sábado, 24 de março de 2012

"Temos de começar a Jantar à Mesa" - Leitura orientada

Um dos contos escolhidos para leitura obrigatória, no 8º Ano, é «Temos de começar a jantar à mesa» (de Alice Vieira; do livro Trisavó de Pistola à Cinta). Após a sua leitura, em sala de aula, num trabalho de interação entre alunos e professora, foi sendo construída, em simultâneo, em trabalho autónomo pelos alunos, a ficha de leitura, seguindo a seguinte estrutura: Ficha de leitura - modelo sugerido. Para a construção do comentário foi disponibilizado um guião que, sem ser obrigatório, se aconselhou que os alunos seguissem a fim de aprenderem a construir / treinarem a construção de comentários, conscientes de que comentar deva ser sempre  uma ação fundamentada.
Publicamos, a seguir, alguns dos comentários e, noutros casos, a ficha de leitura completa.

COMENTÁRIOS

No princípio deste conto, ficamos a conhecer algumas personagens como: a Carolina, o pai, a mãe, a avó, o Zé Pedro e Abigaíl Gusmán. Também ficamos a saber que a Carolina, o pai, a mãe, a avó e o Zé Pedro fazem parte da família, mas Abigaíl Gusmán é uma personagem da telenovela. No conto, vemos que, do 1º capítulo para o 2º, temos um recuo no tempo chamado analepse. Para mim Carolina não gostou muito da ideia de ter uma irmã mais velha e isso está muito explícito na seguinte frase: “ Estou mesmo a vê-la… Um sorriso à Claudia Schiffer, um andar anorético à Kate Moss… São as piores… ”
A televisão está sempre presente em todo o conto, pois existe uma ligação entre a vida desta família e o que se passa na telenovela. Como, por exemplo, quando Luís Fernando Montoya disse: “Hei de dar cabo de você Abigaíl Gusmán…”

Carolina era a menina do papá como se confirma esta frase: “Carolina sempre fora “a menina do seu pai””. Quando a família foi ao programa que filmava reencontros entre famílias e onde iam conhecer Felicidade, Carolina nem quis ir, pois os seus amigos iam gozar com ela. Então, Carolina sentia-se traída e zangada. No fim do conto, Carolina começou a ficar mais simpática com a situação e quando Felicidade não apareceu para jantar, até tanta animar o pai dizendo que Felicidade havia de voltar e o pai respondeu que a felicidade sempre lá tinha estado, ou seja, antes ou depois de Felicidade aparecer nas suas vidas eles já eram felizes. Eu acho que a última referência da telenovela dá a entender que a guerra e a aventura acabaram e põe um ponto final na história.
Ana Maria Silva, 8ºB


Neste conto existem várias personagens, como, por exemplo: Carolina, Zé Pedro, D. Helena (a mãe de Carolina e de Zé Pedro), o pai dos irmãos (cujo nome não é referido no texto), a avó Eduarda, etc. No primeiro capítulo, é logo referida a ligação que existe entre a vida real e a ficção, e que é muito forte. Já no segundo capítulo, tudo “anda” para trás (ocorre uma analepse). A relação entre a realidade e a ficção é referida e existente em toda a história. Para distinguir as falas das personagens do texto com as personagens da telenovela utilizam-se dois métodos: para as falas das personagens do conto usa-se travessão e para as falas das personagens da telenovela utilizam-se aspas.

Quando sabe que tem uma irmã, Carolina não fica nada contente com a situação. Ela até diz: “- Estou mesmo a vê-la… Um sorrisinho inocente à Claudia Schiffer, um andar anoréctico à Kate Moss… São as piores…”. Esta frase prova que Carolina não está mesmo nada satisfeita com tudo aquilo.
No capítulo quatro, é mostrado o sentimento que o pai e Carolina nutrem um pelo outro. Carolina começa a ter ciúmes do amor que o pai possa dar à filha mais velha, o que é comprovado com o seguinte excerto: “Mas o pai sorria q dizia que nunca se dá mimo a mais a uma filha. E ficavam os dois a olhar um para o outro, nem silêncio que só eles entendiam. E agora vinha a outra.”. Neste capítulo, é novamente mostrada a importância que a televisão tem na vida de Carolina, com a frase: “A avó Eduarda tem razão: deve estar a ver televisão a mais.”
Quando sabe que vai haver um programa que tem por objetivo reunir toda a família, Carolina opõe-se logo à ideia de ir. Vai dormir na casa da avó Eduarda. No terceiro, quarto e quinto parágrafos do sexto capítulo, a conjunção ou tem a função de intensificar uma ideia (a ideia é de que Carolina quer estragar aquele jantar).
No sétimo capítulo, Carolina pensa na hipótese de Felicidade não ir ao jantar e, só depois, sente-se culpada. É aí que se descobre que Felicidade não vai mesmo ao jantar. Para tentar animar o pai, Carolina diz que a sua “irmã” Felicidade há-de voltar e o pai responde-lhe que a felicidade sempre lá esteve. Com este diálogo o pai quer dizer que não é preciso que a Felicidade lá esteja para todos serem felizes.

