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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Mapas mentais - Uma moda? Ferramenta ou produto para avaliação? Ambos? E a pedagogia PORTUGUÊS 3D.

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Nestas linhas não tenho tempo para desenvolver cientificamente a temática em epígrafe, antes serve o post para formular questões que espero vir a estudar, chegando ou não a conclusões.
No presente ano letivo, fruto do projeto "Aluno ao centro" com implementação no Agrupamento de Escolas onde leciono e a cujo quadro pertenço, fomos, literalmente, invadidos pela ideia dos mapas mentais. O tema está presente na sala de professores, nas reuniões, no bar, nos corredores da escola. São, parece, "salvadores" dos problemas de aprendizagem que ocorrem em sala de aula. E fora dela também, certamente.

O grupo de professores e alunos onde o projeto "Aluno ao Centro" está a ser implementado teve a oportunidade de ter formação de algumas horas a propósito do assunto. Todos gostámos. Afinal, houve interação, pudemos "brincar" com folhas de papel em branco e usar marcadores. Fizemos desenhos associados a conceitos, ideias, objetos apenas e usamos cores. Fizemos associações. Partilhamos ideias. Tornamos tudo colorido. Uma lufada de ar fresco. Soube bem.
E agora?
 Que fazemos com esse conhecimento? Com essa aprendizagem? Os alunos estão a usá-la para aprender? Ou usam-na  para produzir produtos finais que estão a ser avaliados pelos professores?

E devem os mapas mentais de cada aluno ser avaliados segundo critérios definidos pelos professores? Afinal, os mapas não são mentais? Não são as nossas mentes tão diversas umas das outras? Como pode um elemento estranho à nossa mente, o professor, definir, previamente, critérios de avaliação e classificação de um produto final que não pode controlar? Ou o que se pretende é que todos façam o mesmo mapa mental?

Na tal formação em que participei, o que mais me entusiasmou sobre o assunto foi precisamente o facto daquela  ferramenta poder e dever (pelo menos foi essa a leitura que fiz da mensagem passada) ser usada por cada um de nós para o fim que lhe quiséssemos dar, sendo uma espécie de reflexo, espelho da forma como cada um de nós organiza as ideias e processa a informação.
Olha para o que lê, vê e até, porque não, sente. Afinal, também deveria ser possível fazer um mapa mental do coração. Ideia interessante sem dúvida.  Em suma, aprende.

Em que momento da construção do mapa mental de cada aluno deve o professor intervir? Como fazê-lo? Para quê? Porquê?
Devem os alunos construir os seus mapas mentais em casa ou em sala de aula integrados nas tarefas que desenvolvem porque naquele momento se pretende que organize as ideias. Ou o próprio aluno sente essa necessidade.  Devem os mapas mentais substituir a construção de tópicos com as ideias essenciais de um texto, processo que antecede a construção do resumo de um texto? Devem fazer ambos os exercícios? Devemos permitir que escolham? Será o mapa mental um trabalho de síntese ou de resumo? Como conseguimos explicar aos tudo isto aos alunos de forma a que a ferramenta seja útil? Ou será que o melhor é mesmo deixá-los andar?...

Funcionam os mapas mentais da mesma forma para todos? Precisam todos de fazer mapas mentais?

Eu, por exemplo, não gosto de fazer desenhos nos meus. E tenho o traço torto. Ficam feios. No entanto, agora, como antes, sempre partilhei esquemas onde constassem as ideias essenciais de forma a que pudessem servir de referência para que, depois, no seu estudo os alunos construíssem os seus. Seriam já mapas mentais?

Desde há muito que, no trabalho direto com os alunos, sugiro a utilização funcional da cor. Da cor e dos números e até da forma. Estratégias que facilitam a organização e, sem dúvida, a memorização. Seriam estas dicas componentes prévias daquilo a que se chama agora mapas mentais? 
Claro que há mapas mentais que são quase obras de arte. Do ponto de vista estético bastante agradáveis. E.X.C.E.L.E.N.T.E.S.! Mas os alunos aprenderam? Apreenderam? Ficaram a saber? Vão reutilizar?


Essa é a questão. Como poderemos aferir esse aspeto? Haverá lugar à construção de matrizes? Sinceramente, não me parece. Mas, então, como poderemos usar como produto final de trabalho a avaliar?
A outra é perceber como aprendem os alunos a fazer mapas mentais. Em que aulas? De que forma. 
Devíamos ter tempo para refletir sobre estes assuntos e outros. E agir. Construir. Fazer. 
E mostrar, claro. Mostrar sempre. Partilhar. Essencial. 





