sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Processo de articulação vertical das aprendizagens, no Aedlv, Lourinhã

No âmbito de uma intervenção da IGE num processo de melhoria, no ano letivo de 2017/18, uma das ações envolveu a questão da verticalização das aprendizagens, com base na identificação feita pelo agrupamento de aspetos a melhorar. 

Nessa altura, eu não era a coordenadora do departamento. Fiz parte do grupo e liderei-o por indicação do diretor da altura do
Agrupamento de Escolas e Jardins de Infância D. Lourenço Vicente, Lourinhã. A ideia seria implementar o projeto a partir do ano seguinte e aí já sob orientação dos coordenadores de departamento. A apresentação da proposta foi feita numa reunião com os 
coordenadores de departamento, em junho de 2018. 


Depois, a partir daí, e de acordo com a proposta, seriam os coordenadores a liderar o processo. Não aconteceu. Pelo menos da forma como era sugerido no trabalho final. A única ação efetuada foi ter sido criada uma grelha para recolha (quantitativa) de número de atividades desenvolvidas com recurso a metodologias ativas. 

E, efetivamente, nos anos subsequentes, a questão da verticalização acabou por esmorecer... E essa foi a razão pela qual, em 2019, no momento da eleição para coordenação do departamento, sendo eu um dos nomes à escolha, declarei que gostaria de desempenhar o cargo a fim de procurar criar situações que nos levassem a trabalhar a questão da verticalização das aprendizagens.

No desenvolvimento desse trabalho, em 2021, o diretor, na altura, pediu que se fizesse o ponto da situação sobre o trabalho desenvolvido para se discutir em CP. Eu fiz um documento  para ser apresentado em conselho pedagógico.  Acabou por não se tratar desse assunto... E não se voltou ao assunto. 

Entretanto, era minha intenção, no final do ano passado (2022/23), ter feito a apresentação "com pompa e circunstância" do repositório das atividades, um dos objetivos do plano de melhoria. Não estiveram reunidas as condições para que tal acontecesse, ainda assim, partilhei um documento na drive do departamento, durante o encerramento das atividades de fim de ano letivo, para que se fossem partilhando atividades com síntese descritivo, acrescentando e enriquecendo o repositório cuja construção iniciara aquando da ação de melhoria da IGE em 2017/18.  A intenção era, depois, ter sido criado um site, no corrente ano letivo (2023/24), onde de forma mais dinâmica essas propostas fossem divulgadas.  Anexo também o tal documento que refiro.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

"Celebrar a Escrita | 2023"

Celebrar a Escrita 2022/23 de Rosalina Simão Nunes

"Em 2019, no âmbito da comemoração do centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen, o departamento de português propôs a inclusão nas respetivas planificações de cada ano letivo de um momento que contribuísse para o conhecimento, a evocação e a divulgação da vida e obra da autora, nas suas múltiplas facetas. Uma das atividades propostas foi a de escrita, coletiva ou individual, de um texto a partir de excertos da obra da escritora. Essa estratégia permitiu recolher textos de qualidade suficiente para construir uma coletânea de textos.


Já em 2020/21, manteve-se a proposta de “Celebrar...” a escrita e foi escolhida a temática da “viagem”, tema também transversal a todos os anos de escolaridade.

Na segunda edição, além dos produtos finais, incluiu-se, pela diversidade dos processos  pedagógicos,  uma   breve síntese   feita pelos professores responsáveis pela coordenação pedagógica de cada produto final.

Neste ano letivo (2022/23), mantém-se essa estratégia considerada relevante já que, efetivamente, se reconhece que o papel do professor nas dinâmicas propostas de sala de aula é determinante para o desenvolvimento das aprendizagens dos alunos, portanto, tem de ser visível esse papel e também partilhado dado que dessa forma será melhor percecionada a forma como os alunos ao longo dos anos vão desenvolvendo a aprendizagem da escrita integrada dado que a proposta, neste caso, no âmbito desta atividade, surge sempre a partir do texto literário.

