terça-feira, 18 de março de 2014

Um poema por semana (2ª e 3ª semanas)

Na segunda semana, de 18 de fevereiro a 25 de fevereiro, as temáticas eram:
- fazer um poema subordinado ao Carnaval;
- Fazer um poema que começasse por "Se eu vivesse...".
Participaram quatro alunos, no entanto, só foram validadas, de facto, três  propostas, porque um delas não era um texto original e, no outro caso, não respeitava as temáticas sugeridas. Publicamos, assim, as duas participações validadas. 


Se eu vivesse num coração
Coração grande e bom
Bom seria a guardar segredos
Segredos, sonhos e momentos únicos de ternura
Ternura tanta que distribuiria pelas pessoas
Pessoas de todo o mundo
Mundo onde falta o amor
Amor entre o ser humano
Humano que é muitas vezes desumano e injusto
Injusto porque não dá valor
Valor que dá sentido à vida.
Cíntia Neves, 7ºB


Se eu vivesse num conto de fadas
Seria tudo tão belo
não precisava de ouro em moedas
nem mesmo de castelo.

Se eu vivesse num conto de fadas
não queria ser rica , nem ter fama
Num mundo ou no outro
Só preciso de quem me ama.
Ana Marta Alexandre, 7ºA


Participaram na terceira  proposta, que decorreu de 25 de fevereiro a 10 de março, três alunos. Propusemos que sugerimos que as temáticas fossem:
- o frio;
- e começassem os poemas por "Estou longe de ti, e..." Publicamos hoje três poemas:


Estou longe de ti e
de ti tenho saudades
saudades infinitas
saudades sem acabar

Estou longe de ti e
não paro de te amar
amo-te a ti
Amo-te sem parar 
Soraia Marques, 7ºB

Frio , muito frio 
Que não me deixa andar.
Com as mãos congeladas
Não me deixa parar.

E com ajuda do vento 
Daqui a nada vou voar !
Vou lá para dentro
Antes que fique aqui a congelar
Ana Marta Alexandre, 7ºA

o frio chegou,
o Inverso se instalou
mas no meu coração,
uma enorme onda de calor permaneceu

É engraçado como de Agosto para Novembro,
em tão poucos meses,
o clima pode mudar,
como uma rosa pode murchar.
Mafalda Abreu, 7ºA






segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Um poema por semana

Neste ano, propusemos às duas turmas do 7º Ano (Turmas A e B), durante o estudo do texto poético, a criação de poesia subordinada a uma temática que será sugerida semanalmente. Sugere-se ainda que os alunos usem, preferencialmente, para participar nesta atividade de caráter voluntário, a Plataforma moodle do Agrupamento, nomeadamente no Fórum criado para o efeito, na disciplina e-Português

Participaram na primeira semana, de 11 a 19 de fevereiro, cinco alunos. A temática era a "chuva".
Publicamos hoje quatro poemas:


Chove, chove, chove
Chove sem parar 
Assim as flores crescem 
Para a nossa vida alegrar 

Chove, chove, chove
Chove sem parar 
Para a nossa vida sorrir 
Precisamos não chorar

A chuva é como o sol vai e vem 
O sol com os seus raios
A chuva com as suas gotas 
Mas de ambos necessitamos
Para a nossa vida brilhar  
                               Soraia Marques (7ºB)

A chuva… 
A chuva cai,
Gota a gota
Cada pingo
Escorre fino
Trazendo vida
A um lugar
Dando-lhe o silêncio
Que nos faz pensar
Na infância
No futuro
Nos erros      
E na historia que decorria
Chovia chovia…
                           Ana Carolina Fontes (7ºA)

Sinto-me tranquila no sofá 
Lareira acesa
Melhor não há!
Sinto-me uma verdadeira princesa

Mas logo escuto um som na janela
É a chuva que chama por mim
Finjo não querer saber dela
Mas é difícil... enfim

Umas vezes com pés de lã
Outras vezes aos empurrões
Chuva de manhã,
À tarde e aos serões
                       Cíntia Neves (7ºB)

Chover é uma nuvem que sente falta.
Sim, falta de chorar.
Apanhados de surpresa
E começa a desabar.
                    Ana Marta (7ºA)




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O direito à educação


Na 4ª proposta de escrita formal feita ao 9ºB, pediu-se que os alunos, partindo da premissa de que a Educação constitui um direito universalmente reconhecido, escrevessem uma carta dirigida ao Diretor-Geral da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), em que expusessem a situação de uma pessoa ou de um grupo de pessoas que não beneficiassem desse direito e em que manifestassem a sua opinião sobre essa situação. Tinham de assinar como “cidadão preocupado”.  

