domingo, 24 de maio de 2009

Consolidação mal consolidada

Eu não sei que fazer
Eu não sei onde me meter
Parece tudo tão complicado de entender
Quando na verdade é tão fácil

Ela disse
Ela disse
Ela disse
Ela disse que não gostava de aranhas

AAAAAH!

Eu não sei para onde ir.
Actos de loucura me estão a surgir
Tive uma ideia
Vou calçar apenas uma meia

Isto é triste
Isto é triste
Isto é triste
Isto é tristemente estúpido

E eu caio das montanhas de perdição
Chorando e rindo em vão
Dá-me a tua mão
Vamos saltar
E a lado nenhum ir parar

Isto não faz sentido!
Isto não faz sentido!
Isto não faz sentido!
Isto não faz o mínimo sentido!

E eu sento-me na minha suposta secretária
Olho para um ecrã supostamente quadrado
E supostamente descalço-me
E meto supostamente os pés em cima da secretária

Relativamente aos factos apresentados
Mas tão mal fundamentados
Que me mete os cabelos em pé
Por isso consolida meu amigo consolida
Pois tu nasceste para trabalhar
A tua vida é trabalho
Trabalhinho
Porreirinho da Silva
Já dizia José Mário Branco
Quando falava dos fundos monetários internacionais
Eles tratam de tudo
Eles tratam de tudo
Até metem a falar um mudo
Sim muito bonito
Mas aquilo que desconto para o Estado
É que me deixa frito

ISTO É ABSOLUTISMO!
Diziam mal do comunismo!
E depois do Salazarismo!
E falam do fascismo!
E depois vêm com o "Esquerdismo"!
São palavras que já nem querem dizerem nada quando a população já se conformou...
E dos "ismos" para aqui e dos "ismos" para ali
O melhor mesmo era uma Anarquia
Cuide-mo-nos de nós próprios
Queres ajuda pede à tua tia
Pode ser que ela te faça um arraiolo
Ou lá como se diz

Ela caiu no céu
Eu subi ao chão
Eu senti as nuvens
Ela sentiu o PODER DA TERRA BATIIIIIDAAAAAA!

Ela disse que tinha medo de aranhas
E como todas essas manhas
Consolidei...
Consolidei...
Consolidei...
Parei...
Acelarei...
Fiz inversão de marcha...
Isto é uma maravilha...
Consolida...
Consolida...

Dominique Martinho
8ºD
Durante estes tempos


Durante estes tempos temos vindo a ouvir apenas o queremos

A mente do povo está repleta ignorância

De gente não presta

Instinto de vingança é a única coisa que me resta

As mentes estão embaciadas por dióxido de carbono

Vindo das suas bocas

Que se mexem como vacas loucas

E aquela coisa que não caiu

E aquele coisa que não surgiu

E aquela coisa que não ignorei

E aquela coisa que não desejei

E aquela coisa que não me ofendeu

Terá-me ofendido e estou apenas a ser forte?

Terá-me ofendido e por isso desejo morte?

Eu serei apenas o paranóico da zona

O otário que bóia na tona

Do mar sem fundo

Onde todos os segredos caem

E nunca mais serão revelados

Pois ainda não poisaram nem poisarão...

Ouvi apenas o que queria por isso não me ofendi

Disseram-me que eu era um belo nojo

Mas eu só ouvi que era um belo

Apesar de saber não ser essa a intenção

Completei a minha "vendetta"

Sem conversa de treta

E a falésia está a um passo...

Dum pescador mas não de mim

Todos aquele cansaço

Para nada...

Cansaço do quê?

Parece algo que não faz sentido...

Mas durante estes tempos

Penso na pessoa que devia ter sido

E isso sim cansa

Cansa olhar para trás

Não só cansa como dói

Pois relembrar-mo-nos do passado

É algo que a cabeça nos mói

Lembrar-me das vezes que fui humilhado

Das vezes que fui insultado

Das vezes que fiquei frustrado

E que agora acho estúpido tal frustração

Mas agora só oiço o que quero ouvir

Talvez tenho uma ponta de ignorância

Ou talvez seja feliz.

O melhor será sempre navegar no presente.

E pensar no futuro.