Assim, o ebook deste ano letivo (2022/23) encontra-se dividido em dois blocos, 2.º e 3.º ciclos. Depois, cada professor ou grupo de professores descreve sumariamente o processo pedagógico que deu origem ao produto final que, por fim, se partilha. Neste ano, decidiu-se por enriquecer os textos com ilustrações e imagens. Algumas da autoria dos próprios alunos."
 
Departamento de Português (2022/23)

Post original publicado aqui.

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Cenários de aprendizagem - Estratégia pedagógica

Em 2018, na sequência da intervenção da IGE numa ação de melhoria, em conversa mais ou menos informal com uma das inspetoras, vi-me confrontada com a dificuldade de responder a uma das perguntas que me foi feita: "Como é que os seus colegas ensinam a escrever?" Na altura, como ainda agora, no nosso Agrupamento e no Departamento de Português em particular, éramos já um conjunto de professores que se mantinha estável. Alguns a trabalharmos "juntos" há mais de 10 anos. 

Não consegui responder à pergunta, porque, efetivamente, não sabia. Aliás, como continuo sem saber agora, ainda que comece a ter mais alguma informação dado que passou a existir também coadjuvação a português em todas as turmas do 7.º Ano. Mas só estamos presente em duas das quatro aulas semanais, sendo por isso difícil acompanhar esse processo. 

Observo, pontualmente, algumas indicações dadas pelos professores sobre a forma como os alunos das respetivas turmas deverão melhorar o processo de escrita, particularmente após o processo de recolha de informação para classificação. 

Não é fácil promover, ou melhor, motivar os colegas a partilharem as suas práticas, criando situações que proporcionem esse tipo de partilha. Por um lado, o tempo de trabalho dedicado a esse tipo de prática (o trabalho colaborativo) é recorrentemente absorvido por outras atividades. Por outro, o que acontece frequentemente quando acontecem esses momentos é acabarmos por partilhar, descrevendo sumariamente as atividades que já propusemos, dando particular destaque aos produtos finais. 

Parece-me que, mais relevante do que esse aspeto que também é  importante, seria construir em simultâneo os cenários de aprendizagem que enquadrassem os vários momentos. 
Há cerca de quatro anos, iniciei esse trabalho de construção de cenários de aprendizagem em colaboração com uma das colegas de departamento. Foi sem dúvida uma experiência bastante enriquecedora e dinâmica. 

Dessa interação, resultou a construção de um modelo de cenário de aprendizagem, aquando da resposta a uma proposta minha, enquanto coordenadora do departamento, de partilharmos precisamente situações de aprendizagem que tivessem resultado válidas aquando o confinamento. 

Pedi precisamente que se evitasse a mera descrição da atividade e que se enquadrasse a mesma no contexto de aprendizagem. 

Fruto de experiências de formação vivenciadas por mim, nomeadamente o curso de mestrado em Pedagogia do Elearning da Universidade Aberta, e das da colega com quem formava equipa, e também com o recurso a este projeto delineamos esta(1) estrutura.
 
Rapidamente nos apercebemos que o processo teria de ser simplificado dado que aquela estrutura não era compatível com o número de aulas previstas a português no 3.º ciclo. E tomamos também consciência da importância de serem definidas linhas orientadoras no início de cada cenário. 

Depois, os vários momentos, pese embora possam e devam ser também trabalhado sem conjunto, tratar-se-ão de processos que, na maioria das vezes, têm de se ajustados às realidades das turmas e também, não menos importante às nossas próprias características. 

E, quando chegamos a esse patamar, estamos claramente no âmbito da avaliação pedagógica.

