Neste artigo, iremos apresentar, em conjunto, os dois projetos de leitura do nosso Agrupamento: “Um livro sempre à mão” e “Ler, lazer e aprender”. Considerámos pertinente este assunto, porque urge explicar à comunidade a razão pela qual no Agrupamento D. Lourenço Vicente coexistem dois projetos de leitura, que, curiosamente, e sem que isso tivesse sido pensado, acabam por se complementar como esperamos fique explicado no final deste trabalho.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Promoção da leitura – dois projetos, um objetivo
Assim, no princípio do ano letivo, um dos assuntos que esteve em discussão na primeira reunião do departamento de português foi a definição do projeto de leitura do Agrupamento. Ora, quer o projeto “Um livro sempre à mão”, quer o projeto “Ler, lazer e aprender”, são desenvolvidos há já alguns anos nas escolas EB de Ribamar e EB 2,3 Dr. João das Regras, respetivamente. Logo, da discussão ficou decidido que ambos os projetos coexistiriam, podendo os professores das duas escolas, em conselho de turma, e atendendo às características dos alunos, escolher o projeto que melhor se adaptasse.
Mas contemos um pouco da história dos dois projetos para se perceber melhor do que estamos a falar.
“Um livro sempre à mão” – O projeto nasceu há alguns anos decorrente de experiências partilhadas por outros estabelecimentos de ensino promotoras da leitura individual e autónoma. Na sua génese esteve a ocupação dos tempos de pausa resultantes de ritmos de trabalho diferentes dos alunos, no contexto da sala de aula. Estávamos no início da corrente do projeto Ler + do Plano Nacional de Leitura visando o desenvolvimento do gosto pela leitura, tarefa lúdico-pedagógica, e o conhecimento dos grandes autores lusófonos e de outros países. Também se privilegiou a deslocação do aluno ao espaço da BE de Ribamar como forma de tomar contacto com a elevada oferta do seu fundo documental.
Com a passagem do tempo e o sucesso da implementação do projeto, esses momentos de leitura silenciosa saíram do espaço da disciplina de Língua Portuguesa e foram acarinhados e valorizados por outras disciplinas do currículo do aluno.
Assim, consideramos que o mesmo foi e é uma mais-valia na divulgação da literatura e no enriquecimento pessoal de cada aluno, apesar de ainda termos de caminhar para que a leitura faça parte da vida diária de cada aluno.
“Ler, lazer e aprender” – A ideia de desenvolver este projeto aconteceu no âmbito de uma ação de formação com o mesmo nome onde se pretendia “encontrar uma relação forte entre o nível de desempenho de leitura dos alunos e o tempo dedicado a atividades linguísticas, em geral, e à leitura, em particular, ou seja, lerá melhor quem ler mais e lerá mais quem ler melhor” (Moniz, 2006).
Portanto, este projeto parte da leitura livre, regular e sistemática. Concretiza-se numa atividade de 15 min. diários de leitura silenciosa (autónoma) iniciais em diferentes disciplinas, mediante a elaboração de um calendário elaborado a partir da disponibilidade das várias disciplinas. Todo o processo é coordenado por um professor do conselho de turma, preferencialmente, o de português que é sempre quem apresenta o projeto aos conselhos de turma.
A ação de formação ocorreu no ano letivo de 2005/06 e é desde essa altura que o projeto é desenvolvido na escola EB Dr. João das Regras, portanto, há 9 anos.
Entretanto, foram criados materiais que permitem recolher dados de forma a controlar o tempo usado para a atividade de leitura, bem como formas de controlar a regularidade com que os alunos trazem os livros assim como o registo dos livros que leem. A par da atividade de leitura silenciosa, outras atividades foram surgindo. Por exemplo, o passaporte da leitura, a apresentação das leituras (uma por período), cronologias das leituras, à conversa (com encarregados de educação, familiares e/ou amigos dos alunos) sobre a importância da leitura, marcadores e até um sarau da leitura já foi feito.
TESTEMUNHOS
Ao longo destes anos, muitos foram os alunos que aprenderam a ler, a gostar de ler e ter o hábito da leitura por causa destes dois projetos. Fomos à procura de alguns desses testemunhos. Partilhamos também a opinião de duas professoras.
“O projeto “Um Livro sempre à mão” foi muito importante para mim, pois agora conheço mais histórias e também tenho mais criatividade para as criar. Este projeto de leitura também me proporcionou o contacto com uma grande diversidade de livros o que aumentou o meu gosto e interesse pela leitura e também o hábito de ler de livre vontade.”
7ºano/Ribamar
“ O projeto “Um livro sempre à mão” existe desde que frequento esta escola e tem como objetivo que nós leiamos mais, pois há muitos que pouco leem ou mesmo nada. Assim, quando termino algum teste ou outra atividade e aguardo pelos meus colegas, posso ler o livro que trago sempre na minha mochila. Algumas vezes, tive de realizar algum tipo de trabalho sobre o livro que li.
Gosto do projeto e espero que o mesmo continue, porque a leitura ajuda-nos a descobrir outras experiências e a desenvolver a criatividade e a escrita. Não importa o tamanho do livro, o que interessa é criar o hábito de ler todos os dias um pouco sem sermos obrigados.”
