quinta-feira, 13 de novembro de 2008

UM EXTRA TERRESTRE DO PLANETA ALFABETO!



Um dia, estava eu a sair de casa em direcção à escola, quando ouvi um estranho ruído por detrás de um arbusto.

“Será que é aquele matulão que me quer roubar o dinheiro do almoço?”, pensei eu, ficando com uma pontinha de medo.

Hirto de pânico, fiquei ali, a ver se algo me acontecia.

Deixei então, de ouvir o estranho ruído e desta vez pensei: “Agora tenho a certeza de que ouvi! Não foi nenhuma alucinação!”

- Está aí alguém? – Perguntei a medo.

Não obtive resposta.

Enfureci-me, então, mas com receio de ser apanhado (pelo tal matulão), resolvi continuar o meu caminho.

Tinha decidido: se mais alguma vez eu ouvisse aquele ruído, ia espreitar o que estava atrás do arbusto, mesmo que fosse o patife (matulão), que eu julgava estar naquele sítio.

Avancei e, mal tinha dado um passinho, ouvi de novo o ruído, mas agora parecia-se mais com um «psst!»

Cheio de medo, lá fui eu, espreitar por entre os arbustos.

Fiquei perplexo a olhar para o que se me deparava em frente.

Não podia acreditar!

Um Extra-Terrestre?? O que é estaria ali a fazer? Estaria perdido da Nave-Mãe?

Mas confesso… A primeira coisa que me veio à cabeça fora a de eu poder ganhar milhões de euros, com aquele ser, que (afinal de contas), era algo de outro mundo!

Tentei “meter” conversa com ele, primeiro em inglês, porque (pensava eu), o inglês é a língua falada em todo o Universo:

- Can you speak english? – Perguntei eu, com uma prenuncia que até “acordava um morto” (ou seja, a prenuncia era má!).

Sem resposta, ia tentar em espanhol, quando ele me atropelou e falou:

- Não te esforces!

- Falas português?! – Perguntei, admirado.

- Claro! – Respondeu. – Querias que eu falasse quer língua? «Chinomarquês»? «Intergalático»?

- Desculpa!

Entretanto, com tanto fascínio, tinha-me esquecido completamente da escola. Quando me lembrei, olhei para o relógio de pulso e exclamei:

- Ena pá! Já é tão tarde! Vou ter falta no primeiro tempo de Língua Portuguesa! A stôra Rosa vai ficar fula!!!

- O quê? – Perguntou admirado o E.T.

- Ah! – Exclamei eu, novamente. – Tenho de ir para a escola!

- O que é isso da escola? – Perguntou, de novo, o E.T.

- A escola é um edifício, onde todas as pessoas podem aprender. Estão lá professores que te ensinam a matéria e tiram-te todas as dúvidas que tenhas. – Expliquei eu. Tinha ficado com a leve sensação de que o E.T. não tinha entendido nada do que eu tinha dito.

- Tiram? – Perguntou com os olhos muito brilhantes.

- Claro!

Nesta altura, já eu apenas pensava na escola, mas, também, tinha receio que o E.T. se fosse embora. Bem, de qualquer maneira, sempre podia deixar o meu número de telefone! – Pensei.

- Eu vou contigo para a escola. – Respondeu ele prontamente, sem me deixar pensar.

Não estava à espera de tal coisa, mas a ideia de levar um E.T. para a escola, agradava-me. Só havia um pequeno problema: o E.T. era muito grande para o tamanho da minha mochila e eu não iria levá-lo de mão dada, para a escola.

- Deixa lá, eu transformo-me num cubinho e enfio-me dentro da tua mochila.

E assim, num ápice, transformou-se num cubo e enfiou-se dentro da minha mochila.

Continuei o meu caminho, todo sorridente. Não me tinha encontrado com aquele matulão e ainda tinha um ser do outro mundo dentro da minha mochila! Parecia estar numa cena do filme do 007!

Já na escola (cheguei uma hora atrasado), sentei-me no lugar que estava vago e respondi ao interrogatório da professora, sem nunca me descair.

Estava agora a passar o sumário, quando algo dentro da minha mochila se move.

Tinha agora, a sensação de que a minha mochila estava mais pesada (pois tinha a mochila nas costas da cadeira). Foi então que reparei que o E.T. se estava a “desdobrar”.

Fiquei branco como a cal. Não podia dizer que tinha um Extra-Terrestre na minha mochila, pois ninguém acreditaria. Pedi, então, licença à professora para ir à casa de banho e sem “ele” ter reparado, levei a mochila comigo. Na casa da banho, tive uma conversa com o E.T. e só aí percebi a sua intenção: ele queria via à escola, pois queria que os meus professores lhe tirassem uma dúvida. Queria saber onde poderia encontrar uma nave, para voltar para junto da mãe.

Expliquei-lhe que não podia ser assim e que depois das aulas iria com ele à procura da sua Nave-Mãe.

Voltei para a sala de aula, mas desta vez, levava o Extra –Terrestre (que tinha descoberto chamar-se Anúbis), pela mão. Toda a turma e a professora ficaram atónitos, como se pode calcular, ao olharem para mim de mão dada com um ser tão invulgar, o Anúbis.

Depois de alguns momentos de silêncio, seguiram-se uns eufóricos esclarecimentos e ficou acordado que toda a turma ajudaria o pobre do Anúbis a voltar para a sua casa, que afinal era o planeta Alfabeto, onde todos os seus habitantes tinham o nome começado pela letra A!



Sara Félix, 7ºE

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