Pois futuro será presente

E o passado não virá mais,

Ser influenciado pelo sentimento de "dejavu" jámais!

Montes de verdades

Soam mentira aos nossos ouvidos

Devido aquilo a que se chama psicologia invertida

Essa coisa "lixa-me" a vida

Faz-me passar por ingénuo e ignorante

Nesta sociedade com maldade em estado de avante!

Talvez seja mesmo o ingénuo da sociedade

Talvez seja o ignorante e diferente

Ou talvez seja apenas feliz...

Se calhar sou apenas feliz...

Ou se calhar falta algo...

Só sei que sou mesmo diferente pois ninguém é igual...

Apenas no facto de sermos todos seres humanos...

Apesar de alguns parecerem animais...

Dominique Martinho
8ºD
Eles olham por ti ou para ti?


Eles estão lá

Mesmo quando parecem não estar

Eles olham por ti

Mesmo quando alguém te insultar

Eles não agem

Nem sequer reagem

Apenas lá estão

Com o Mundo a entrar numa suposta combustão

Eles fazem parte do sistema

Nem se dão ao trabalho de ter um lema

Apenas te observam

Sem se importar com o que te acontece

LEMBRAS-TE DE MIM?

DO RAPAZ QUE ERA?

TINHA POUCA SABEDORIA

DEVIDO AQUILO QUE OUVIA

SABES DO QUE ESTOU A FALAR?

DAQUELES DIAS EM QUE OUVIA BLASFEMAR

E eles mantém-se a olhar para ti

Com um olhar vazio e burro

Mas estão demasiado longe

Para lhes dar um murro

Mete nojo a sua pose

Mete nojo a sua indiferença

Parece que foram consumidos por uma enorme deficiência.

Será que eles realmente lá estão?

Ouvi dizer que são seis

Seis, Seis e Seis

Satanás a governar em dia de reis

LEMBRAS-TE DE MIM?

DO RAPAZ QUE ERA?

TINHA POUCA SABEDORIA

DEVIDO AQUILO QUE OUVIA

SABES DO QUE ESTOU A FALAR?

DAQUELES DIAS EM QUE OUVIA BLASFEMAR

E ESTA ANGÚSTIA!

São seis, seis e seis

A olhar por ti

Satanás a governar e perseguir-te a ti

E ESTA RAIVA!

São seis, seis e seis

A olhar por ti

Satanás a governar e perseguir-te a ti

E ESTE NOJO!

São seis, seis e seis

A olhar por ti

Satanás a governar e perseguir-te a ti

SÃO SEIS SEIS SEIS

SÃO SEIS SEIS SEIS

SÃO SEIS SEIS SEIS

MAIS SEIS SEIS E SEIS

A OLHAR POR TI

SATANÁS A GOVERNAR E A PERSEGUIR-TE A TI!

SERÃO SETE MISERÁVEIS ANOS!

COM SATANÁS NA TERRA A PERSEGUIR-NOS A TODOS!

VOCÊS SERÃO PERSEGUIDOS!

ENQUANTO NÃO MARCAREM UM GRANDE 666 NA VOSSA TESTA!

E Deus revelará a sua ira

Pegará na sua grandiosa força e fará mira

Para os que não se arrependeram dos seus pecados

E esses vermes terão INFERNO ETERNO!

TU DIZES QUE ISSO MENTIRA!

NÃO ACREDITAS LEVARÁS COM A IRA!

DIZES NÃO TER PECADO PARA ALÉM DE ESTUPIDEZ!

E EU DIGO NÃO TER PECADO PARA ALÉM DE RAIVA!

São seis, seis e seis

A olhar por ti

Satanás a governar e perseguir-te a ti

LEMBRASTE-TE DE MIM?

DO RAPAZ QUE ERA?

TINHA POUCA SABEDORIA

DEVIDO AQUILO QUE OUVIA

SABES DO QUE ESTOU A FALAR?

DAQUELES DIAS EM QUE OUVIA BLASFEMAR?

LEMBRAS-TE DE MIM?

DO RAPAZ QUE ERA?

TINHA POUCA SABEDORIA

DEVIDO AQUILO QUE OUVIA

SABES DO QUE ESTOU A FALAR?