Catarina Miguel
9ºano/Ribamar
“O que me ajudou a formar, no nono ano, o hábito de ler com maior frequência foi sem dúvida o projeto “Um Livro sempre à mão”. É com orgulho que afirmo que me tornei uma autêntica devoradora de livros. Penso que tenha sido o ano em que li maior quantidade de obras, e hoje sinto pena por não conseguir ler tantas, porque ler é dos melhores passatempos que podemos ter. (…) O projeto “Um Livro sempre à mão” mostrou àqueles que nele participaram as inúmeras vantagens de ler, e acredito que muitos dos alunos que com esse projeto descobriram o gosto pela leitura, não sejam destes alunos que hoje só leem aquilo a que são obrigados. .(…) Assim, tenho a agradecer ao projeto “Um Livro sempre à mão” por me ter ajudado a perceber que podemos ler em qualquer lugar, mesmo que por apenas cinco minutos, porque podemos assim formar importantes hábitos de leitura. “
Carolina Miguel
11º ano/Secundária Lourinhã
O projeto "Ler, lazer e aprender" além de me ensinar a escrever melhor, deu- me também a conhecer a paixão que se ganha ao ler. Este projeto fez nascer em mim o gosto pela leitura de tal forma que passei a ter de ler por necessidade todos os dias. E mantenho, hoje, esse hábito.
Fátima Joaquim
Ex-aluna da Escola EB Dr. João das Regras
“O «Ler, lazer a aprender» é um projeto fantástico, tendo em conta que os alunos chegam ao 9º ano a gostar verdadeiramente de ler. Por vezes, solicitam orientação na escolha dos livros e dá-lhes prazer partilhar a análise das leituras realizadas.”
Ana Crespo, professora de História que participa
no Projeto “Ler, lazer e aprender” há 5 anos.
“Pela primeira vez no Agrupamento, achei a ideia do projeto “Ler, lazer e aprender” útil no despertar pela leitura de outros temas. Um dos aspetos mais interessantes que encontro é o facto dos alunos gostarem de partilhar o que estão a ler o que me permite, também, partilhar as minhas leituras. Não posso também deixar de referir que desse hábito de terem o livro para ler nos 15 minutos diários, pedem muitas vezes para ler, quando acabam uma tarefa ou depois de acabarem os testes. Sinto, acima de tudo, que os alunos de uma forma geral, gostam de estar a ler.”
Andreia Rodrigues, professora de Ciências Físico-Químicas,
a participar, pela primeira vez, no projeto.
E parece-nos que, por agora, cumprimos o objetivo deste trabalho: apresentar os dois projetos de leitura do Agrupamento. E, tal como dizemos, no início, são dois projetos que, afinal, se complementam. Muitas vezes, os alunos que desenvolvem o projeto do “Ler, lazer e aprender”, no fim das tarefas, e enquanto esperam por novo trabalho ou quando acabam os testes antes do tempo, pedem aos professores licença para ler, concretizando, por isso, o projeto “Um livro sempre à mão”.
Lurdes Neto
Rosalina Simão Nunes
2.º Concurso de Palavras DiNotícias
O Torneio realizou-se no dia 28 de abril nas bibliotecas da Escola EB Dr. João das Regras e da Escola de Ribamar. Inscreveram-se 29 equipas, dando portanto, um total de 58 alunos. Estiveram presentes no dia da Prova 23 equipas, logo, 46 alunos. As equipas tiveram 1h00 para realizar a atividade, tendo hipótese de usar 30 minutos adicionais de tolerância. Era essencial levar, por equipa, pelo menos, um exemplar da 1.ª Edição do DiNotícias de 2013/14.
Nas provas constaram um conjunto de palavras cruzadas feitas com base na 1ª Edição do jornal do Agrupamento, DiNotícias (2013/14) e algumas perguntas de caráter interpretativo.
A prova tem um valor máximo correspondente ao número de palavras que têm de ser descobertas, cada palavra correta vale um ponto. Em caso de empate, é tido em conta o tempo que cada equipa demorou a resolver a prova.
Na minha opinião, todos os objetivos desta atividade foram cumpridos, gerando sempre algum espírito de competição saudável.
Esta é segunda vez que eu e outros colegas participamos no Torneio das Palavras Cruzadas e todos concordamos que desta vez correu bastante melhor, pois já trazíamos alguma experiência da primeira vez em que tínhamos participado e a nossa capacidade de interpretação também já está mais estimulada e desenvolvida. Os resultados já foram apurados. Brevemente serão publicados na página do site do Agrupamento. Damos aqui conta dos cinco primeiros lugares. Os prémios serão entregues durante a Festa do Agrupamento, no encerramento do Ano Letivo.
1º Lugar – Francisco Marques e Francisco Pignatelli (9ºA / JRegras)
2º Lugar – Andriana Tepordei e Inês Almeida (9ºB / JRegras)
3º Lugar – Lara Kwai e Francisco Barreto (9ºB / JRegras)
4º Lugar – Ana Sofia Pereira e Eva Silva (8ºA / JRegras)
5º Lugar – Cátia Santos e Inês Baltazar (9ºB / JRegras)
Muitos Parabéns a todos os que participaram.