Publicamos, hoje, um dos trabalhos apresentados.


Lourinhã, 24 de Março de 2027


Exmo. Diretor-Geral da UNESCO,

Venho por este meio informar que tenho conhecimento do caso de um grupo de 45 crianças que não têm escola na sua localidade.

Estas crianças não têm escola, porque vivem numa terra desconhecida, e têm de andar diariamente 34 quilómetro para irem buscar água e sementes.
Todas as crianças têm o direito de saber ler, escrever, contar, sonhar, sejam pobres, ricas, de classe média… 

Ensinaram-me que Sem liberdade a verdade não aparece! .
Neste caso, espero que tenha a consciência que, apesar de serem apenas 45 crianças num mundo de milhões e milhões, elas também têm  os mesmos direito de todas as restantes.

No ano em que estamos, (2027), penso que, nas notícias, não passam casos como este, porque se passassem, as pessoas reagiram de outra maneira e ajudariam muito mais estas pobres crianças 
Dito isto, proponho que façam uma campanha de ajuda a estas crianças, e com o dinheiro que angariarem façam uma escola e contratem no mínimo um professor.
Com as propostas que lhe fiz e com as informações que lhe dei desta situação, assim, espero que a resolva da melhor maneira e com a maior rapidez, pois, hoje em dia, é inadmissível que ainda haja casos como este.

Com a maior urgência, aguardo a sua resposta.
Com os melhores cumprimentos,

Cidadão preocupado
Joana Marques (9ºB)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Uma pessoa fora do comum

Na terceira proposta de escrito formal do 9ºB, pediu-se que os alunos traçassem o perfil de uma pessoa que conhecessem fora do comum. Deviam ainda relatar como a conheceram e que nela mais lhe impressionavam ou por que razão a tinham passado a admirar. 
Publicamos alguns dos trabalhos:

Impossível te esquecer
Como falar de algo quando não temos palavras suficientes para dizer o quanto admiramos “aquela” pessoa?!
Imensa gente passa na nossa vida para aprendermos algo, mas, na verdade, existem sempre aquelas que nos acompanharam desde o primeiro dia em que nascemos e que fazem parte da nossa família. A pessoa a que me estou a referir é a minha avó.
Como a conheci? É evidente que não posso contar algo de que não me lembro, mas sei que foi quando vim ao mundo, na maternidade de Torres Vedras, à noite, e ela estava lá e conheceu-me desde aí. E é nestes momentos que se sabe com quem podemos contar. Ela estava lá, sempre esteve, e ainda está presente na minha vida. 
Vejo-a como uma segunda mãe para mim, pois ela cuida de mim, respeita o meu silêncio, sabe quando pode brincar comigo. A minha avó conhece-me mais a mim do que eu própria. Admiro-a tanto, mas tanto, pela forma como ela aproveita a vida que nunca teve, devido aos tempos difíceis que ultrapassou em parte da sua vida…
Uma mulher com toda a garra e força deste mundo para ultrapassar os problemas e ajudar quando é preciso, além disso, uma mulher que trata a sua neta como uma filha, sendo assim um exemplo de experiência, de trabalho, honestidade, paciência, firmeza e amor. Um pilar na minha vida!
Ana Carolina Ferreira (9ºB)

Por onde começar, se há pessoa que eu admiro é a minha tia materna. Está sempre bem disposta, por mais problemas que tenha, por mais obstáculos que lhe apareçam no caminho ela está sempre com um sorriso na cara. Na minha opinião, é isso que a afasta dos padrões comuns, pois ela nunca se deixa abater por nada, simplesmente não desiste e consegue pôr sempre toda gente alegre mesmo quando por dentro está mal, e, a meu ver, uma pessoa comum não é a sim. 
Uma pessoa comum quando está mal isola-se, mas a minha tia não… Ela marca sempre a diferença, mesmo nos dias em que não a vejo e apenas falamos uns minutos ao telemóvel, põe-me um sorriso na cara e faz-me dar umas boas gargalhadas. Conheço-a, basicamente, desde que nasci! Passei muitos dos meus dias com ela, pois os meus pais iam trabalhar e quem ficava comigo era ela. Lembro-me sempre de ela ter o “bichinho” de passear, sair, respirar outros ares, aproveitar a vida e correr riscos, acho, sinceramente, que me passou essa característica (fico bastante feliz por isso!). É uma das pessoas mais especiais da minha vida, e nem é preciso dizer que nunca a vou esquecer!
Carolina Bonifácio (9ºB)