Este conto acaba com mais uma referência à telenovela mexicana. A telenovela acaba de forma trágica, mas a vida real talvez não tanto, pois afinal a Felicidade poderá voltar a qualquer momento.

Na minha opinião, a televisão é importante nas nossas vidas, pois informa-nos, entretém-nos, faz-nos pensar e descobrir o mundo. Eu utilizo a televisão para ver filmes, séries e desenhos animados. No tempo de aulas, estou em frente à televisão cerca de 5 horas por semana, mas no tempo de férias dedico-lhe mais tempo. A televisão tanto pode ser benéfica ou prejudicial. Para quem passa muito tempo “agarrado” ao televisor, pode tornar-se mesmo “viciado” e os efeitos podem ser desfavoráveis. Para quem apenas vê um pouco, de vez em quando, não faz tanto mal, pois, à partida, é apenas por distração.


Madalena Castro, 8ºB 



Eu gostei desta história … É uma família diferente e com os seus problemas e isso chama a atenção do leitor.

Carolina, Avó, Felicidade, Pai, Mãe e o Zé Pedro, são as personagens principais e constituem uma família, em que os acontecimentos parecem estar em sintonia com os da telenovela mexicana que veem, em que Abigaíl Gusman, Luís Fernando Montoya e Manfredo Loriente são as personagens centrais. Esta sintonia entre os factos reais e da televisão acontece ao longo de toda a história e é algo diferente e muito interessante.
Do 1º para o 2º capítulo acontece uma analepse, pois os acontecimentos retrocedem uns dias para explicar a história.
Quando Carolina soube que tinha uma irmã mais velha ficou espantada e não conseguia dizer nada, pois só lhe vinham preocupações sem nexo à cabeça.
Carolina ficou com ciúmes uma vez que tinha sido sempre a “menina do papá” e agora chegara Felicidade e o pai estava a dar-lhe muito amor e nem parecia a mesma pessoa. Carolina até chegou mesmo a sonhar que o pai acariciava Abigaíl Gusman, a personagem da telenovela que para ela representava a sua irmã, e que Luís Fernando Montoya jurava vingança a quem se metesse no caminho da sua felicidade. Este sonho demostra que a telenovela tinha bastante influência na vida de Carolina e no que acontecia.
A família até chegou a ir a um programa de televisão mas Carolina não quis ir, pois tinha medo que os seus colegas gozassem com ela.
Carolina ao ver a mesa de jantar posta, o que não costumava acontecer, só teve intenções infantis, e, no texto, ao usar a palavra “ou”, numa repetição, vemos como Carolina estava tão chateada e com vontade de fazer fosse o que fosse.
Mas os sentimentos de Carolina estavam a mudar, quando a meio do programa Felicidade parecia ser a única a achar que as coisas iam rápido demais. No entanto, esse era um sentimento que Carolina não queria sentir.
No final, Carolina sente-se culpada e até tenta alegrar o pai ao dizer que um dia Felicidade ira voltar.
Depois de tantas peripécias Carolina e a sua família continuam as suas vidas e veem que sempre tiveram o que precisaram. E, mesmo depois da novidade de haver um novo elemento na família, eles ultrapassaram as dificuldades juntos…
Foi uma história muito divertida e interessante.


Lara Trindade, 8ºA


Esta história contem bastantes personagens, entre as quais, algumas reais e outras de ficção que neste caso entravam numa telenovela. Carolina, Zé Pedro, a mãe, o pai, Felicidade e a avó Eduarda são personagens reais e Abigail Gusman, Luís Fernando Montoya e Manfredo Loriente são personagens de ficção.