Carolina Bonifácio (9ºB)
Um olhar sobre o DiNotícias (2013/14)
Na 2.ª Edição do DiNotícias, junho de 2017, n.º 8, foi publicada a apreciação crítica , Um olhar sobre o DiNotícias, da autoria de Ana Carolina Ferreira (9B). Começava desta forma a rubrica Um Olhar sobre o DinNotícias, uma parceria com a equipa responsável pela construção do jornal. Tem sido desde então publicado um "Olhar" na segunda edição de cada ano a partir da 1.ª edição.
Um olhar sobre o DiNotícias
Se há algo que é importante para uma comunidade escolar é o seu próprio jornal. Todas as escolas deveriam ter um para todos poderem conhecer aquilo que os alunos e professores fazem. Dou imensa importância ao jornal escolar, primeiro que tudo, porque no jornal encontramos várias notícias sobre o que aconteceu nas várias escolas do Agrupamento. É a partir da leitura do Dinotícias que descobrimos a quantidade de atividades existentes que são muitas e quase sem nos apercebermos… O que é muito importante.
Depois, a forma como o jornal está organizado dá logo uma motivação enorme, passo a explicar, o jornal na sua capa e na sua parte detrás está a cores com alguns grandes títulos para dar a conhecer o “maior” que aconteceu, depois aborda algumas frases e mostra o assunto e a página para podermos perceber o que se encontra nele. E assim que o encontramos e começamos a desfolhar é percetível ver a sua forma de organização. Já dentro do jornal Dinotícias, tudo se encontra a preto e branco, com algumas imagens e textos que os professores encarregados por essa atividade fizeram e ainda com um rodapé em várias páginas dos patrocínios. Ainda é possível distinguir a letra e o seu carregamento na cor preta… e ainda a forma como estão escritas para dar alguma energia e motivação de leitura. Tem também alguns jogos, como é o exemplo das palavras cruzadas e tem também algumas sugestões de filmes.
Considero muito importante a leitura das palavras do diretor no início do jornal, Dirige-se aos alunos, aos professores, à escola, e fala da “boa educação”, do sucesso, das experiências e de tudo o resto. São sempre palavras importantes e de força para todos lerem.
Ana Carolina Ferreira (9ºB)
DiNotícias, 2ª Edição (2013/14)
Na 2.ª Edição do DiNotícias, junho de 2007, n.º 8, foi publicada a apreciação crítica , Um olhar sobre o DiNotícias, da autoria de Ana Carolina Ferreira (9B). Começava desta forma a rubrica Um Olhar sobre o DiNotícias, uma parceria com a equipa responsável pela construção do jornal. Tem sido desde então publicado um "Olhar" na segunda edição de cada ano a partir da 1.ª edição.
Foi ainda publicada a reportagem sobre o 2.º Concurso de Palavras DiNotícias, feita por Carolina Bonifácio (9B).
Damos também conta de uma artigo de fundo elaborado ("Promoção da leitura - dois projetos, um objetivo") em parceria entre as responsáveis pelos dois projetos de leitura dinamizados no Agrupamento: "Um livro sempre à mão" (professora Lurdes Neto) e "Ler, lazer e aprender" (professora Rosalina Simão Nunes).
terça-feira, 24 de junho de 2014
Marcadores
Quando iniciávamos a "arrumação" do ano letivo, encontrámos alguns marcadores de livros feitos no âmbito do Projeto de leitura "Ler, lazer e aprender". Aproveitamos, por isso, para os publicar.
- do 7ºA, a Mafalda Abreu, Catarina Silvério, Gustavo Campos, Ana Marta,
- do 7ºB, o Afonso Godinho, Renata Silva.
Para ver a exposição virtual de todos os marcadores feitos e apresentados durante esta semana aceda a este link.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
O leitor do ano
Durante este semana, ficámos a saber que o Pedro Ribeiro do 7ºB foi o aluno do 3º Ciclo da Escola EB 2,3 Dr. João das Regras que mais livros requisitou durante o ano letivo que agora termina.
No reconhecimento deste facto, foi-lhe oferecido pela BECRE, na pessoa da professora Bibliotecária, professora Alexandra Bernardo, um livro e um diploma de que deixamos imagens de registo.
Estamos, por isso, muito contentes e orgulhosos, Pedro!
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Jovem desaparece misteriosamente
Na 6ª Oficina de escrita do 9ºB, sugeria-se que, a partir de vários elementos disponibilizados, os alunos escrevessem um texto narrativo com cerca de 180 palavras, em que relatassem as
possíveis aventuras vividas por um jovem, durante 24 horas.
Publicamos alguns dos trabalhos:
Eram
sete da manhã quando o Peter saiu de casa, ninguém sabia que ele decidira ir
acampar perto uma zona muito popular, onde dizem que já houve avistamentos de
ovnis.
Não avisou nem família, nem
amigos e foi embora de madrugada, chegou ao local dos avistamentos e acampou.
