Na 2.ª Edição do DiNotícias, junho de 2017, n.º 8, foi publicada a apreciação crítica , Um olhar sobre o DiNotícias, da autoria de Ana Carolina Ferreira (9B). Começava desta forma a rubrica Um Olhar sobre o DinNotícias, uma parceria com a equipa responsável pela construção do jornal. Tem sido desde então publicado um "Olhar" na segunda edição de cada ano a partir da 1.ª edição.
Foi ainda publicada a reportagem sobre o 2.º Concurso de Palavras DiNotícias, feita por Carolina Bonifácio (9B).
Damos também conta de uma artigo de fundo elaborado em parceria entre as responsáveis pelos dois projetos de leitura dinamizados no Agrupamento: "Um livro sempre à mão" (professora Lurdes Neto) e "Ler, lazer e aprender" (professora Rosalina Simão Nunes).
Um olhar sobre o
DiNotícias
Se há algo que é importante para
uma comunidade escolar é o seu próprio jornal. Todas as escolas deveriam ter um
para todos poderem conhecer aquilo que os alunos e professores fazem. Dou
imensa importância ao jornal escolar, primeiro que tudo, porque no jornal
encontramos várias notícias sobre o que aconteceu nas várias escolas do
Agrupamento. É a partir da leitura do Dinotícias que descobrimos a quantidade
de atividades existentes que são muitas e quase sem nos apercebermos… O que é
muito importante.
Depois, a forma como o jornal
está organizado dá logo uma motivação enorme, passo a explicar, o jornal na sua
capa e na sua parte detrás está a cores com alguns grandes títulos para dar a
conhecer o “maior” que aconteceu, depois aborda algumas frases e mostra o
assunto e a página para podermos perceber o que se encontra nele. E assim que o
encontramos e começamos a desfolhar é percetível ver a sua forma de
organização. Já dentro do jornal Dinotícias, tudo se encontra a preto e branco,
com algumas imagens e textos que os professores encarregados por essa atividade
fizeram e ainda com um rodapé em várias páginas dos patrocínios. Ainda é
possível distinguir a letra e o seu carregamento na cor preta… e ainda a forma
como estão escritas para dar alguma energia e motivação de leitura. Tem também
alguns jogos, como é o exemplo das palavras cruzadas e tem também algumas
sugestões de filmes.
Considero muito importante
a leitura das palavras do diretor no início do jornal, Dirige-se aos alunos,
aos professores, à escola, e fala da “boa educação”, do sucesso, das
experiências e de tudo o resto. São sempre palavras importantes e de força para
todos lerem.
Ana Carolina Ferreira (9ºB)
2.º Concurso de Palavras
Cruzadas
O
concurso é desenvolvido no âmbito das atividades do Clube "A Hora das
Palavras" e tem, na sua organização, a colaboração dos professores de
português do 3º Ciclo. Neste ano, foram colaboradores diretos o professor João Ferreira,
a professora Sandra Barbosa e a professora Rosalina Simão Nunes.
Neste
Torneio podiam participar todos os alunos do 3º ciclo que frequentem as escolas
do Agrupamento (EB Dr. João das Regras e de Ribamar) e que, obviamente,
fizessem a inscrição dentro do prazo imposto junto dos professores de português
das respetivas turmas. Não esquecendo que tinham de formar equipas de dois
elementos, podendo estes ser de turmas diferentes. O Regulamento foi publicado
na 1º Edição do DiNotícias deste ano (Janeiro/14, pág. 18).
Os
objetivos essenciais do Torneio das Palavras Cruzadas são: estimular a
actividade mental, desenvolver a competência da leitura, promover a leitura do
jornal do Agrupamento e desenvolver o espírito de equipa e interajuda.
O
Torneio realizou-se no dia 28 de abril nas bibliotecas da Escola EB Dr. João
das Regras e da Escola de Ribamar. Inscreveram-se 29 equipas, dando portanto,
um total de 58 alunos. Estiveram presentes no dia da Prova 23 equipas, logo, 46
alunos. As equipas tiveram 1h00 para realizar a atividade, tendo hipótese de
usar 30 minutos adicionais de tolerância. Era essencial levar, por equipa, pelo
menos, um exemplar da 1.ª Edição do DiNotícias de 2013/14.
Nas
provas constaram um conjunto de palavras cruzadas feitas com base na 1ª Edição
do jornal do Agrupamento, DiNotícias (2013/14) e algumas perguntas de caráter
interpretativo.
A prova
tem um valor máximo correspondente ao número de palavras que têm de ser
descobertas, cada palavra correta vale um ponto. Em caso de empate, é tido em
conta o tempo que cada equipa demorou a resolver a prova.
Na
minha opinião, todos os objetivos desta atividade foram cumpridos, gerando
sempre algum espírito de competição saudável.
