sábado, 29 de novembro de 2008



Naquela tarde
- I

Naquela tarde, os telhados ficaram plenos de um manto branco. Tinha nevado. Eu sabia perfeitamente que o famoso Pai Natal não existia, até ao momento em que vi uma 'coisa' gorda e vermelha, com uma espécie de algodão doce muito compridoooo colado à cara (era barba, mais tarde vim-me a aperceber disso), a dar um enorme salto para dentro de umas das chaminés, a chaminé da casa da Rita.

Quando, de repente, olhei para o telhado, pareceu-me ver o trenó do Pai Natal, com 7 renas para o puxar, tendo como principal, a rena Rodolfo, a ganhar balanço através da neve e.. upa! O trenó desvaneceu-se pelo céu a dentro.

Resolvi, então, investigar. Fui a casa da Ritinha e da Leonor, bati à porta e consegui ouvir a Bomboca a ladrar. Abriram a porta,como se nada fosse, e disseram-me "-Boa noite!", com um 'sorrisão'.

Fui um pouco mal educada, pois desatei a correr pelo Hall em direcção à sala de estar e vi o Pai Natal sentado, a descansar, em frente à lareira, enquanto comia bolachas e bebia um enorme copo de leite quentinho. Com um olhar sarcástico disse:"-Então não me apresentam o vosso novo amigo?" e levei-as até à sala, e , com grande desgosto meu, o suposto Pai Natal que lá deveria estar, encolheu e transformou-se num boneco de porcelana, muito pálido. Estava preparada para me ir embora com um 'sorriso amarelo' e a pedir imensas desculpas por ter entrado sem pedir licença. Olhei mais uma vez para o Pai Natal, para verificar se era mesmo um boneco, e ele, então, piscou-me o olho.

Mariana Costa, 8ºD

Naquela tarde - II

Naquela tarde, os telhados ficaram plenos de um manto branco. Tinha nevado. Eu... como vivia naquela zona há pouco tempo, e vindo de uma terra de muito calor, fui para a rua muito satisfeito, para me divertir, pois nunca tinha visto neve na vida.

Achei fascinante, a única coisa que me entristeceu, foi não ter visto ninguém a brincar: fazer bonecos de neve, deslizar...
No entanto, mesmo sozinho, fiz um grande boneco à porta de minha casa, para a guardar e, de seguida, peguei num saco de plástico grande e preto e fui deslizar para uma montanha, não muito alta, ao pé da vila onde vivia.

Cheguei lá a cima e fiquei muito espantado, porque verifiquei que quase toda a gente da vila lá estava (ou mesmo toda!) a fazer muitas brincadeiras.
Eu Desde que vivia ali já tinha conhecido algumas crianças, então, com o meu saco de plástico fui escorregar.

Estive na brincadeira até à uma da tarde. Nessa altura começou a ir embora muita gente e eu também fui. Cada pessoa foi para a sua casa almoçar. Depois de almoço retomaram as mesmas actividades que de manhã, e estas se estenderam - se pela tarde fora. Por volta das sete da tarde voltou tudo para o calor da lareira de suas casas.

Diogo Costa, 8º D

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