De noite enquanto dormia, ouviu uns barulhos esquisitos no ar, levantou-se e
começou a olhar em redor quando viu, uma nave extraterrestre enorme, tinha
aterrado num espaço a cerca de 30 metros dele. Começou a correr para lá, quando
chegou à nave, procurou a porta em todo o lado e não encontrou.
De
repente, a porta abre-se no topo e sai um homem lá de dentro, o Peter espantado
por ver um humano a sair de uma nave espacial, quase desmaiou, mas conseguiu correr
para um arbusto e esconder-se. Correu para a nave mal o homem desapareceu entre
as árvores, trepa para o topo da nave e abre a porta, entra lá dentro.
Depois
de se esconder lá dentro, senta-se à espera que alguém aparecesse, quando o
homem que ele viu sair, entra na nave, e inicia o protocolo de voo, ele repara
que afinal os ovnis, são naves americanas.
Quando
reparam nele, passaram por um rio e deixaram-no cair. Quando chegou a casa todo
molhado, de manhã, enviou logo a noticio para os jornais.
A
notícia apareceu na segunda página do jornal, visto que na primeira apareceu o
desaparecimento dele, Peter.
David Anunciação (9ºB)
Eram nove horas. Fui ao café da Dona Leonor para beber o meu
habitual cafezinho matinal. Enquanto esperava , sentei-me a desfolhar o jornal.
No meio dele, estava a minha cara , e um titulo que dizia: " Jovem
desaparece misteriosamente por 24 horas" .
Fiquei extremamente assustada e fugi. Fui para casa e liguei
a televisão. Em todos os noticiários, era a única noticia que passava, mas
passado um pouco eu acalmei-me. Estava ali e estava vivinha da silva. Como
ninguém sabia de mim decidi, que não ia trabalhar naquele dia. Ninguém ia achar
estranho, para além do mais ninguém sabia de mim.
Sentei-me no sofá e decidi o que ia fazer naquele dia.
Arrumações parecia divinal! Comecei por
limpar o chão, o pó e depois decidi que ia arrumar um dos armários, onde estavam todas as minhas
memórias antigas. Fiquei com uma sensação de preenchimento quando percebi que
aquilo eram álbuns e mais álbuns da minha infância. Sentei-me no sofá e foi assim que passei o
resto do meu dia. Sentada no sofá entre bolachas, chocolates quentes, chás e
boas memórias.
Inês Baltazar (9ºB)
Jovem desaparece durante 24 horas
Numa manhã, um jovem, ao
ler o jornal, repara que este tem a data do dia seguinte e tem a notícia do seu
desaparecimento durante 24 horas…
O meu primeiro instinto
era ler/devorar a página do jornal. Mas pensando duas vezes… como eu sempre
faço (muito bem, quase sempre!), achei que não o deveria fazer. Para quê? De
que valia estar a lê-lo enquanto podia viver aquela experiência de 24 horas com
a sensação de aventura, novo, inesperado, com uma reviravolta pelo meio. Portanto
levantei-me e simplesmente vivi.
Primeiro, fui para casa,
não parava de pensar naquele jornal… Era estranho, não era? Se EU apareci no
jornal, porque dei como desaparecido, é porque de facto hoje irei desperecer “da
vista” de toda a gente da minha terra. Então aproveitei esta estranha situação.
Não sabia para onde queria ir… portanto agarrei na minha mochila, enfiei um par
de calções e uma t-shirt, alguns mantimentos, as minhas poupanças e uma manta.
Escolhi Lisboa.
Passadas três horas no
autocarro, passando por paragens desertas, cheguei à capital. Apreciei o
movimento dos cenários que misturavam o presente com o passado. Fui andado até
à Avenida do Brasil, procurava um sítio para dormir, encontrei na Rua Jorge
Colaço. Depois, fui de metro até ao Rossio procurava um café barato mas com bom
aspeto, finalmente encontrei-o. Almoçado, decidi ir visitar o Elevador de Santa
Justa na Baixa. Era antigo e no topo, a cidade não tinha limites. Para
satisfazer a minha curiosidade, decidi visitar as Ruínas Romanas, também na
Baixa, estas só abrem uma vez por ano! Que sorte! Depois de um longo passeio
pela zona, apanhei o elétrico na Praça da Figueira rumo a Belém, onde pude e
provar os famosos Pastéis de Belém.
A noite caia, decidi
voltar para o meu alojamento. Hoje voltei e, agora, sim, leio a notícia.
Lara Kwai Silva (9ºB)
Júlio
via a Terra, o Sistema Solar, a Via Láctea, cada vez mais longe, a afastarem-se
a uma velocidade estonteante!
Estavam
de volta dele 2 criaturas alienígenas, de estatura muito grande. O Presidente
Blubbul e a sua filha Jnnerl. Fora esta que ordenara a captura de um humano
para poder brincar.
Quando
chegaram a Koolll, o planeta dos aliens, Júlio foi levado para o quarto de
princesa onde foi posto numa casa de brincar.
Os
humanos eram o animal de estimação, o brinquedo preferido de Jnnerl. Por isso é
que tinha ordenado que lhe trouxessem outro, agora menino para fazer par com o
primeiro que lá tinha.