As falas da telenovela e as das personagens são bastantes fáceis de distinguir pois as das personagens são apresentadas com um ‘ - ’ e as da telenovela são contadas a partir do narrador.
Segundo o 4º Capítulo, Carolina não ficou nada satisfeita com a ideia de ter uma irmã, pois toda a gente lhe dizia que o pai lhe dava mimo e mais e que ela era a menina do papá, logo ela tinha medo que Felicidade lhe viesse roubar o lugar. Outra coisa bastante interessante, neste conto, é que a telenovela mexicana é sempre mencionada consoante os acontecimentos que se sucedem na “vida real”. Sempre que acontece alguma coisa mais importante, existe praticamente sempre uma referência à telenovela.
No Capítulo 6, o programa a que Carolina não vai assistir tem como objetivo a união de famílias que não se veem há muito tempo.
Em relação ao 7º e último Capítulo, Carolina começou a sentir-se um pouco culpada, pois começou a achar que foi por causa das suas ‘más energias’ que Felicidade não foi ao jantar. No final, Carolina tentou animar o pai, porque devido o facto de se sentir um pouco culpada, ela achava que o devia fazer.
Este conto termina com a morte de Luís Fernando Montoya o que para mim é um bom fim pois dá a ideia que o ‘pesadelo’ acabou. Por exemplo, na telenovela Abigail Gusman fica sem o seu vilão, e neste caso, Carolina fica sem a irmã, pois Felicidade achava que era muito cedo para voltar a unir a família.
Para mim, a televisão é importante, porque é a partir dela que temos todas as notícias do mundo, onde podemos ocupar o nosso tempo a ver programas de que gostemos entre imensas outras coisas… A televisão não tem só coisas boas, por vezes, as pessoas começam a adotar uma vida sedentária devido às televisões e também porque por vezes pode fazer mal aos olhos. Normalmente, vejo televisão uma meia hora por dia, eu sei que é muito, mas sempre que começo a ver televisão parece que existe sempre mais programas interessantes…

Madalena Geraldes, 8ºA



FICHAS DE LEITURA 

Inês Cordeiro, 8ºB

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Damiana Mateus, 8ºA

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Leonor Ferreira, 8ºA

Marcadores da semana (de 19 a 23 de março)


Nesta semana, apresentaram marcadores:

  • do 7ºB, a Beatriz Ferreira e a Lara Kwai;
  • do 7ºA, o Francisco Marques e o Francisco Pignatelli.


Para ver a exposição completa, respeitante ao segundo período (2011/12), ver aqui.  

sábado, 17 de março de 2012

Marcadores da semana (de 12 a 16 de março)


Nesta semana, apresentaram marcadores:

  • do 8ºB, a Inês Cordeiro, ;
  • do 7ºA, a Alexandra Sousa e o Diogo Alves.
  • do 8ºA, a Mafalda Francisco.


Para ver a exposição completa, respeitante ao segundo período (2011/12), ver aqui. 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Life is life ♥ - O blog da Mariana (8ºB)

Uma das razões pelas quais, neste ano letivo, comecei a "abrir" o blog à participação dos alunos, passando a ser este espaço, além de um repositório de trabalhos e de memórias, também uma ferramenta para o desenvolvimento das atividades, logo das aprendizagens, foi o facto de estar cada vez mais convencida de que ensinar e aprender passa por aqui. Pela rede. 
Mas, há hábitos que têm de ser alterados e práticas novas a adquirir, porque a transição não é só deixar de usar o papel e passar a usar o pc. Trabalhar na rede exige dos alunos mais autonomia e responsabilidade. Aspetos que, por variadíssimas razões, costumam ser deficitários. 

Assim, tem sido um trabalho lento e árduo, ainda que agradável.

Depois de ter proposto que este espaço fosse também o princípio de determinadas atividades, agora, anuncio outra etapa. A partir de hoje, está associado a este espaço o primeiro blogue de alunos. Apercebi-me, pelo Facebook que a Marina Nunes do 8ºB já tinha criado um blogue. Fui espreitar. Comentei e fiz-lhe um desafio: associar o seu blogue a este e começar a desenvolver no seu espaço as atividades aqui propostas. 
A Mariana aceitou. Espero que tenha sido, apenas o primeiro blogue. O espaço para ir registando o blogue de cada um já está feito. É só deixarem o link na caixa de comentários deste post e passam a fazer parte dessa espécie de catálogo a que podem aceder, indo aqui à coluna do lado direito e clicarem em Blogues dos alunos - 2011/12.