Termino esta reflexão a dar destaque à relevância do "nós" (professores e alunos em interação) dentro da sala de aula, em que compete ao professor, sem dúvida, orientar os alunos para a descoberta do que é aprender. Em que cada momento pode ser avaliado porque em todos os momentos dentro de uma sala de aula há aprendizagem. Nem todos aos mesmo tempo, alguns mais depressa, outros mais devagar, alguns aparentemente mais distraídos, outros com maior concentração.  Mas todos, sem dúvida, em interações constante, num ritmo diferenciado onde cada um vai "entrando" e saíndo de acordo com as suas expetativas e gostos. Porque eles aprendem sempre aquilo de que gostam de aprendar. Aliás, passa-se o mesmo connosco, os adultos! E essa é a chave. Ao professor dos dias de hoje compete ensinar os alunos a gostar de aprender, naturalmente, na especificidade de cada área disciplinar. Simplificando ainda mais: temos de lhes ensinar a ser curiosos. Basta isso. 

(1) - O link só foi adicionado em abril de 2024.

domingo, 4 de junho de 2023

A poesia nas aulas de português

Neste ano, não previmos, no departamento de português, nenhuma atividade específica para comemorar o dia da poesia (21 de março). Mas, naturalmente, a poesia acontece nas aulas de português de todos os professores várias vezes durante o ano. Algumas  integradas nos cenários de aprendizagem que se vão construindo, outras como apontamento precisamente para comemorar o dia da poesia e ainda existem aqueles momentos únicos em que se conversa sobre poesia de forma quase espontânea. 

Neste post,  publica-se a descrição de duas situações de aprendizagem, uma integrada num cenário de aprendizagem, outra como apontamento para festejar o "Dia da Poesia". Ambas as situações ocorreram em turmas do 7.º Ano.

1.ª SITUAÇÃO - "Festejar a poesia"

1.° Momento - audição do poema;

2.° - Momento a desenvolver em simultâneo com o 1.° - Identificação de uma palavra por cada aluno que traduzisse o que sentiam enquanto ouviam o poema (tinha de ser um nome);

3.° Momento - Construção de um mapa de ideias em conjunto a partir das palavras ditas pelos alunos;

4.° Momento - Contextualização histórica do poema e Identificação de pares de palavras que se opusessem (antíteses);

5.° Momento - Síntese oral construída em grande grupo, moderada pela professora e participada pelos alunos.

E houve um 6.° Momento que não estaria previsto mas um aluno fez questão de fazer silenciosamente: escrita de um poema.




2.ª SITUAÇÃO - "Poesia à maneira de..."

Nas turmas B e C do sétimo ano, após a exploração, em grupo-turma, do poema de Eugénio de Andrade: "Urgentemente", propôs-se que os alunos também em grande grupo, escrevem um poema à maneira de Eugénio de Andrade, tendo-se partido da estrutura do poema analisado.  

Assim, construídos em sala de aula, partindo de uma atividade de brainstorming, os poemas foram o resultado de uma proposta estruturada de escrita que permitiu, simultaneamente, explicar recursos expressivos utilizados na construção de sentidos, além ter proporcionado a revisão das classes de palavras.

Num ritmo diferenciado, promovendo a reflexão individual, discussão a pares com posterior decisão em grande grupo (turma), os alunos foram tomando consciência das várias etapas de construção de um texto poético. 

Paralelamente permitiu que alguns alunos fizessem ilustrações. No caso do 7.º C, de forma mais completa, no 7.º B, em registo de esboço.
Foi ainda efetuada a leitura expressiva em turma do poema.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Avaliar atitudes. É possível? Como fazer?

Num dos grupos do Facebook, criado para debater e partilhar assuntos sobre o Projeto MAIA, alguém colocou a seguinte questão: "ATITUDES - Segundo o Projeto Maia como fazem a avaliação das atitudes nas Vossas Escolas? Obrigado e bom trabalho para todos."

Fiz o seguinte comentário:

E por que razão têm as atitudes de ser avaliadas? 

Ser competente resulta de um processo de construção onde se entrelaçam precisamente as atitudes, as capacidades e o conhecimento. Nenhum destes aspetos pode deixar de estar presente quando se aprende. 