DAQUELES DIAS EM QUE OUVIA BLASFEMAR

TE LEMBRARÁS DE MIM?

DO RAPAZ QUE ERA?

TINHA POUCA SABEDORIA

DEVIDO AQUILO QUE OUVIA

SABES DO QUE ESTOU A FALAR?

DAQUELES DIAS EM QUE OUVIA BLASFEMAR

Demasiada blasfémia ouvi

Tentaram-me converter ao paganismo

Só eu sei aquilo que li

Tentaram fazer-me pensar que eu tinha um problema

Mas eles pa mim são apenas o sistema

EXISTE BLASFÉMIA DE MAIS PARA MIM!

Dominique Martinho

8ºD

A janela suja

Através de uma janela
Vejo as minhas impressões digitais
Através de uma janela
Vejo mentes iguais

Mas porquê?
Porque é que mereço isto?
Porque é que mereço que controlem a minha mente?

E eu só penso em vingança
Pois enquanto há vida há esperança

E eu só penso na semelhança
A seguir ao efeito de ganza
Que tenho em relação aos ratos de laboratório

E eu só penso nas minhas grandes orelhas
Gozadas por fedelhas
Que me fazem parecer o Dumbo

Através de uma janela
Vejo mediocridade
Através de uma
Vejo um grande cidade
Onde predomina a discriminação
E imprecações guturais sem razão

Mas porquê?
Porque mereço isto?
Porque mereço que controlem a minha mente...

Porque tenho de acreditar no que não quero?
Porque tenho de ouvir o que não quero?
Porque tenho de ser salvo por alguém que desconheço?
Porque tenho de confessar tudo a alguém que desconheço?
Porque tenho de viver sobe vigia?
Porque tenho de viver para estudarem uma teoria?
Porque tenho de viver para vocês?
Porque tenho de viver para vos facilitar a vida?
Porque tenho de viver para o vosso lucro?
Porque tenho de viver dependendo de ti ou de ti?
Porque tenho de viver para mais tarde morrer sem ser lembrado?
Porque tenho de viver sempre injuriado?
Eu vou morrer um dia...
Porquê?...
Porquê?

Porquê...

Dominique Martinho
8ºD
Um restaurante diferente...

A 21 de Junho de 2008, fiz anos…
Os meus amigos levaram-me a almoçar a um restaurante muito colorido que abriu em Torres Vedras. Tinham-nos dito que este tinha um conceito diferente de restaurante, a começar por ter um chefe de sala.
Correu tudo mal…
Primeiro, atrasei-me. Havia muito trânsito e chegámos tão atrasados ao restaurante, que perdermos a marcação da mesa. Depois, como era a inauguração deste, havia mais gente do que mesas e cadeiras... Finalmente, passada meia hora, o chefe de sala arranjou sítio onde nos sentar e fizemos o pedido – lasanha. Enquanto as cozinheiras confeccionavam o almoço, o chefe de sala entrava e saía da cozinha. De vez em quando, ouvíamos uns gritos vindos do interior desta. Numa das vezes, ouviu-se um grito mais alto e, de seguida, uma data de loiça a cair no chão.

Passava cerca de meia hora desde o nosso pedido… chamei o empregado e disse-lhe “Se demoram muito mais tempo a preparar o almoço e se esses gritos na cozinha não pararem, juro que nos vamos embora”. O empregado apressou-se a acalmar-me e foi à cozinha ver o que se passava. Nunca mais voltava...
Finda outra meia hora, decidi levantar-me e ver o que se passava naquela cozinha… Ao entrar, vi o empregado com um avental, a cozinhar! As cozinheiras estavam zangadas e deixaram-no ali, sozinho, a fazer todo o serviço, no restaurante.

Assim, o imprevisto final foi ajudá-lo nos almoços (para todos os clientes)!

