sexta-feira, 22 de junho de 2012

Uma Questão de Cor - comentários


Um dos contos escolhidos para leitura obrigatória, no 8º Ano, é Uma Questão de cor, de Ana Saldanha. Iniciou-se a leitura, em sala de aula, num trabalho de interação entre alunos e professora, tendo sido iniciado o processo de construção da ficha de leitura seguindo a seguinte estrutura
Para a construção do comentário foi disponibilizado um guião que, sem ser obrigatório, se aconselhou que os alunos seguissem a fim de aprenderem a construir / treinarem a construção de comentários, conscientes de que comentar deva ser sempre  uma ação fundamentada.
Publicamos, a seguir, alguns dos comentários.


COMENTÁRIOS


              Observando a capa, este livro parece ter como principal tema o computador. Lendo o livro, pode-se verificar que este assunto é frequentemente abordado. O texto está dividido em dez capítulos, que estão organizados por ordem alfabética. Isto pode justificar-se devido ao facto da história ter muito a ver com o computador, pois é assim que um índice é feito em computador. A narradora da história chama-se Nina, tem treze anos e está completamente fascinada com o computador que recebeu no seu aniversário. Anda numa escola onde acha que quase toda a gente não é normal. O Vítor é o mais imbecil de todos.
            Nina é muito chegada aos seus pais, à sua avó e ao seu avô. Todas estas proximidades são justificadas em várias partes do texto, mas principalmente no capítulo número quatro, pois é quando a avó Olga tem um ataque de coração e toda a família se mantém unida para superar a dor. Daniel é seu primo, mas com esse, a proximidade não é tão abundante.   
            A história decorre em vários locais: em casa da família de Nina, na escola e no restaurante Inferno (apenas no fim do texto). Onde é mais habitual as cenas desenvolverem-se é em casa, porque é à volta da família que tudo se passa. Com a chegada de Daniel, o principal acontecimento da história, tudo muda. Alguns colegas gozam com o primo de Nina, ela tem de tomar uma importante decisão: se cede o seu quarto ao primo ou não e nada se torna fácil com a embirrância de Daniel. Primeiro, Nina começa por achar que Daniel é antipático, azedo e aborrecido. A sua impressão acerca dele vai mudando ao longo da narrativa. Já no fim, Nina acaba por admitir que, afinal, até gosta do primo.
            No sétimo capítulo, Nina critica a indiferença de Daniel quanto ao que os outros lhe fazem. Por ele ser negro, os colegas gozam com ele mas, o pior de toda a situação, é que Vítor não fala com ninguém acerca disso ou nem sequer tenta falar com os colegas que lhe fazem mal.
            O último capítulo (Juízo Final) é onde Nina faz uma reflexão sobre tudo e decide que afinal o primo e o Vítor não são assim tão más pessoas. O que ainda não descobriu foi por que razão é que Daniel se mudou para a sua escola. O título do livro tem a ver com o facto de tudo ter a ver com a cor de Daniel e que nem sempre vale a pena ligar ao racismo das más pessoas.
            “Uma Questão de Cor” é um livro que nos ensina que não é por uma pessoa ser diferente que pode ser gozada e mal tratada.
Madalena Castro, 8ºB


