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sábado, 18 de julho de 2026

Projeto piloto de CiDes (8.º A)*

No presente ano letivo, a diretora do nosso agrupamento, a professora Carla Faria, desafiou-nos, propondo-nos que a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento fosse levada a cabo de forma diferente.

Deixámos de ter um professor, uma disciplina, e fomos desafiados a pôr em prática projetos que pudessem, efetivamente, criar situações de aprendizagem durante as quais esta componente curricular se constituísse como uma verdadeira área de trabalho transversal, de articulação disciplinar, com abordagem de natureza interdisciplinar e que potenciasse o desenvolvimento de projetos a fim de mobilizar aprendizagens das diferentes disciplinas, no âmbito da Estratégia de Educação para a Cidadania da Escola.
Assim, na reunião de avaliação sumativa do 1.º período, foi proposta aos professores do conselho de turma do 8.º A a ideia de um projeto interdisciplinar que englobasse todas as dimensões, focando-se num problema real da comunidade num cenário global que exigisse uma resposta multidimensional, envolvendo assim todas as dimensões previstas nas aprendizagens essenciais de CiDes.
Apresentadas e discutidas as ideias bem como uma estrutura de organização, foi sugerido que o projeto fosse desenvolvido transdisciplinarmente no 2.º período durante uma semana, envolvendo o maior número de disciplinas, devendo depois a concretização do projeto ocorrer numa das semanas do 3.º período. A proposta foi aceite e durante as primeiras semanas de aulas do 2.º período foi construído um guião de trabalho envolvendo várias disciplinas que teve como produto final a escolha do projeto a desenvolver no 3.º período. Neste recurso interativo podem aceder à síntese do trabalho desenvolvido durante essa semana. 
Já no 3.º período, ocorreu o “Dia CiDes 8A”, momento em que os alunos dinamizaram quatro workshops subordinados à temática: “Vem conhecer melhor o Brasil”. 
A turma foi dividida em várias equipas de trabalho orientadas por um professor tutor. Uma das equipas teve como missão fazer uma reportagem alargada sobre o desenvolvimento do projeto que podem ler AQUI.
O cartaz que acompanha este texto foi criado por outra das equipas. 
Rosalina Simão Nunes
Coordenadora de CiDes do 8.º A

*Texto que aguarda publicação no site oficial do AEDLV.



domingo, 28 de abril de 2024

"Praticar PARA Aprender" - Desenvolvimento de estratégias de aprendizagens sustentadas na avaliação pedagógica

 No âmbito do Programa ApoiaR (Projeto MAIA) fui convidada pela equipa do meu agrupamento para elaborar a apresentação do trabalho na 5.ª tertúlia, no dia 17 de abril, considerando que tinha sido eu a liderar a equipa que implementou o projeto MAIA no AEDLV.

Na construção deste recurso não posso deixar de destacar a importância que teve a colaboração da professora Ana Oliveira.
E, ainda, a validação da professora/formadora Júlia Ribeiro, disponível para falar comigo sempre que lhe peço. Profundamente grata às duas.
Eis o resultado:


NOTA: Brevemente, gravarei uma apresentação porque considero muito pertinente e importante este testemunho para aquilo que é e foi a relevância do Projeto MAIA nas escolas.

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Cenários de aprendizagem - Estratégia pedagógica

Em 2018, na sequência da intervenção da IGE numa ação de melhoria, em conversa mais ou menos informal com uma das inspetoras, vi-me confrontada com a dificuldade de responder a uma das perguntas que me foi feita: "Como é que os seus colegas ensinam a escrever?" Na altura, como ainda agora, no nosso Agrupamento e no Departamento de Português em particular, éramos já um conjunto de professores que se mantinha estável. Alguns a trabalharmos "juntos" há mais de 10 anos. 

Não consegui responder à pergunta, porque, efetivamente, não sabia. Aliás, como continuo sem saber agora, ainda que comece a ter mais alguma informação dado que passou a existir também coadjuvação a português em todas as turmas do 7.º Ano. Mas só estamos presente em duas das quatro aulas semanais, sendo por isso difícil acompanhar esse processo. 