Sara Félix
8ºE
O MALDITO RESTAURANTE CHINÊS

Há três dias, no dia 26 de Setembro de 2008, foi o meu aniversário. Para o comemorar, os meus amigos levaram-me a um restaurante chinês onde nunca tinha ido.
Mal entrámos, apareceu logo uma simpática empregada que me sentou numa mesa ao pé da janela.
Para começar, veio um pássaro contra a janela. Assustei-me! Quando o pássaro bateu contra o vidro, levantei-me mesmo no preciso momento em que a empregada trazia a comida. O resultado foi óbvio: os pratos no chão, vazios, pois a comida estava agarrada ao meu corpo…
Não fiquei muito zangada. Fui à casa de banho e limpei-me.
Mas, quando voltei, a Amélia já lá não estava… Tinha tido uma emergência familiar – a sua filha ficara doente.
Restavam 4 amigas.
Veio o jantar. Comemos descansadas.
Depois de terminada a refeição, pedimos uns bolinhos da sorte.
Comemos, mas eram tão saborosos que pedimos outros.
Não chegámos, no entanto, a comer o segundo bolinho… A empregada, sem nos dizer nada, tinha posto vinho nos bolinhos com o objectivo de “relaxarmos”. Mas eu sou alérgica ao vinho, e, quando bebo, fico “vermelha que nem um tomate” e incho muito. Com os sintomas à vista, fui parar ao hospital.
Prometi a mim mesma nunca mais voltar a comer num restaurante chinês!
E passei o resto do maldito aniversário no hospital.

Helena Ferreira
8ºE
Continuando um texto...

“ Despertado pelos primeiros raios de Sol Nascente, Robinson voltou a descer para a praia de onde partira na véspera.”
Nem queria acreditar no que tinha vivido no dia anterior.
Ontem, uma sexta-feira, enquanto passeava na praia, Robinson viu uma baleia enorme (nunca vira nada tão grande) na costa. Como sabia fazer mergulho agarrou no equipamento e mergulhou oceano fora. Logo que entrou na água, viu a baleia. Esta parecia que o atraía com a sua voz de sereia. Dava a entender que queria que a seguisse. E ele seguiu-a.
Já não sabendo onde estava, Robinson começou a ver um mundo a “fervilhar” de vida. Um mundo onde as pequenas criaturas falavam umas com as outras, os peixes cozinhavam algas no forno (este era um vulcão submarino) e os tubarões brincavam com as focas. A baleia disse-lhe:
- Bem-vindo ao Mundo Encantado da Vida Selvagem!
Robinson estava espantado. Continuou a andar e rapidamente travou amizades com os camarões. Na continuação, viu uma lula a chorar:
- Porque choras? - perguntou.
- Não sei onde está o meu filho… - respondeu a lula.
- Queres que te ajude a procurá-lo?
-Isso seria óptimo.
Primeiro, procuraram em todas as grutas de Coral. Também perguntaram a todos os seres marinhos que encontraram se tinham visto uma pequena lula. Ninguém a tinha visto. Por último, procuraram na temida Cidade das Algas Perdidas. Normalmente, todos os animais daquela zona se perdiam naquela cidade. Depois de procurarem num café abandonado, encontraram o filho da lula. A lula, grata, deu-lhe uma concha como recordação. Entretanto, a baleia apareceu e conduziu-o até à praia. Robinson nem teve tempo para se despedir dos seus novos amigos. De manhã, estava tudo normal. Apenas “olhou de raspão” e viu a linda cauda da baleia a desaparecer na vastidão do oceano…

Helena Ferreira
8ºE
A vida não está fácil para ninguém.

Há pessoas que conseguem aguentar a sua vida com o dinheiro que recebem ao fim do mês, mas, infelizmente, há pessoas que não conseguem “governar” o dinheiro de modo a que chegue para pagar as despesas e que sobre para se alimentarem… Por conseguinte, têm de pedir auxílio a outras pessoas para ganhar algum dinheiro extraordinário. E é nesta situação extremamente triste que as pessoas pedem esmola na rua. Em situações destas, o Governo Português devia ajudar o máximo possível, mas não ajuda. Na verdade, as pessoas não pedem ajuda, porque têm vergonha… Têm medo de serem excluídas da sociedade. Então, chegam ao ponto de terem de pedir dinheiro um pouco de pão para comerem.

Felizmente, já existem instituições de caridade (por exemplo, a Caritas) que ajudam nas necessidades do dia-a-dia, dando roupas, refeições, abrigo para dormirem, etc.
Em todo o mundo, quem mais pode ajudar, não ajuda!

