quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Dizer as palavras - A PAZ

Na sequência do trabalho desenvolvido em anos anteriores na rubrica Dizer as palavras, começamos, neste ano, com a publicação de um episódio subordinado ao tema da paz.

O trabalho contou com a participação de seis alunos das turmas A e B do oitavo ano: Cíntia Guerra, Inês Gomes, Jessica Oliveira, Mariana Ribeiro, Miguel Ferreira, e Soraia Marques.



Homem sozinho - um quase poema...

O recurso que a seguir se publica é o resultado da proposta de uma atividade na plataforma Moodle, na disciplina e-português.
Foi feita a seguinte proposta às  turmas 7E, 8A e 8B:




A escultura que serve de "mote" é de Elizabeth Price, ceramic sculptures.

Responderam ao desafio dezassete alunos. Com as suas participações, construiu-se o quase poema que agora publicamos. Desta vez, e porque à experiência, o quase poema é dito pela voz da professora.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Os jovens e o uso do telemóvel

Na 4ª oficina de escrita, nas turmas A e B do oitavo ano, partindo da leitura de um texto argumentativo com sobre a utilização de telemóveis por parte dos mais jovens ("Telemóvel: proibir ou educar?"), pedia-se aos alunos que construíssem o seu próprio texto argumentativo, defendendo a sua posição. (Proposta do "Caderno de Apoio ao Aluno",  pág. 25, Manual, Diálogos/8ºAno, Porto Editora).

Publicamos, de seguida, um dos textos produzidos em sala de aula:

Hoje em dia, os jovens utilizam bastante o telemóvel e cada vez mais cedo! Gostava de referir também que não concordo com "as  crianças não devem ter telemóvel antes dos 12 anos", pois acho que o telemóvel é algo que nos pode ajudar bastante; por exemplo, acontece uma emergência, algum assunto que possa estar a afetar a criança/jovem.Este é um dos motivos em que o telemóvel pode ser usado como meio de comunicação para a criança/jovem possa pedir ajuda. Efetivamente, que o telemóvel não serve só para este tipo de situações de tal forma também podemos utilizá-lo para a utilização de divertimento (jogos), ouvir música e outro tipo de utilizações...Será que também há algumas situações que possam prejudicar a pessoa que dá utilidade ao telemóvel? Claro que sim, mas, apesar de haver algumas "coisas" no telemóvel que possam afetar a pessoa que o está a utilizar isso acontece não só no telemóvel mas como tudo na vida! Na minha opinião, penso que é preciso apenas ter cuidado.
Cíntia Guerra (8B) 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Mitos inventados

Na 5ª oficina de escrita, nas turmas A e B do oitavo ano, fez-se a seguinte proposta a partir do estudo dos textos da literatura oral:

Criar um texto, à semelhança do que acontecia nos mitos, em que procure explicar a origem de um animal, planta ou fenómeno (Manual, Diálogos/8ºAno, Porto Editora, pág. 63).

Publicamos, de seguida, alguns desses textos elaborados na aula. 


Há muito, muito tempo atrás, haviam duas aldeias no meio de uma floresta. Uma era a aldeia verde que só comia vegetais, e outra era a aldeia vermelha que só comia carne.
Estas aldeias eram rivais! Havia muitos conflitos entra elas... Um dos motivos era porque sempre que a aldeia vermelha ia caçar, faziam grandes jantares e o cheiro da carne assada na fogueira vinha até à aldeia verde, o que era uma coisa que os habitantes verdes odiavam!
Mas havia uma exceção, um dos habitantes mais velho da cidade verde não gostava nada que existissem estas guerras. Este senhor chamava-se Alfredo e era uma espécie de feiticeiro que fazia poções para o bem.
Um dia, questionou-se:
 - Será que posso fazer alguma coisa para parar este ódio entre as aldeias?
Pôs-se a pensar e teve uma ideia: - Vou tentar inventar uma poção que crie um animal que tenha alguma característica das duas aldeias.
E assim foi. Foi misturando poções até conseguir o que queria, e chamou-lhe sapo.
O sapo era verde (uma característica da aldeia verde) e comia carne (insetos, característica da aldeia vermelha).
Então, Alfredo reuniu as duas aldeias e mostrou a sua criação.  Todos  ficaram impressionados e, a partir daí, acabaram-se as guerras e o sapo ficou um animal de estimação perfeito.
Joana Pimenta (8A)