O
tempo que Júlio passou naquele planeta nem foi de todo mau. Tirando o facto de
ser “prisioneiro” da princesinha mimada, podia passear por Koolll quando Jnnerl
não precisava dele, com a sua parceira Emília, a outra mascote da filha do rei.
Ao
fim de 10 anos foi-lhes concedido o desejo de voltar para casa.
Depois
da viagem Júlio foi para casa onde estava a sua mãe com um ar de «Ai, meu
menino, que explicação é que tens para isto!?» e com um jornal do dia seguinte
ao seu rapto a dizer que Júlio estava desaparecido há 24 horas.
Júlio
pensara que o tempo que estivera fora não ia interferir com o tempo na Terra.
Era como se não se tivesse passado tempo nenhum. Afinal estava errado, 1 dia se
tinha passado.
Maria Carolina Matos (9ºB)
terça-feira, 20 de maio de 2014
Os nossos heróis
No 5º Teste escrito do 9º B, no Grupo IV, propôs-se que os alunos escrevessem um texto,
que pudesse ser divulgado no jornal de uma biblioteca escolar, e no qual referissem as características que
considerassem mais importantes num herói. Tinham de justificar a opinião e
apresentar, com base na experiência de leitura, um exemplo de personagem
que ilustrasse o ponto de vista.
Publicamos alguns dos textos:
Um herói tem de ser uma pessoa com confiança. Garra e acima de tudo,
adorada por todos.
A definição de herói depende de pessoa para pessoa, pois existem os
heróis de ficção que salvam sempre o mundo e que só fazem boas ações, mas, para
mim, não é assim.
Eu acho, que todos nós somos heróis e heroínas, porque somos capazes
de nos levantar todos os dias, comunicar com quem nos rodeia, pensarmos,
respirarmos e isso faz-nos heróis.
Não necessitamos de ter super poderes, conseguir voar ou trepar
paredes, pois o ser humano já é maravilhoso o suficiente e não precisa disso.
O facto de quando temos uma doença ou um problema na nossa vida e se
formos capaz de os ultrapassar tornamo-nos heróis e a mente humana é tão
desenvolvida que, qualquer dia, todos nós vamos ter poderes como os heróis de
ficção e quando esse dia chegar, eu vou la estar para ver que apesar desses
poderes as pessoas vao continuar a ter problemas, a ter uma rotina e a ser
heróis como sempre foram.
Portanto, para mim, heróis são todos os indivíduos da nossa
sociedade.
Mas apesar de tudo se tivesse que escolher um herói, seria o
Spiderman, pois foi o herói que mais me marcou na minha infância.
Joana Marques
Um herói pode ser qualquer
pessoa. Todos nós temos um herói dentro de nós!
As mães são heroínas por se
exporem ao risco do parto; os bombeiros são heróis por nos salvarem, tal como
os médicos ou polícias; os pais, amigos, professores, todos são heróis por nos
aturarem, não é verdade?
Todos os heróis da banda
desenhada, dos filmes foram inspirados em humanos. Todas as qualidades também
se encontram dentro de nós; o altruísmo, a coragem, a bravura, a honestidade.
Todas as características dos
super-heróis são imprescindíveis para vivermos uma vida feliz, em que ajudar os
outros está em primeiro lugar.
Não precisamos de ler para
encontrarmos heróis, basta abrir os olhos e o nosso coração.
Às vezes, os heróis são os
próprios escritores por nos conseguirem transmitir todas as qualidades e todo o
esplendor que um herói pode ter. Por nos transportarem para uma nova e
maravilhosa realidade onde tudo é possível.
Não posso dar um exemplo
concreto de um herói que tenha lido ou que invente, pois não tenho a capacidade
dos escritores!
Os meus heróis são uma qualquer
pessoa que me consiga fazer sonhar, viajar para outros mundos. Tem que ajudar
os outros e de ser corajoso, claro.
A conclusão é que todos somos
heróis de alguma maneira.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
O livro da nossa vida
A propósito do romance O Meu Pé de Laranja Lima, uma das atividades propostas no manual (página 76) é a elaboração de um depoimento sobre o livro da "nossa" vida. A proposta foi feita. Publicamos alguns dos textos, tendo havido a possibilidade de fazer o registo por escrito ou oralmente:
Depoimento em áudio:
Maria Carolina Matos (9ºB)
Vera Lucas (9ºB)
Depoimento escrito:
Na minha vida inteira, como
estudante li vários livros, cómicos, romances e muitas vezes de aventura. Não
posso dizer que já tenha encontrado o livro da minha vida, pois a leitura é
algo que me acompanha desde pequena e decerto que continuarei a ler... Mas posso
dizer que aquele que me ensinou mais, aquele que me fez refletir e que mais
apreciei (por essas razões) foi “ O velho e o mar”.
Este livro baseia-se na história
de um velho pescador que não tinha sorte cada vez que saía para pescar com o
seu barco, nunca trazia peixe. Até que uma vez o velho navegou para mais longe…
Nessa tremenda aventura lutou imenso para conseguir apanhar um peixe enorme,
“o” peixe da sua vida, conseguindo ser bem-sucedido.