Em suma, num mundo de dificuldades, há pessoas que necessitam de pedir esmola para conseguirem sobreviver no quotidiano. Mas também existem pessoas bondosas com espírito de ajuda.

Helena Ferreira
8ºE
Imigrantes

Em Portugal, vivem muitos imigrantes: os eslavos que são ucranianos, russos e búlgaros; e os latinos do leste que são os romenos e os moldavos.
Na minha opinião, todos estes povos saem dos seus países á procura de melhores condições de vida.
No entanto, quando chegam a Portugal, nem sempre encontram trabalho, casa para morar, e existem alguns que até passam fome!
A este propósito, sei de um caso de um ucraniano que era médico no seu pais, e veio para Portugal á procura de melhores condições de vida.
Foi a Torres Vedras, e aí não conseguiu trabalho; chegou a vir a pé para a lourinha (até rompeu um par de ténis).
O homem fartou-se de andar de um lado para o outro, em busca de trabalho, ate que um belo dia encontrou trabalho numa aldeia e dormia na sede do clube dessa aldeia.
Para dizer verdade, as pessoas dessa aldeia ajudaram-no muito.
Actualmente, este homem depois de tirar um certificado de habilitação numa escola em Lisboa, trabalha agora no hospital de Torres Vedras, com médico.
Os imigrantes que vêem para Portugal nem sempre se conseguem orientar. O caso deste ucraniano foi um caso raro, existem mais uns quantos. A maioria não se consegue adaptar a Portugal e vive abaixo das condições humanas. Muitos têm mesmo de voltar para os seus países de origem.

Inês Antunes
8ºE
Como passar o tempo livre

Sempre que tenho um tempinho-livre (muito raramente...), aproveito-o fazendo as coisas de que gosto. Como, por exemplo: ouvindo música e ao mesmo tempo a cantar, navegar na internet, fazer bolos, pintar, embirrar com a minha irmã...

Penso que sejam passatempos saudáveis, que fazem bem à mente a ao corpo. Embora navegar na internet não seja muito bom, dependendo do que procurarmos. Não suporto ver televisão! Para mim é um desperdício de tempo. Só os músculos das mãos é que mexem para clicar nos botões. Porém, ao Sábado à noite, gosto de ver um bom filme com pipocas.

Dantes, quando tinha os meus seis a sete anos via muita televisão, considerava uma necessidade para a vida. Mas, depois foi perdendo a graça.

Adoro ouvir música, porque sinto que estou num Mundo só meu. Onde tudo é possível criar e imaginar. Sinto-me com uma mente rejuvenescida. Só embirro com a minha mana para ela se mexer um pouco e não pensar somente na programação dos desenhos animados. Tudo o que faço, faço com gosto! É por isso que nunca me canso de voltar a fazer.

Carina Santos
8ºD

Leandro, rei da Helíria - uma leitura

Este texto foi escrito para ser dramatizado. É, por isso, um texto dramático. Fala sobre um rei – Leandro – que, certa noite, sonhou que deixaria de reinar. Decidiu, então, deixar o reino à filha que mais o amasse.

As duas filhas mais velhas compararam o amor ao pai a “coisas” imensas, como o Sol e o céu. A filha mais nova disse que gostava tanto do pai, como a comida precisa do sal. Imediatamente, Leandro expulsou Violeta (filha mais nova) do reino e deixou-o às outras duas filhas.

Leandro, rei da Helíria, de Alice Vieira e da Editora CAMINHO, é uma história deveras “real”, pois mostra como as pessoas estão habituadas a palavras grandiosas e, depois, palavras mais simples, mas com um grande significado, são desvalorizadas. Apela ao saber perdoar (mesmo as pessoas que nos fizeram “coisas” menos boas), mostra que o amor não se mede com palavras, mas, acima de tudo, esta obra mostra como a vida pode dar uma volta de 180º…

No excerto que se segue podemos assistir a um diálogo onde se apresenta precisamente a importância de palavras tão simples, como, no caso, a gratidão.