NOTA: As imagens publicadas decorrem do desenvolvimento de propostas de trabalho incluídas nos percursos de aprendizagem que os alunos vão construindo em sala de aula, num ambiente pedagógico de trabalho que é sustentado em três pilares: +responsabilidade, >autonomia = a aprendizagem, conhecimento, saber, estar, sentir, brincar, respeitar, etc.
Trata-se de um processo que tem vindo a ser desenvolvido numa das salas de aula de português da escola EB Dr.  João das Regras (Aedlv) e por mim designado por PORTUGUÊS 3D.
Este processo foi já partilhado em reunião de departamento e teve da parte dos colegas afável recetividade. 
Ainda em relação às imagens, não sendo exemplos fieis daquilo que se designa por mapas mentais, são, sem dúvida, na minha ótica, o embrião para que possa ser desenvolvida essa ferramenta em prol da aprendizagem dos alunos. Aliás, a disciplina de português, pela sua inerente e natural transversalidade, é um espaço excelente para desenvolver essa capacidade em articulação com as outras disciplinas. 
Partilho também o ppt que usei na apresentação das aulas de português em formato 3D aos colegas do departamento. Claro que o ppt em si diz muito pouco. :) Um destes gravo o que mais há a dizer e mostrar. Quando o tempo der tréguas. Ambos os assuntos fazem parte dos meus mapas mentais quotidianos e têm, paulatinamente, dado origem a reflexões mais estruturadas que tenho, também,  partilhado aqui e na escola, consciente da importância e relevância, para mim e para os outros, deste novo paradigma que começo a ter como referência no trabalho desenvolvido em sala de aula e que curiosamente vai ao entro da ideia veiculada pelo projeto mencionado em cima "Aluno ao centro". 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Ano letivo 2014/15

Por razões difíceis de concretizar, só agora iremos iniciar a publicação regular dos trabalhos resultantes de propostas das aulas de português. Neste ano de duas turmas do 8º Ano (com continuidade pedagógica em relação à maioria dos alunos) e uma turma do 7º Ano.

Contamos, ainda, publicar alternadamente, alguns trabalhos do ano letivo 2013/14.

Um bom ano!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Fomos notícia no Site do nosso Agrupamento

Desde o dia dezoito de janeiro que o nosso blogue faz parte do Catálogo dos Blogues Educativos. Achámos que devíamos informar a comunidade escolar disso e pedimos que essa informação fosse divulgada.
Disponível desde o dia 22 de Janeiro, no Site do nosso Agrupamento, pode ler-se o seguinte texto:


Os blogues educativos têm vindo a afirmar-se no contexto educativo português ao ponto de estarem já disponíveis vários estudos teóricos sobre esta possibilidade de integração curricular das TIC. No Portal das Escolas, há um  Catálogo de Blogues Educativos que se destina a todos os docentes que queiram publicar e divulgar o seu blogue, revelando trabalho realizado com os alunos.
No Catálogo,  tem-se acesso a um conjunto de blogues utilizados nos diferentes níveis do ensino básico e secundário, em distintas áreas disciplinares e que são divulgados como exemplo de boas práticas.
Para fazer parte do Catálogo, sé é preciso proceder ao registo de um blogue. Depois de publicado, cada blogue poderá incluir o selo "BloguesEDU". Podem ver aqui um vídeo Aceda ao registo vídeo do lançamento do BloguesEDU na área de Apoio.
A professora de Língua Portuguesa (3.º Ciclo) na Escola EB 2,3 Dr. João das Regras, Rosalina Simão Nunes, fez já o registo do blog que tem vindo a desenvolver e o selo "BloguesEDU" já está visível no blog que é, neste caso, um espaço de memória futura, onde são arquivados e partilhados trabalhos que os alunos desenvolvem decorrentes de propostas feitas em sala de aula.
Para saberem mais sobre blogues educativos espreitem aqui.
Para proceder ao registo de blogues no Portal das Escolas, consultem este link. Nesse espaço têm também algumas dicas sobre como começar a construir blogues.
E para acompanharem o blogue do Agrupamento que já tem o selo BLoguesEDU é só clicar aqui: Arquivo.
Rosalina Simão Nunes




segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ano letivo 2011/12

Já começou outro ano.
Temos andado a publicar trabalhos do ano anterior. Ainda há material para publicar, mas será integrado em postes que já foram iniciados.
Vamos assim  dar início, a partir de hoje,  à publicação de trabalhos realizados já neste ano letivo.

Neste ano, iremos procurar fazer deste espaço um local mais interativo, isto é, prevemos que alguns dos trabalhos possam ser realizados neste espaço com o recurso, essencialmente, à caixa de comentários. Veremos se será possível concretizar.

Até breve.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ponto da situação...

Há quase um ano que este espaço não é actualizado. Mas é mesmo para acreditar que tudo tem a ver com uma questão de falta de tempo. Ainda do ano passado há muitos trabalhos a publicar. E deste ano já temos outros tantos!
Vamos tentar reiniciar esse trabalho de forma mais rotineira.
Veremos se o tempo deixa.
Até breve.