura, um exemplo de personagem que ilustrasse o ponto de vista. 
Publicamos alguns dos textos:

Heróis, somos todos nós
Um herói tem de ser uma pessoa com confiança. Garra e acima de tudo, adorada por todos.
A definição de herói depende de pessoa para pessoa, pois existem os heróis de ficção que salvam sempre o mundo e que só fazem boas ações, mas, para mim, não é assim.
Eu acho, que todos nós somos heróis e heroínas, porque somos capazes de nos levantar todos os dias, comunicar com quem nos rodeia, pensarmos, respirarmos e isso faz-nos heróis.
Não necessitamos de ter super poderes, conseguir voar ou trepar paredes, pois o ser humano já é maravilhoso o suficiente e não precisa disso.
O facto de quando temos uma doença ou um problema na nossa vida e se formos capaz de os ultrapassar tornamo-nos heróis e a mente humana é tão desenvolvida que, qualquer dia, todos nós vamos ter poderes como os heróis de ficção e quando esse dia chegar, eu vou la estar para ver que apesar desses poderes as pessoas vao continuar a ter problemas, a ter uma rotina e a ser heróis como sempre foram.
Portanto, para mim, heróis são todos os indivíduos da nossa sociedade.
Mas apesar de tudo se tivesse que escolher um herói, seria o Spiderman, pois foi o herói que mais me marcou na minha infância.
Joana Marques


Um herói pode ser qualquer pessoa. Todos nós temos um herói dentro de nós!
As mães são heroínas por se exporem ao risco do parto; os bombeiros são heróis por nos salvarem, tal como os médicos ou polícias; os pais, amigos, professores, todos são heróis por nos aturarem, não é verdade?
Todos os heróis da banda desenhada, dos filmes foram inspirados em humanos. Todas as qualidades também se encontram dentro de nós; o altruísmo, a coragem, a bravura, a honestidade.
Todas as características dos super-heróis são imprescindíveis para vivermos uma vida feliz, em que ajudar os outros está em primeiro lugar.
Não precisamos de ler para encontrarmos heróis, basta abrir os olhos e o nosso coração.
Às vezes, os heróis são os próprios escritores por nos conseguirem transmitir todas as qualidades e todo o esplendor que um herói pode ter. Por nos transportarem para uma nova e maravilhosa realidade onde tudo é possível.
Não posso dar um exemplo concreto de um herói que tenha lido ou que invente, pois não tenho a capacidade dos escritores!
Os meus heróis são uma qualquer pessoa que me consiga fazer sonhar, viajar para outros mundos. Tem que ajudar os outros e de ser corajoso, claro.
A conclusão é que todos somos heróis de alguma maneira.
 Maria Carolina Matos

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O livro da nossa vida

A propósito do romance O Meu Pé de Laranja Lima, uma das atividades propostas no manual (página 76) é a elaboração de um depoimento sobre o livro da "nossa" vida. A proposta foi feita. Publicamos alguns dos textos, tendo havido a possibilidade de fazer o registo por escrito ou oralmente:

Depoimento em áudio:

Vera Lucas (9ºB)

Depoimento escrito:

Na minha vida inteira, como estudante li vários livros, cómicos, romances e muitas vezes de aventura. Não posso dizer que já tenha encontrado o livro da minha vida, pois a leitura é algo que me acompanha desde pequena e decerto que continuarei a ler... Mas posso dizer que aquele que me ensinou mais, aquele que me fez refletir e que mais apreciei (por essas razões) foi “ O velho e o mar”.
Este livro baseia-se na história de um velho pescador que não tinha sorte cada vez que saía para pescar com o seu barco, nunca trazia peixe. Até que uma vez o velho navegou para mais longe… Nessa tremenda aventura lutou imenso para conseguir apanhar um peixe enorme, “o” peixe da sua vida, conseguindo ser bem-sucedido.
A história gira à volta de palavras como: “conquista”, “persistência”, “tentativa”… Daí considerar este conto “o livro da minha vida”, pois a sua moral defende precisamente os meus valores como pessoa livre. Que devemos lutar, persistir para alcançar o que desejamos sem alguma vez desistir, por outro lado, ensina que tomar riscos e não atuar pelo seguro na vida, muitas vezes leva-nos mais longe atingindo os nossos objetivos.
Lara Kwai Silva (9ºB)