Obrigada, Mariana!

Rosalina Simão Nunes

segunda-feira, 12 de março de 2012

Marcadores da semana (de 05 a 9 de março)

Nesta semana, apresentaram marcadores:

  • do 8ºB, a Margarida Almeida;
  • do 7ºB, a Carolina Bonifácio.

Publicamos, ainda, o marcador Filipa Silva do 7ºA apresentado em semanas anteriores e que, por lapso, não foi publicado. 




























Semana SeguraNet - Ponto da situação

Na semana de 7 de março, dia em que se comemora o dia da segurança na internet, resolvemos aceitar o desafio do site SeguraNet e participar na iniciativa. Assim, a temática proposta para a oficina de escrita foi a segurança na internet e o tipo de texto a produzir deveria ser um texto expositivo e/ou panfleto.

A atividade iniciou com um visionamento - atividade preparatória -,  em sala de aula, debate sobre o assunto e depois foi dado, como habitualmente, uma semana aos alunos para poderem produzir os seus produtos. Em papel teriam de entregar oito dias após a apresentação da atividade. Em suporte digital, teriam a possibilidade de enviar até mais tarde, recorrendo ao um e-mail específico ou, então, publicando o trabalho a caixa de comentários do post onde a atividade foi apresentada.

 Como recursos foram sugeridos os Alertas "O que farias?", cujo download podia ser feito aqui. 

Participaram, na atividade preparatória, cerca de 84 alunos das turmas A e B do 7ºAno e A e B do 8º Ano (Escola EB Dr. João das Regras). Entregaram o produto final 44 alunos.

Posteriormente, foi feito o download dos trabalhos que podem ser acedidos aqui.

domingo, 4 de março de 2012

Marcadores da semana (de 22 de fevereiro a 2 de março)


Nesta semana, apresentaram marcadores:

  • do 8ºB, a Sílvia Alves;
  • do 7ºB, a Vera Lucas, a Soraia dos Santos e  a Lara Kwai;
  • do 7ºA, a Cíntia Simões, o Pedro Quintans e a Madalena Carvalho.



Para ver a exposição completa, respeitante ao segundo período (2011/12), ver aqui.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Receitas - 3ª Oficina de escrita / 2º Período

Atualização

Por gestão do tempo, não foi possível fazer esta proposta de trabalho ao 8ºA. Assim, propõe-se que os alunos façam um trabalho semelhante ao da construção de uma receita para combater a insónia, tendo como temática o dia do pai.

Portanto, terão de indicar os ingredientes e o modo de preparação para ter o melhor pai do mundo.

Este trabalho é obrigatório para o 8ºA. Para as restantes turmas tem carácter opcional.



PROCESSO DE ENTREGA / PRAZOS - Responder na caixa dos comentários deste post até ao dia 19 de março , em suporte papel, até ao dia 15/03/12.  Podem ainda enviar por mail, se optarem por construir um recurso mais completo e criativo, até ao dia 19 de março.




ATIVIDADE DE PREPARAÇÃO 
Reparem com atenção na seguinte receita de Bolo de chocolate:
O texto acabado de ler é um texto instrucional. Por isso, apresenta as seguintes características:

a) Indicações para a realização de determinada tarefa;
b) Etapas apresentadas segundo uma ordem específica;
c) Linguagem simples, predominando a coordenação de frases;
d) Predomínio de verbos com sentido imperativo.

PROPOSTA*

TEMA - Insónia

ATIVIDADE DE PREPARAÇÃO - Ler com atenção a receita e rever as características do texto instrucional.

ATIVIDADE DE ESCRITA - Criar um texto que apresente o modo de preparação da receita e cujos ingredientes  se sugerem, em baixo. Misture-os da melhor forma possível!

TIPO DE TEXTO -  Texto instrucional.

PROCESSO DE ENTREGA / PRAZOS - Responder na caixa dos comentários deste post, até ao dia 05 de março ou, em suporte papel, até ao dia  01/03/12 (7ºB) e 02/03/12 (8ºB e 7ºA).




