Há muito, muito tempo, todos os cavalos eram pretos, sendo impossível distingui-los. Às vezes, as pessoas levavam os cavalos de outras pessoas sem saberem, trocavam cavalo por égua e vice-versa.
Um dia, um rapaz tinha ido passear a sua égua artista, eles foram pelos campos e montanhas. Depois, quando já tinha preso a égua perto de um cavalo, quando o rapaz voltou, só lá estava o cavalo e ele percebeu que não era a sua égua, por isso, pegou no cavalo e foi com ele por todo o lado assobiando, sabendo que só a sua égua responderia ao assobio.
 -Onde estás? Disse baixinho o rapaz.
Quando estava prestes a desistir, assobiou uma última vez com alma e coração, e, ouvindo uma égua em direção a ele, percebeu logo que era a artista, e, quando eles se abraçaram, os deuses, ao verem aquele acontecimento, puseram todos os cavalos de cores diferentes como: Preto para branco; Preto para castanho; E mistura de cores.
E é por isto que os cavalos não são todos da mesma cor.
Rodrigo Gomes (8A)

A Chuva
Há muito tempo atrás, a terra era seca, não chovia e apenas o mar existia. A Chuva veio graças a uma bela rapariga que, em Veneza, vivia secretamente apaixonada por um rapaz.
Ela passava horas a olhar para ele, enquanto trabalhava na pequena loja de seu pai. O rapaz era alto forte e viril. Ela era frágil, humilde e apaixonada.
Ele pouca atenção lhe dava. Certo dia, ela decidiu dizer-lhe aquilo que sentia. A reação dele não foi a melhor... Ela, triste com o que tinha acontecido, correu para sua casa. Ele foi atrás dela. Quando ela chegou a casa, começou a chorar. Ele tentou abrir a porta, mas a mãe dela expulsou-o de lá. Enquanto ela chorava, ele sentia-se culpado por aquilo. Ela chorava sem parar…
Os dias passaram e ela não saía do seu quarto. Certo dia, ela decidiu sair de casa à noite. No centro da cidade, ela montou uma forca para se suicidar. No dia seguinte, ele foi no centro e viu-a  enforcada. Desesperado, abraçou-a e começou a chorar. Sentia-se culpado. Quando, de repente, uma lágrima caiu  do olho dela e caiu no chão. O céu ficou escuro e água caía, ela continuava a chorar e a chuva não parava. A cidade tinha ficado inundada e ela ainda chorava.

Daniel Mouta (8B)


Inverno, Verão e Outono eram três irmãos que gostavam de brincar com a sua prima Vera. Iam todos os fins de semana ter com ela e ficavam a brincar até ser hora de jantar; depois iam para casa.
Só que as crianças também crescem e os anos foram-se passando, mas continuaram a encontrar-se aos fins de semana, mas agora era para estudar; eram nobres.
A aldeia em que eles viviam era pacata, mas, um dia, foi assaltada por piratas e os três irmãos e a sua prima iam a passar pelo porto. Os piratas viram Vera, uma rapariga linda de morrer e o capitão decidiu levar Vera como sua mulher. Os seus primos lutaram com todas as suas forças, mas não valeu de nada. O Verão que era mais chegado a Vera gritou: «Não, vou matar-vos a todos seus piratas!».
O Verão ficou muito deprimido; já não comia e a pouco e pouco ficou doente e três meses depois acabou por morrer. Outono e Inverno continuavam a sua vida.
A aldeia onde viviam forra cercada e os soldados que a cercaram traziam com eles a peste negra. A pouco e pouco os soldados iam morrendo e foram-se embora, mas Outono também apanhara peste negra e curiosamente morrera três meses depois de verão.
O Inverno ficara a morrer de desgosto por dentro. Ia vivendo mal, mas ia vivendo. Gostava de viajar e um dia decidiu fazer uma viagem ao Pólo Norte só que o Inverno não sabia que no Pólo Norte era muito frio e então acabou por morrer de hipotermia, também três meses depois do seu irmão.

 É por este motivo que temos as 4 estações do ano.

Luís Silva (8B)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Os direitos dos leitores - opinão

No segundo teste escrito das turmas A e B do oitavo ano, no Grupo IV, pedia-se aos que escolhessem um dos direitos do leitor de Daniel Penanac e que expusessem a sua opinião sobre o direito escolhido.