Esta é
segunda vez que eu e outros colegas participamos no Torneio das Palavras
Cruzadas e todos concordamos que desta vez correu bastante melhor, pois já
trazíamos alguma experiência da primeira vez em que tínhamos participado e
a nossa capacidade de interpretação também já está mais estimulada e
desenvolvida. Os resultados já foram apurados. Brevemente serão publicados na
página do site do Agrupamento. Damos aqui conta dos cinco primeiros lugares. Os
prémios serão entregues durante a Festa do Agrupamento, no encerramento do Ano
Letivo.
1º Lugar – Francisco Marques e Francisco Pignatelli (9ºA /
JRegras)
2º Lugar – Andriana Tepordei e Inês Almeida (9ºB / JRegras)
3º Lugar – Lara Kwai e Francisco Barreto (9ºB / JRegras)
4º Lugar – Ana Sofia Pereira e Eva Silva (8ºA / JRegras)
5º Lugar – Cátia Santos e Inês Baltazar (9ºB / JRegras)
Muitos
Parabéns a todos os que participaram.
Carolina
Bonifácio (9ºB)
Promoção da leitura –
dois projetos, um objetivo
Neste artigo, iremos apresentar,
em conjunto, os dois projetos de leitura do nosso Agrupamento: “Um livro sempre
à mão” e “Ler, lazer e aprender”. Considerámos
pertinente este assunto, porque urge explicar à comunidade a razão pela qual no
Agrupamento D. Lourenço Vicente coexistem dois projetos de leitura, que,
curiosamente, e sem que isso tivesse sido pensado, acabam por se complementar
como esperamos fique explicado no final deste trabalho.
Assim, no princípio do ano
letivo, um dos assuntos que esteve em discussão na primeira reunião do
departamento de português foi a definição do projeto de leitura do Agrupamento.
Ora, quer o projeto “Um livro sempre à mão”, quer o projeto “Ler, lazer e
aprender”, são desenvolvidos há já alguns anos nas escolas EB de Ribamar e EB
2,3 Dr. João das Regras, respetivamente. Logo, da discussão ficou decidido que
ambos os projetos coexistiriam, podendo os professores das duas escolas, em
conselho de turma, e atendendo às características dos alunos, escolher o
projeto que melhor se adaptasse.
Mas contemos um pouco da história
dos dois projetos para se perceber melhor do que estamos a falar.
“Um livro sempre à mão” – O projeto nasceu há alguns anos
decorrente de experiências partilhadas por outros estabelecimentos de ensino promotoras
da leitura individual e autónoma. Na sua génese esteve a ocupação dos tempos de
pausa resultantes de ritmos de trabalho diferentes dos alunos, no contexto da
sala de aula. Estávamos no início da corrente do projeto Ler + do Plano
Nacional de Leitura visando o desenvolvimento do gosto pela leitura, tarefa
lúdico-pedagógica, e o conhecimento dos grandes autores lusófonos e de outros
países. Também se privilegiou a deslocação do aluno ao espaço da BE de Ribamar como
forma de tomar contacto com a elevada oferta do seu fundo documental.
Com a passagem do tempo e o
sucesso da implementação do projeto, esses momentos de leitura silenciosa saíram
do espaço da disciplina de Língua Portuguesa e foram acarinhados e valorizados
por outras disciplinas do currículo do aluno.
Assim, consideramos que o mesmo
foi e é uma mais-valia na divulgação da literatura e no enriquecimento pessoal
de cada aluno, apesar de ainda termos de caminhar para que a leitura faça parte
da vida diária de cada aluno.
“Ler,
lazer e aprender” – A ideia de
desenvolver este projeto aconteceu no âmbito de uma ação de formação com o
mesmo nome onde se pretendia “encontrar
uma relação forte entre o nível de desempenho de leitura dos alunos e o tempo
dedicado a atividades linguísticas, em geral, e à leitura, em particular, ou
seja, lerá melhor quem ler mais e lerá mais quem ler melhor” (Moniz, 2006).
Portanto, este
projeto parte da leitura livre, regular e sistemática. Concretiza-se numa atividade
de 15 min. diários de leitura silenciosa (autónoma) iniciais em diferentes
disciplinas, mediante a elaboração de um calendário elaborado a partir da
disponibilidade das várias disciplinas. Todo o processo é coordenado por um
professor do conselho de turma, preferencialmente, o de português que é sempre
quem apresenta o projeto aos conselhos de turma.
A ação de formação
ocorreu no ano letivo de 2005/06 e é desde essa altura que o projeto é
desenvolvido na escola EB Dr. João das Regras, portanto, há 9 anos.