Além dos trabalhos apresentados na caixa de comentários, houve alunos que fizeram o texto completo noutro registo que aqui se publica agora:

RECEITA PARA TER O MELHOR PAI DO MUNDO


Lara Kwai, 7ºB

Carolina Bonifácio, 7ºB
Sílvia Alves, 8ºB
Maria Inês Oliveira, 8ºA



RECEITA PARA COMBATER A INSÓNIA

Vanessa Brito, 8ºB 


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Susana Martins, 8ºB 


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Inês Cordeiro, 8ºB


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Vera Lucas, 7ºB


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Beatriz Ferreira, 7ºB


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Margarida Pinheiro, 8ºB


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Sílvia Alves, 8ºB


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Ana Maria Silva, 8ºB


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Carolina Bonifácio, 7ºB


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Afonso Marques, 8ºB


Mariana Nunes, 8ºB


*Referência
Paiva, Ana Miguel et ali - (Para)Textos, Língua Portuguesa 7ºAno, Caderno de Atividades, Porto Editora, pp 60-61.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Marcadores da semana (de 13 a 17 de fevereiro)

Nesta semana, apresentaram marcadores:

  • do 8ºB, a Mariana Nunes, Ana Maria Silva e Susana Martins;
  • do 7ºB, a Monalisa Barros, o Francisco Barreto e a Carolina Bonifácio;
  • do 8ºA, a Maria Inês Oliveira.



Para ver a exposição completa, respeitante a este período, ver aqui.


sábado, 18 de fevereiro de 2012

A propósito d'A Inaudita Guerra Gago Coutinho, de Mário de Carvalho - II Parte

Aqui publicámos o resultado da proposta de trabalho, no caso dos alunos que optaram por continuar a saga da deusa Clio.
Neste post, publicamos o produto final de trabalhos com recurso ao áudio e vídeo. Para já, um único trabalho.

Brevemente, publicaremos os restantes.

AUDIO

Rádio Tan... - Trabalho de Damiana Mateus, Lara Trindade, Madalena Geraldes e Leonor Trindade, DO 8ºA

VÍDEO


Trabalho de Ana Maria Silva, Mariana Nunes e Sílvia Alves do 8ºB



Trabalho de Inês Cordeiro e Margarida Pinheiro, do 8ºB

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Construção de história a partir de frase


E a sexta proposta de escrita semanal para o 8º Ano (turmas A e B) foi:
"Despertado pelos primeiros raios de Sol nascente, Robinson voltou a descer para a praia de onde partira na véspera." (Michel Tournier, Sexta-Feira ou a Vida Selvagem)
PROPOSTA DE TRABALHO
A partir da frase transcrita, construa uma história, desenvolvendo-a segundo a sua imaginação.

Resultados:


Despertado pelos primeiros raios de sol nascente, Robinson voltou a descer para a praia de onde partira na véspera”.
De seguida dirigiu-se ao seu barco que estava ali atracado e reparou que uma parte dele estava destruída.
Ficou preocupado, pois assim como poderia voltar para casa?
Enquanto observava a paisagem, veio-lhe ao pensamento que poderiam ter sido os piratas que habitualmente andavam por ali.
Durante alguns dias preocupou-se em arranjar o barco de modo a poder voltar a navegar em alto mar.
Passaram-se alguns dias e Robinson já se sentia com forças para continuar a sua aventura.
Então, pensando noutro destino lá foi ele...
Quando já ia na sua viagem, avistou ao longe uma pequena ilha, na qual resolveu atracar para descansar um pouco.
O pôr-do-sol estava a chegar e Robinson aproveitou para explorar a ilha.
A certa altura, observou que junto de um rochedo, havia pegadas que certamente seriam de alguém que por ali tinha andado.
Ao explorar este local, encontrou um saco cheio de jóias (com um aspeto muito antigo).
Sendo Robinson conhecedor de muitas histórias de piratas, pensou logo que este tesouro poderia pertencer-lhes e estes estarem ligados á destruição do seu barco.
Nesse momento a sua maior preocupação era sair da ilha e levar consigo o tesouro para um local seguro.
Depois de continuar a sua viagem, chegou por fim ao seu destino e contando a todos a sua aventura, resolveu partilhar o tesouro!