PRÍNCIPE REGINALDO: Com um coração trazemos as pessoas que amamos para dentro de nós próprios, e é através dos seus olhos que vemos o mundo, e é através dos seus ouvidos que ouvimos o cantar das aves e das ondas do mar, e é através das suas mão que sentimos a suavidade do linho ou da areia das praias…
PRÍNCIPE FELIZARDO: Ui, isso deva fazer cá uma impressão danada…
PRÍNCIPE SIMPLÍCIO: Tiraste-me as palavras da boca!
PRINCIPE FELIZARDO: Ah, mas ainda não ouvistes tudo! Por cada filho que a minha Amarílis me der, ofereço-lhe, ora deixa cá ver, Felizardo… tira o rolo de papel da algibeira) … vinte lingotes de ouro maciço! É obra, hã?
PRÍNCIPE REGINALDO: Pois a minha amada Violeta receberá, por cada filho que me der, ainda mais amor, e toda a minha gratidão.
PRÍNCIPE FELIZARDO: Gratidão? Palavra estranha…
PRÍNCIPE SIMPLÍCIO: Tiraste-me as palavras da boca!
PRÍNCIPE REGINALDO: É a palavra que deve sempre andar ligada ao amor pois, sem ele, não faz sentido nenhum. assim me ensinaram meus pais e meu avós, e assim ensinarei aos filhos e netos que um dia tiver.
PRÍNCIPE FELIZARDO: Cá os meus pais ensinaram-me a somar dois e dois, e mais do que isso nunca precisei de saber. (pág. 45 e 46)

Sara Félix
8ºE
O Abandono dos Animais de Estimação

Por vezes pergunto-me a mim mesma: se abandonam os animais, porque é que os adquiriram? Terá sido porque naquela altura eram “fofinhos”, queridos?! Sendo assim, foi um acto de irresponsabilidade, pois não pensaram no futuro. Como tal, as pessoas com carência dessa responsabilidade deveriam ser punidas.

Antes de mais, os cães e gatos deveriam ser microchipados à nascença. Desta forma, o dono era sempre identificado. E por cada bicho que abandonassem (há pessoas que abandonam o cão e os cachorros), se fossem descobertos, teriam de pagar uma boa quantia e fazer serviço comunitário, por exemplo, 200 horas de voluntariado, num canil.

Mas quem abandona os animais, não se denuncia, logo era preciso fazer com que isso acontecesse: espalhar em sites, ruas, cafés e supermercados fotografias do animal abandonado. Talvez o dono ficasse com a “consciência pesada” (para abandonar um animal é preciso muito ‘sangue frio’!) e se identificasse.

Para “cortar o mal pela raiz”, o dono devia ser submetido a um exame para avaliar a sua capacidade de cuidar de um animal. Se chumbasse, não podia adquirir um animal tão cedo.

O abandono é uma infeliz prática, mas com as medidas necessárias, poderíamos reduzir o número de abandonos.

Helena Ferreira
8ºE
Cuidar dos animais de estimação

Quando aceitamos ter animais domésticos em casa, devemos interrogarmo-nos: será que vou tomar bem conta dele?; Há espaço suficiente para o animal?; Tenho possibilidades de o alimentar/levar ao veterinário?

Agora, tem acontecido que os donos têm animais em suas casas, mas chegam à conclusão que: estes são muito dispendiosos, não têm espaço em casa, não têm “paciência” para cuidar deles.
A maneira mais fácil de “se livrarem” deste “peso” é abandoná-los… e este ficam, aí, sozinhos pelas ruas, sem alimento, ou qualquer tipo de abrigo…

Revoltemo-nos contra estas gentes!

Devia haver medidas mais duras para este tipo de pessoas, como: trabalhar voluntariamente num canil (“penas” mais leves); ou até prendê-las (durante algum – não muito – tempo), para aprenderem que abandonar animais não é solução. A meu ver, estas pessoas também poderiam assistir a palestras sobre “!Como tratar os animais”, pôr os seus deveres em prática (observadas por alguém) e ainda visionar factos reais para perceberem o mal que fazem aos ‘bichos’ sempre que os largam na rua.

Não tenham receio e participem destas pessoas à Polícia, já que é um crime abandonarem o animal de estimação.

Sara Félix
8ºE