Na aula de Português, a professora pediu-nos que escrevêssemos sobre o livro da nossa vida. Apesar de ainda não ter lido muitos livros e de achar que ainda não encontrei o tal livro, vou falar sobre um livro que me marcou bastante.
“Tenho 13 anos e fui vendida”… É um livro escrito pela autora Patricia McCormick. Este livro fala-nos de uma adolescente, a Lakshmi, que quer fazer de tudo para ajudar a sua família necessitada. Um dia, o seu padrasto diz-lhe que lhe arranjou trabalho na Índia como criada, porém, mal ela sabe que foi vendida para prostituição. Ao descobrir onde se encontra, Lakshmi faz de tudo para sair de lá e voltar para a sua família.
Gostei bastante de ler este livro, pois Lakshmi é uma rapariga super simples que, apesar de não viver nas melhores condições, está grata por viver. E ainda quer ir trabalhar para melhorar as condições de vida da sua família. Mas, o que mais me fez gostar deste livro foi a enorme força que a rapariga teve para enfrentar esta fase da sua vida.

Este é um livro que aconselhava totalmente para as pessoas lerem, pois mostra-nos como temos de estar gratos pelo que temos, ensina-nos a não desistir de aquilo que mais queremos e de uma certa maneira mostra-nos que nada é impossível.
Andriana Tepordei (9ºB)

O livro da minha vida
Sempre gostei de romances, até costumo dizer que sou uma romântica. Se um livro não tiver um pouco de romance, não me cativa. É mais que obvio que o livro da minha vida é um romance! Tem como título de “Amor e Chocolate”é de uma autora inglesa chamada Dorothy Koomson e tem quatrocentas e nove páginas.
Desde o inicio que o livro me cativou. Os seus acontecimentos e modos como são relatados são bastante reais para não falar do facto que a autora descreve tão bem o que as personagens estão a sentir que houve alturas em que parecia que eu conseguia sentir o que elas sentiam. É uma história encantadora, atrevida, extrovertida e carinhosa, tudo o que alguém pode crer ler.
Em suma, afirmo com toda a certeza que este livro me marcou, pois sempre que falam em histórias que me tenham chamado a atenção lembro-me dele, não só por me fazer ver a vida de uma maneira diferente mas também porque a personagem principal do livro era parecida comigo em termos de mentalidade.
Carolina Bonifácio (9ºB)

Eu, já li alguns livros. Uns antes e uns depois daquele que mais me marcou e donde pude retirar lições para a minha tão recente viagem pelo caminho da vida. Os livros que li depois nada mudaram na minha preferência.
O livro da minha vida é, e acho que sempre será, A Culpa é das Estrelas. Este livro foi escrito por John Green e em páginas não é grande, sendo de apenas 257 páginas … Mas, no seu conteúdo é rico. John Green conseguiu prender-me de tal maneira no livro que escreveu que eram seguidas as horas que passava a lê-lo.
Este livro fala acerca de dois jovens, Hazel e Angustu,s que irão morrer, pois estão em fase terminal de um cancro. Sim, é um pouco triste, mas durante o pouco tempo que lhes resta decidem juntos ultrapassar todos os obstáculos que poderem surgir e juntos vão experimentar algo que nunca antes conheceram: O verdadeiro amor. Com o tempo eles conhecem-se e juntos vão formando um pequeno infinito de amor, esperança e uma espécie de felicidade.
Eu retiro uma grande lição deste livro. Eu e todos nós devemos, temos que ser felizes. Todos temos problemas, é certo, mas se nos dedicarmos só a eles, então, para quê viver? Se fosse no meu caso, se eu soubesse que um dia muito próximo eu iria morrer, provavelmente ficaria na minha cama á espera de morrer. Mas eles não, então acho que devemos, por vezes, ignorar os nossos problemas. Uns são maiores outros mais pequenos mas desistir nunca … 
Cátia Santos (9ºB)

O livro da minha vida chama-se "A menina Dança?" e é da autoria de Rita Ferro. O livro relata a história de uma mulher chamada Madalena, que era jornalista, muito impulsiva e empenhada, que para fazer uma reportagem sobre uma casa de alterne infiltrou-se lá, trabalhando como prostituta.
 Madalena, sempre fora impulsiva, e isso percebe-se quando ela conta como conheceu o marido. Ela conta que foi a uma festa e quando se vinha embora ele pediu para levá-la a casa. A partir daí as coisas foram desenrolando-se e passado uma semana já viviam juntos.
Considero este o livro da minha vida porque, tal como a personagem principal, eu não olho a meios para atingir os fins. E também porque me ensinou que não devemos mentir às pessoas só para as proteger, porque muitas vezes elas acabam por ficar zangadas connosco.
 Gostei muito do livro, porque tem uma história delicada, que é tratada sem pudores, e com subtileza. Também gostei do facto do livro ser sempre escrito dirigido a Jorge, o marido de Madalena.
Inês Baltazar (9ºB)