Maria Inês Oliveira, 8ºA



Com os caracóis dourados em desalinho, os olhos verde água brilhantes como nunca antes haviam estado e um aspecto cansado, mas, apesar disso, muito triste, aproximou-se das águas límpidas daquele rio… Apesar de todas as boas memória que aquele rio lhe trazia à cabeça, Robinson não podia esquecer a que mais recentemente o tinha afectado… Não tinham passado nem vinte e quatro horas desde que dissera “adeus” à rapariga! Não de uma rapariga qualquer, não de uma simples amiga, mas sim “daquela rapariga”… Aquela rapariga que o conhecia tão bem… Que sabia os seus segredos, que partilhava com ele experiências, sentimentos e aventuras… Na verdade, tinha passado pouco tempo mas ele apenas sentia, numa palavra, saudade… Saudade porque sabia que não a voltaria a ver. Porque, por muito que quisesse, não conseguia correr atrás dela e obrigá-la a voltar (e isso não era justo!). Não porque ela não queria, mas sim porque o pai dela não deixava que se encontrassem…
                Sentou-se junto à água, lavando a cara com aquela água fria, para afastar todos aqueles pensamentos, embora soubesse que era impossível. Repentinamente, ouviu um barulho e algo caiu a seu lado. Uma pequena pedrinha colorida rebolou até ele, até lhe cair na mão…
                Pegou-lhe e lá estava… A rapariga! Os grandes olhos verdes cobertos de lágrimas e os longos cabelos pretos despenteados… Ela estava mal, muito mal… E ele queria abraça-la, queria mesmo! Mas…
                Robinson olhou o céu... Permaneceu em silêncio, pois sabia! Tinha descoberto onde ela estava, com um simples olhar, percebendo a mensagem que o seu próprio coração lhe deixara… Começou então a correr, não se preocupando com o que deixava para trás.
                Passaram anos e, agora, Robinson abraça “a rapariga”, enquanto, juntos, sorrindo, admiram aquela linda bebé à luz da lua…

Leonor Ferreira, 8ºA


Era uma manhã de Verão, e Robinson acordou com os primeiros raios de sol do dia a baterem na janela do seu quarto.
Robinson era um duende que vivia numa floresta cheia de cor, alegria e muita diversão. Morava num grande cogumelo com os seus pais e levantava-se sempre muito cedo para ajudar o seu pai na horta.
Estava Robinson a plantar alfaces como o pai lhe tinha pedido quando encontrou um saquinho de pano muito bem fechado com uma corda. O saco já parecia ser velho, estava sujo e pesado. O duende ficou muito curioso por saber o conteúdo daquele saco, mas ao mesmo tempo estava com medo, podia ser um bicho, além disso não era dele, não tinha o direito de estar a mexer numa coisa que não lhe pertencia!
 A curiosidade era tanta que ele não aguentou e abriu o saco. Assim que olhou para dentro daquele pedaço de pano velho viu umas pequenas bolinhas a brilhar, pareciam pedras preciosas.
“Uau, que coisa fantástica”- pensou ele.
Depois de estar muito tempo a olhar para aqueles objetos  fascinantes, tocou-lhes e só depois reparou que no fundo do saco estava uma pequeno bilhete.
Em seguida pegou no papel e começou a ler… O papel dizia que quem encontrasse aquelas pedras mágicas tinha o direito de pedir um desejo e para este se concretizar teria de dizer umas palavras mágicas que estavam escritas em baixo.
Naquele preciso momento Robinson reparou que estava a começar a chover e que aquela tempestade ia estragar toda a horta do seu pai, mas lembrou-se das pedras mágicas. Pediu para que ficasse um belo dia de verão novamente e depois de dizer as palavras mágicas, o seu desejo concretizou-se. 