A história gira à volta de
palavras como: “conquista”, “persistência”, “tentativa”… Daí considerar este
conto “o livro da minha vida”, pois a sua moral defende precisamente os meus
valores como pessoa livre. Que devemos lutar, persistir para alcançar o que
desejamos sem alguma vez desistir, por outro lado, ensina que tomar riscos e
não atuar pelo seguro na vida, muitas vezes leva-nos mais longe atingindo os
nossos objetivos.
Lara Kwai Silva (9ºB)
Na aula de
Português, a professora pediu-nos que escrevêssemos sobre o livro da nossa
vida. Apesar de ainda não ter lido muitos livros e de achar que ainda não
encontrei o tal livro, vou falar sobre um livro que me marcou bastante.
“Tenho 13
anos e fui vendida”… É um livro escrito pela autora Patricia McCormick. Este
livro fala-nos de uma adolescente, a Lakshmi, que quer fazer de tudo para ajudar a sua família
necessitada. Um dia, o seu padrasto diz-lhe que lhe arranjou trabalho na Índia
como criada, porém, mal ela sabe que foi vendida para prostituição. Ao
descobrir onde se encontra, Lakshmi faz de tudo para sair de lá e voltar para a
sua família.
Gostei bastante de ler este livro, pois Lakshmi
é uma rapariga super simples que, apesar de não viver nas melhores condições,
está grata por viver. E ainda quer ir trabalhar para melhorar as condições de
vida da sua família. Mas, o que mais me fez gostar deste livro foi a enorme
força que a rapariga teve para enfrentar esta fase da sua vida.
Este é um livro que aconselhava totalmente
para as pessoas lerem, pois mostra-nos como temos de estar gratos pelo que
temos, ensina-nos a não desistir de aquilo que mais queremos e de uma certa
maneira mostra-nos que nada é impossível.
Andriana Tepordei (9ºB)
O livro da minha vida
Sempre gostei de romances, até costumo dizer que sou uma
romântica. Se um livro não tiver um pouco de romance, não me cativa. É mais que
obvio que o livro da minha vida é um romance! Tem como título de “Amor e
Chocolateӎ de uma autora inglesa chamada Dorothy Koomson e tem quatrocentas e
nove páginas.
Desde o inicio que o livro me cativou. Os seus acontecimentos e
modos como são relatados são bastante reais para não falar do facto que a
autora descreve tão bem o que as personagens estão a sentir que houve alturas
em que parecia que eu conseguia sentir o que elas sentiam. É uma história
encantadora, atrevida, extrovertida e carinhosa, tudo o que alguém pode crer
ler.
Em suma, afirmo com toda a certeza que este livro me marcou,
pois sempre que falam em histórias que me tenham chamado a atenção lembro-me
dele, não só por me fazer ver a vida de uma maneira diferente mas também porque
a personagem principal do livro era parecida comigo em termos de mentalidade.
Carolina Bonifácio (9ºB)
Eu, já
li alguns livros. Uns antes e uns depois daquele que mais me marcou e donde
pude retirar lições para a minha tão recente viagem pelo caminho da vida. Os
livros que li depois nada mudaram na minha preferência.
O
livro da minha vida é, e acho que sempre será, A Culpa é das Estrelas. Este
livro foi escrito por John Green e em páginas não é grande, sendo de apenas 257
páginas … Mas, no seu conteúdo é rico. John Green conseguiu prender-me de tal
maneira no livro que escreveu que eram seguidas as horas que passava a lê-lo.
Este
livro fala acerca de dois jovens, Hazel e Angustu,s que irão morrer, pois estão
em fase terminal de um cancro. Sim, é um pouco triste, mas durante o pouco
tempo que lhes resta decidem juntos ultrapassar todos os obstáculos que poderem
surgir e juntos vão experimentar algo que nunca antes conheceram: O verdadeiro
amor. Com o tempo eles conhecem-se e juntos vão formando um pequeno infinito de
amor, esperança e uma espécie de felicidade.
Eu
retiro uma grande lição deste livro. Eu e todos nós devemos, temos que ser
felizes. Todos temos problemas, é certo, mas se nos dedicarmos só a eles, então,
para quê viver? Se fosse no meu caso, se eu soubesse que um dia muito próximo
eu iria morrer, provavelmente ficaria na minha cama á espera de morrer. Mas
eles não, então acho que devemos, por vezes, ignorar os nossos problemas. Uns
são maiores outros mais pequenos mas desistir nunca …
Cátia Santos (9ºB)
O livro da minha vida chama-se "A menina Dança?" e
é da autoria de Rita Ferro. O livro relata a história de uma mulher chamada
Madalena, que era jornalista, muito impulsiva e empenhada, que para fazer uma
reportagem sobre uma casa de alterne infiltrou-se lá, trabalhando como
prostituta.
Madalena, sempre fora
impulsiva, e isso percebe-se quando ela conta como conheceu o marido. Ela conta
que foi a uma festa e quando se vinha embora ele pediu para levá-la a casa. A
partir daí as coisas foram desenrolando-se e passado uma semana já viviam
juntos.