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Ser oportunista

Na 4ª oficina de escrita, no 9ºB, fez-se a seguinte proposta a partir da expressão "Ser oportunista é um defeito":

Escreva um texto argumentativo, com cerca de 180 palavras, em que defenda ou refute (conteste) a afirmação.

Alguns dos trabalhos:

“Ser oportunista é um grande defeito.” Eu não concordo com esta afirmação, pois nem sempre podemos associar o oportunismo a um defeito.
No dicionário, o significado de oportunista é: Que ou quem aproveita as oportunidades, normalmente sem preocupações éticas. Sim é verdade que há aquelas pessoas que se aproveitam que tudo com segundas intenções, mas nem todas as pessoas são assim. Logo, não podemos dizer que ser oportunista é apenas um defeito. Por exemplo, uma pessoa que tem a oportunidade de ir para a faculdade com uma bolsa de estudo e aproveita é um oportunista, pois aproveitou uma oportunidade. Tanto como pode não aproveita-la. Para mim ser oportunista pode ser um defeito, mas também uma qualidade. Uma pessoa que aproveita as oportunidades da melhor maneira sem segundas intenções não se pode dizer que seja um defeito.
Concluindo, ser oportunista pode ser uma qualidade ou um defeito. Qualidade quando aproveitamos as oportunidades da melhor maneira sem segundas intenções e para o nosso bem. Defeito quando nos aproveitamos de uma oportunidade só para ver uma pessoa mal, ou quando temos segundas intenções.

Andriana Tepordei (9ºB)


Ser oportunista
Ser oportunista pode ser um defeito, mas por outro lado, também pode ser um coisa boa para a pessoa em questão. Se virmos pelo ponto profissional, é uma coisa boa, pois a pessoa vai aproveitar todas as oportunidades para ficar melhor no seu trabalho e ter uma grande carreira profissional. Mas se olharmos para a vida social ser oportunista é uma coisa má, pois pode levara que as outras pessoas com quem essa convive deixem de gostar dela por ela ser tão “egoísta” ao ponto de querer tudo para si e não deixar escapar nada.

Aproveitar oportunidades honestas e verdadeiras é, obviamente, uma coisa positiva, mas estar constantemente a faze-lo é demais.
Na vida devemos aprender quando devemos ou não aproveitar uma oportunidade que nos é dada, não devemos estar constantemente a aproveitar-nos de todas as que nos dão, isso é negativo, pois nunca nos iremos esforçar para ter nada porque, possivelmente, isso nos será sempre dado. 
Concluindo, ser oportunista é tanto bom como mau, por isso deve ser um defeito/qualidade que devemos ter o quanto basta e nas situações adequadas.
Carolina Bonifácio (9ºB)

Ser oportunista é um grande defeito, não eu não acho porque temos mesmo que aproveitar as oportunidades quando estas surgem, quer na escola, quer no emprego, quer no dia-a-dia…
Eu refuto contra esta afirmação, pois ser oportunista não é um defeito, se alguém tiver a oportunidade de mostrar ao mundo os seus dotes musicais, por exemplo, não é algo bom? Aproveitar a oportunidade quando esta surge, sim, pois não se sabe se poderemos ter outra igual!
Imagine-mos que um jornalista é editor, e o seu chefe propõe-lhe passar de editor a editor-chefe, é óbvio que o jornalista iria aproveitar essa oportunidade, era tolo se não o fizesse.
Na escola, por exemplo, um aluno acima da média a matemática, tem a oportunidade de fazer um exame a nível nacional, o vencedor recebe um prémio em dinheiro, aproveitava-mos esta oportunidade, claro, e assim também não ficávamos de consciência pesada porque sabíamos que podíamos vencer e ganhar o prémio, no entanto não agarrámos a oportunidade.
Portanto, ser oportunista não é um defeito, é inteligência, porque quem aproveita as oportunidades quando estas surgem é inteligente, pois se não houver outra oportunidade igual ficamos à mesma de consciência leve.
David Anunciação (9ºB)