Damiana Mateus, 8ºA

Da praia, Robinson gritava:
-Vamos, vamos, tá na hora de partir de barco até Madagáscar ver se descobrimos alguma coisa em relação à morte dos nossos pais.
Sim, é verdade, os nossos pais tinham morrido num acidente de carro, durante uma pesquisa sobre animais em vias de extinção.
Para mim, Jayson, que estou aqui a contar-vos esta aventura, e para o meu falecido irmão, Robinson, era muito desconfiante, pois em 1930 ainda não havia estradas em Madagáscar.
Em primeiro lugar, descobrimos logo um documento com os nomes dos nossos pais envolvidos numa espécie de grupo, em que tencionavam acabar com as espécies em vias de extinção.
De seguida, uma carta antiga, escrita com uma caneta de tinta chinesa, assinada pelo próprio presidente na qual se diz que se os nossos pais não conseguissem parar com esta exterminação seriam mortos.
Esta carta levou-nos à China.
Fomos falar com o presidente da China, que estava prestes a morrer, por causas naturais, e perguntámos-lhe:
-Sabe alguma coisa sobre os nossos pais, Peter e Julian Anderson?
-Sim, sei!
-Os vossos pais não conseguiram para o exterminação, por isso…(piiiiiiiii).
O presidente morreu, e nós percebemos logo o que tinha acontecido.
Foi uma notícia horrível para nós, mas pelo menos ficamos a saber a verdadeira história da morte dos nossos pais.
Nós não ficámos sustidos, por isso parámos com a extinção. 
Afonso Marques, 8ºB 


Despertado pelos primeiros raios de Sol nascente, Robinson voltou a descer para a praia de onde partira na véspera. O mar estava calmo, límpido e azul clarinho. Robinson olhou à sua volta e avistou um pequeno pássaro. Espera, afinal não era assim tão pequeno! Quanto mais se aproximava, maior parecia. Na verdade, Robinson pensava que estivesse a alucinar até ao momento que aquele pássaro gigante pousou na areia lisa da praia e fez um ruído ensurdecedor.
Robinson era um homem culto e, por isso mesmo, podia afirmar que aquele animal era um grifo. Era um grifo fora do normal, pois era amigável e deixou o Robinson montar nele.
Num abrir e fechar de olhos, o grifo bateu asas e começou a voar por cima do oceano. Para onde ele iria? Certamente que ia levar Robinson a algum sítio incrível. À medida que o grifo se afastava da praia, avistava-se um grande arco-íris brilhante. Quando estavam a meio do caminho, o pássaro gigante começou a voar mais depressa e em direção ao arco-íris. Robinson estava a ficar assustado mas deixou de o estar quando o grifo pousou mesmo no ponto mais alto do arco-íris, aliás, Robinson estava completamente espantado! O seu sonho sempre fora tocar no arco-íris, ter aquela sensação de ser a primeira pessoa a fazê-lo e descobrir o que existia no fim dele… Por falar no fim do arco-íris, Robinson descobriu que não havia nenhum pote cheio de moedas de ouro, mas sim, um campo com muitos trevos de quatro folhas.
Foi assim que Robinson realizou o seu sonho (vários, até).
Inês Cordeiro, 8ºB

Quando Robison estava a ir para a praia, avistou uma pequena casa, atrás das árvores. Decidiu ir até lá ver se estava habitada ou se tinha mantimentos. Chegou até perto da casa e, para sua surpresa, a porta estava aberta. Entrou e viu um espaço escuro e vazio. Após os seus olhos se habituarem à escuridão, Robison conseguiu distinguir um vulto. O que seria? Aproximou-se e viu que era uma pessoa. Assustou-se e gritou. O desconhecido gritou também e saltou do sítio onde estava sentado. Ainda que Robinson se tivesse assustado, conseguiu ficar aliviado, pois viu que tinha companhia. O homem (ainda assustado) olhou para a pessoa que estava à sua frente. Decidiu sair de casa, para poder ver a cara do desconhecido. Era um homem novo, de aspeto cansado e com a pele queimada pelo sol. Na realidade, parecia um sem-abrigo. Se bem que estava receoso, Robison falou com o estranho. Perguntou-lhe se o queria ajudar a construir uma jangada, para se poderem ir embora daquela ilha. O homem disse que sim e os dois começaram a correr para a praia. Apanharam alguns troncos resistentes e puseram “mãos à obra”. No entanto, Robison tropeçou e partiu a perna. Que dor lancinante o atacava! O homem misterioso não o viu e continuou a construir a jangada. Robison gritou, mas estava a aproximar-se um maremoto e o barulho das ondas era enorme, o que fazia com que fosse impossível ouvir os seus gritos. O desconhecido tentou fugir e encontrar Robison. Mas não conseguiu. Era tarde demais. As ondas engoliram a pequena ilha, devastando tudo.
Os dois homens morreram afogados e nunca mais ninguém ouviu falar deles.

Madalena Castro, 8ºB