Pois é! Foi há quase 5 anos que a conheci, alta e muito magra… quando ia para a escola vestia-se sempre de forma um pouco extravagante, tanto de inverno, como de verão, a chover ou a fazer sol…
Calças de ganga justas de cor verde e camisola de lã bege, umas botas de couro preto até aos joelhos e um casaco também de lã, mas de cor vermelho sangue. Parecia um autêntico arco-íris em pessoa. Era uma rapariga bastante extrovertida, com uma claustrofobia bastante problemática para ela, pois bastava entrar na pequena casinha de arrumação dos materiais de educação física, para entrar em pânico.
Conseguia sempre ter excelentes notas, mas, às vezes, fazia-nos duvidar até que ponto era assim tão inteligente… dávamos com ela a rir-se sozinha nos corredores, na cantina a falar com o ar. Ainda hoje me pergunto: “Será que ela tinha algum problema mental?”, mas nunca soube se tinha ou não.
Essa rapariga chama-se Sophia, nasceu na Inglaterra, quando tinha 3 anos foi para a Suíça, e aos 7 anos, finalmente, fixou-se em Portugal. Aprendeu a falar fluentemente Inglês, Francês, e Português, tornou-se poliglota quando aprendeu Japonês, Russo e Grego. Dominou as Matemáticas em 2 anos. E as ciências também. Consagrou-se campeã de artes marciais aos seus 16 anos. Foi apesar de tudo um autêntico génio. Jamais me esquecerei dela, pois foi uma grande colega e amiga.
 David Silvério (9ºB)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Confúncio e a amizade - Texto argumentativo

Na 3ª Oficina de escrita do 9ºB, partindo de uma frase de Confúcio pedia-se que os alunos escrevessem um texto argumentativo sobre a amizade / os amigos.
Publicamos, de seguida, os trabalhos de duas alunas:

Na minha opinião o conceito de “amigos” é um conceito um pouco relativo, exatamente pelo facto que Confúcio aqui chama à atenção. Nestes tempos, começa a ser mais comum as pessoas referirem-se a amigos, aqueles que lhes são próximos e fiéis, e não aqueles que só se diz alguma coisa nas épocas festivas ou os que só conhecemos de vista.
Confúcio diz que só passando pelo pior é que vemos quem são os nossos verdadeiros amigos e aí eu concordo perfeitamente. Um exemplo engraçado que agora me surgiu para conseguir argumentar que é no sucesso que se vê a quantidade de amigos é quando uma pessoa ganha o Euromilhões. Se essa felicidade calhar a alguém de certeza que aparecerão amigos daqui, dali, da creche, do infantário, de todo o lado! Nem é que seja por mal, as pessoas aproximar-se-iam naturalmente por causa do dinheiro. Agora pegando no oposto: se alguém entrar na falência, sem dinheiro, sem casa, sem condições, aí sim, se vê os amigos que se tem. Nessa situação, que infelizmente se está a tornar tão comum é que se vê quem são os nossos amigos, quem tem um ombro para nos apoiar e quem estará sempre no nosso lado, no melhor e no pior.
Finalizando, só lendo esta frase, acho que se pode considerar Confúcio como um homem sábio que deve ter sentido na pele o que passou para papel. Nestas situações aplica-se a frase popular: “Os amigos escolhem-se a dedo”.

Maria Carolina Matos  (9ºB)

Esta citação de Confúcio retrata uma forma de pensar em relação ao mundo e às pessoas que nos rodeiam todos os dias, que infelizmente ( a meu ver) nem todos apresentam. “Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade”. 
Passar pelo sucesso, e verificar a quantidade porquê? Na minha opinião, passar pelo sucesso para a dar a conhecer, dar a perceber quem realmente somos, a nossa personalidade, como lidamos com as situações. Também para conhecer o exterior (social/ amigos), aprender com os outros, viver momentos de alegria e bem-estar com quem apreciamos e confiamos os nossos amigos. Evidentemente que estará sempre alguém dito “amigo” que se irá aproveitar de certos acontecimentos, irá haver aquela pessoa que se aproximará simplesmente por interesse e ambição própria, por tiranismo. Quando se trata em sucesso escolar, no trabalho, em promoções enfim vitórias estarão sempre presentes os “bons e os maus” (a quantidade). 
Porquê passar pela desgraça e verificar a qualidade? Porque realmente os que sempre ficam são aqueles que apoiam, que nas alturas mais constrangedoras e negativas são as colunas que suportam e as forças que ajudam a erguer (a qualidade). Também a qualidade daqueles que ficam poderá não ser a melhor pois alguns aproveitam-se do nosso fracasso, assim diz a expressão “negócio dos abutres pois são decompositores, alimentam-se do “não vivo”. Tomo como exemplo os acontecimentos do quotidiano de qualquer um, famílias que se roubam entre si por heranças e grupos de trabalho mal sucedidos, em que alguns “fogem enquanto podem”.
Lara Kwai (9ºB)



terça-feira, 26 de novembro de 2013

A importância da família na vida dos adolescentes

Na segunda proposta de escrita tipo III, pedimos que os alunos do 7ºA e 7º B refletissem sobre a importância da família na vida dos adolescentes.