Vida com oportunistas
Se me perguntarem se ser oportunista é um defeito, pois, não sei, porque para mim  ser oportunista tem dois lados.
Como eu costumo dizer, h á sempre o lado bom e o lado mau das decisões e escolhas que cada um faz.
O lado bom de uma pessoa ser oportunista é que apanha todas as oportunidades que lhe oferecem, sem pensar nos outros e sem imaginar as consequências, apenas segue o que o coração diz, naquele momento, e faz de tudo por aquilo, mas sempre pelo lado bom, sem pisar ninguém.
Pelo outro lado é mau, porque, muitas das vezes, o oportunista tenta arranjar todas as oportunidades boas para a sua vida, mesmo que tenha de passar por cima de outras pessoas, magoando-as, deitando-as a baixo. Pode fazer isto ou porque simplesmente gosta de ver os outros sofrer, sim há pessoas assim, ou porque quer tanto aquilo que nem repara no que se encontra à sua volta, nem nas pessoas que já deixou para trás, só para chegar aonde quer.
Concluindo, uma pessoa oportunista ou pensa nos outros e tenta agarrar aquela oportunidade com ‘unhas e dentes’, sendo ambiciosa e determinada, ou adota o caminho mais fácil e muitas das vezes o mais utilizado, em que nem pensa nos outros e ataca a oportunidade… 
Joana Marques (9ºB )


Hoje em dia, os oportunistas estão por toda a parte, e também aqueles que crescem nesta fase de grande crise e confusão é normal que o número aumente. Afinal o que é um oportunista? Na minha opinião, uma pessoa essa característica é uma pessoa que aproveita de todas as oportunidades que lhe são favorecidas, que faz de tudo para conseguir o que deseja, e isso é bom ou mau dependendo da maneira como essa vontade é aplicada.
Quando alguém é oportunista “na positiva” ,o que raramente se encontra, pode ser alguém que segue um sonho.  Mas que esta oportunidade seja sob o conceito de recompensa de um esforço saudável. Uma entrevista de trabalho, uma promoção… Pode ser atribuída de forma justa, e não é erro aproveitar este tipo de possibilidade.
Um oportunista, na maioria dos casos, é alguém que se aproveita do esforço dos outros para seu próprio benefício. Existe uma expressão muito utilizada,  que é “lambe botas”,  é a pessoa que se aproxima, para que, quando houver uma chance aproveitá-la, muitas vezes, deixando mal aquele que o ajudou cegamente.
A meu ver, quando se diz alguém de “oportunista” nunca é no bom sentido, é sempre utilizado para criticar um certo sujeito. Resumindo, para mim, oportunistas são todos, mas cada um com os seus valores, certos ou errados.
Lara Kwai Silva (9ºB)

O oportunismo. É bom ou mau? Ao princípio pensei que fosse bom, mas começo a aperceber-me que quem é oportunista o é essencialmente por causa de dinheiro.
Vi um programa, no Canadá, onde estavam a abrir uma mina a céu aberto de 2 quilómetros e meio de profundidade para extrair ouro (o programa foi filmado em 2008 ou 2009). O problema neste cenário, que rendaria 14 toneladas de ouro por ano é que, para fazerem a mina, tinham que destruir uma cidade inteira – neste caso deslocaram-na, mas isso não importa agora. Uma empresa pegou na oportunidade de fazer muito dinheiro, mas pelo caminho estavam vidas, histórias e memórias que foram deixadas para trás. Não admito isso, simplesmente não acho correto e se fosse eu punha-me à frente das máquinas para não poderem continuar com o seu trabalho!
Como preciso de outro argumento vou pegar numa situação que é ou foi muito comum. Quando os pais de uma criança rica morriam e lhe deixavam a fortuna havia/ há sempre parentes oportunistas. Aqueles “abutres” que vão cuidar de uma criança indefesa e lhe tentam roubar o dinheiro.
Tanto numa como na outra situação são aplicações de oportunismo sem preocupações éticas (a meu ver, claro). No primeiro exemplo não se preocuparam com as pessoas, com as famílias (apesar de as terem recolocado não é preocuparem-se genuinamente, devem ter sido obrigados a recompensar as famílias) e com o ambiente; na segunda situação, infelizmente devia ser menos comum, mas não é ético tirar partido de uma criança só porque tem dinheiro. Uma criança precisa de amor e carinho para crescer, não um parente interesseiro e oportunista a rondar-lhe o dinheiro! 
Maria Carolina Matos (9ºB)