Publicamos um dos textos resultantes dessa proposta:

"O direito de amar os heróis dos romances"

Quem já não amou secretamente o heróis de um romance? Quem ainda não amou que se imponha. Eu já amei, não escondo isso.  Acho que temos todos o direito e liberdade de um amor seja o herói de um romance seja uma pessoa real. Sonhar que somos nós a viver aquela aventura/amor da história, mesmo que seja na terra dos sonhos, no nosso subconsciente. 
Estar apaixonado dá-nos "beleza". Torna o nosso dia mais "bonito", mesmo que seja por uma personagem de uma história. Isso dá-nos felicidade para a nossa vida. Pelo menos para mim. Deu também muito jeito  para a nossa vida. Ficamos inspirados. Talvez amar seja a Primavera que nunca passa para o Outubro para as flores fecharem e as folhas caírem. Sei também que há alguns amores que passam de Primavera logo para o Inverno em segundos , apenas com uma palavra, "acabou" ou um sinónimo "fim".
Não concordo com isso, acho que uma história  não deveria acabar só porque chegou o ponto final da última frase. Devemos escrever a nossa continuação. E isso inclui continuar a amar o herói do romance.

                                                                                                                      Catarina Paulino (8B)


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Cíntia Guerra - 1º Lugar em Concurso de escrita promovido pela Biblioteca

No passado dia 7 de janeiro, pelas 14:30, na biblioteca da Escola Dr. João das Regras, realizou-se uma pequena cerimónia de entrega do prémio respeitante ao 1º lugar (trabalho individual), no concurso "Conto de Natal", promovido pela equipa da Biblioteca do Agrupamento e dinamizado pelos professores de português do 3º Ciclo.

A Cíntia Guerra do 8ºB ganhou o 1º Prémio da Escola Dr. João das Regras. Acompanharam-na neste momento tão importante os colegas de turma, a professora de português, professora Rosalina Simão Nunes, a diretora de turma, professora Ana Paula Bastos e a mãe, Edite Rodriguez. Estiveram ainda presentes colegas de outras turmas.

O evento foi apresentado pela professora bibliotecária, professora Alexandra Bernardo, que enalteceu o trabalho da aluna pelo facto de destacar o verdadeiro espírito do Natal. 

Antes da entrega do prémio, o livro O Velho que lia romances de Amor de Luis Sepúlveda, o texto vencedor foi lido pela aluna. Transcreve-se, de seguida, o texto que também pode ser lido aqui, tal como os restantes textos vencedores: 

O Natal mais especial
Catarina era uma menina de dez anos que, como tantas outras crianças, vivia o Natal intensamente. Para ela, o Natal significava toda a magia e união na família.
Todos os anos, ainda em Novembro, ela começava a imaginar como decorar cada canto da casa. Apesar de tudo, quanto já tinha guardado do ano anterior, havia sempre novos pedidos para fazer: mais fitas coloridas, mais luzes (de diferentes cores e formas) mais velas de intensos e deliciosos aromas… Enfim, tudo aquilo que daria um ambiente maravilhoso ao seu lar.
Para além da decoração, ela preocupava-se também em definir tarefas. Contactava os seus familiares e ficava a par do que cada um poderia trazer. Por vezes, era ela que lançava ideias… Não poderia faltar nada. Até se preocupava com as músicas de Natal que iriam ouvir!
Quando olhava para os adultos à sua volta, reparava que eles não viviam com o mesmo espírito e alegria aquela festa tão especial e importante. Nesses momentos, pensava baixinho que o menino Jesus não deveria estar muito satisfeito com aquela reação. As pessoas crescidas estavam mais preocupadas com os gastos das prendas do que propriamente em festejar.
Certo dia, já próximo do Natal, a Catarina sentiu, pela primeira vez, um sentimento estranho enquanto montava o presépio. O Menino Jesus olhava fixamente para ela como se lhe estivesse a pedir alguma coisa. Estaria ele com frio? Pois… Na realidade, estava ne e em Dezembro as temperaturas eram baixas. Continuou a observá-lo, tentando perceber aquele olhar que lhe atingiu o coração.
A certa altura, ouviu o toque da campainha.
Levantou-se, ainda pensativa, e dirigiu-se até à porta de entrada. Ficou sem palavras, quando observou um menino descalço e mal agasalhado. Tinha um ar triste e vinha de mão dada com uma senhora que mais tarde veio a saber que era a sua mãe. Pediram-lhe pão, pois tinham fome.
Catarina foi, de imediato, chamar a mãe que logo contribuiu com alguns alimentos essenciais.
Quando fecharam a porta, a mãe explicou à Catarina que uma pessoa sozinha não pode mudar o mundo, mas se todos contribuíssem só um pouco o mundo poderia sorrir.
Catarina ficou a pensar nas palavras da mãe e o olhar de Menino Jesus voltou à sua memória. Aquele Natal não poderia ser igual aos outros! Teria de fazer algo de diferente…
Dos pensamentos passou à ação. Falou com os seus familiares e todos concordaram em organizar uma festa onde todos aqueles que, na sua pequena vila não conheciam a verdadeira magia do Natal, pudessem, finalmente, vivê-la.
E assim foi… Naquele Natal, uma grande família nasceu! A partilha, a alegria, a união, o amor a solidariedade ganharam um novo significado na vida de Catarina.
Esse Natal foi, sem dúvida, o Natal mais especial de todos.