Considero este o livro da minha vida porque, tal como a
personagem principal, eu não olho a meios para atingir os fins. E também porque
me ensinou que não devemos mentir às pessoas só para as proteger, porque muitas
vezes elas acabam por ficar zangadas connosco.
Gostei muito do
livro, porque tem uma história delicada, que é tratada sem pudores, e com
subtileza. Também gostei do facto do livro ser sempre escrito dirigido a Jorge,
o marido de Madalena.
Inês Baltazar (9ºB)
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Ser oportunista
Na 4ª oficina de escrita, no 9ºB, fez-se a seguinte proposta a partir da expressão "Ser oportunista é um defeito":
Escreva um texto argumentativo, com cerca de 180 palavras, em que defenda ou refute (conteste) a afirmação.
Alguns dos trabalhos:
“Ser oportunista é um grande
defeito.” Eu não concordo com esta afirmação, pois nem sempre podemos associar
o oportunismo a um defeito.
No dicionário, o significado de
oportunista é: Que ou quem aproveita as oportunidades, normalmente sem
preocupações éticas. Sim é verdade que há aquelas pessoas que se aproveitam que
tudo com segundas intenções, mas nem todas as pessoas são assim. Logo, não
podemos dizer que ser oportunista é apenas um defeito. Por exemplo, uma pessoa
que tem a oportunidade de ir para a faculdade com uma bolsa de estudo e
aproveita é um oportunista, pois aproveitou uma oportunidade. Tanto como pode
não aproveita-la. Para mim ser oportunista pode ser um defeito, mas também uma
qualidade. Uma pessoa que aproveita as oportunidades da melhor maneira sem
segundas intenções não se pode dizer que seja um defeito.
Concluindo, ser oportunista pode ser uma qualidade ou
um defeito. Qualidade quando aproveitamos as oportunidades da melhor maneira
sem segundas intenções e para o nosso bem. Defeito quando nos aproveitamos de
uma oportunidade só para ver uma pessoa mal, ou quando temos segundas
intenções.
Andriana Tepordei (9ºB)
Ser
oportunista
Ser
oportunista pode ser um defeito, mas por outro lado, também pode ser um coisa
boa para a pessoa em questão. Se virmos pelo ponto profissional, é uma coisa
boa, pois a pessoa vai aproveitar todas as oportunidades para ficar melhor no
seu trabalho e ter uma grande carreira profissional. Mas se olharmos para a
vida social ser oportunista é uma coisa má, pois pode levara que as outras
pessoas com quem essa convive deixem de gostar dela por ela ser tão “egoísta”
ao ponto de querer tudo para si e não deixar escapar nada.
Aproveitar oportunidades honestas e verdadeiras é, obviamente, uma coisa positiva, mas estar constantemente a faze-lo é demais.
Na vida devemos aprender quando devemos ou não aproveitar uma oportunidade que nos é dada, não devemos estar constantemente a aproveitar-nos de todas as que nos dão, isso é negativo, pois nunca nos iremos esforçar para ter nada porque, possivelmente, isso nos será sempre dado.
Concluindo, ser oportunista é tanto bom como mau, por isso deve ser um defeito/qualidade que devemos ter o quanto basta e nas situações adequadas.
Aproveitar oportunidades honestas e verdadeiras é, obviamente, uma coisa positiva, mas estar constantemente a faze-lo é demais.
Na vida devemos aprender quando devemos ou não aproveitar uma oportunidade que nos é dada, não devemos estar constantemente a aproveitar-nos de todas as que nos dão, isso é negativo, pois nunca nos iremos esforçar para ter nada porque, possivelmente, isso nos será sempre dado.
Concluindo, ser oportunista é tanto bom como mau, por isso deve ser um defeito/qualidade que devemos ter o quanto basta e nas situações adequadas.
Carolina Bonifácio (9ºB)
Ser oportunista é um grande defeito, não eu não acho porque temos mesmo que aproveitar as
oportunidades quando estas surgem, quer na escola, quer no emprego, quer no
dia-a-dia…
Eu refuto contra esta
afirmação, pois ser oportunista não é um defeito, se alguém tiver a
oportunidade de mostrar ao mundo os seus dotes musicais, por exemplo, não é
algo bom? Aproveitar a oportunidade quando esta surge, sim, pois não se sabe se
poderemos ter outra igual!
Imagine-mos
que um jornalista é editor, e o seu chefe propõe-lhe passar de editor a
editor-chefe, é óbvio que o jornalista iria aproveitar essa oportunidade, era
tolo se não o fizesse.
Na
escola, por exemplo, um aluno acima da média a matemática, tem a oportunidade
de fazer um exame a nível nacional, o vencedor recebe um prémio em dinheiro, aproveitava-mos
esta oportunidade, claro, e assim também não ficávamos de consciência pesada
porque sabíamos que podíamos vencer e ganhar o prémio, no entanto não agarrámos
a oportunidade.
Portanto, ser oportunista não é um defeito, é inteligência, porque quem
aproveita as oportunidades quando estas surgem é inteligente, pois se não
houver outra oportunidade igual ficamos à mesma de consciência leve.