Publicamos, para já o trabalho da Inês Gomes do 7ºA:

Para mim a família é muito importante, sempre pude contar com ela para me ajudar, apoiar, aconselhar e isso é bastante importante na vida de um adolescente, pois, hoje em dia, é na adolescência que precisamos mais dessa preciosa ajuda. 
Posso contar com eles para tudo, tanto com o meu pai como com a minha mãe ou a minha irmã, eles estão sempre disponíveis para mim, fazem tudo para me ver feliz e por todas estas razões eu adoro-os como ninguém!
A minha melhor amiga, que é como se fosse minha irmã, não vive com o pai desde pequena. Ela tem muitos problemas e a maior parte deles é devido ao pai … como é normal. O pai é uma pessoa muito importante na vida de qualquer um de nós. O meu pai adora-a e trata-a como se fosse uma filha, e a minha mãe também. Ela é uma pessoa que gosta de receber miminhos porque nunca os teve do seu pai, então o meu pai é muito importante para ela, todos os momentos que ela passa com a minha família ficam marcados para sempre, apesar de ser sempre diferente! O amor de pai é o amor de pai que ninguém substitui, não é?
Com esta história ainda dou mais importância à minha família, por poder ainda contar com todos porque, infelizmente, eles não duram para sempre. 
Inês Gomes (7ºA)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Ser colecionador

Na segunda proposta de escrita tipo III, propusemos que os alunos escrevessem sobre como se fica colecionador. Trata-se de uma proposta de escrita que saiu há uns anos num dos exames. Publicamos o trabalho da Joana Marques:

Tudo começou à volta de um ano atrás. 
Comecei a colecionar etiquetas de roupa. 
Eu sei que não é bem uma coisa que seja especial e que mais tarde possamos mostrar aos nossos filhos, netos, mas para mim, neste momento, é espirituoso e agradável…
A sensação de ter uma caixa de sapatos cheia de etiquetas, das mais variadas marcas e não saber por onde já andaram, nas mãos de quantas pessoas já tocaram..., é brutal!
É simplesmente um pedaço de papel que nos indica o preço, mas as formas que cada um tem, as imagens, os padrões, é um papel cheio de criatividade! 
Há pouco tempo, já tinha um saco cheio de etiquetas e decidi dar uso àquilo, portanto, numa noite, sem nada para fazer, comecei a colá-los na minha secretária. A partir de uma secretária branca, vazia, solitária, passou a ser uma secretária com histórias, cores, alegria, com caras a sorrir, um mar de “preços”.
O meu único problema foi quando tentei colar a etiqueta na secretária e estas começaram a deslizar, pois a cola não era suficientemente forte para as fazer segurar à mesa.
Atualmente, acho que vou ter mais dificuldades em conseguir arranjar, pois com esta crise, as idas às compras vão ser cada vez menores e assim vou ter cada vez menos etiquetas (só se me calhar o euro milhões!!!!).
Mas tudo se arranja e quando se corre por gosto não cansa, não é?
Joana Marques (9ºB)

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Critérios de classificação / 1º Teste escrito

Os critérios de classificação estão disponíveis na Plataforma Moodle do Agrupamento, na disciplina e-Português.
Mas enquanto não se inscrevem na disciplina, podem consultá-los por aqui:

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A importância do sorriso

Na primeira proposta de escrita para o nono ano (turma B), pedimos aos alunos que redigissem um texto narrativo em que recordassem ou imaginassem uma situação na qual um sorriso tivesse tido um papel fundamental.
Tinham de construir uma narrativa, desenvolvendo a ação num espaço e num tempo determinados e descrevendo a personagem ou as personagens interveniente(s).