A finalizar esta breve nota, umas palavras de apreço da professora de português, professora Rosalina Simão Nunes:
Cíntia, foi com muito orgulho e satisfação que estive presente nesse momento especial e espero que tenha sido apenas um entre muitos semelhantes a viver no futuro! Muitos Parabéns!

NOTA FINAL: Em breve será publicado o texto lido pela aluna.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Dar Voz à Letra

Durante o 1º Período, um grupo de seis alunos dos 8ºA e 8ºB participou no concurso "Dar Voz à Letra" promovido pela Glubenkian.

Deixamos de seguida, os links para os vídeos das participações.

Entretanto, estamos a pensar em fazer novas gravações de textos no 2º e 3º períodos. Dessa forma iremos procurar dar continuidade ao projeto "Dizer as palavras". Disso daremos conta por aqui. 







quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O Natal

Durante as aulas de português, o Tiago Martins do 7ºE construiu alguns recursos a partir de imagens. Publicamos, hoje, o trabalho dedicado ao Natal.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Texto de opinião

Na terceira oficina de escrita (8ºA e 8ºB), no âmbito do estudo dos textos argumentativos, propôs-se que os alunos redigissem um texto de opinião. Teriam que selecionar, primeiramente, o objetivo de crítica que poderia ser: um álbum de música, um filme, um evento ou um programa de televisão.

Publicamos, para já, o texto da Soraia Marques do 8ºB:


O livro Infância Roubada, de  Josephine Cox, é um livro que fala de um homem, Edward Carter, que passa a vida a mal tratar as mulheres com que se casava, tanto que um dia acabou por empurrar a sua mulher, com quem tinha um filho, pelas escadas, depois de lhe ter batido. A pobre mulher não aguentou e morreu. Ele acabou por fugir e deixar o filho para trás. Mas nunca aprendeu que o que fizera era horrível, então continuara a faze-lo com outras mulheres...
Na minha opinião, este livro apresenta como aspetos positivos: um assunto no qual se fala na atualidade; demonstra de que nunca se pode deixar ser maltratada(o), porque pode ganhar consequências graves. Porém, também contém aspetos negativos como ser realista demais.
 A personagem principal, Edward Carter, a meu ver, é uma pessoa horrível que só pensa no seu bem estar, para se sentir bem tem de ter ações violentas com os outros e isso torna-o uma pessoa sozinha e sem amigos. 
Este livro mesmo parecendo um pouco violento é muito bom porque nos faz refletir, mas por ele ser tão realista não quer dizer que seja mau, pois pode ser também divertido e alegre. Recomendo, uma vez que é um livro onde podemos ter uma melhor ideia no que, infelizmente, acontece cada vez mais hoje em dia no mundo inteiro.
Soraia Marques (8ºB)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Página de diário

Na primeira oficina de escrita (8ºA e 8ºB), partindo da leitura de um excerto de O Mundo em que Vivi, de Ilse Losa, sugeria-se que os alunos escrevessem uma página de diário.

Publicamos três dos trabalhos efetuados.