O tema dominante nesta obra de Ana Saldanha são os computadores, tal como podemos observar na capa do livro Uma Questão de Cor. Para além disso, podemos concluir que outro dos temas dominantes é a cor de pele das pessoas, pois na capa do livro podemos ver no ecrã do computador a imagem de uma pessoa pintada a branco e com várias cores à escolha no lado direito.
Esta história está dividida em 10 capítulos, os quais estão por ordem alfabética (da letra A à J). Nos computadores podemos organizar os documentos por ordem alfabética e, por isso, podemos concluir que este facto está associado às obras técnicas, uma vez que este livro faz muitas vezes referência à informática, especialmente, aos computadores.
O título deste livro refere-se ao facto de, muitas vezes, os direitos e a forma de como as pessoas são tratadas terem em questão a cor da nossa pele, tal como é exposto nesta obra.
A narradora desta história é a Nina. Ela é uma adolescente responsável, vaidosa e autoritária. Não gosta do racismo mas adora a sua avó, o seu gato de peluche chamado Silvestre, jogos de computador e o cor-de-rosa.
O Daniel é uma das personagens mais relevantes, em particular pela sua relação com a narradora. No 4º capítulo podemos ler que ela começa a utilizar a base de dados para fazer a ficha do Daniel em que fala muito mal dele. Diz que ele tem uma idade mental de 2 meses e que o seu tratamento deveria ser a receção de desdém e a colocação de tarântulas no meio dos seus lençóis. Para além disso, durante esse capítulo, ela tenta enervá-lo indo para a sala ver desenhados animados com o som no máximo enquanto ele estava lá a ler. Portanto, naquela altura, a relação entre eles os dois era um pouco má. O pai e a mãe também são personagens importantes devido à relação com a narradora pois quando toda a família da Nina estava num momento de tensão, ela refere que gostava de estar na cama dos seus pais aconchegada contra a mãe e com o braço do pai por cima do seu ombro como quando era criança. Nota-se, portanto, que tinham uma relação muito pacífica e carinhosa.
Ao longo desta obra, as personagens interagem na casa da Nina (na sala, no quarto inicialmente dela e no escritório), na escola (na sala de aula e na cantina), na rua e no restaurante Inferno.
O racismo dos seus colegas pelo Daniel é o acontecimento que está no centro desta história. A Nina, ao longo da obra, mudou imenso as suas atitudes e sentimentos pelo seu primo Daniel. Quando ele se mudou para sua casa, achava-o muito chato e egoísta. Ela tentava sempre irritá-lo mas acabava sempre por acontecer o contrário. Quando os seus colegas começaram a insultá-lo, ela acabou por protegê-lo e dar-lhe conselhos. No final da história, eles tornaram-se grandes amigos e a narradora passou a achá-lo muito simpático.
Com a leitura do capítulo 7, podemos concluir que, muitas vezes, o racismo pode originar o autodesprezo das pessoas que são vítimas do mesmo. Para além disso, elas podem retribuir-nos com a mesma moeda, maltratando as outras pessoas tal como elas fazem. Valores como o direito à diferença e o respeito por toda a sociedade são explorados neste capítulo.
No 8º capítulo, achei muito interessante quando o Daniel diz que devemos sempre lutar por aquilo que acreditamos para, assim, obtermos o bem-estar da sociedade.
Gostei especialmente da atitude do Danny no capítulo 9 quando ele apareceu na festa de aniversário do Vítor. Com essa ação ele quis transmitir que nunca devemos mostrar parte fraca ao nosso inimigo nem devemos jogar o seu jogo.
O título do último capítulo é “Juízo final” porque, nesse capítulo, o Vítor é levado ao julgamento final, ou seja, ele foi desculpado pelos seus atos e tornou-se amigo da Nina e do Daniel.
Inês Cordeiro, 8ºB



Quando olhamos para ao capa do livro, podemos visualizar um computador. Ficamos logo com a ideia de que na história existe um computador, mas que quem está no computador terá problemas com a pessoa que está no fundo da capa a abrir a porta. Este livro é constituído por dez capítulos, estando todos eles organizados por ordem alfabética. Podemos relacionar esse acontecimento com a capa do livro porque, num computador, como aquele que a capa nos mostra, é muito fácil de o fazer.

A autora deste conto é Ana Saldanha, nascida no Porto onde se licenciou em Línguas e Literatura Moderna. Doutorou-se na Universidade de Glawgow, ganhou o prémio Literário Cidade de Almada com o seu romance Círculo Imperfeito. É sobretudo conhecida como uma das melhores escritoras portuguesas para jovens.
Ficamos a conhecer, principalmente no 4º capítulo, outras personagens importantes para além da narradora. Em primeiro lugar, podemos falar dos pais de Nina com quem ela tinha uma boa relação, apesar das discussões que tinha por causa do computador. Depois ficamos a conhecer duas personagens de quem a Nina gosta muito, o avô Geraldo e a avó Olga por quem tinha um carinho especial. Mais à frente ficamos a conhecer o colega Vítor Salema que se aproxima muito dela, mas que ela o acha uma aberração, no final depois de muitas desilusões e surpresas ficam grandes amigos. Logo no inicio da história ouvimos falar num primo com o nome Daniel que vai viver para casa dela e que irá frequentar a sua mesma escola. Com a sua chegada, a troca de quartos é do seu desagrado, mas depois quando o primo é alvo de racismo na escola, Catarina fica do lado dele e defende-o apesar de se sentir envergonhada. Acha que as suas atitudes são tudo menos normais mas mais tarde percebe que o primo até é simpático e segundo eu percebi tornam-se grandes amigos.
Os espaços principais onde a história se passa é na casa da Nina, na casa dos avós da Nina, na escola e em espaços diversos na rua como por exemplo a paragem de autocarros.