Observo, pontualmente, algumas indicações dadas pelos professores sobre a forma como os alunos das respetivas turmas deverão melhorar o processo de escrita, particularmente após o processo de recolha de informação para classificação. 

Não é fácil promover, ou melhor, motivar os colegas a partilharem as suas práticas, criando situações que proporcionem esse tipo de partilha. Por um lado, o tempo de trabalho dedicado a esse tipo de prática (o trabalho colaborativo) é recorrentemente absorvido por outras atividades. Por outro, o que acontece frequentemente quando acontecem esses momentos é acabarmos por partilhar, descrevendo sumariamente as atividades que já propusemos, dando particular destaque aos produtos finais. 

Parece-me que, mais relevante do que esse aspeto que também é  importante, seria construir em simultâneo os cenários de aprendizagem que enquadrassem os vários momentos. 
Há cerca de quatro anos, iniciei esse trabalho de construção de cenários de aprendizagem em colaboração com uma das colegas de departamento. Foi sem dúvida uma experiência bastante enriquecedora e dinâmica. 

Dessa interação, resultou a construção de um modelo de cenário de aprendizagem, aquando da resposta a uma proposta minha, enquanto coordenadora do departamento, de partilharmos precisamente situações de aprendizagem que tivessem resultado válidas aquando o confinamento. 

Pedi precisamente que se evitasse a mera descrição da atividade e que se enquadrasse a mesma no contexto de aprendizagem. 

Fruto de experiências de formação vivenciadas por mim, nomeadamente o curso de mestrado em Pedagogia do Elearning da Universidade Aberta, e das da colega com quem formava equipa, e também com o recurso a este projeto delineamos esta(1) estrutura.
 
Rapidamente nos apercebemos que o processo teria de ser simplificado dado que aquela estrutura não era compatível com o número de aulas previstas a português no 3.º ciclo. E tomamos também consciência da importância de serem definidas linhas orientadoras no início de cada cenário. 

Depois, os vários momentos, pese embora possam e devam ser também trabalhado sem conjunto, tratar-se-ão de processos que, na maioria das vezes, têm de se ajustados às realidades das turmas e também, não menos importante às nossas próprias características. 

E, quando chegamos a esse patamar, estamos claramente no âmbito da avaliação pedagógica.

Termino esta reflexão a dar destaque à relevância do "nós" (professores e alunos em interação) dentro da sala de aula, em que compete ao professor, sem dúvida, orientar os alunos para a descoberta do que é aprender. Em que cada momento pode ser avaliado porque em todos os momentos dentro de uma sala de aula há aprendizagem. Nem todos aos mesmo tempo, alguns mais depressa, outros mais devagar, alguns aparentemente mais distraídos, outros com maior concentração.  Mas todos, sem dúvida, em interações constante, num ritmo diferenciado onde cada um vai "entrando" e saíndo de acordo com as suas expetativas e gostos. Porque eles aprendem sempre aquilo de que gostam de aprendar. Aliás, passa-se o mesmo connosco, os adultos! E essa é a chave. Ao professor dos dias de hoje compete ensinar os alunos a gostar de aprender, naturalmente, na especificidade de cada área disciplinar. Simplificando ainda mais: temos de lhes ensinar a ser curiosos. Basta isso. 

(1) - O link só foi adicionado em abril de 2024.

domingo, 25 de outubro de 2020

Uma imagem | Uma legenda


Numa das tarefas do primeiro cenário de aprendizagem, desenhado colaborativamente, CA*1_(RE)Encontros propusemos (Departamento de português) aos alunos que fizessem uma legenda a partir da exploração de uma imagem, após ter sido feita uma chuva de verbos no quadro branco suscitados pela observação da imagem e relacionados com os estados de espírito vivenciados durante o confinamento.

E o resultado foi:












*CA - Cenário de Aprendizagem