David Anunciação (9ºB)
Se me perguntarem se ser
oportunista é um defeito, pois, não sei, porque para mim ser oportunista tem dois lados.
Como eu costumo dizer, h á sempre
o lado bom e o lado mau das decisões e escolhas que cada um faz.
O lado bom de uma pessoa ser
oportunista é que apanha todas as oportunidades que lhe oferecem, sem pensar
nos outros e sem imaginar as consequências, apenas segue o que o coração diz,
naquele momento, e faz de tudo por aquilo, mas sempre pelo lado bom, sem pisar
ninguém.
Pelo outro lado é mau, porque,
muitas das vezes, o oportunista tenta arranjar todas as oportunidades boas para
a sua vida, mesmo que tenha de passar por cima de outras pessoas, magoando-as,
deitando-as a baixo. Pode fazer isto ou porque simplesmente gosta de ver os
outros sofrer, sim há pessoas assim, ou porque quer tanto aquilo que nem repara
no que se encontra à sua volta, nem nas pessoas que já deixou para trás, só
para chegar aonde quer.
Concluindo, uma pessoa
oportunista ou pensa nos outros e tenta agarrar aquela oportunidade com ‘unhas
e dentes’, sendo ambiciosa e determinada, ou adota o caminho mais fácil e
muitas das vezes o mais utilizado, em que nem pensa nos outros e ataca a
oportunidade…
Joana Marques (9ºB )
Hoje em dia, os oportunistas
estão por toda a parte, e também aqueles que crescem nesta fase de grande crise
e confusão é normal que o número aumente. Afinal o que é um oportunista? Na
minha opinião, uma pessoa essa característica é uma pessoa que aproveita de
todas as oportunidades que lhe são favorecidas, que faz de tudo para conseguir
o que deseja, e isso é bom ou mau dependendo da maneira como essa vontade é
aplicada.
Quando alguém é oportunista “na
positiva” ,o que raramente se encontra, pode ser alguém que segue um sonho. Mas que esta oportunidade seja sob o conceito
de recompensa de um esforço saudável. Uma entrevista de trabalho, uma promoção…
Pode ser atribuída de forma justa, e não é erro aproveitar este tipo de
possibilidade.
Um oportunista, na maioria dos
casos, é alguém que se aproveita do esforço dos outros para seu próprio benefício.
Existe uma expressão muito utilizada,
que é “lambe botas”, é a pessoa
que se aproxima, para que, quando houver uma chance aproveitá-la, muitas vezes,
deixando mal aquele que o ajudou cegamente.
A meu ver, quando se diz alguém
de “oportunista” nunca é no bom sentido, é sempre utilizado para criticar um certo
sujeito. Resumindo, para mim, oportunistas são todos, mas cada um com os seus
valores, certos ou errados.
Lara Kwai Silva (9ºB)
O oportunismo. É bom ou mau? Ao princípio pensei que fosse bom, mas
começo a aperceber-me que quem é oportunista o é essencialmente por causa de
dinheiro.
Vi um programa, no Canadá, onde estavam a abrir uma mina a céu aberto
de 2 quilómetros e meio de profundidade para extrair ouro (o programa foi
filmado em 2008 ou 2009). O problema neste cenário, que rendaria 14 toneladas
de ouro por ano é que, para fazerem a mina, tinham que destruir uma cidade
inteira – neste caso deslocaram-na, mas isso não importa agora. Uma empresa
pegou na oportunidade de fazer muito dinheiro, mas pelo caminho estavam vidas,
histórias e memórias que foram deixadas para trás. Não admito isso,
simplesmente não acho correto e se fosse eu punha-me à frente das máquinas para
não poderem continuar com o seu trabalho!
Como preciso de outro argumento vou pegar numa situação que é ou foi muito
comum. Quando os pais de uma criança rica morriam e lhe deixavam a fortuna havia/
há sempre parentes oportunistas. Aqueles “abutres” que vão cuidar de uma
criança indefesa e lhe tentam roubar o dinheiro.
Tanto numa como na outra situação são aplicações de oportunismo sem
preocupações éticas (a meu ver, claro). No primeiro exemplo não se preocuparam
com as pessoas, com as famílias (apesar de as terem recolocado não é
preocuparem-se genuinamente, devem ter sido obrigados a recompensar as famílias)
e com o ambiente; na segunda situação, infelizmente devia ser menos comum, mas
não é ético tirar partido de uma criança só porque tem dinheiro. Uma criança precisa
de amor e carinho para crescer, não um parente interesseiro e oportunista a
rondar-lhe o dinheiro!
Maria Carolina Matos (9ºB)
segunda-feira, 28 de abril de 2014
A algaravia - um comentário
A propósito da leitura do conto "A algaravia" de Mário de Carvalho, desenvolvemos, em sala de aula (9ºB), uma atividade de oralidade proposta no manual (página 68). Depois de planificado o discurso, os alunos apresentaram a sua opinião depois de terem também ouvido uma opinião de uma outra leitora (recurso do manual digital).
Publicamos, de seguida, os registos desses momentos de opinião:
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