Logo, o processo de avaliação (pedagógica) tem de os contemplar. Como? Simples. Pensando atividades onde os alunos possam desenvolver as suas capacidades. Ao fazerem isso, estarão a ter, necessariamente, atitudes que os levarão a saber o que têm de saber e, mais, mas não menos importante, a saber fazer. 

Portanto, a chave estará na processo de construção dos momentos de aprendizagem. Ou seja, criação de atividades.

Criei este recurso para ilustrar melhor esta ideia. 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022


 

Videopoemas (2020/21)


 Começo a ter, novamente, tempo para ir enriquecendo este Arquivo. Os últimos anos têm sido profícuos em experiências e aprendizagens que, consequentemente, roubam tempo ao espaço da partilha. O que não deixa, por seu turno, de ser quase um paradoxo, quando passo cada vez mais tempo online.

Quero acreditar que foram tempos de adaptação ao novo ritmo e que conseguirei, de novo, partilhar as experiências de aprendizagem que resultam das propostas feitas em sala de aula de forma mais sistemática, tal como fazia antes da Covid-19. 

Hoje, irei partilhar um conjunto de recursos feitos por alunos do 9.º Ano a partir desta proposta. Passou-se no ano letivo de 2020/21. Os alunos / autores já estão na sua maioria no 11.º ano!

Sobre a proposta

Esta proposta foi feita aquando da exploração de textos poéticos e parece-me, pelo seu desenho, que se trata de uma atividade que conseguiu permitir aos alunos desenvolver a seguinte aprendizagem essencial do domínio da Educação Literária: Expressar, através de processos e suportes diversificados, o apreço por livros e autores em função de leituras realizadas.

Os produtos finais, ainda que com algum atraso temporal...,estão a ser publicados aqui


segunda-feira, 11 de julho de 2022

"Serei o que me deres...que seja amor"

 

Com o objetivo de alertar para a Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, um grupo de alunos do 9.º ano, turmas D e E, foram sensibilizados nas aulas de português para participar na construção de poemas alusivos à temática "Serei o que me deres...que seja amor".


Desse trabalho resultaram seis áudios que serão divulgados alternadamente entre os dias 23 e 28 de maio, às 9:5811:5814:5815:58 e 19:58 na RCL (Rádio Clube da Lourinhã). Prevê-se ainda a sua publicação escrita numa das próximas edições do jornal "Alvorada". Os textos foram escritos e lidos pelos alunos participantes.

Esta iniciativa procurou dar resposta à proposta da CPCJ (Comissão de Proteção das Crianças e Jovens) da Lourinhã de celebrar o mês de abril como Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância.

Post original publicado a 24/05/2022 no Site do Agrupamento.

Publicamos aqui os áudios:

Áudio 1

Áudio 2

Áudio 3

Áudio 4

Áudio 5

Áudio 6



sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Celebrar "Viagens literárias"


 "Reconhecendo a importância do tema “Viagens” na cultura e na história portuguesas, tendo como objetivo primordial promover a articulação vertical em torno de uma atividade que implique um tema e metodologias comuns a todo o Departamento de Português, propôs-se a inclusão nas respetivas planificações de cada ano letivo de um momento que contribuísse para o conhecimento e a divulgação da literatura portuguesa, num dos seus temas mais internacionais e transversais: a viagem. 


As linhas orientadoras e o respetivo cenário de aprendizagem (CA) foram delineados no início do ano letivo.  Estava previsto que o projeto iniciasse a partir de fevereiro de 2021, altura em que, de novo, estivemos em confinamento (COVID-19). Assim, houve a necessidade de reajustamentos, sendo que, pela riqueza dos processos pedagógicos, se sugeriu que, neste ano, a par dos textos dos alunos, fosse também publicada uma síntese da forma como cada professor desenvolveu em sala de aula a proposta.

Para aceder ao ebook clicar em "Celebrar...Viagens Literárias".

DEPARTAMENTO DE PORTUGUÊS
2020/21"


Dia do livro || 2025


UAb - Portugal