No centro do conto, o acontecimento mais importante é a mudança de Daniel, como já referi em cima e o fato de os amigos, colegas da Nina se revelarem muito racistas.
O título do último capítulo é “Juízo final”, a meu ver, está muito bem escolhido porque é no final que Nina, Daniel e Vítor acabam todos amigos numa tarde bem passada na piscina.
Penso que o título do livro está muito adequado à história porque sendo “Uma questão de Cor”, está relacionado com a cor do primo de Nina, que neste caso era negro.
Damiana Mateus, 8ºA


Neste conto, ao observamos a capa, a contracapa e o titulo, podemos afirmar que a obra fala sobre o racismo e sobre como a cor é decisiva na sociedade de hoje em dia, o que na minha opinião não é correto. Também podemos relacionar com computadores. Assim o índice deste livro está organizado por ordem alfabética, pois está organizado como a pasta de um computador
Nina, narradora da história, é alguém muito particular na minha opinião. Ela tem a sua própria maneira de ver o mundo, é impulsiva, responsável, justa, pois detesta atos racistas. Ela é uma adolescente branca que gosta de navegar na internet. Ela tem uma boa relação com a família, embora ache o seu primo Daniel um pouco infantil.

No quarto capítulo ficamos a conhecer melhor a família e os amigos de Nina melhor. Apesar de ter algumas discussões com os seus pais Nina tinha uma boa relação com eles. Nina também se dava muito bem com os seus avós, o avô Geraldo e a avó Olga. O Daniel, o seu primo, iria viver com ela, mas ela não era muito próxima dele, mas no final Nina acaba por descobrir que Daniel é simpático e ficam amigos. Também passamos a conhecer o seu “admirador”, Vítor Salema. Embora, ele a corteja-se várias vezes Nina recusava sempre, mas eram amigos.

Os principais espaços onde a história se passa é em casa de Nina (no escritório e no quarto de Nina), em casa dos avós de Nina, a escola e em diferentes locais da rua, como a paragem de autocarros.

O acontecimento que está na base de todas as confusões e conflitos falados nesta obra é a mudança de Daniel para a escola de Nina e como os colegas dela tiveram atos racistas com o Daniel. Com o passar do tempo Nina ficou mais amiga de Daniel e passava tempo com ela, para que Daniel não se sentisse posto de parte. Nina defendeu o Daniel dos seus colegas que implicavam com ele.

O título do último capítulo é “Juízo Final”, pois é neste capítulo que Nina fica a conhecer verdadeiramente Daniel. Vítor que se arrependeu das suas más atitudes ficou amigo deles e assim todos podem ser felizes e divertirem-se juntos, que foi mesmo o que aconteceu. O título da obra Uma Questão de Cor serve perfeitamente para a história, pois sem termos lido o livro ou lido uma pequena parte dele, ficamos com uma ideia do que o livro fala. Ao ouvirmos Uma Questão de Cor ficamos logo a pensar que tem a ver com as diferentes raças e como isso pode fazer a diferença, para algumas pessoas.

Quando comecei a ler o livro pensei que iria ser mais um livro sobre o racismo, era outro igual a muitos, mas afinal não! Este livro, para além de mostrar a importância que as pessoas dão à cor umas das outras, também mostra a importância da família e dos amigos e como não devemos por ninguém à parte. Toda a gente o devia ler, com este livro pode aprender-se uma grande lição!

Lara Trindade, 8ºA


2 comentários:

Andre Fernandes disse...

Muito bom

Arquivo disse...

Boa tarde :)

As autoras destes textos já estão na faculdade!
Em nome delas, agradecemos o seu comentário.

Rosalina Simão Nunes