Lisboa, 01 Outubro 2009

Meu amigo secreto a quem conto tudo,       
Mais uma página te conto sobre o que sinto. Foi hoje!
Hoje perdi tudo, a minha companhia, o meu sorriso, a minha alegria, o meu apoio… Hoje perdi-a.
Eu bem sei que este dia havia de chegar, mas nunca me mentalizei! A minha neta, a minha única neta… A minha neta foi viver com os pais !
Eu bem sei que os pais têm de estar junto dos filhos, mas ela era minha! Fui eu que a eduquei , fui eu que a fiz rir, fui eu que sequei as suas lágrimas, fui eu que a ensinei o que era justo ou não.
Não me podiam separar da minha neta agora !
A Rose ficou triste, a minha neta não está feliz, ela queria tanto ficar comigo!
Hoje, quando a levaram, ela voltou a trás e disse-me ao ouvido: “vô eu vou só ali conhecer pessoas novas, mas não te preocupes, vô , eu volto eu juro que volto."
Nesse momento, não contivemos as lágrimas e começámos os dois a chorar.
Deixei de a ver, levaram a minha neta! Levaram a vida!E agora? Como vai ser? Como é que me vou levantar todos os dias sem ver a Rose?
Eu tenho de a ver ! Custe o que custar  eu preciso da minha neta!
Carolina Fontes (8ºA)

 Quarta-feira, dia 17 de Fevereiro

Hoje aconteceu algo triste, algo muito triste. Nunca pensei que este dia chegasse tão depressa, mas de facto chegou.

Os pais da minha linda neta vieram-na buscar porque querem que ela aprenda a ler e a escrever. Sinto-me bastante desamparado e com um vazio no coração. Esta casa não voltará a ser a mesma, vou sentir saudades de brincar com a Rose, chamá-la pela manhã para vir tomar o pequeno-almoço, contar-lhe uma história todas as noites antes de adormecer, fazer-lhe cócegas e dar-lhe miminhos.
Posso ir visitar a Rose sempre que quiser, mas a distância que nos separa e a minha velhice não facilitam nada.
Nunca vou esquecer todos os momentos que passei com ela, foram os anos mais felizes da minha vida e recordei bastante a minha infância com ternura.
Espero que a minha neta fique bem e que guarde todas as aprendizagens e momentos no seu grande coração de ouro.

Mariana Ribeiro (8ºA)


10/9/1980
Querido diário,
                        Hoje recebi uma carta da minha querida filha, ela dizia que precisava da sua filha ao pé de si para poder ser feliz. Após ter lido esta cartam o meu coração ficou-me na boca, só de pensar que poderei ficar sem a minha neta que tanto amo.
                        Resolvi perguntar à minha neta o que queria, precisava da sua opinião para poder tomar uma decisão, mas ela não facilitou as coisas e disse que queria ficar comigo. Esta resposta deixou-me feliz porque sabia que era amado pela minha neta, apesar de já não poder fazer tantas coisas como antes, mas, por outro lado, ela tinha de aprender a ler, a escrever para poder vir a ser uma grande mulher e, acima de tudo, o lugar dos filhos é ao pé dos pais.
                        Não me resta mais nada além de escrever uma carta para a minha filha e dizer a decisão da minha neta e o porquê de a minha filha não a tirar de mim.



15/9/1980
Querido diário,
                       Apesar da carta que escrevi à minha filha, hoje ela veio buscar a sua filha. Antes de a levarem ainda tentei falar com eles mas foi em vão. Dirigi-me à minha neta e comuniquei-lhe a decisão mas a sua reação foi a que esperava, não queria ir. Tenho a certeza que, naquele momento, sentiu revolta e muita tristeza e para acalmar isso disse-lhe para cantarmos (uma coisa que eu e ela fazíamos sempre nestas situações).
                     A canção que cantámos fez-me relembrar todo o tempo que passei com ela, daí, quando cheguei ao fim da canção, já tinha lágrimas nos olhos.
                    Sofri imenso ao vê-la ir embora mas sei que ficará bem entregue.   
 
                       
          Carolina Vicente (8ºB)

Ano letivo 2014/15

Por razões difíceis de concretizar, só agora iremos iniciar a publicação regular dos trabalhos resultantes de propostas das aulas de português. Neste ano de duas turmas do 8º Ano (com continuidade pedagógica em relação à maioria dos alunos) e uma turma do 7º Ano.

Contamos, ainda, publicar alternadamente, alguns trabalhos do ano letivo 2013/14.

Um bom ano!