Passamos a publicar alguns dos resultados finais desse trabalho:

Teresa, uma rapariga misteriosa, dirigia-se, como era habitual, para a praia mais próxima, sentava-se na rocha do costume – a que tinha a melhor vista para o horizonte, para o extenso mar. Realizava este “ritual” todos os dias, era um costume que Teresa tinha.
Gostava de ouvir os sons, por vezes tumultuosos do mar; gostava da maresia a invadir o seu todo; gostava que a brisa marítima lhe obrigasse a aconchegar-se nas suas roupas. Não sabendo porquê, sentia-se feliz naquele lugar, livre…
Num dia frio de Outono, nublado, a ameaçar tempestade, Teresa reparou numa figura desconhecida, lá ao longe, naquela praia tão bem estudada pelos seus olhos.
Viu o vulto aproximar-se. Agora transformara-se num jovem com ar triste, de olhos distantes de um azul penetrante.
O rapaz aproximou-se de Teresa, sentou-se ao seu lado e fez como ela, observou o oceano. Os dois não proferiram uma única palavra.
Dia após dia acontecia o mesmo: sentavam-se lado a lado e ficavam apenas a olhar para o mar. O único contacto que tinham era uma intensa troca de olhares seguido de um sorriso envergonhado. Esta era a sua despedida, todos os dias.
Apesar de não falarem estavam a apaixonar-se. O sorriso que tocavam todos os dias era o espelho dessa paixão.
Certo dia, Teresa não apareceu, mas deixou um bilhete em seu lugar que dizia: «Amo-te. Qualquer dia voltarei ao nosso sítio.». Desenhado no final estava um sorriso, o último que receberia dela. A derradeira despedida…
Maria Carolina Matos (9ºB)


Era mais um dia assim, passavam um pelo outro e ninguém dizia nada. Catarina podia ser muito querida, muito simpática e para ela podia estar sempre tudo na boa, mas tinha bem a noção que o que o Martim lhe tinha feito não se fazia a ninguém. Ele também podia não gostar de estar “chateado” com as pessoas mas o orgulho falava sempre mais alto. Na verdade, ambos morriam de saudades um do outro…
«Algo tem de mudar! Estou farta de estarmos os dois assim! Tenho de fazer alguma coisa.» Pensou Catarina.
Então, um dia, quando passaram um pelo outro ela fez um sorriso triste e encolheu os ombros, ele sorriu também, e segundos depois ele puxou-a pelo braço.
- Desculpa – disse ele baixinho.
- Acho que não ouvi bem… Podes repetir? – perguntou ela rindo.
Ele deu-lhe um abraço, mesmo daqueles que ela gostava, aqueles que ela sentia o seu perfume e que ambos ficavam bem juntinhos.
- Estou desculpado? – perguntou ele.
- Sim, tonto – disse ela sorrindo.
Assim se viu o poder daquele sorriso, apesar de ter sido triste mas fez a diferença. Certamente, se ela não o tivesse feito ainda estariam chateados mais algum tempo. 
Carolina Bonifácio 9ºB

A minha escola

No teste diagnóstico, no grupo III, pedia-se que os alunos escrevessem um texto narrativo em que evocassem um episódio passado na escola, salientando alguém que tivesse sido marcante nesse período da vida.

Passamos a publicar o trabalho da Beatriz Malaquias (9ºB):

A minha escola

A minha antiga escola… a minha escola primária.
Poucos são os episódios que permanecem claramente na minha memória, mas dois ou três acabaram por ficar. Uns bons e outros menos bons, não há cá episódios maus.
Lembro-me de a professora nos mandar sair e arrumarmos todos as nossas coisas a um cantinho da mesa e irmos lá para fora a correr e aos gritos. Lembro-me também de, mais tarde, brincarmos em rodinha na areia e de me dizerem: “Sai daí, Bea, isso está cheio de xixi de gatos”. Mas eu não queria saber porque estava com os meus colegas e amigos. Lembro-me muito bem de quando saí da areia, ter caído e ter dito: “Era para isto que querias que saísse da areia?” E eu ri-me.
Tive dias menos bons, alguns. As contínuas obrigavam-nos a comer tudo, até que um dia me meteram na cozinha virada para uma parede com uma janela ao lado porque eu me recusava a comer. Não tinha fome, não conseguia comer, não queria comer. Eu lá via os meus amigos todos a rir e a brincar, e eu ali, mas também iam arrepender-se! O meu pai chegou lá e disse-lhes que se aquilo voltasse a acontecer, fazia queixa.
Ai, não sei, tantos episódios que gosto de reviver, mas, normalmente, só os guardo para mim.
Jogarmos só jogo do salto em altura com um elástico também me marcou muito, brincar com uns legos de encaixar nas paredes eram jogos que adorava apenas.
Assim vivemos a infância, com coisas boas coisas menos boas, coisas más ou péssimas, mas também certamente, coisas maravilhosas e encantadoras. Cada passo ou gesto a seu tempo.

Dia do livro || 2025


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