Entretanto,
foram criados materiais que permitem recolher dados de forma a controlar o
tempo usado para a atividade de leitura, bem como formas de controlar a
regularidade com que os alunos trazem os livros assim como o registo dos livros
que leem. A par da atividade de leitura silenciosa, outras atividades foram
surgindo. Por exemplo, o passaporte da leitura, a apresentação das leituras
(uma por período), cronologias das leituras, à conversa (com encarregados de
educação, familiares e/ou amigos dos alunos) sobre a importância da leitura,
marcadores e até um sarau da leitura já foi feito.
TESTEMUNHOS
Ao longo destes
anos, muitos foram os alunos que aprenderam a ler, a gostar de ler e ter o
hábito da leitura por causa destes dois projetos. Fomos à procura de alguns
desses testemunhos. Partilhamos também a opinião de duas professoras.
“O projeto “Um Livro sempre à mão”
foi muito importante para mim, pois agora conheço mais histórias e também tenho
mais criatividade para as criar. Este projeto de leitura também me proporcionou
o contacto com uma grande diversidade de livros o que aumentou o meu gosto e
interesse pela leitura e também o hábito de ler de livre vontade.”
7ºano/Ribamar
“ O projeto “Um livro sempre à mão” existe desde que frequento esta escola e tem
como objetivo que nós leiamos mais, pois há muitos que pouco leem ou mesmo
nada. Assim, quando termino algum teste ou outra atividade e aguardo pelos meus
colegas, posso ler o livro que trago sempre na minha mochila. Algumas vezes,
tive de realizar algum tipo de trabalho sobre o livro que li.
Gosto do projeto e espero que o
mesmo continue, porque a leitura ajuda-nos a descobrir outras experiências e a
desenvolver a criatividade e a escrita. Não importa o tamanho do livro, o que interessa
é criar o hábito de ler todos os dias um pouco sem sermos obrigados.”
Catarina Miguel
9ºano/Ribamar
“O que me ajudou a formar, no nono ano, o
hábito de ler com maior frequência foi sem dúvida o projeto “Um Livro sempre à mão”. É com orgulho
que afirmo que me tornei uma autêntica devoradora de livros. Penso que tenha
sido o ano em que li maior quantidade de obras, e hoje sinto pena por não
conseguir ler tantas, porque ler é dos melhores passatempos que podemos ter. (…) O projeto “Um Livro sempre à mão” mostrou àqueles que nele participaram as
inúmeras vantagens de ler, e acredito que muitos dos alunos que com esse
projeto descobriram o gosto pela leitura, não sejam destes alunos que hoje só
leem aquilo a que são obrigados. .(…) Assim, tenho a agradecer ao projeto “Um Livro sempre à mão” por me ter
ajudado a perceber que podemos ler em qualquer lugar, mesmo que por apenas
cinco minutos, porque podemos assim formar importantes hábitos de leitura. “
Carolina Miguel
11º ano/Secundária Lourinhã
O projeto "Ler, lazer e aprender" além de me ensinar a
escrever melhor, deu- me também a conhecer a paixão que se ganha ao ler. Este
projeto fez nascer em mim o gosto pela
leitura de tal forma que passei a ter de ler por necessidade todos os dias. E
mantenho, hoje, esse hábito.
Fátima Joaquim
Ex-aluna da Escola EB Dr. João das
Regras
“O «Ler, lazer a aprender» é um projeto fantástico,
tendo em conta que os alunos chegam ao 9º ano a gostar verdadeiramente de ler.
Por vezes, solicitam orientação na escolha dos livros e dá-lhes prazer
partilhar a análise das leituras realizadas.”
Ana Crespo, professora de História que
participa
no
Projeto “Ler, lazer e aprender” há 5 anos.
“Pela primeira vez no Agrupamento, achei a ideia do
projeto “Ler, lazer e aprender” útil no despertar pela leitura de outros temas.
Um dos aspetos mais interessantes que encontro é o facto dos alunos gostarem de
partilhar o que estão a ler o que me permite, também, partilhar as minhas
leituras. Não posso também deixar de referir que desse hábito de terem o livro
para ler nos 15 minutos diários, pedem muitas vezes para ler, quando acabam uma
tarefa ou depois de acabarem os testes. Sinto, acima de tudo, que os alunos de
uma forma geral, gostam de estar a ler.”
Andreia Rodrigues, professora de Ciências
Físico-Químicas,
a participar, pela primeira vez, no
projeto.
E parece-nos que, por agora,
cumprimos o objetivo deste trabalho: apresentar os dois projetos de leitura do
Agrupamento. E, tal como dizemos, no início, são dois projetos que, afinal, se
complementam. Muitas vezes, os alunos que desenvolvem o projeto do “Ler, lazer
e aprender”, no fim das tarefas, e enquanto esperam por novo trabalho ou quando
acabam os testes antes do tempo, pedem aos professores licença para ler,
concretizando, por isso, o projeto “Um livro sempre à mão”.
Lurdes Neto
Rosalina Simão Nunes




